O Cristo Crucificado

Com certeza você já ouviu muitos pregadores que declaram pregar a Cristo. Eles pregam, falam sobre Jesus, mas não o Cristo crucificado. Falam de Jesus como grande mestre, como filósofo e psicólogo. Mas não seguem o Salvador até a cruz. Não sobem o monte do calvário. Não sentem a terra tremer sob os pés. Não vêem o Sol escurecer. Não ouvem o brado: “Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?” E também acabam não ouvindo a exclamação de triunfo: “Está consumado!” São pessoas que não vêem o Senhor sair da tumba, na manhã da ressurreição e não crêem que Ele é a ressurreição e a vida (João 11:25).

Amigo querido: só as pessoas que crêem no Cristo crucificado, no Cristo que morreu pelos pecados do mundo, podem aceitar esta declaração. Foi por isso que o apóstolo Paulo disse aos cristãos de Corinto que não viera ali para pregar ensinos filosóficos. “Quero falar de Jesus Cristo, e este crucificado” (Primeira carta aos Coríntios, 2:2). O adjetivo “este” no grego, é enfático! Deus conceda que aqueles que se chamam pregadores tenham esse mesmo lema de Paulo!

Do ponto de vista humano, pregar o Cristo crucificado era pregar mensagem inaceitável, fazer trabalho condenado ao fracasso. Para os judeus, quem sofria a pena de crucifixão era maldito (Gálatas 3:13). E entre os romanos, a morte de cruz era reservada para os piores indivíduos dentre os que não eram cidadãos do império. Por isso Paulo declarou que o Cristo crucificado era “escândalo para os judeus” e “loucura para os gentios” (Primeira carta aos Coríntios, 1:23). Paulo constatou isso quando foi pregar o evangelho em Atenas. Sentiu que não adiantava tentar usar a lógica com lógica, filosofia a filosofia, eloqüência a eloqüência. O trabalho não deu o resultado esperado. Daí por diante não quis pregar senão Cristo, “poder de Deus e sabedoria de Deus” (versículo 24).

Todos nós sabemos que o ser humano é pecador. Que o salário do pecado é a morte (Romanos 6:23). Todos nós temos uma sentença de morte. De si mesmo o homem nada pode fazer para se livrar dela – não pode se lavar dos pecados já cometidos, não pode se tornar santo. Não pode se livrar do pecado e da condenação até que Alguém por ele morra, tomando o seu lugar; até ver, pela fé, o Cristo por ele crucificado.

Caro amigo, Deus não quer que morramos, mas sim que vivamos. Ele não tem “prazer na morte do perverso, mas em que o perverso se converta do seu caminho, e viva” (Ezequiel 33:11).

O Cristo crucificado foi o meio de salvação em todos os tempos. Tão logo o homem pecou, Deus instituiu o sistema de sacrifícios simbólicos. Abel, no seu ato de adoração a Deus, imolou animais “das primícias do seu rebanho” (Gênesis 4:4).

Noé, após o dilúvio, “tomando de animais limpos e de aves limpas, ofereceu holocaustos sobre o altar” (Gênesis 8:20). Abraão, o amigo de Deus, onde quer que ia, edificava um altar ao Senhor, para imolação de sacrifícios. No culto diário realizado no santuário dos hebreus, a partir do monte Sinai, um cordeiro de um ano era queimado sobre o altar, cada manhã e cada tarde. Esses animais, que deviam ser sem defeito, representavam o “Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo” (João 1:29).

Se qualquer de nós pregadores proclamar outro evangelho que não o do Cristo crucificado, estaremos perdendo de vista o nosso chamado. Não estaremos dando o evangelho completo. Não estaremos abrindo a porta do céu aos pecadores e trazendo paz aos corações preocupados.

A cruz apresenta três grandes verdades do evangelho. Em primeiro lugar, ela nos diz que o pecado é uma realidade – uma realidade espiritual grave. O apóstolo Tiago escreveu que “o pecado, uma vez consumado, gera a morte” (Tiago 1:5). A cruz do calvário, onde o Filho de Deus derramou Sua vida na morte, por haver assumido os pecados do mundo, foi a suprema demonstração disto.

Em segundo lugar, a cruz proclama que a morte de Cristo providenciou expiação do pecado, plena e definitiva. A nossa dívida foi cancelada. “Nessa vontade”, diz o autor sagrado, “é que temos sido santificados, mediante a oferta do corpo de Jesus Cristo, uma vez por todas. Ora, todo sacerdote se apresenta dia após dia a exercer o serviço sagrado e a oferecer muitas vezes os mesmos sacrifícios, que nunca jamais podem remover pecados.

Jesus, porém, tendo oferecido, para sempre, um único sacrifício pelos pecados, assentou-se à destra de Deus, aguardando, daí em diante, até que os seus inimigos sejam postos por estrado dos seus pés. Porque com uma única oferta aperfeiçoou para sempre quantos estão sendo santificados” (Hebreus 10:10-14).

Em terceiro lugar, a cruz revela o amor de Deus pelo pecador. Paulo escreveu que “Deus prova o Seu próprio amor para conosco, pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores” (Romanos 5:8). O amor de Deus, demonstrado na cruz, está acima das dúvidas e sustenta a fé nas horas escuras da vida. Hoje, Jesus está dizendo: “Você sabe que está em pecado? Lembre que eu morri por você. Está oprimido, perseguido e aflito por minha causa e a do evangelho? Lembre do meu amor ao dar a minha vida por você. Quando os deveres parecem duros e severos, lembre que por amor suportei a cruz, desprezando a vergonha.”

Amigo querido: é o Cristo da cruz o teu Salvador? Se não, por que não ir a Ele agora? A vida é curta e incerta. Creia em Jesus como teu todo-suficiente Salvador. Não há outro caminho para a verdadeira vida. Não há outro caminho para o céu.

Pr. Montano de Barros
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