Apostasia: O Engano Final e Seu Antídoto (Livro Traduzido)

Nos bastidores do mundo espiritual estão forças que lutam contra as almas dos homens no grande conflito entre Cristo e Satanás [1] (Efésios 6:12). As Escrituras revelam o jogo e o contra-jogo destas forças ao longo da história sagrada até o retorno de Cristo e o estabelecimento de Seu reino (Daniel 2:44). É importante para nós sabermos onde estamos no esquema das coisas a fim de estarmos preparados para assumir uma posição do lado certo. Aqueles que não fazem nada, mas se sentam em cima do muro, estão em perigo de serem arrastados pelas ilusões espiritualistas que estão para vir sobre o mundo (Mateus 24:24). Deus nos deu a luz de Sua Palavra, para guiar nossos passos e iluminar nosso caminho (Salmo 119:105). Os enganos e filosofias do espiritismo, cada vez mais se infiltram na igreja, assumindo o manto de sagrado, até que um dia a igreja se tornará um antro de demônios (Apocalipse 18:2)! Deus nos deu advertências em Sua Palavra para nos proteger e guiar, ninguém será enganado, sem primeiro ouvir e rejeitar a verdade (2 Tessalonicenses 2:11-12). Se nós sinceramente desejamos saber a verdade então, devemos conhecer a doutrina a fim de estarmos seguros (João 7:17).

Espiritismo é, essencialmente, rebelião contra Deus. As pessoas são atraídas a ele com alguma promessa de riqueza material, fama, poder, felicidade ou conhecimento especial. Quando alguém se afasta de Deus, seguindo por esse caminho, acaba em um estado de escuridão. As forças espirituais por trás do espiritismo estão elas próprias acorrentadas nas trevas e na rebelião contra Deus (2 Pedro 2:4), então é natural que quem entre no seu território também fique acorrentado à escuridão. Isto leva a um estado ilusório, onde as pessoas acreditam que o certo é errado e o errado é certo (Isaías 5:20); elas pensam que podem viver como querem e, ao mesmo tempo driblarem a morte e o julgamento final (Isaías 28:15-18). Mas a hora do juízo virá, e a Babilônia cairá de repente diante de seus olhos (Apocalipse 18). Então, será demasiado tarde para se escapar da destruição, não haverá bálsamo para aqueles que por suas próprias ações se destruíram. Precisamos estudar com cuidado o que as Escrituras dizem sobre os enganos do tempo do fim para que não fiquemos presos na sua rede. Quaisquer que sejam as promessas que a estrada para Endor ofereça, ela termina em problemas, vazio, trevas e destruição. A estrada larga pode parecer atraente (Mateus 7:13-14), mas falta a companhia vital de Cristo, que deu a Sua vida e derramou Seu sangue pelos pecadores. Ele trilhou o caminho estreito, que não promete riqueza, fama ou poder, mas, no entanto, leva a uma cidade eterna e a uma recompensa incalculável (Hebreus 11:10). O salário do pecado é a morte mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna (Romanos 6:23), é isso que oferece o caminho estreito, companheirismo com Deus e uma existência eterna no paraíso (Apocalipse 21:3-4).

Em Sua Palavra, Deus traçou uma última mensagem de advertência ao mundo antes de aparecer essa enganação final (Apocalipse 14:6-12). Esta mensagem (a mensagem dos três anjos) é o antídoto perfeito para os enganos espiritualistas do tempo do fim. Tudo o que uma nega a outra mensagem afirma como descrita neste livro. A doutrina “sem lei” dos demônios é finalmente uma negação de Cristo como nosso Salvador (1 Timóteo 4:1, 1 João 2:22-23). Jesus é o verdadeiro Deus, o Salvador da humanidade, e o único nome debaixo do céu pelo qual os homens podem ser salvos (Atos 4:12).

Às vezes as pessoas são enredadas no espiritualismo sendo impossível escapar sem ajuda divina ou, em alguns casos, orações de intercessão de pessoa(s) justa(s) [2] (Tiago 5:16). Seria muito prudente não se envolver em tais coisas (Provérbios 28:26). Espero que este livro ajude a orientar as pessoas a se manterem longe dos perigos e torne os leitores conscientes das questões em jogo. Como diz o ditado, olhe antes de saltar!

Nós precisamos ser cuidadosos na forma de abordar o espiritismo; nossos passos precisam ser guiados pela Palavra de Deus e oração; isso será cada vez mais importante à medida que nos aproximamos do fim dos tempos. Alguns cristãos têm perdido o seu caminho entrando em território inimigo, pensando que eles eram fortes o suficiente para combater as forças das trevas [3], eles correm para lugares onde anjos temem pisar. Quando nos movemos com Jesus ao nosso lado, não temos nada a temer, porque Ele venceu as forças das trevas:

“e, tendo despojado os principados e potestades, os exibiu publicamente e deles triunfou na mesma cruz” (Colossenses 2:15).

Capítulo 1: A Natureza do Engano Final

“Mas o Espírito expressamente diz que nos últimos tempos, alguns apostatarão da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores, e a doutrinas de demônios” (1 Timóteo 4:1).

Na primeira carta de Paulo a Timóteo, ele alerta para uma futura apostasia nos últimos dias. Seus preceitos já estavam sendo manifestados nos ensinamentos dos gnósticos. Eles estavam proibindo seus seguidores de se casarem ou de comerem determinados tipos de alimentos que Deus havia dado aos homens para comer (1 Timóteo 4:3). A filosofia gnóstica originou-se com a crença pagã de que o mundo material era inferior [4]. Quando misturada com o cristianismo, ela rebaixou Cristo de Sua divindade e de Seu papel como nosso único Salvador. A salvação segundo os gnósticos era para ser alcançada através da intercessão e adoração dos anjos (Colossenses 2:18), Cristo era visto apenas como um desses mediadores. Paulo deixou claro que havia um só mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo homem (1 Timóteo 2:5). Os gnósticos viam Jesus como santo demais para ser material e ainda não suficientemente santo para ser igual ao pai. Eles acreditavam que Deus, o Pai era muito puro para se envolver na criação de um mundo material [5], ao contrário do que é registrado nas Escrituras (Gênesis 1:1). Para contrariar esta filosofia, Paulo teve de enfatizar que, em Jesus habitava a plenitude da divindade (Colossenses 2:9). Jesus é plenamente Deus, mas também um ser humano real. O ensinamento gnóstico atacou quem Jesus realmente é, e Seu papel central na expiação. Com efeito, isso foi uma negação de Jesus e, como tal, também foi uma negação do Pai (1 João 2:22), este é o espírito do anticristo. Hoje, é popular dizer que há muitos caminhos para Deus, mas as Escrituras reconhecem apenas um nome pelo qual os homens podem ser salvos (Atos 4:12).

Em sua segunda carta a Timóteo, Paulo expande sobre a natureza da apostasia:

“Sabe, porém, isto, que nos últimos dias sobrevirão tempos penosos; pois os homens serão amantes de si mesmos, gananciosos, presunçosos, soberbos, blasfemos, desobedientes a seus pais, ingratos, ímpios, sem afeição natural, implacáveis, caluniadores, incontinentes, cruéis, inimigos do bem, traidores, atrevidos, orgulhosos, mais amigos dos deleites do que amigos de Deus, tendo aparência de piedade, mas negando-lhe o poder. Afasta- te também desses” (2 Timóteo 3:1-5).

Essa apostasia levaria os cristãos a ter uma forma externa de piedade, mas sem o poder de viver uma vida piedosa, que só pode vir de um relacionamento com Jesus, o Filho do Deus vivo. Por rebaixarem o status de Jesus, alguns cortam a si mesmos da fonte da vida eterna (João 15:1-8). A ênfase colocada no conhecimento intelectual em vez de na piedade prática, faz com que eles estejam sempre aprendendo, mas nunca chegando ao conhecimento da verdade (2 Timóteo 3:7). A única maneira de se proteger contra tais ensinos falsos é estar familiarizado com as Escrituras (2 Timóteo 3:16-17).

Podemos esperar que um tipo de ensino similar surgirá no fim dos tempos, antes da volta de Cristo:

“e então será revelado esse iníquo, a quem o Senhor Jesus matará como o sopro de sua boca e destruirá com a manifestação da sua vinda; a esse iníquo cuja vinda é segundo a eficácia de Satanás com todo o poder e sinais e prodígios de mentira, e com todo o engano da injustiça para os que perecem, porque não receberam o amor da verdade para serem salvos” (2 Tessalonicenses 2:8-10).

Desta vez, porém os falsos mestres contarão com a ajuda dos poderes das trevas e serão capazes de realizar sinais e milagres para enganar as pessoas. Com efeito, será a última forma de gnosticismo. Este evento está relacionado com o retorno de Cristo, que põe fim a esses falsos mestres e ao anticristo.

A razão pela qual estes enganos serão tão eficientes é que o diabo pode aparecer como um anjo de luz (2 Coríntios 11:14-15), ele ainda tem ministros que aparecem com uma aparência santa, mas estão sob o poder do diabo. As pessoas esperam que o diabo apareça como um monstro horrível, mas na realidade ele se disfarça como um anjo de luz.

O Apóstolo Paulo foi uma vez perturbado por uma escrava possuída por um demônio, que continuou gritando e perturbando seu ministério:

“Ela, seguindo a Paulo e a nós, clamava, dizendo: São servos do Deus Altíssimo estes homens que vos anunciam um caminho de salvação” (Atos 16:17).

Isso mostra que os demônios podem falar a verdade, a fim de enganar as pessoas. No livro do Apocalipse somos informados de que os espíritos maus executam milagres para que possam reunir os reis da terra para a batalha final (Apocalipse 16:14). Tal será o poder desses milagreiros que eles serão capazes de trazer fogo do céu (Apocalipse 13:13), como Elias no Monte Carmelo, mas seu objetivo não é salvar, mas enganar as pessoas. Muitos falsos milagres e sinais abundarão e a única maneira de discernir a verdade do erro será um conhecimento das Escrituras e a orientação do Espírito Santo. Jesus advertiu àqueles que dizem “Senhor, Senhor”, que realizam milagres, e expulsam os demônios que eles não iriam entrar no reino de Deus se praticassem a iniqüidade (Mateus 7:21-23). Isto implica que a fonte de seus milagres não era Cristo, mas algum outro poder. Antes do retorno do verdadeiro Cristo muitos falsos cristos e falsos profetas surgirão para enganar, se possível até os escolhidos (Mateus 24:24). O fato de que pessoas possam fazer milagres, ou pareçam ser um anjo de luz não confirma que sejam o que dizem ser. A pista principal é dada em Mateus 7:23, elas são praticantes da iniquidade (grego – anomia). Embora afirmando serem de Deus, elas realmente quebram e ensinam a outros a violarem as leis de Deus! Todo o reino tem leis que governam os seus súditos, os quais mostram fidelidade ao rei, guardando as suas leis.

As leis de Deus não são pesadas, pois elas existem para nossa própria felicidade e segurança (1 João 5:3). Aqueles que violam as leis do nosso Rei celestial, mostram, assim, que não são verdadeiros cidadãos do céu.

A referência aos espíritos em 1 Timóteo 4 sugere que a apostasia final está ligada ao espiritismo. As antigas religiões pagãs procuravam descobrir o futuro, ou saber a vontade dos deuses através de diferentes métodos incluindo a astrologia, análise de partes de animais, presságios, sorteio e comunicação com os espíritos dos mortos [6]. Hoje temos a contrapartida moderna com os adivinhos, astrólogos, médiuns, curandeiros [7], bem como aqueles que usam cartas de tarô e bolas de cristal. Não importa como as formas modernas do espiritismo estão vestidas, ainda são uma forma de bruxaria, e são uma abominação de acordo com a Bíblia:

“Não se achará no meio de ti quem faça passar pelo fogo o seu filho ou a sua filha, nem adivinhador, nem prognosticador, nem agoureiro, nem feiticeiro, nem encantador, nem quem consulte um espírito adivinhador, nem mágico, nem quem consulte os mortos; pois todo aquele que faz estas coisas é abominável ao Senhor, e é por causa destas abominações que o Senhor teu Deus os lança fora de diante de ti” (Deuteronômio 18:10-12).

Os espíritos que se comunicavam com os antigos são os mesmos de hoje, e são identificados como demônios (1 Timóteo 4:1). Isso é confirmado pelo fato de que quando os pagãos ofereciam sacrifícios aos mortos (Salmo 106:28), pensando que seus antepassados eram seres deificados [8], as Escrituras identificavam esses seres como demônios (1 Coríntios 10:20). O Salmo 106:28 se refere ao tempo quando Israel foi atraído para uma festa pagã, nas fronteiras da Terra Prometida, com consequências trágicas, aqueles que foram ludibriados e não se arrependeram, acabaram perdendo suas vidas quando eles tinham quase chegado ao seu destino

Todo o sistema do espiritismo é um grande engodo, de modo que os poderes demoníacos podem ganhar controle sobre as vidas humanas. Os espíritos malignos podem se disfarçar como santos, seus entes queridos [9], anjos ou até mesmo Jesus, a fim de enganar as pessoas, pois eles são capazes de realizar milagres e falsas curas. A história conta de uma senhora cujo filho foi reportado como desaparecido e depois dado como morto. Em seu sofrimento ela consultou um médium, e logo uma figura fantasmagórica do seu filho começou a aparecer e falar com ela. Então um dia o filho real voltou para casa tendo sido encontrado vivo. Ficou claro então, que o ser que tinha aparecido para ela era uma falsificação!

Deus não permitiria que os seus anjos e santos se comunicassem usando uma prática descrita como uma abominação! A proibição era tão forte que no antigo Israel se alguém fosse pego praticando o espiritismo era condenado à morte (Levítico 20:6, 27; Êxodo 22:18). O profeta Isaías advertiu o povo de sua época para se voltarem ao Deus vivo, à Sua Palavra e Seus profetas: “Quando vos disserem: Consultai os que têm espíritos familiares e os feiticeiros, que chilreiam e murmuram, respondei: Acaso não consultará um povo a seu Deus? acaso a favor dos vivos consultará os mortos? A Lei e ao Testemunho! se eles não falarem segundo esta palavra, nunca lhes raiará a alva” (Isaías 8:19-20).

A “lei” (Hb. Torá) é uma referência aos livros de Moisés, e o “testemunho” (testemunha) são as palavras dos profetas de Deus que testemunham Dele. Simplificando, qualquer mensagem que contradiz a Bíblia não vem de Deus, a Sua luz não está nessas coisas. Nós somos aconselhados a não buscarmos aos adivinhos, ou aqueles com espíritos familiares ou seremos contaminados por eles:

“Não vos voltareis para os que consultam os mortos nem para os feiticeiros; não os busqueis para não ficardes contaminados por eles. Eu sou o Senhor vosso Deus” (Levítico 19:31).

Outra forma de verificar a autenticidade destes médiuns é o de verificar se suas profecias são verdadeiras (Deuteronômio 18:21-22). Se você examinar as reivindicações de muitos profetas, assim chamados, você vai descobrir que algumas das profecias falharam e outras são muito vagas. Se é um verdadeiro profeta de Deus, não haverá erros, porque Deus sabe o fim desde o início (Isaías 46:10).

Em resumo, o engano final envolverá uma negação da divindade de Cristo e de Seu papel como nosso único Salvador; este ensino vai levar a um comportamento ímpio e de ilegalidade. A infiltração do espiritismo na igreja sob uma roupagem religiosa será acompanhada por sinais, milagres e curas, todos de natureza espectacular. Você pode perguntar como podemos estar protegidos contra essa enganação final. A única maneira de estarmos seguros é através de um profundo conhecimento da Bíblia.

Uma hora de tentação está prestes a cair sobre a terra (Apocalipse 3:10) e o diabo sabe que seu tempo é curto (Apocalipse 12:12), mas se nós nos comprometemos em oração, então não cairemos em tentação (Marcos 14:38 ). No Jardim do Getsêmani, Pedro aprendeu da maneira mais difícil que não se paga para dormir quando somos aconselhados a estar vigiando e orando (Mateus 26:41). Sua própria força não foi suficiente para o que estava por vir e ele acabou negando o seu Senhor três vezes (Mateus 26:69-75). Depois da ressurreição o prepotente Pedro tornou-se o humilde e manso Pedro (1 Pe 5:1-7) que viria a morrer por seu Senhor (João 21:17-19). Ele tinha aprendido a lição da submissão a Deus em todas as coisas.

Capítulo 2: A rebelião contra Deus

A verdadeira natureza do espiritismo é a rebelião contra Deus. Isso é claramente visto na queda de Saul. Embora escolhido por Deus para ser rei, começou a rejeitar a orientação que o Senhor lhe tinha dado através do profeta Samuel. Quando ordenado a esperar pelo profeta, por sete dias (1 Samuel 10:8), tornou-se impaciente com o crescente número de filisteus que se reuniram para atacar Israel e com as deserções de suas próprias forças. Então, decidiu ele mesmo oferecer o holocausto, em vez de esperar por instruções (1 Samuel 13:11-14). Essa disposição para seguir sua própria vontade contrária aos mandamentos do Senhor, continuou quando Saul foi convidado a matar os ímpios amalequitas e não trazer prisioneiros ou gado como despojos de guerra (1 Samuel 15:1-3). A sentença sobre os amalequitas tinha sido adiada durante 400 anos para dar-lhes tempo para se arrependerem, mas sua idolatria degradante, seu desafio à Deus e o fato de que eles foram os primeiros a atacar Israel os tinha feito maduros para o julgamento [10] (Deuteronômio 25:19). Ao contrário do comando dado, Saul decidiu manter o melhor do gado, e desculpou-se dizendo que estava indo sacrificá-los ao Senhor. O Senhor estava descontente e o profeta Samuel repreendeu Saul dizendo:

Tem porventura o Senhor tanto prazer em holocaustos e sacrifícios, como em que se obedeça à palavra do Senhor? Eis que o obedecer é melhor do que o sacrificar; e o atender melhor é do que a gordura de carneiros. Porque a rebelião é como o pecado de feitiçaria, e o porfiar é como iniqüidade e idolatria. Porquanto tu rejeitaste a palavra do Senhor, ele também te rejeitou a ti, para que não sejas rei” (1 Samuel 15:22-23).

Aqui vemos que a rebelião eatá ligada à feitiçaria, porque está efetivamente relacionada no se afastar de Deus e fazer a própria vontade. Isto é ilustrado na batalha final de Saul com os filisteus, quando em desespero, ele procurou a bruxa de Endor (1 Samuel 28:7). Este foi seu último ato de rebelião contra o Senhor, pelo qual ele perdeu a sua vida (1 Crônicas 10:13-14). Tivesse Saul verdadeiramente se arrependido, o Senhor o teria perdoado, mas ele foi além do conselho. Ele ficou obcecado em perseguir o homem escolhido por Deus para ser seu sucessor [11]. Ele se tornou paranóico, matando os sacerdotes do Senhor quando suspeitou que estivessem em aliança com Davi (1 Samuel 22:13-19). Em sua perseguição a Davi ele imprudentemente deixou o reino desprotegido e os filisteus o invadiram em grande número. Em desespero, Saul foi consultar a feiticeira de Endor e isso selou seu próprio destino, ele havia escolhido Satanás ao invés do Senhor.

Outro exemplo de rebelião foi quando os filhos de Israel estavam na fronteira da Terra Prometida (Número 22:01, 25). Eles foram levados para um festival pagão pelos moabitas e midianitas em que sacrifícios eram oferecidos aos mortos “(Salmo 106:28), os quais são na verdade seres demoníacos (1 Coríntios 10:20). O povo foi levado à imoralidade e idolatria, quando deveriam estar se preparando para entrar na Terra Prometida, orando e recitando as escrituras sagradas. Essa apostasia é um aviso para nós (Israel espiritual) hoje, (1 Coríntios 10:11, Romanos 9:6; 11:25) que também estamos nas fronteiras de nossa Terra Prometida – A Nova Terra (2 Pedro 3:13). Uma apostasia semelhante surgirá na tentativa de impedir o povo de Deus de tomar posse de sua herança. Mais uma vez, em uma repetição da história, que envolverá forças demoníacas e desobediência às leis de Deus.

O espiritismo pode parecer inofensivo, mas é de fato um afastamento do Senhor, por isso que é tão grave. As pessoas podem pensar que a cura pela fé é boa, ou que a consulta aos astros é um pouco de diversão, mas elas estão entrando em território inimigo e estão em perigo de serem ludibriadas. A melhor alternativa é voltar para o Senhor e andar de acordo com seus estatutos, os quais podem nos trazer a verdadeira felicidade:

“Os preceitos do Senhor são retos e alegram o coração; o mandamento do Senhor é puro, e ilumina os olhos” (Salmo 19:8).

A impaciência para se obter riquezas ou saber sobre o futuro, ou tentar encontrar a cura de uma doença através de um curandeiro pode surgir de uma falta de fé em Deus. Consultar forças espíritas é um erro terrível, o final é a separação de Deus. Esperar pacientemente no Senhor traz as bênçãos que realmente precisamos (Salmo 27:14, 37:7, 9, 34). O povo de Deus é aconselhado a esperar pacientemente pela vinda do Senhor (Tiago 5:8).

O rei Acaz é outro exemplo de alguém que se rebelou contra o Senhor quando aconselhado pelo profeta Jeremias a submeter-se ao jugo de Nabucodonosor como um castigo pelos pecados da nação (Jeremias 25:6-7). Os falsos profetas do rei profetizavam a mentira para ele e para o povo (Jeremias 27:9-10), dizendo-lhes o que eles queriam ouvir. Mas o resultado foi que os receios do rei vieram sobre ele, e a nação foi levada para a Babilônia. Se tivessem ouvido a Palavra do Senhor e se afastado dos seus falsos deuses, poderiam ter permanecido em sua própria terra. No final, as promessas dos espíritos não deram em nada. Somente as promessas de Deus são certas e dignas de confiança, ainda que tenhamos que esperar por elas (Isaías 55:11). O homem terreno quer a sua riqueza hoje, mas o homem espiritual aguarda a sua recompensa na vida futura. Muitas vezes, a razão de se voltar ao espiritismo é o desejo de ser rico nesta vida.

A cobiça está no coração da rebelião contra Deus. Simão, o Mago, pensou que poderia comprar o Espírito Santo com dinheiro (Atos 8:18); Balaão queria usar técnicas de adivinhação para ficar rico (Número 22:07) apesar de ter sido um profeta do Senhor! No final do tempo, a igreja é retratada como tendo se tornado materialista e infiltrada com feitiçaria:

“…porque os teus mercadores eram os grandes da terra; porque todas as nações foram enganadas pelas tuas feitiçarias” (Apocalipse 18:23).

Qualquer que busca se tornar rico neste mundo está à procura de problemas, e irá perfurar-se com muitas dores (1 Timóteo 6:10). Em última análise, o amor ao dinheiro leva as pessoas a rejeitarem a Deus (Mateus 6:24). Se esperarmos pacientemente, Deus nos dará riquezas além de nossa imaginação, no mundo por vir, a Nova Jerusalém é pavimentada com ouro e é um lugar de perfeita paz e felicidade, sem pecado, sofrimento, tristeza ou morte (Apocalipse 21:3 – 4). Deus quer que nós O amemos e aceitemos o sacrifício feito em nosso favor pelo Seu Filho (João 3:16, 1 João 4:10). O verdadeiro caminho para o céu, o caminho estreito, não oferece riquezas nesta vida, mas nos leva à cidade eterna (Hebreus 11:10). O caminho largo, o caminho para Endor, pode prometer riqueza e felicidade, mas termina em decepção e destruição (Mateus 7:13-14). Jesus está nos chamando, mostrando seu grande amor e sacrifício por nós que pagou o preço pelos nossos pecados (1 Coríntios 6:20, 1 Pedro 2:24). Ele quer que sejamos parte de seu reino, baseado não no egoísmo, mas no amor desinteressado pelos outros. Não acumular riqueza para nós mesmos, mas ministrar aos outros é a base do céu (Lucas 12:13-21).

Conta-se a história de alguém a quem estava sendo mostrada uma imagem do céu e do inferno. Em uma sala as pessoas estavam magras e com fome; todas elas tinham tigelas de sopa mas suas colheres eram demasiadamente longas para se alimentarem. Na outra sala as pessoas estavam bem alimentadas apesar de estarem na mesma situação, a diferença era que elas estavam alimentando umas às outras!

Capítulo 3: Um Estado de Escuridão

O resultado da rebelião contra Deus se voltando para os maus espíritos é um estado de escuridão, tal como descrito em Isaías capítulo 8:

“E passarão pela terra duramente oprimidos e famintos; e será que, tendo fome, e enfurecendo-se, então amaldiçoarão ao seu rei e ao seu Deus, olhando para cima. E, olhando para a terra, eis que haverá angústia e escuridão, e sombras de ansiedade, e serão empurrados para as trevas” (Isaías 8:21-22).

Quando o povo dos dias de Isaías se afastou de Deus, eles procuraram o conselho de ídolos e forças demoníacas para orientá-los. Os pareceres desses seres estavam mais em harmonia com o que seus corações pecadores queriam ouvir. Mas essas forças estão elas mesmas acorrentadas na escuridão por causa de sua rebelião contra o Senhor:

“Porque se Deus não poupou a anjos quando pecaram, mas lançou-os no inferno, e os entregou aos abismos da escuridão, reservando-os para o juízo” (2 Pedro 2:4).

Pedro está usando uma linguagem simbólica; Os anjos caídos estão acorrentados por sua rebelião, eles não podem mais se arrepender, nem têm qualquer desejo de fazê-lo. Eles não estão, literalmente, acorrentados, mas estão em escuridão espiritual, aguardando o julgamento final. Se Deus lhes desse um milhão de anos eles não iriam mudar. Portanto, aqueles que os consultam também acabarão em rebelião contra Deus e em estado de escuridão.

Quando eu estava morando no alojamento estudantil, uma noite decidiram desligar a eletricidade por um curto período de tempo. Lembro-me do local estar em escuridão total e me perguntei se houvesse um incêndio se as pessoas encontrariam o caminho para fora do edifício. Eu nunca tinha percebido o quão escuro o local poderia ficar. Viver com iluminação artificial faz com que seja difícil apreciar a escuridão total. Onde eu moro, nunca é verdadeiramente escuro a menos que haja um corte de energia na iluminação pública. Somente na ausência da luz que nós realmente apreciamos a que nos é concedida a cada dia. Num sentido espiritual, somos muito privilegiados por termos a luz de Deus em nossas vidas, mas se nos afastamos de Deus, fatalmente acabamos em trevas espirituais.

Aqueles que buscam os espíritos também se desviam da lei de Deus. Como conseqüência disto, rejeitam a Palavra do Senhor e vivem uma vida pecaminosa. As pessoas preferem as mensagens dos falsos profetas que profetizam coisas agradáveis para elas (Isaías 30:10), no final dos tempos as pessoas já não suportarão a sã doutrina, mas encontrarão professores que lhes dirão o que seus ouvidos querem ouvir (2 Timóteo 4:3-4). O livro de Ezequiel está cheio de desculpas que o povo deu ao ignorar as impopulares mensagens do profeta, eles disseram que os dias foram prorrogados e as visões falharam (Ezequiel 12:22), eles tentaram culpar seus pais pelas calamidades que lhes havia acontecido (Ezequiel 18:02), e preferiram ouvir aos falsos profetas que lhes davam uma falsa sensação de segurança (Ezequiel 13:03, 10-11). O coração pecaminoso se rebela contra a lei de Deus (Romanos 8:7-8) e é naturalmente mau (Jeremias 17:9). Ao longo da história, as pessoas tendem a ignorar as verdadeiras mensagens de Deus que as convidam ao arrependimento e as advertem de um dia de juízo. O motivo para a rebelião contra a Palavra do Senhor é que ela  irrita o coração pecaminoso e perturba a consciência, as pessoas querem que lhes seja dito que elas podem fazer o que quiserem sem sofrerem quaisquer consequências. Elas querem um evangelho fácil como desculpa para o seu modo de vida. Nos dias de Noé, o povo não atendeu ao pregador da justiça (2 Pedro 2:5), que os chamou ao arrependimento, e como resultado  pereceram no dilúvio. O resultado da desobediência à lei de Deus é a destruição, porque é uma rejeição ao Autor da Vida (Atos 3:15).

Não devemos pensar nas leis de Deus como restritivas; elas foram feitas para nosso benefício. Pense o que a sociedade seria se todos seguissem os dez mandamentos! Ou imagine como as estradas e rodovias seriam se ninguém seguisse as regras. Quanto tempo seria necessário para que as ruas de uma cidade ficassem bloqueadas se não houvessem restrições de estacionamento?

Como as pessoas dos dias de Isaías, também temos uma escolha a fazer. Jesus, o sol da justiça, ressuscitou trazendo cura nas suas asas para o Seu povo (Malaquias 4:2). Podemos andar na luz se quisermos, porque a Luz do mundo veio para nos iluminar (João 8:12). Jesus veio não apenas para curar a cegueira física, mas também para curar aqueles que estão espiritualmente cegos. Nós não precisamos tropeçar sobre o nevoeiro dos erros, ou na escuridão da incredulidade; ampla ajuda nos têm sido provida para nos guiar no caminho da vida eterna (João 12:35-36). Sem Jesus, nunca poderemos encontrar nosso caminho de volta para nosso lar eterno, não podemos salvar a nós mesmos, sem a ajuda divina.

Estar perdido pode ser uma experiência assustadora, eu ouvi de um caminhante que se perdeu por dias em uma densa floresta. Quando ele finalmente saiu, ele estava em êxtase por encontrar outras pessoas! Muitos viajantes pereceram perto de encontrarem ajuda nas tempestades de neve, às vezes a apenas alguns metros de distância da ajuda. Neste mundo, Deus providenciou um guia, cabe a nós saber como responder, a nossa vida eterna depende dessa escolha. Nós não precisamos ficar congelados nas tempestades desta vida, ou tropeçar sobre a escuridão até perecer.

Um dos maiores obstáculos para a restauração espiritual e escolha do caminho da vida é o amor ao dinheiro. Jesus associou as trevas ao amor às riquezas.

se, porém, os teus olhos forem maus, o teu corpo será tenebroso. Se, portanto, a luz que em ti há são trevas, quão grandes são tais trevas! Ninguém pode servir a dois senhores; porque ou há de odiar a um e amar o outro, ou há de dedicar-se a um e desprezar o outro. Não podeis servir a Deus e às riquezas” (Mateus 6:23-24).

O amor ao dinheiro sufoca a alma, como as ervas daninhas sufocam a semente que está a crescer (Mateus 13:22). Aqueles que se voltam para às riquezas também se afastam de Deus, não podemos servir a dois senhores. O amor ao dinheiro é uma força avassaladora que se transforma em um deus. Muitas vezes esta é a motivação para se voltar ao espiritismo: tornar-se rico, famoso ou poderoso nesta vida. Essas foram as mesmas tentações que Satanás usou para tentar Jesus a desistir de sua missão de auto-sacrifício em prol da humanidade (Mateus 4:1-11). O resultado da tentativa de servir a Deus e às Riquezas é uma raiz de amargura cresçendo na alma [12] (Hebreus 12:15-16). Nos locais escuros da alma, as raízes de amargura crescem e finalmente florescem em rebelião aberta contra Deus.

Conta-se a história de um mendigo que ganhou um milhão de dólares em um cassino, toda a sua vida poderia ter mudado, mas dentro de uma semana, ele tinha jogado tudo fora e retornou à sua vida de sem teto. O espiritismo é um pouco assim, prometendo muitas coisas mas deixando as pessoas destituídas de alma. Diz-se frequentemente sobre alguns negócios que, “é bom demais para ser verdade”. Consultores financeiros que afirmam que o boom de crédito nunca vai acabar, ou que os mercados financeiros estão em uma nova plataforma e não podem falhar, ou que o investimento vai crescer em 500% a cada ano, estão fazendo afirmações que são boas demais para serem verdade e, inevitavelmente, a bolha estoura, e  muitas pessoas gananciosas que entraram na escada rolante na esperança de ficarem ricas, vêem toda estrutura ruir sob o seu peso. No tempo de Amós o povo foi descrito como um carro sobrecarregado, prestes a desabar (Amós 2:13). O Espiritismo é assim, parece grande no início, alertas de perigo são ignorados porque muito já foi investido e as promessas parecem tão grandes,  mas no fim terminam em lágrimas.

O povo dos dias de Isaías acabou em perplexidade, fome, escuridão e raiva porque estavam sofrendo os resultados da sua própria desobediência [13]. Na raiva eles tentaram culpar seus líderes e à Deus, mas sua escolha os tinha levado a esta condição. Eles eram como pessoas à procura de algo que não conseguiam encontrar, como os professores nos dias de Paulo, que estavam sempre aprendendo, mas nunca chegando ao conhecimento da verdade. Neste mundo as pessoas procuram por algo melhor, mas elas não sabem o que estão procurando. A boa notícia é que uma luz se acendeu para nos guiar através da escuridão, como um farol em meio a uma tempestade ou estrelas que brilham no céu à noite (Daniel 12:3). Se os enganados estiverem dispostos a seguirem a luz antes que seja tarde demais, ela irá guiá-los com segurança às margens celeste e evitará o naufrágio de suas almas sobre as rochas da apostasia.

Conta-se a história de um faroleiro ao qual lhe foi perguntado se ele poderia ter certeza de que nenhuma de suas luzes iria se apagar. O homem respondeu que ele tinha certeza sobre isso, por que ele receberia uma carta de um porto distante se as luzes estivessem fracas ou queimadas  alertando que os navios foram postos em perigo [14]. Os cristãos têm o dever de deixarem sua luz brilhar na escuridão deste mundo corrupto; não é seguro apagar a luz nem por um instante, pois quem saberá se uma alma perdida a poderá seguir nas intempéries da vida. Como a luz do sol brilha em cada canto do mundo, assim a luz de Deus deve brilhar em todo lugar [15]. Não temos o direito de esconder nossa luz sob um alqueire (Mateus 5:15-16).

Capítulo 4: Desilusão

Quando as pessoas são seduzidas pelo espiritismo, talvez na esperança de obterem a felicidade, fama ou fortuna, elas acabam em um estado de ilusão. Paulo descreveu a condição delas como tendo a consciência cauterizada por um ferro quente (1 Timóteo 4:2). Elas já não podem discernir entre a verdade e o erro e acreditam que o que é mau seja bom (Isaías 5:20-21). Talvez, de alguma forma suas almas também estejam marcadas pelos poderes do mal [16]. Quando você passa o ferro e queima alguma coisa, é óbvio; que você pode ver a queimadura e sentir seu cheiro. Jesus disse que, pelos seus frutos os conhecereis “(Mateus 7:20). Ninguém precisa ser enganado ao se deparar com o caráter destes falsos mestres que alegam serem santos, mas vivem uma vida imoral e são ávidos de ganho.

É uma coisa terrível quando as pessoas acreditam que o bem é mal e o mal é bem. Em seu estado ilusório, elas inevitavelmente pensam que aqueles que defendem as leis de Deus são a causa de seus problemas. Quando Acabe conheceu o profeta Isaías, Ele o acusou de ser o perturbador de Israel (1 Reis 18:17), embora tenha sido sua idolatria que causou o problema (1 Reis 18:18). É frequentemente o caso que quando os ímpios trazem calamidade sobre uma nação, eles procuram culpar aqueles que os repreenderam por suas ações. Tal foi o caso de Jeremias, que foi acusado de ser um traidor, mesmo que fosse a idolatria nacional que lhes trouxe a ruína “(Jeremias 38:4), Jeremias só estava dando o aviso enviado por Deus para evitarem o desastre. Infelizmente o povo preferiu ouvir os seus falsos profetas, que amenizavam os seus medos, sem necessidade de qualquer mudança em seu comportamento (Jeremias 27:9).

Às vezes as pessoas podem se tornar tão rebeldes que nenhuma mensagem irá despertá-las, a Escritura fala daqueles que se juntam aos seus ídolos (Oséias 4:17). Se as pessoas continuam a pecar e resistir ao Espírito Santo, uma hora, elas vão se endurecer para qualquer argumento para a mudança (Efésios 4:30, Mateus 12:31). Tal foi o caso de Coré e seus seguidores que se rebelaram contra a liderança de Moisés designada por Deus (Número 16:1-3). Mesmo após o julgamento de Deus cair sobre Coré e os líderes da rebelião, seus seguidores estavam tão iludidos que culparam a Moisés, acusando-o de matar o povo do Senhor (Número 16:41)! Quando as pessoas resistem teimosamente ao Espírito Santo, elas podem chegar a um ponto onde nenhuma quantia de milagres ou Escrituras irá convencê-las de que estão erradas (Lucas 16:31). Alguns dos fariseus e saduceus finalmente chegaram a esse ponto, porque eles continuaram se opondo a Cristo e atribuindo Seus milagres às forças demoníacas (Mateus 12:10-37). A verdade dos ensinamentos de Jesus, em harmonia com as Escrituras, e o cumprimento das profecias messiânicas fornecia provas suficientes de que seu ministério era de Deus (João 5:39). Os fariseus eram orgulhosos demais para se arrependerem ou admitirem que estavam errados.

Os enganos dos últimos dias envolverá sinais e milagres falsificados de tal natureza que iludirá as pessoas. No entanto, o povo não vai aceitar essas ilusões sem primeiro ouvir e rejeitar a verdade (2 Tessalonicenses 2:11-12); isso porque eles se recusam a amar a verdade que eles acreditam ser uma mentira. Eles passam a acreditar que podem escapar do julgamento de Deus (Malaquias 2:17). Tornaram-se como as pessoas nos dias de Isaías, que pensavam que tinham feito um pacto com a morte:

“Porquanto dizeis: Fizemos aliança com a morte, e com o inferno fizemos acordo; quando passar o dilúvio do açoite, não chegará a nós, porque pusemos a mentira por nosso refúgio, e debaixo da falsidade nos escondemos” (Isaías 28:15).

Isso remonta ao engano inicial, quando Satanás disse a Eva que ela não morreria (Gênesis 3:4), e sugeriu que sua desobediência a faria mais feliz (Gênesis 3:5). Este é o engodo do espiritismo, que vamos ganhar algum conhecimento ou poder com a desobediência a Deus. Mas no final isso acaba por se tornar uma amarga decepção. Adão e Eva foram informados de que eles voltariam ao pó. No entanto, o seu caso não era sem esperança porque eles tinham sido enganados e tentados ao invés de terem feito uma decisão deliberada de rejeitar a Deus como Satanás havia feito, então foi-lhes dada a promessa de um futuro libertador (Gênesis 3:15). Para as pessoas dos dias de Isaías, Deus disse que iria anular seu pacto de morte (Isaías 28:18), este era um contrato inválido! A única maneira de escapar da morte eterna é através do arrependimento. Há apenas um caminho para a humanidade ser redimida e herdar a vida eterna, e é através do arrependimento e fé em Cristo (Atos 2:38; 16:31).

A oferta de Satanás à Eva parecia ser boa, mas era uma miragem. Os viajantes através do deserto são muitas vezes enganados por essas ilusões que podem ser fatais, levando o viajante sedento de um lugar para outro até que se torne irremediavelmente perdido e desanimado. As pessoas às vezes têm a idéia de que podem ir longe com suas ações imprudentes ou ilegais, como os fumantes que ignoram as advertências de saúde, ou os motoristas que pensam que podem quebrar o limite de velocidade e nunca serem pegos. Mas a realidade mais cedo ou mais tarde os apanha. Foi dito de alguns líderes nazistas que quando seu Reich começou a ruir eles se sentiram como que acordando de um sonho. Seus delírios de grandeza estavam sendo quebrados pela realidade. Seria muito melhor para as pessoas atenderem às advertências dadas para seu bem-estar ao invés de sofrerem as conseqüências; hoje, os fumantes recebem advertências claras sobre os perigos do tabaco, assim eles não têm desculpa. Ninguém será capaz de culpar a Deus no dia do juízo; pois optaram por ignorar a lei de Deus (Romanos 2:12-16). Mesmo aqueles que não conhecem a Deus, em sua consciência, conhecem o certo do errado. O espiritismo, por outro lado é como um maço de cigarros que afirma que você nunca vai ficar doente, é bom demais para ser verdade!

O sono da alma

Uma das razões por que as pessoas acreditam que a obediência a Deus não é importante é o conceito da alma imortal que se supõe vai para o céu ou algum outro lugar depois da morte. Mesmo que esse conceito seja amplamente aceito em muitas igrejas ele não tem uma base bíblica e é um remanescente dos erros que penetraram na igreja durante a Idade das Trevas.

A Bíblia freqüentemente se refere à morte como um sono [17]. Este conceito foi usado por Jesus, quando a filha de Jairo morreu, Ele disse que ela estava dormindo (Mateus 9:24) e começou a chamá-la de volta à vida. Em outra ocasião, quando falou da morte de Lázaro, Ele disse que ele estava dormindo, mas iria acordá-lo (João 11:11-13). Os discípulos não entenderam o verdadeiro significado de suas palavras, então ele teve que dizer-lhes claramente que Lázaro estava morto. Está claro que Marta acreditava que Lázaro seria ressuscitado no último dia (João 11:24); ela não disse nada de Lázaro já estar no céu. Por que ela pediria para Lázaro ser ressuscitado se ela achasse que ele já estava no céu aproveitando o paraíso? Isso sim seria uma coisa cruel, ser chamado de volta do Céu a este mundo pecaminoso!

Jesus falou do dia em que os mortos sairiam de suas tumbas (João 5:28-29) e disse para não nos surpreendermos com isso. O apóstolo Paulo chegou a dizer que, se os mortos não ressuscitam, então também Cristo não ressuscitou e nossa fé é vã (1 Coríntios 15:13-14). Em sua primeira carta aos Tessalonicenses, ele disse que os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro e os descreveu como dormindo (1 Tessalonicenses 4:15-16). Se a alma já tivesse ido para o céu, não haveria muito sentido uma ressurreição no último dia!

No dia de Pentecostes, Pedro disse que Davi não havia subido ao céu, mas ainda estava em seu túmulo (Atos 2:29, 34), mostrando claramente que não há existência após a morte até a ressurreição. Uma série de outros textos bíblicos apóiam este conceito:

“Porque os vivos sabem que hão de morrer, mas os mortos não sabem coisa nenhuma, nem tampouco terão eles recompensa, mas a sua memória fica entregue ao esquecimento” (Eclesiastes 9:5).

“Sai-lhe o espírito, volta para a terra; naquele mesmo dia perecem os seus pensamentos” (Salmo 146:4).

“Prevaleces para sempre contra ele, e ele passa; mudas o seu rosto e o despedes. Os seus filhos recebem honras, sem que ele o saiba; são humilhados sem que ele o perceba” (Jó 14:20-21).

Estes textos mostram que não há consciência na morte, ela é como um sono sem sonhos. A próxima coisa que uma pessoa morta sabe será a ressurreição tanto para a vida como para a condenação. Talvez uma das melhores Escrituras vêm do Livro de Daniel, que mostra o sono da morte até a ressurreição:

“E muitos dos que dormem no pó da terra ressuscitarão, uns para a vida eterna, e outros para vergonha e desprezo eterno” (Daniel 12:2).

Em nossa condição pecaminosa, nós não somos imortais, a imortalidade é um dom concedido no retorno de Cristo para os justos (1 Coríntios 15:53), quando o mortal se revestirá da imortalidade. Jesus deixou claro que não seremos levados para o céu, até que Ele tenha preparado um lugar para nós e volte para nos buscar:

“NÃO se turbe o vosso coração; credes em Deus, crede também em mim. Na casa de meu Pai há muitas moradas; se não fosse assim, eu vo-lo teria dito. Vou preparar-vos lugar. E quando eu for, e vos preparar lugar, virei outra vez, e vos levarei para mim mesmo, para que onde eu estiver estejais vós também” (João 14:1-3).

É interessante que Jó esperava ser ressuscitado depois da morte, e ver Deus em sua própria carne (Jó 19,26-27).

Tormento eterno e aniquilação

Há versos nas Escrituras que sugerem que os perdidos sofrerão um tormento eterno. Este é o lugar onde o princípio de um pouco aqui e um pouco ali, linha sobre linha e preceito sobre preceito é importante (Isaías 28:10). Precisamos pesar um texto com outro para obter o verdadeiro significado quando se estuda uma doutrina bíblica. Os versos que falam de tormento precisam ser equilibrados com os que falam de aniquilação. Você pode perguntar: como alguém pode ser aniquilado, se será atormentado para sempre, a resposta está no significado das palavras gregas e Hebraicas, que nós traduzimos como “sempre”.

A palavra grega “aion / aionios” e seu equivalente hebraico “olam”, são geralmente traduzidas como “para sempre”, mas às vezes são usadas na Bíblia com um sentido não-eterno [18], como  a  palavra “sempre” [19]. Por exemplo, se eu disser que eu sempre vivi aqui, isso não significa eternidade. O contexto determina quanto tempo é “sempre”. Um olhar sobre alguns versículos relevantes da Bíblia ilustram isso:

-Apocalipse 20:9 os ímpios são consumidos (gr. katesthio). [Em Mateus 13:04 as aves comeram (gr. katesthio) as sementes que caem no caminho]

Apocalipse 20:10, os ímpios são atormentados para sempre (gr. aion)

Deuteronômio 15:17, o escravo servirá para sempre (Hb. olam) = durante a vida

-1 Samuel 1:22 o menino Samuel foi habitar no templo para sempre (Hb. olam)

Filemon-15 Paulo aconselhou Filemom a receber Onésimo para sempre (gr. aionios)

Podemos ver que estas duas palavras nem sempre são usadas no sentido de eternidade, mas pode significar um período limitado até que algum acontecimento tenha sido concluído. Portanto, podemos concluir que os maus são atormentados apenas até serem consumidos pelo fogo do inferno. Este contraste é visto em Apocalipse 20:9-10 onde o versículo 9 diz que os maus serão consumidos, mas o versículo 10 diz que eles serão atormentados “para sempre”. A única maneira de conciliar estes dois versos é que os ímpios são atormentados até que sejam consumidos. Esta interpretação é apoiada pelas Escrituras, tais como Malaquias 4:1 que diz que os ímpios serão queimados como o restolho. No entanto, a destruição dos ímpios é eterna no sentido de que eles nunca voltarão à vida.

Faz parte do plano de Satanás retratar Deus como atormentando os pecadores por toda a eternidade [20] (João 8:44, Apocalipse 12:10). A verdade é que Deus ama todas as pessoas e não quer que nenhuma se perca (2 Pedro 3:9, Ezequiel 33:11). Aqueles que persistentemente recusarem a Sua graça irão um dia perder a sua alma, mas Deus não permitirá que sejam atormentados pela eternidade. Jesus disse que Deus tem o poder de destruir o corpo e a alma no inferno (Mateus 10:28), o que mostra que a alma não é indestrutível. A Epístola aos Hebreus diz que a morte de Jesus forneceu os meios para a destruição dos demônios “(Hebreus 2:14); ao contrário a crença popular, o próprio diabo será destruído no fogo do inferno!

No reino de Deus e na Nova Terra, não haverá mais pecado, sofrimento e morte (Apocalipse 21:3-4). Não haverá tormento ardendo para estragar a felicidade dos remidos.

Tendo em vista que a alma não é imortal, fica a pergunta: de onde veio essa idéia da imortalidade da alma? Parece ter vindo de filósofos gregos [21]. Ela foi baseada em uma filosofia dualista que via as coisas materiais como inferiores, a mesma filosofia que levou à heresia gnóstica.

O relato da Criação em Gênesis descreve o homem como sendo composto pelo pó da terra e pelo sopro da vida tornando-se assim uma alma vivente (Gênesis 2:7). A morte é simplesmente a reversão deste processo quando o pó retorna à terra e o sopro da vida à Deus (Eclesiastes 12:7); naquele momento a alma deixa de existir, exceto na memória de Deus até a ressurreição. Embora a ressurreição dos mortos seja um mistério, podemos ser gratos que Deus tem uma memória perfeita, e nada é impossível para Ele (Lucas 1:37). Quando Deus promete que os mortos serão ressuscitados, podemos ter certeza que isso vai acontecer (Isaías 55:11). Pelo poder de Sua palavra Ele fez o mundo (Salmo 33:6), e pelo mesmo poder, Ele chamará os mortos de volta à vida.

A crença em uma alma imortal é uma fraqueza que permitirá que Satanás se infiltre na igreja nos últimos dias com suas filosofias espiritualistas [22]. As formas modernas de entretenimento, como televisão e jogos de computador contém conceitos camuflados e mensagens que estão sendo sutilmente gravadas na mente de uma pessoa sem que ela esteja ciente disso. Gradualmente, ao longo do tempo estes conceitos começam a ser aceitos pela sociedade. Uma mensagem da mídia é que os fantasmas e espíritos são interessantes e bons. O aumento de interesse em tais coisas é o resultado da operação dos poderes demoníacos que tentam atrair à outros para um estado similar de trevas e rebelião contra Deus. Eles estão sutilmente preparando o mundo para a crise final.

Outro exemplo é a teoria da evolução, que erodiu a confiança das pessoas no livro que pode salvá-las do que está por vir sobre a terra. Este é um exemplo de lavagem cerebral, por isso muitas pessoas acreditam que a teoria da evolução é um fato, quando nunca foi provado cientificamente que um animal de uma espécie pode evoluir para uma outra espécie [23]. Os registros fósseis falharam em produzir qualquer prova de que esse processo já ocorreu; os elos perdidos ainda estão desaparecidos, no entanto, multidões acreditam nisso! A erosão da confiança das pessoas nas Escrituras as deixa vulneráveis ao engano final. Em meu primeiro livro “Explorando o Santuário Celestial” [24] eu esbocei como as profecias da Bíblia têm sido cumpridas na história, o que fornece provas irrefutáveis de que a Bíblia é a Palavra de Deus. É importante aprender as Escrituras e memorizar textos importantes dela para nos preparar para o engano final:

“Toda Escritura é divinamente inspirada e proveitosa para ensinar, para repreender, para corrigir, para instruir em justiça”(2 Timóteo 3:16).

Capítulo 5: Apostasia

Como as pessoas estarão iludidas nos últimos dias pelo engano final, a igreja vai cair na grande apostasia prevista por Paulo em suas cartas a Timóteo e aos Tessalonicenses. Já vimos no capítulo um a natureza dessa apostasia, como ela negará a divindade de Cristo e Seu papel como o único mediador, e também sancionará comportamentos ímpios devido a ausência da lei. Vamos agora dar uma olhada nas implicações teológicas da apostasia final.

O Apóstolo Paulo ensinou claramente que aqueles que vivem sem Deus não herdarão o reino de Deus:

Não sabeis que os injustos não herdarão o reino de Deus? Não vos enganeis: nem os devassos, nem os idólatras, nem os adúlteros, nem os efeminados, nem os sodomitas, nem os ladrões, nem os avarentos, nem os bêbedos, nem os maldizentes, nem os roubadores herdarão o reino de Deus” (1 Coríntios 6:9-10).

Ser cristão não nos isentará de forma mágica dos mesmos padrões morais que são usados para julgar o mundo (Romanos 3:19). Embora seja verdade que aqueles que crêem em Cristo não estão sob a condenação da lei (Romanos 8:1), é igualmente verdade que aqueles que vivem uma vida pecaminosa não estão em Cristo, a mente carnal está em inimizade com Deus e não pode obedecer a Sua lei, mas uma pessoa convertida tem o Espírito de Deus habitando nela (Romanos 8:7-9).

Afirmar que se tem o Espírito Santo e ao mesmo tempo, viver uma vida de pecado é um engano e uma ilusão:

Todo aquele que vive habitualmente no pecado também vive na rebeldia, pois o pecado é rebeldia. E bem sabeis que ele se manifestou para tirar os pecados; e nele não há pecado. Todo o que permanece nele não vive pecando; todo o que vive pecando não o viu nem o conhece. Filhinhos, ninguém vos engane; quem pratica a justiça é justo, assim como ele é justo; quem comete pecado é do Diabo; porque o Diabo peca desde o princípio. Para isto o Filho de Deus se manifestou: para destruir as obras do Diabo. Aquele que é nascido de Deus não peca habitualmente; porque a semente de Deus permanece nele, e não pode continuar no pecado, porque é nascido de Deus. Nisto são manifestos os filhos de Deus, e os filhos do Diabo: quem não pratica a justiça não é de Deus, nem o que não ama a seu irmão” (1 João 3:4-10).

A Epístola de João foi escrita no contexto das típicas heresias gnósticas tipo [25], esses falsos mestres estavam enganando as pessoas induzindo-as a pensar que se pode ser um cristão e ainda viver em pecado. João não está aqui dizendo que estamos absolutamente sem pecado, antes, ele afirma que ninguém pode dizer que é sem pecado (1 João 1:8-10), o que ele fala são daqueles que se mantém no pecado, vivendo uma vida ruim e sem arrependimento. A menos que se arrependa não resta nenhum sacrifício pelo pecado (Hebreus 10:26).

O conceito de que os cristãos estão sob nenhuma lei está ganhando terreno no mundo cristão, mas no final isso é uma negação de Cristo. Isto é uma forma sutil de espiritismo sob a roupagem do cristianismo, pois se não houvesse nenhuma lei, não haveria pecado e, portanto, não haveria necessidade de um Salvador [26] (Romanos 5:13, 3:20). Um cristianismo superficial, sem raízes não vai suportar o teste do tempo (Mateus 13:5-6); tal fé não traz a convicção do pecado e, conseqüentemente, a necessidade de arrependimento. As mega-igrejas de hoje, muitas vezes minimizam o pecado, porque ele é impopular, e assim aumentam o número de seus membros à proporções gigantescas. O Espírito Santo foi dado para convencer os homens do pecado e do juízo (João 16:8), mas muitos cristãos alegam que não serão julgados, mesmo que isso esteja claramente declarado nas Escrituras (Mateus 16:27, 2 Coríntios 5:10; Mateus 25:31-46). Embora seja verdade que os verdadeiros cristãos não estão debaixo da condenação da lei, porque eles são abrangidos pela justiça de Cristo, isso não pode ser transformado numa capa para encobrir o mal e uma vida pecaminosa. A doutrina de que não há Lei é uma negação de Cristo como nosso Salvador e, portanto, é uma doutrina de demônios:

“como livres, e não tendo a liberdade como capa da malícia, mas como servos de Deus” (1 Pedro 2:16).

Deus nos deu leis, porque Ele é um Deus de amor e sabe do que precisamos para sermos felizes, então, vamos mostrar o nosso amor a Deus, guardando Suas leis. Como exemplo, Deus nos deu as leis da saúde, para que pudéssemos ser saudáveis, mas se não a seguirmos pagaremos um preço. Outra lei em nosso benefício é o sábado; sem ele estaríamos sempre trabalhando, e nos tornaríamos centrados em nós mesmos e, assim, nos esqueceríamos de Deus. Nosso Criador em sua sabedoria sabe o que é melhor para nós.

Jesus enfatizou a necessidade de uma ligação viva com Ele, a fim de crescermos em santidade e termos vida espiritual. Aqueles que permanecem na videira darão frutos, mas se separados da videira murcham até que são lançados no fogo (João 15:1-8). Se tentarmos usar um telefone celular, mas nunca carregá-lo, vamos descobrir em breve que não podemos fazer todas as chamadas. O perigo do ensinamento gnóstico é que ele desvaloriza Cristo e o arranca para fora da Videira. Sem uma compreensão adequada de quem é Cristo, o divino Filho de Deus, o único que pode nos redimir, não podemos nos beneficiar com o plano da salvação ou viver uma vida santa. A aparência de santidade, sem Cristo é uma farsa, como a figueira que tinha folhas mas nenhum fruto sobre ela (Marcos 11:12-21).

A Trindade

Porque a apostasia final porá em causa a divindade de Cristo, como parte de nosso estudo é importante estabelecer a base bíblica da Trindade. As controvérsias trinitárias da Igreja primitiva são complexas e demoradas, muitas vezes envolvendo palavras e fórmulas complexas. A raiz do problema parecia estar tentando entender a Trindade de um fundo pagão filosófico ao invés de uma sólida base bíblica. Como mencionado no capítulo um, os gnósticos pensavam Deus como santo demais para criar um mundo material. Assim, eles viram Jesus e o Espírito Santo, como seres criados ou gerados para realizar esse trabalho de criação, que implicava num status inferior ao Pai.

O problema com esta abordagem é que ela nega dois conceitos fundamentais sobre Deus e nossa salvação. O primeiro é a nossa compreensão básica de que Deus é amor (1 Jo 4:8). A imagem que obtemos na Bíblia é de três Pessoas iguais existentes por toda a eternidade em uma unidade de amor. O amor não pode existir a menos que hajam outros que possam ser amados [27]. O segundo está relacionado ao primeiro: o sacrifício de Cristo nos mostrou que Deus nos amou tanto que estava disposto a dar Seu Filho, um membro da Divindade para morrer por nós [28]. Uma vez que começamos a minar esta doutrina, toda a base para a expiação está danificada. No Evangelho de João, a unidade da Divindade é revelada: o Filho glorifica o Pai, e o Pai, glorifica o Filho (João 17:1). Jesus também disse que Ele e o Pai são um “(João 10:30) e que o próprio Pai nos ama (João 16:27). O Pai ama o Filho (João 10:17) e o Filho o Pai (João 14:31). Nesta unidade de amor e glória, a expiação assume uma nova luz, o próprio Deus está disposto a pagar o preço pelos nossos pecados, porque Ele nos ama, e este amor é igual ao amor do Pai pelo Seu Filho (João 15:9). É difícil para nós compreender tal amor:

“que possais compreender, com todos os santos, qual seja a largura, e o comprimento, e a altura, e a profundidade, e conhecer o amor de Cristo, que excede todo o entendimento, para que sejais cheios até a inteira plenitude de Deus” ( Efésios 3:18-19).

Há muitas provas de que Jesus é igual a Deus, Jesus é referido como o Alfa e o Ômega (Apocalipse 1:10-18; 22:12-13), assim como o primeiro e o último, um título que só pode ser dado a Deus:

“Assim diz o Senhor, Rei de Israel, seu Redentor, o Senhor dos exércitos: Eu sou o primeiro, e eu sou o último, e fora de mim não há Deus” (Isaías 44:6).

O livro de Hebreus dá uma clara evidência da divindade de Cristo, ele diz que os anjos adoram a Jesus, e também se refere a Jesus como Deus:

“E outra vez, ao introduzir no mundo o primogênito, diz: E todos os anjos de Deus o adorem. Ora, quanto aos anjos, diz: Quem de seus anjos faz ventos, e de seus ministros labaredas de fogo. Mas do Filho diz: O teu trono, ó Deus, subsiste pelos séculos dos séculos, e cetro de eqüidade é o cetro do teu reino” (Hebreus 1:6-8).

No deserto, quando tentado pelo diabo, Jesus deixou claro que só devemos adorar o Senhor Nosso Deus (Mateus 4:10). No entanto, Jesus foi adorado pelos seus discípulos (Mateus 14:33; 28:17). De acordo com a Epístola aos Filipenses, um dia todo joelho se dobrará ao nome de Jesus (Filipenses 2:10-11). Esta é uma prova clara de Sua divindade.

Jesus referiu-se a si mesmo com a expressão “EU SOU” (João 8:58), o que não só se refere à sua pré-existência antes de Abraão, mas também é um título que só pode ser usado por Deus:

“Respondeu Deus a Moisés: EU SOU O QUE SOU. Disse mais: Assim dirás aos olhos de Israel: EU SOU me enviou a vós” (Êxodo 3:14).

Jesus também disse eu Sou o pão da vida, eu Sou a luz do mundo, eu Sou a porta, eu Sou o bom pastor, eu Sou a ressurreição e a vida, e eu Sou a videira verdadeira (João 6:48; 08:12, 10:09; 10:11, 11:25, 15:1). É evidente que Jesus não só existia antes dEle vir ao mundo (João 17:24), mas Ele é igual a Deus (Filipenses 2:6). Mesmo Ele sendo igual a Deus, estava disposto a se humilhar e se tornar um ser humano, a fim de pagar o preço pelos nossos pecados e nos salvar da morte eterna. Isso demonstra a profundidade do amor de Deus por nós que Jesus estava disposto a descer tão longe e sofrer muito para nos salvar (João 3:16).

O Espírito Santo também é apresentado como uma Pessoa divina, Ele é o outro consolador (da mesma espécie), como o Pai e o Filho:

“E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Consolador, para que fique convosco para sempre” (João 14:16).

Em grego, a palavra “allos” significa outro da mesma espécie, em vez de um tipo diferente [29]. Portanto, o Espírito Santo é igual ao Pai e ao Filho, Ele é um outro ser como o Pai e o Filho [30].

O Espírito Santo tem uma personalidade: Ele pode ser entristecido (Efésios 4:30), dá dons como Ele quer (1 Coríntios 12:11), fala e dirige pessoas (Atos 8:29), Ele pode ser enganado (Atos 5:3) e pode ser resistido (Atos 7:51).

A apostasia dos últimos dias vai sutilmente negar a divindade de Jesus e colocá-lo em pé de igualdade com anjos ou outros seres “espíritos” [31], como os gnósticos fizeram. Apesar de Jesus ser o único que pode nos salvar (Atos 2:21), muitos salvadores ou mediadores serão apresentados. O homem vai se tornar seu próprio salvador, e voltar-se para o engano original “sereis como deuses” (Gênesis 3:5). Pessoas afirmarão ter poderes dentro de si para curar [32] e fazer milagres, e Jesus será reduzido ao status de um curandeiro [33]. No entanto, o poder desses curandeiros não se origina dentro deles, mas de forças demoníacas, segundo as Escrituras. O resultado desse ensino será um corte de sua vida da videira verdadeira, uma espiritualidade seca e, finalmente, escuridão, confusão, ilusão e destruição. No entanto, não é que não possa haver cura verdadeira do Senhor, como aconteceu no Pentecostes, em tais casos o poder não é atribuído às pessoas, mas atribuído ao próprio Deus (Atos 3:12). Os discípulos nunca alegaram ter poder dentro de si para curar as pessoas; mas sempre atribuíam esse poder a Deus.

A filosofia que, de alguma forma somos divinos é atraente para a mente natural, porque é lisonjeiro pensar em si como possuindo poderes sobre-humanos. Mas isso é uma contradição do que a Bíblia diz sobre a humanidade, que o coração humano é mau e rebelde contra Deus (Jeremias 17:9, Romanos 3:10-18), para não mencionar que pensar em si mesmo como um ser divino é blasfêmia (At. 12:22-23)! A menos que compreendamos nossa verdadeira condição, não podemos ser salvos. No livro do Apocalipse, a igreja de Laodicéia representa a fase final da igreja nos últimos dias [34]. Ela acha que é rica e não precisa de nada, mas Deus lhe diz que ela é pobre, cega e nua (Apocalipse 3:17). Deus nos oferece colírio para que possamos ver nossa verdadeira condição, e vestes brancas para cobrir nossa nudez e ouro para nos fazer ricos (Apocalipse 3:18). Ele pode nos ajudar a discernir a verdade do erro, para ver que precisamos de um Salvador, Ele pode nos dar o manto da justiça de Cristo e o ouro do amor e da fé [35], em contraste com as riquezas do mundo que perecem (Mateus 6:19-20 ).

Jesus está à porta e bate (Ap 3:20), esperando por nossa resposta para deixá-lo entrar. Ele espera pacientemente, batendo com Suas mãos perfuradas e coroa de espinhos na cabeça. Se nós o deixarmos entrar, devemos também estar dispostos a deixá-lo limpar o lixo em nossas vidas. Este é um dos mais tocantes apelos nas Escrituras, você vai deixá-Lo entrar?

Capítulo 6: Destruição

A etapa final do espiritismo é a destruição! Embora prometendo muitas coisas, em última instância Ele oferece nada, tornando-o vazio. A Carta de Judas descreve tais falsos mestres como nuvens vazias que não tem chuva, como árvores infrutíferas e estrelas errantes reservadas para as trevas (Judas 12-13). Se as pessoas soubessem onde a estrada para Endor termina, será que continuariam a viajar nela? Infelizmente, aqueles que rejeitam a paz de Deus e a verdade um dia serão destruídos, e o seu ouro vai passar a ser ouro de tolos. Quando Cristo voltar, muitas pessoas que fizeram do dinheiro o seu deus irão finalmente perceber que ele é inútil e o jogarão às toupeiras e aos morcegos:

“Naquele dia o homem lançará às toupeiras e aos morcegos os seus ídolos de prata, e os seus ídolos de ouro, que fizeram para diante deles se prostrarem” (Isaías 2:20). O Rei Acazias foi destruído pela bruxaria após cair acidentalmente em seu palácio (2 Reis 1:2); sua lesão foi grave o suficiente para pôr em causa se ele iria ou não sobreviver. Ele enviou mensageiros para consultarem à Baal-Zebube, deus de Ecrom para saber se ele iria se recuperar. Mas Deus enviou o profeta Elias para dizer que, porque os mensageiros do rei inquiriram a Baal-Zebube, em vez do Senhor (Deus de Israel), ele iria morrer (2 Reis 1:3-4). Não há nenhuma indicação de que o ímpio rei se arrependeu. Ele enviou três lotes de soldados para tomar Elias, os dois primeiros grupos foram consumidos pelo fogo, e só depois o capitão do terceiro grupo pediu educadamente a Elias para ir com ele até o rei. Mas Elias não mudou sua mensagem e o rei morreu.

O caso de Balaão Foi triste, uma vez que era um profeta do Senhor (Números 22:9-12), ele foi consumido pela cobiça. Balaão esperava se tornar rico através da adivinhação, mas acabou morto em combate algum tempo depois (Números 31:8). Seu dinheiro não beneficiou a ele em tudo, ele conseguiu o que queria, mas no final morreu com o seu dinheiro.

Quando Israel estava prestes a invadir Canaã, o rei moabita Balaque (juntamente com seus aliados midianitas) estava com medo por causa do sucesso de Israel na conquista de outras nações através do poder de Deus. Tendo ouvido da reputação de Balaão como um profeta, ele mandou os anciãos convidá-lo para amaldiçoar a Israel na esperança de que isso pudesse parar os israelitas (Números 22:1-7). Ele não entendeu que o poder dos israelitas não era algum tipo de magia, mas vinha de um relacionamento com o Deus vivo e da guarda de Seus mandamentos (Deuteronômio 28:7). Balaão deveria saber disso, mas a perspectiva de uma rica recompensa o tentou e ele se ofereceu para pedir ao Senhor sobre isso (Número 22:8). É evidente que o Senhor não amaldiçoou Seu próprio povo, mas a chance de ficar rico era demais para Balaão. O Senhor disse a Balaão para não amaldiçoar a Israel e os mensageiros voltaram para casa (Números 22:9-14).

Desapontado, Balaque em seguida, enviou principes com ofertas maiores na esperança de convencer Balaão, e novamente Balaão perguntou ao Senhor sobre o assunto (Números 22:15-19). Deus já havia lhe havia dito para não amaldiçoar a Israel, por isso não havia necessidade de perguntar ao Senhor sobre isso novamente. Deus disse ao profeta só ir se viessem a ele na parte da manhã, o que eles não fizeram (Números 22:20-21)! No entanto Balaão estava determinado a conseguir o dinheiro e foi atrás deles de qualquer maneira! Mesmo a intervenção de seu burro falando com ele não conseguia sacudi-lo de sua ilusão (Números 22:22-33). Quando ele chegou, ele não tinha permissão para amaldiçoar a Israel, mas lhe era permitido apenas abençoá-los sob o controle do Senhor (Número 22:35, 23:08, 20; 24:10). Humilhado, voltou para casa sem a sua recompensa. Tendo sido dada ampla evidência de que ele não poderia trabalhar contra Israel, Ele, no entanto, voltou e jogou sua sorte com os inimigos de Israel [36] e do Senhor, onde mais tarde foi morto quando Israel sob a orientação divina atacou os midianitas por sua perfídia. Balaão se tornou uma figura daqueles que amam o dinheiro e abandonam o Senhor (2 Pedro 2:15; Judas 11, Apocalipse 2:14). É interessante notar que o termo Balaão é aplicado para os falsos mestres dos últimos dias, dando uma nova ligação entre a feitiçaria e a cobiça. A queda da antiga cidade da Babilônia, tem algo em comum com a queda de Balaão; ela também está ligada à confiança na feitiçaria e materialismo:

“Mas ambas estas coisas virão sobre ti num momento, no mesmo dia, perda de filhos e viuvez; em toda a sua plenitude virão sobre ti, apesar da multidão das tuas feitiçarias, e da grande abundância dos teus encantamentos. Porque confiaste na tua maldade e disseste: Ninguém me vê; a tua sabedoria e o teu conhecimento, essas coisas te perverteram; e disseste no teu coração: Eu sou, e fora de mim não há outra. Pelo que sobre ti virá o mal de que por encantamentos não saberás livrar-te; e tal destruição cairá sobre ti, que não a poderás afastar; e virá sobre ti de repente tão tempestuosa desolação, que não a poderás conhecer. Deixa-te estar com os teus encantamentos, e com a multidão das tuas feitiçarias em que te hás fatigado desde a tua mocidade, a ver se podes tirar proveito, ou se porventura podes inspirar terror. Cansaste-te na multidão dos teus conselhos; levantem-se pois agora e te salvem os astrólogos, que contemplam os astros, e os que nas luas novas prognosticam o que há de vir sobre ti. Eis que são como restolho; o logo os queimará; não poderão livrar-se do poder das chamas; pois não é um braseiro com que se aquentar, nem fogo para se sentar junto dele. Assim serão para contigo aqueles com quem te hás fatigado, os que tiveram negócios contigo desde a tua mocidade; andarão vagueando, cada um pelo seu caminho; não haverá quem te salve” (Isaías 47:9-15).

Sabemos que os babilônios dependiam fortemente de seus astrólogos, sábios e encantadores de acordo com o Livro de Daniel (Daniel 2:2). Os babilônios tinham ampla evidência na época de Nabucodonosor que essas coisas eram falsas. Repetidamente Daniel sob o poder do Deus vivo foi capaz de revelar os sonhos e presságios que os sábios eram impotentes para compreender. Nabucodonosor finalmente reconheceu o verdadeiro Deus, mas em anos posteriores seu neto Belsazar convocou uma festa na qual zombavam do Deus vivo, usando as taças retiradas do Templo em Jerusalém para sua festa. Eles louvavam os deuses de ouro, prata, bronze, ferro, madeira e pedra (Daniel 5:1-4). Pouco tempo depois um presságio apareceu na forma de uma mão escrevendo na parede (Daniel 5:5). Os sábios de Belsazar não podiam interpretar a escrita e Daniel teve que ser chamado. Era uma mensagem de destruição, o rei tinha sido pesado na balança e sido achado em falta, naquela mesma noite ele foi morto pelos invasores persas e seu reino chegou ao fim (Daniel 5:6-30).

A Babilônia caiu porque devia ter pensado melhor, mas preferiram confiar em suas feitiçarias. Eles se concentraram em acumular riquezas, mas de repente em um dia tudo estava perdido e a cidade caiu. De forma semelhante, o Livro do Apocalipse descreve como a Babilônia espiritual será o refúgio de demônios (Apocalipse 18:2) e materialistas (Apocalipse 18:11-14). Ela também cairá de repente (Apocalipse 18:17) tendo sido enganada pela feitiçaria (Apocalipse 18:23). Aqui vemos uma clara ligação entre a cobiça e a feitiçaria, cujo fim é a destruição. Foi a cobiça que levou Judas a trair o seu Senhor, apesar de todos os esforços que Jesus fez para salvá-lo [37] (João 13:12-21). Infelizmente, ele escolheu o dinheiro ao invés de Jesus, mas o seu dinheiro para nada lhe serviu (Mateus 27:5).

Estas coisas foram escritas como aviso para nós (1 Coríntios 10:11), que estamos vivendo nos últimos dias para que possamos observar e ser sensatos. O largo caminho de Endor, embora prometa ouro e prata, termina em destruição, e aqueles que trafegam nessa estrada não são sábios. No livro O Peregrino, Christian passa por uma mina de prata colocada lá para tentar os viajantes do caminho estreito. Aqueles que descem em suas profundezas se perdem enquanto esperam ficar ricos, ou são sufocados pelo ar venenoso. Os poucos que conseguem escapar estão tão sobrecarregados com a prata que não podem terminar a sua viagem à Cidade Celestial! Felizmente, Deus tem uma alternativa e um antídoto para esses enganos que parecem ser tão atraentes.

Capítulo 7: O Antídoto

Quando o povo de Israel caiu em adoração a Baal e afastou-se do Deus vivo, o profeta Elias foi enviado para salvá-los. Os adoradores de Baal acreditavam que seu deus lhes havia enviado chuva [38], assim com a palavra de Elias não houve chuva até uma severa seca e fome em massa ocorrer (1 Reis 17:1, 12; 18:5). Isso foi feito para mostrar ao povo que era Deus quem provia a chuva ao invés de Baal, para que eles caissem em si e evitassem a destruição eterna.

O rei tentou encontrar Elias, mas ninguém sabia onde ele estava (1 Reis 18:10)! Considerou que, se pudesse, livrar-se de Elias, todos os seus problemas teriam fim [39]. Não conseguindo encontrar Elias, a rainha, Jezebel colocou sua ira sobre os profetas do Senhor. No entanto, um servo do rei salvou uma centena deles, escondendo-os em uma caverna (1 Reis 18:13). Posteriormente um confronto final entre Elias e os falsos profetas de Baal ocorreu no Monte Carmelo. Diante de todo o povo Elias propôs um teste, os profetas de Baal chamariam seu deus e ele o Senhor, aquele que respondesse pelo fogo era o verdadeiro Deus (1 Reis 18:21-24). As pessoas tinham estado hesitantes entre duas opiniões e ninguém se atrevia a responder-lhe ou revelar fidelidade ao Senhor [40]. No entanto, elas gostaram da sugestão de um julgamento e assim a cena foi definida. Os profetas de Baal pediram ao seu deus, cantaram, e cortaram-se em um frenesi, mas ninguém lhes respondeu. Quando chegou a vez de Elias, ele fez uma simples oração de fé, e em seguida, desceu fogo do céu e consumiu o sacrifício, assim como o altar! O feitiço sobre o povo estava quebrado e eles reconheceram que o Senhor era o verdadeiro Deus (1 Reis 18:39). Então, Deus enviou a chuva para regar a terra ressequida, agora que o povo havia se arrependido e sido salvo da apostasia (1 Reis 18:44-45).

Nos últimos dias a igreja voltará a cair em uma apostasia envolvendo enganações espíritas. Em seguida, uma mensagem semelhante será dada no espírito e poder de Elias para levar as pessoas de volta a Deus:

“Eis que eu vos enviarei o profeta Elias, antes que venha o grande e terrível dia do Senhor” (Malaquias 4:5).

Só que desta vez os falsos mestres chamarão o fogo do céu, usando poderes demoníacos, assim como curarão os enfermos com o poder de Satanás para enganar as multidões [41] (Apocalipse 13:13-14). Infelizmente, a maioria não vai se arrepender, mas optará por seguir os falsos ensinos da Babilônia espiritual, a igreja caída [42], que é comparada a apóstata Jezabel (Apocalipse 17:5; Jeremias 4:30), irá escolher o vinho místico da Babilônia em vez da pura água da vida que Deus lhe oferece (Apocalipse 14:8, João 7:38). Um remanescente ouvirá a mensagem de Deus para o tempo do fim que é resumida em Apocalipse 14:6-12 e é conhecida como a mensagem dos três anjos. Este será o último convite de misericórdia de Deus antes do fim da provação e do retorno de Cristo. Do capítulo 15 em diante o livro do Apocalipse geralmente lida com os eventos ocorridos após a provação ser encerrada [43].

O fim da provação é um evento semelhante ao que Noé pregou ao povo durante mais de cem anos antes que a porta da misericórdia se fechasse na arca (Gênesis 6:3; 7:16). Deus não trará julgamento arbitário sobre as pessoas. Primeiro, elas têm a oportunidade de se arrependerem e serem salvas, mas Deus não pode permitir que o pecado e o sofrimento durem para sempre, Ele tem que colocar um fim neles.

O coração dos homens nos dias de Noé era corrupto e continuamente a terra estava cheia de violência (Gênesis 6:5, 11), as coisas não podiam continuar assim para sempre. Jesus disse que antes dEle voltar, as condições na terra seriam similares as do tempo de Noé (Mateus 24:37-39). As pessoas estavam comendo e bebendo e depois repentina destruição veio sobre elas, mostrando que estavam absorvidas em coisas materiais ignorando as advertências do juízo vindouro. Por isso, antes da volta de Jesus, o mundo vai estar absorvido em seus divertimentos, tendo escolhido acreditar no engano final que lhes permitia viver contrários aos mandamentos de Deus.

A coisa interessante sobre a mensagem dos três anjos é que ela é o antídoto perfeito para o engano espírita do tempo do fim:

Espiritismo Três Mensagens Angélicas
Não há lei Mandamentos de Deus
Sem Julgamento – Alma Imortal Hora do Julgamento de Deus já começou
Adoração à si mesmos – Sois deuses Adoração ao Criador
Um Falso Evangelho O Evangelho Eterno
Negação de Jesus A fé de Jesus

Este é o antídoto perfeito, pois contraria os princípios básicos da mensagem falsa. A mensagem falsa nega a lei, o pecado, o julgamento e a salvação somente em Jesus, a verdadeira afirma estas coisas. Se não houvesse lei, não haveria pecado (Romanos 5:13), portanto não haveria julgamento e não haveria necessidade de um Salvador. A doutrina da ausência da lei atinge o cerne da expiação e é uma negação de Jesus. Uma pessoa não pode se arrepender se não há nada do que se arrepender. Quando vier o engano, o seu antídoto também estará disponível para aqueles que irão usufruir dos seus benefícios. Desta vez será a confiança na Palavra de Deus que irá salvar as pessoas ao invés de uma demonstração de poder, porque haverá muitos falsos milagres e falsos sinais acontecendo.

Sempre que Deus faz alguma coisa, Satanás tem uma contrafação [44]. Como Deus tem Seus três mensageiros angelicais (Apocalipse 14:6-12), Satanás também tem três mensageiros demoníacos (Apocalipse 16:13-14). Deus tem um trono e é adorado no céu (Apocalipse 4:9-11; 5:13-14); Satanás também tem um trono e é adorado na terra (Apocalipse 2:13, 13:4). Como Deus é uma Trindade de três pessoas (Apocalipse 1:4-8, Mateus 28:19); Satanás também tem a sua falsa trindade: o Dragão, a Besta e o Falso Profeta (Apocalipse 16:13). Lado a lado as pessoas serão capazes de ver a realidade e a contrafação e escolher de que lado ficar. O mundo inteiro será levado para um dos dois campos, tanto para o culto à imagem da besta (Apocalipse 13:15), como para ser fiel ao Senhor e à Seus mandamentos (Apocalipse 14:12).

Em certa ocasião, quando Israel estava no deserto, tornou-se seu campo infestado de cobras venenosas, como resultado de sua murmuração contra Deus (Número 21:5-6). No entanto, Deus deu-lhes uma cura, uma serpente de bronze em um poste para que qualquer pessoa que olhasse para ela vivesse (Números 21:7-9). Ao falar a Nicodemos, Jesus usou isso como ilustração de sua própria missão (João 3:14-15). A serpente de bronze era um símbolo de Cristo, todos os que olham para Ele com fé podem ser curados da mordida de cobra do pecado. É interessante que antídotos para picadas de cobra são geralmente feitos a partir do veneno. Somente tomando sobre si os pecados do mundo, Jesus poderia prover uma solução para salvar os pecadores (2 Coríntios 5:21, 1 Pedro 2:24).

Vamos dar uma olhada nos ingredientes desse antídoto em Apocalipse 14:

“E vi outro anjo voando pelo meio do céu, e tinha um evangelho eterno para proclamar aos que habitam sobre a terra e a toda nação, e tribo, e língua, e povo” (Apocalipse 14:6).

O evangelho eterno, tal como apresentado por Jesus e os apóstolos será pregado em sua pureza em todo o mundo antes de chegar o fim (Mateus 24:14). Este não é o evangelho falsificado da graça barata, mas o real que tem o poder de mudar as pessoas. A velocidade do anjo representa a rapidez e a amplitude da proclamação da mensagem [45]. A mensagem não vai literalmente ser proclamada pelos anjos. O povo de Deus vai anunciá-la, mas por trás das cenas os anjos ajudarão aqueles que estão fazendo o trabalho.

Hoje, a comunicação moderna e melhores transportes facilitam a rápida propagação do evangelho. Mesmo em países onde a Bíblia é ilegal, as pessoas estão a obter acesso a ela através da internet! No entanto, não somente pela tecnologia, mas a assistência divina está ajudando as pessoas a pregarem as boas novas. O Espírito de Deus também será derramado sobre o povo de Deus para ajudá-lo nesse sentido (Atos 2:17-21), e os anjos estarão trabalhando em segundo plano como espíritos ministradores (Hb 1:14). A profecia de Joel, citada por Pedro no dia do Pentecostes, tinha um cumprimento parcial na época (Joel 2:28-32), no entanto, a profecia tem sua ênfase principal sobre a vinda do Senhor. Assim, podemos esperar que haverá um grande derramamento pentecostal antes da volta de Cristo, para ajudar a terminar a comissão do evangelho (Mateus 28:18-20). Esta manifestação é conhecida como a chuva serôdia (Joel 2:23). A primeira chuva ajudou a iniciar a igreja, a última chuva vai ajudar a terminar a comissão evangélica [46].

“dizendo com grande voz: Temei a Deus, e dai-lhe glória; porque é chegada a hora do seu juízo; e adorai aquele que fez o céu, e a terra, e o mar, e as fontes das águas” (Apocalipse 14:7).

Enquanto o espiritismo nega o Juízo, o verdadeiro evangelho o confirma. Os crentes genuínos não têm nada a temer do julgamento, eles estarão cobertos pelo sangue de Jesus. Mas isso não pode ser usado como uma capa para o mal. O julgamento lança fora do reino aqueles que não são genuínos, como na parábola do joio e do trigo (Mateus 13:29-30). Uma religião que tem a forma mas não o poder simplesmente não passa no teste.

Numa época em que alguns cientistas estão questionando o relato bíblico da Criação, uma chamada é feita para adorar ao nosso Criador. Isso se opõe ao culto espírita em si mesmo. O sábado foi dado ao homem para colocar seus pensamentos longe de suas próprias obras para contemplar a criação de Deus [47], e assim salvaguardar a relação do homem com seu Criador [48].

“Um segundo anjo o seguiu, dizendo: Caiu, caiu a grande Babilônia, que a todas as nações deu a beber do vinho da ira da sua prostituição” (Apocalipse 14:8).

No final dos tempos, a igreja está em um estado caído; os falsos ensinos corromperam o mundo inteiro.

“Na verdade a terra está contaminada por causa dos seus moradores; porquanto têm transgredido as leis, mudado os estatutos, e quebrado a aliança eterna. Por isso a maldição tem consumido a terra; e os que habitam nela são desolados; por isso são queimados os moradores da terra, e poucos homens restam” (Isaías 24:5-6).

A quebra da aliança eterna é a rejeição do governo e autoridade de Deus, e, portanto, de sua proteção; como resultado desastre após desastre atingem a terra (Mateus 24:7), isto inclui guerra, fome, pragas, incêndios e inundações [49]. Enquanto as pessoas buscam explicações científicas para as calamidades que aumentam [50], em última análise, a razão para isso é a rebelião contra Deus e Seus mandamentos. Os desastres serão uma última tentativa para trazer a humanidade a seus sentidos [51], para despertá-la de suas ilusões, antes que seja tarde demais.

Somos chamados a sair da Babilônia, que representa as igrejas caídas que abandonam os mandamentos de Deus influenciadas pelos poderes demoníacos. O verdadeiro povo de Deus é chamado a sair, porque os juízos de Deus estão prestes a cair nessas igrejas. Tendo aceitado os falsos milagres, sinais e a doutrina sem lei dos demônios, estão maduros para a destruição. O verdadeiro povo de Deus fugirá de tais igrejas e juntar-se-á ao povo remanescente de Deus e assim receberão o selo do Deus vivo que irá protegê-los quando as pragas finais cairem sobre a terra (Apocalipse 7:1-3, 16). Quatro anjos são retratados como retendo os ventos que representam as calamidades finais que irão destruir a terra, até os santos serem selados (Apocalipse 7:1).

“Aqui está a paciência dos santos; aqui estão os que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus”. (Apocalipse 14:12).

Os santos de Deus são identificados especificamente como guardando os mandamentos de Deus; a ênfase na adoração a Deus como nosso Criador, em Apocalipse 14:7 chama a atenção ao oprimido quarto mandamento. Os santos farão um trabalho de reconstrução e restauração da lei moral de Deus, especialmente do quarto mandamento [52]. Por guardarem todos os mandamentos eles recebem o selo de Deus que se caracteriza interiormente pelo Espírito Santo e exteriormente pela obediência ao sábado que é o único mandamento que contém o nome, a jurisdição e mandato do Criador – Seu selo [53].

“E seguiu-os o terceiro anjo, dizendo com grande voz: Se alguém adorar a besta, e a sua imagem, e receber o sinal na sua testa, ou na sua mão, Também este beberá do vinho da ira de Deus, que se deitou, não misturado, no cálice da sua ira; e será atormentado com fogo e enxofre diante dos santos anjos e diante do Cordeiro. E a fumaça do seu tormento sobe para todo o sempre; e não têm repouso nem de dia nem de noite os que adoram a besta e a sua imagem, e aquele que receber o sinal do seu nome” (Apocalipse 14:9-11).

Enquanto o trabalho de reforma está em andamento, os falsos profetas e professores não vão ajudar neste trabalho mas em vez disso, usarão “argamassa fraca” (Ezequiel 13:3-16; 22:26-31), profanando o santo dia de Deus e promovendo o domingo em seu lugar [54].

Esta construção falsa será destruída por uma praga de granizo, juntamente com os falsos profetas que a construiram (Apocalipse 16:21; Ezequiel 13:11-13)! Naquela ocasião, a terrível praga de Zacarias cairá sobre os falsos mestres que lutaram contra o povo de Deus [55] (Zacarias 14:12). A marca da besta é a aceitação de uma lei feita pelo homem (domingo) como estando acima da lei de Deus (o sábado) [56]. Apesar das terríveis advertências dadas contra o receber a marca da besta, a maioria não vai prestar atenção. (Para um estudo detalhado sobre a marca da besta, o selo de Deus e a reforma definitiva do povo de Deus, por favor consulte meus outros livros [57]).

O antídoto para o engano final de Satanás estará disponível a todos no final dos tempos, porque é uma mensagem mundial. Temos tido amplos recursos para nos ajudar a superar a crise final: as Escrituras, o Espírito Santo e uma mensagem especial. Aqueles que vivem um pouco antes do retorno de Cristo, que ouvem e aceitam esta mensagem serão salvos e resgatados quando Cristo voltar:

“E naquele dia se dirá: Eis que este é o nosso Deus, a quem aguardávamos, e ele nos salvará; este é o Senhor, a quem aguardávamos; na sua salvação gozaremos e nos alegraremos” (Isaías 25:9).

Conclusão

A mensagem da Palavra de Deus serve como uma verificação da realidade. As pessoas ficam hipnotizadas pelos sonhos de glória do espiritualismo, esquecendo o princípio básico de que aquilo que o homem semear ele deve também colher (Gálatas 6:7). As promessas do espiritismo são demasiadamente boas para serem verdade, elas permitem o viver uma vida pecaminosa em desobediência e rebelião contra Deus e ainda promete a vida eterna. Em oposição a esta ilusão está o julgamento (Apocalipse 14:7), que serve para nos lembrar que vivemos em tempos solenes quando as ações dos santos e dos professos cristãos estão a serem pesadas na balança do santuário celeste [58] para ver se sua fé é verdadeira (Tiago 2:8-12, 17 – 20; Apocalipse 14:7; Daniel 7:9-10, 22).

Porque o espiritismo assumirá um manto sagrado no fim dos tempos, é um tanto importante nos familiarizar com as Escrituras, especialmente aquelas que lidam com o estado dos mortos, o retorno de Cristo, a lei moral e o sábado. Através de dois erros: a imortalidade da alma e a santidade do domingo, Satanás vai trabalhar para a ruína da igreja [59].

Tenho observado que algumas pessoas se recusam a seguir as exigências de Deus, porque temem perder algo ou alguém. Elas dizem, não podemos guardar o sábado, senão perderemos o nosso negócio, ou a minha esposa vai me deixar. Então, depois de um tempo aquilo que muito temiam vem sobre elas de qualquer maneira! Outros se enganam em acreditar que Deus não exige muito delas enquanto vivem “uma vida boa”. As Escrituras dizem que a menos que um homem tome a sua cruz e siga após Jesus, ele não é digno de Jesus (Mateus 10:38).

Quando alguém está doente fisicamente, normalmente leva isso a sério, procura ajuda médica e aceita qualquer recomendação que o médico lhe prescreva, mas quando se trata de nosso destino eterno muitos surpreendentemente parecem não se preocupar com isso. Talvez isso aconteça porque elas pensam no céu como um lugar etéreo, quando na realidade é um lugar real. O céu será habitado por pessoas reais, que farão coisas reais e se alegrarão por toda a eternidade em um lugar de felicidade, amor e glória. Se pudéssemos ter um vislumbre daquilo que Deus tem reservado para aqueles que o amam, talvez pudéssemos levar o nosso destino eterno mais a sério. Nesse lugar, até mesmo os animais serão inofensivos, e as pessoas construirão casas e plantarão vinhas, as crianças vão brincar na rua e ninguém vai sofrer de doença, envelhecer ou morrer (Isaías 65:21-22, 25; Zacarias 8:5; Apocalipse 21:3-4). O melhor de tudo, estaremos na presença de Deus por toda a eternidade e com Jesus que sofreu por nós e ainda carrega em Suas mãos e pés as marcas da crucificação (João 17:24, 20:25, 27). Só quando chegarmos ao céu, seremos realmente capazes de apreciar o preço pago pela nossa salvação (1 Coríntios 2:9).

Memorização de Versos Bíblicos

Eu incluí uma lista de versículos chave das Escrituras que você deve ter conhecimento e se possível memorizar para ajudar a prepará-lo para a crise que virá. Foi através da memorização das Escrituras que Jesus foi efetivamente capaz de resistir às tentações do demônio no deserto (Mateus 4:1-11). A única forma eficaz de memorizar a Escritura é continuar a repetir os versos em uma base diária [60].

Espiritismo

“Quando entrares na terra que o Senhor teu Deus te der, não aprenderás a fazer conforme as abominações daquelas nações. Entre ti não se achará quem faça passar pelo fogo a seu filho ou a sua filha, nem adivinhador, nem prognosticador, nem agoureiro, nem feiticeiro; Nem encantador, nem quem consulte a um espírito adivinhador, nem mágico, nem quem consulte os mortos; Pois todo aquele que faz tal coisa é abominação ao Senhor; e por estas abominações o Senhor teu Deus os lança fora de diante de ti. Perfeito serás, como o Senhor teu Deus” (Deuteronômio 18:9-13)

“Não vos voltareis para os que consultam os mortos nem para os feiticeiros; não os busqueis para não ficardes contaminados por eles. Eu sou o Senhor vosso Deus” (Levítico 19:31).

“Quando vos disserem: Consultai os que têm espíritos familiares e os feiticeiros, que chilreiam e murmuram, respondei: Acaso não consultará um povo a seu Deus? acaso a favor dos vivos consultará os mortos? A Lei e ao Testemunho! se eles não falarem segundo esta palavra, nunca lhes raiará a alva” (Isaías 8:19-20).

“porque hão de surgir falsos cristos e falsos profetas, e farão grandes sinais e prodígios; de modo que, se possível fora, enganariam até os escolhidos” (Mateus 24:24).

“a idolatria, a feitiçaria, as inimizades, as contendas, os ciúmes, as iras, as facções, as dissensões, os partidos, as invejas, as bebedices, as orgias, e coisas semelhantes a estas, contra as quais vos previno, como já antes vos preveni, que os que tais coisas praticam não herdarão o reino de Deus” (Gálatas 5:20-21).

Morte como um Sono

“Pois os vivos sabem que morrerão, mas os mortos não sabem coisa nenhuma, nem tampouco têm eles daí em diante recompensa; porque a sua memória ficou entregue ao esquecimento” (Eclesiastes 9:5).

“Sai-lhe o espírito, e ele volta para a terra; naquele mesmo dia perecem os seus pensamentos” (Salmo 146:4).

“Os seus filhos recebem honras, sem que ele o saiba; são humilhados sem que ele o perceba” (Jó 14:21).

“E muitos dos que dormem no pó da terra ressuscitarão, uns para a vida eterna, e outros para vergonha e desprezo eterno” (Daniel 12:2).

“E, tendo assim falado, acrescentou: Lázaro, o nosso amigo, dorme, mas vou despertá-lo do sono…Então Jesus lhes disse claramente: Lázaro morreu” (João 11: 11, 14).

“Eis aqui vos digo um mistério: Nem todos dormiremos mas todos seremos transformados, num momento, num abrir e fechar de olhos, ao som da última trombeta; porque a trombeta soará, e os mortos serão ressuscitados incorruptíveis, e nós seremos transformados” (1 coríntios 15:51-52).

A Composição da Alma

“E formou o Senhor Deus o homem do pó da terra, e soprou-lhe nas narinas o fôlego da vida; e o homem tornou-se alma vivente” (Gênesis 2:7).

“e o pó volte para a terra como o era, e o espírito volte a Deus que o deu” (Eclesiastes 12:7).

A Ressurreição

“Porque o mesmo Senhor descerá do céu com alarido, e com voz de arcanjo, e com a trombeta de Deus; e os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro” (1 Tessalonicenses 4:16).

“Não vos admireis disso, porque vem a hora em que todos os que estão nos sepulcros ouvirão a sua voz e sairão: os que tiverem feito o bem, para a ressurreição da vida, e os que tiverem praticado o mal, para a ressurreição do juízo” (João 5:28-29).

Destruição dos Ímpios

“Pois eis que aquele dia vem ardendo como fornalha; todos os soberbos, e todos os que cometem impiedade, serão como restolho; e o dia que está para vir os abrasará, diz o Senhor dos exércitos, de sorte que não lhes deixará nem raiz nem ramo” (Malaquias 4:1).

“Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus nosso Senhor” (Romanos 6:23).

Mortalidade da Alma

“Disse a serpente à mulher: Certamente não morrereis” (Gênesis 3:4).

“Porque é necessário que isto que é corruptível se revista da incorruptibilidade e que isto que é mortal se revista da imortalidade” (1 Coríntios 15:53).

Salvação somente através de Jesus

“Quem tem o Filho tem a vida; quem não tem o Filho de Deus não tem a vida” (1 João 5:12).

“O Senhor não retarda a sua promessa, ainda que alguns a têm por tardia; porém é longânimo para convosco, não querendo que ninguém se perca, senão que todos venham a arrepender-se” (2 Pedro 3:9).

“Dize-lhes: Vivo eu, diz o Senhor Deus, que não tenho prazer na morte do ímpio, mas sim em que o ímpio se converta do seu caminho, e viva. Convertei-vos, convertei-vos dos vossos maus caminhos; pois, por que morrereis, ó casa de Israel?” (Ezequiel 33:11).

“Porque há um só Deus, e um só Mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus, homem” (1 Timóteo 2:5).

“E em nenhum outro há salvação; porque debaixo do céu nenhum outro nome há, dado entre os homens, em que devamos ser salvos” (Atos 4:12).

Inspiração das Escrituras

“Toda Escritura é divinamente inspirada e proveitosa para ensinar, para repreender, para corrigir, para instruir em justiça” (2 Timóteo 3:16).

O Novo Céu e a Nova Terra

“E ouvi uma grande voz, vinda do trono, que dizia: Eis que o tabernáculo de Deus está com os homens, pois com eles habitará, e eles serão o seu povo, e Deus mesmo estará com eles. Ele enxugará de seus olhos toda lágrima; e não haverá mais morte, nem haverá mais pranto, nem lamento, nem dor; porque já as primeiras coisas são passadas” (Apocalipse 21:3-4).

“Virá, pois, como ladrão o dia do Senhor, no qual os céus passarão com grande estrondo, e os elementos, ardendo, se dissolverão, e a terra, e as obras que nela há, serão descobertas…Nós, porém, segundo a sua promessa, aguardamos novos céus e uma nova terra, nos quais habita a justiça” (2 Pedro 3:10, 13).

O Retorno de Cristo

“os quais lhes disseram: Varões galileus, por que ficais aí olhando para o céu? Esse Jesus, que dentre vós foi elevado para o céu, há de vir assim como para o céu o vistes ir” (Atos 1:11).

“Porque, assim como o relâmpago sai do oriente e se mostra até o ocidente, assim será também a vinda do filho do homem” (Mateus 24:27).

Um Juízo Futuro

“Porque o Filho do homem há de vir na glória de seu Pai, com os seus anjos; e então retribuirá a cada um segundo as suas obras” (Mateus 16:27).

“Porque é necessário que todos nós sejamos manifestos diante do tribunal de Cristo, para que cada um receba o que fez por meio do corpo, segundo o que praticou, o bem ou o mal” (2 Coríntios 5:10).

A Trindade

“Quando o vi, caí a seus pés como morto; e ele pôs sobre mim a sua destra, dizendo: Não temas; eu sou o primeiro e o último” (Apocalipse 1:17).

“Assim diz o Senhor, Rei de Israel, seu Redentor, o Senhor dos exércitos: Eu sou o primeiro, e eu sou o último, e fora de mim não há Deus” (Isaías 44:6).

“E outra vez, ao introduzir no mundo o primogênito, diz: E todos os anjos de Deus o adorem. Ora, quanto aos anjos, diz: Quem de seus anjos faz ventos, e de seus ministros labaredas de fogo. Mas do Filho diz: O teu trono, ó Deus, subsiste pelos séculos dos séculos, e cetro de eqüidade é o cetro do teu reino” (Hebreus 1:6-8).

“Então ordenou-lhe Jesus: Vai-te, Satanás; porque está escrito: Ao Senhor teu Deus adorarás, e só a ele servirás” (Mateus 4:10).

“Respondeu-lhes Jesus: Em verdade, em verdade vos digo que antes que Abraão existisse, eu sou” (João 8:58).

“Respondeu Deus a Moisés: EU SOU O QUE SOU. Disse mais: Assim dirás aos olhos de Israel: EU SOU me enviou a vós” (Êxodo 3:14).

“E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Ajudador, para que fique convosco para sempre” (João 14:16).

“Mas o Ajudador, o Espírito Santo a quem o Pai enviará em meu nome, esse vos ensinará todas as coisas, e vos fará lembrar de tudo quanto eu vos tenho dito” (João 14:26).

“E não entristeçais o Espírito Santo de Deus, no qual fostes selados para o dia da redenção” (Efésios 4:30).

“Disse o Espírito a Filipe: Chega-te e ajunta-te a esse carro” (Atos 8:29).

“Disse então Pedro: Ananias, por que encheu Satanás o teu coração, para que mentisses ao Espírito Santo e retivesses parte do preço do terreno? Enquanto o possuías, não era teu? e vendido, não estava o preço em teu poder? Como, pois, formaste este desígnio em teu coração? Não mentiste aos homens, mas a Deus” (Atos 5:3-4).

Mais Informações

o livro de Richard Willis “Holistic Health, Holistic Hoax?An Expose of New Age Therapies” têm muita informação útil sobre os perigos de práticas de cura alternativas, disponível a partir do Site Adventist Book Center www.adventistbookcenter.com

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(Também temos disponível para download o livro “Patriarcas e Profetas”, o primeiro capítulo explica como o pecado surgiu no céu, que é quando a grande controvérsia entre Cristo e Satanás começou)

O Instituto de Pesquisas Bíblicas produz estudos doutrinários sobre vários temas, incluindo o estado dos mortos: www.adventistbiblicalresearch.org

Sobre o Autor

Marc Rasell nasceu em Oxford, e cresceu em uma vila rural, em Oxfordshire. Tornou-se membro da Igreja Anglicana com cerca de 12 anos de idade, quando ouviu a Palavra de Deus. Ele estava convencido de que era um pecador e que precisava do sacrifício de Jesus. Mais tarde tornou-se um adventista do sétimo dia depois de aceitar a verdade do sábado e estudar sobre a profecia bíblica. Ele estudou no Newbold College, Bracknell e recebeu o bacharelado em Teologia e mestrado em religião, credenciado pela Andrews University. Depois disso, ele passou um ano na Coréia do Sul lecionando Inglês como língua estrangeira e ensinando algumas lições da Bíblia. Enquanto ele estava na Coréia do Sul, se casou e voltou para a Inglaterra. Ele acabou encontrando emprego na igreja e trabalhou durante alguns anos no Adventist Discovery Centre office, na Conferência da União Britânica dos Adventistas do Sétimo Dia em Watford. Ele foi então chamado pela igreja para trabalhar como um ministerial interno e depois como ministro licenciado para a Conferência dos Adventistas do Sétimo dia do Sul da Inglaterra em East Anglia, e depois em Cornwall, onde ele reside.

Referências

[1] Ellen White, The Great Controversy, Conflict of the Ages Series, Volume 5 (Pacific Press Publishing Association, 1911) chapter 29 “The origin of evil” pp. 492-504

[2] Ellen White, Testimonies for the Church, Volume 1 (Pacific Press Publishing Association, 1855) p. 344

[3] Ibid., p. 428

[4] Francis D. Nichol, The Seventh-day Adventist Bible Commentary, Volume 6 (Review and Herald Publishing Association, 1978) p. 55

[5] Woodrow Whidden, Jerry Moon, John W. Reeve, The Trinity (Hagerstown, Maryland: Review and Herald Publishing Association, 2002) pp. 126-128

[6] Francis D. Nichol, The Seventh-day Adventist Bible Commentary, Volume 4 (Review and Herald Publishing Association, 1978) p. 763

[7] Ellen White, Prophets and Kings, Conflict of the Ages Series, Volume 2 (Pacific Press Publishing Association, 1917) p. 211; Acts of the Apostles, Conflict of the Ages Series, Volume 4 (Pacific Press Publishing Association, 1911) p. 290; Signs of the Times, March 24, 1887 in Evangelism (Review and Herald Publishing Association, 1946) pp. 608-609

[8] Ellen White, Patriarchs and Prophets, Conflict of the Ages Series, Volume 1 (Pacific Press Publishing Association, 1890) p. 684

[9] Ellen White, The Great Controversy, p. 560

[10] Ellen White, Patriarchs and Prophets, p. 627-628

[11] Francis D. Nichol, The Seventh-day Adventist Bible Commentary, Volume 2 (Review and Herald Publishing Association, 1978) p. 586

[12] Francis D. Nichol, The Seventh-day Adventist Bible Commentary, Volume 7 (Review and Herald Publishing Association, 1978) p. 486

[13] Francis D. Nichol, The Seventh-day Adventist Bible Commentary, Volume 4, p. 144

[14] Ellen White, Signs of the Times, May 24, 1910, paragraph 7

[15] Ellen White, Thoughts from the Mount of Blessing (Pacific Press Publishing Association, 1896) p. 42

[16] Francis D. Nichol, The Seventh-day Adventist Bible Commentary, Volume 7, p. 303

[17] Niels-Erik A. Andreasen, Death: Origin, Nature, and Final Eradication, Handbook of Seventh-day Adventist Theology (Hagerstown, Maryland: Review and Herald Publishing Association, 2001) p. 325; Ministerial Association, Seventh-day Adventist Believe… A Biblical Exposition of Fundamental Doctrines, Second Edition (Silver Spring, Maryland: General Conference of Seventh-day Adventists, 2005) pp. 390-391; Bible Readings for the Home, Revised (Washington, D.C.: Review and Herald Publishing Association, 1953) p. 516 (Spiritualism, Communication with the dead)

[18] Kittel, Gerhard (Hrsg.) ; Bromiley, Geoffrey William (Hrsg.) ; Friedrich, Gerhard (Hrsg.): Theological Dictionary of the New Testament. electronic ed. Grand Rapids, MI : Eerdmans, 1964-c1976, S. 1:209; Swanson, James: Dictionary of Biblical Languages With Semantic Domains : Hebrew (Old Testament). electronic ed. Oak Harbor : Logos Research Systems, Inc., 1997, S. DBLH 6409, #3

[19] Rober L. Odom, How Long is Forever, see http://www.adventistbiblicalresearch.org/documents/How%20Long%20Is%20Forever.htm

[20] Ellen White, Early Writings (Review and Herald Publishing Association, 1882) pp. 218-219

[21] Niels-Erik A. Andreasen, Death: Origin, Nature, and Final Eradication, Handbook of Seventh-Day Adventist Theology, p. 336-337

[22] Ellen White, The Great Controversy, p. 588

[23] D. T. Gish, 1995. Evolution: The Fossils Still Say No! Institute for Creation Research, El Cajon, CA, 391 pp. (cited in The Answers Book, 1999, Answers in Genesis Ltd, Australia, p. 118) (see http://www.AnswersinGenesis.org)

[24] Marc Rasell, Exploring the Heavenly Sanctuary: understanding Seventh-day Adventist theology (Bloomington: AuthorHouse, 2009) chapters 7-10

[25] Francis D. Nichols, The Seventh-day Adventist Bible Commentary, Volume 7, pp. 637, 645

[26] Ellen White, The Great Controversy, pp. 552-556

[27] Whidden, Moon, Reeve, The Trinity, p. 115

[28] Ibid., pp. 264-267

[29] Francis D. Nichol, The Seventh-day Adventist Bible Commentary, Volume 5 (Review and Herald Publishing Association, 1978) p. 1037; Swanson, James: Dictionary of Biblical Languages With Semantic Domains : Greek (New Testament). electronic ed. Oak Harbor : Logos Research Systems, Inc., 1997, S. GGK257

[30] Fernando L. Canale, Doctrine of God, Handbook of Seventh-day Adventist Theology, p. 133

[31] Ellen White, The Great Controversy, p. 552

[32] Ellen White, Prophets and Kings, p. 211

[33] Ellen White, Early Writings, p. 87

[34] Kenneth A. Strand, The Eight Basic Visions, Daniel and Revelation Committee Series, Volume 6 (Silver Spring, Maryland: Biblical Research Institute, 1992) p. 34; C. Mervyn Maxwell, God Cares Volume 2, The Message of Revelation for You and Your Family (Boise, Idaho: Pacific Press Publishing Association, 1985) p. 98

[35] Ellen White, Christ’s Object Lessons (Review and Herald Publishing Association, 1900) p. 158

[36] Ellen White, Patriarchs and Prophets, p. 451

[37] Ellen White, Review and Herald, June 14, 1898, paragraphs 6-10

[38] Ellen White, Prophets and Kings, p. 120

[39] Ibid., p. 126

[40] Ibid., p. 147

[41] Ellen White, The Great Controversy, pp. 588-589

[42] Francis D. Nichol, The Seventh-day Adventist Bible Commentary, Volume 7, pp. 828-830, 851

[43] Kenneth A. Strand, The Eight Basic Visions, Daniel and Revelation Committee Series, Volume 6, pp. 35-49

[44] Angel Manuel Rodriguez, Future Glory: the 8 greatest end-time prophecies in the Bible (Hagerstown, Maryland: Review and Herald Publishing Association, 2002) p.105

[45] Francis D. Nichol, The Seventh-day Adventist Bible Commentary, Volume 7, p. 827; Ellen White, The Great Controversy, p. 355

[46] Ellen White, The Great Controversy, pp. 611-612

[47] Marc Rasell, Nehemiah the Sabbath Reformer (Bloomington: AuthorHouse 2010) p. 60

[48] Francis D. Nichol, The Seventh-day Adventist Bible Commentary, Volume 1 (Review and Herald Publishing Association, 1978) p. 972

[49] Ellen White, Last Day Events (Pacific Press Publishing Association, 1992) p. 24

[50] Ellen White, Testimonies for the Church, Volume 6 (Pacific Press Publishing Association, 1855) p. 408

[51] Ellen White, Last Day Events, p. 28

[52] Marc Rasell, Nehemiah the Sabbath Reformer

[53] Marc Rasell, Exploring the Heavenl Sanctuary, p. 75

[54] Francis D. Nichol, The Seventh-day Adventist Bible Commentary, Volume 4, p. 619

[55] Ellen White, The Great Controversy, p. 657

[56] Marc Rasell, Exploring the Heavenly Sanctuary, chapter 11

[57] Please see http://www.adventistenterprises.co.uk and http://www.exploringtheheavenlysanctuary.co.uk

[58] Marc Rasell, Exploring the Heavenly Sanctuary, chapters 6 and 10; Ellen White, Testimonies for the Church, Volume 2 (Pacific Press Publishing Association, 1855) pp. 43-44

[59] Ellen White, The Great Controversy, p. 588

[60] A good book on this subject is “You Need to Memorize Scripture” by N. A. Woychuk, currently available from http://www.AmazingFacts.org ; A free Bible memorisation program is available from http://www.memoryverses.org

Livro de autoria de Marc Rasell, publicado em seu site Adventist Enterprises, Crédito da Tradução: Blog Sétimo Dia https://setimodia.wordpress.com/

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Sobre Blog Sétimo Dia

“SOLO CHRISTO”, “SOLA GRATIA”, “SOLA FIDE”, “SOLA SCRIPTURA” (salvação somente em Cristo, somente devido à graça de Deus, somente pela instrumentalidade da fé, somente com base na Escritura)
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4 respostas para Apostasia: O Engano Final e Seu Antídoto (Livro Traduzido)

  1. Luzia Fernandes Lopes disse:

    O PRIMEIRO CASAL QUE DESOBEDECEU A DEUS, TIVERAM QUE SAIR DO JARDIM DE EDEN, E TIVERAM QUE TRABALHAR COM O SUOR DO SEU CORPO PARASESUSTENTAREM E A MULHER FOI QUE AO TIVEREM FILHOS SERIAM COM DORES, E MUITOS HOMENSERRARAM AO LIDAR COM AS LEI DE DEUS, COMO NO CASO DO REI SAUL DESOBEDECEU A DEUS E AINDA PROCUROU AJUDA AOS ESPÍRITOS INIQUIOS, ÃO POCURE AJUDA EM LUGARES NENHUM, PORQUE NÓS TEMOS JESUS CRISTO QUE MORREU E RESSUSCITOU EM TRES DIAS POR NÓS, DEVEMOS PROCURAR E ORAR M ESPÍRITO EVERDADE PORQUE EM DEUS NÃO EXISTE MENTIRAS OU HPOCRISIA, EXISTESIM A VERDADE E A VIDA, QUEM VEM A CRISTO COM O CORAÇÃO PURO E CHEIO DE AMOR JAMAIS VOLTARÁ DESAMPARADO. AQUELES QUE BUSCAM OS ESPÍRITOS DESVIAM DA LEI DE DEUS. QUEM BUSCA AOS ESPÍITOS REJEITAM A LEI DE DEUS. BUSQUEMOS SÓ A DEUS PAI ETERNO EM NOME DE SEU FILHO JESUS CRISTO QUE NÓS SEREMOS MAIS QUE VENCEDORES PORQUE VEREMOS A DEUS. ESPERAR PACIENTEMENTE NO SENHOR TRAZ AS BENÇÃOS QUE REALMENTE PRECISAMOS [SL 27;14].

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  3. Está Escrito:Se possível enganará aos escolhidos !Mateus 24:26.Somente examinando as Sagradas Escritura à Bíblia de Genesis ao Apocalipse e com oração buscando com sinceridade à Verdade de DEUS,ELE revelará tds as coisas escritas em Seu Livro pois ela é uma Luz que ilumina onde vc tem dúvidas.Precisamos sempre estar em comunhão com ELE e leitura da Bíblia pra escaparmos de tão grande engôdo de Satanás. Ele imitará à Volta de JESUS com alarido e td mais ,não esqueçamos que com ele caiu à terça parte dos anjos do céu que tbm se rebelaram contra DEUS.Leiamos o Livro Conflito dos Séculos juntamente com à Bíblia para escaparmos das cousas que estão por vir e ficarmos atentos aos muitos enganos que estão aí já em nosso presente século.DEUS nos abençõe ,nos proteja e nos ajude a orar mais ,lermos mais à Sua Palavra ,fazer dela nosso Livro de cabeceira em 1ºlugar em nossos corações e no praticar de nossa existência para muito em Breve estarmos à salvos com JESUS Na Cannãa Celestial.Com amor fraternal e oraçõe por tds da irmã Lucimar M.DAvila.Abraços.

  4. Marival H. Lemos disse:

    VERDADE OU MENTIRA?
    ELA ESCREVEU OU NÂO ESCREVEU?

    Amálgama de Homem e Besta –

    O QUE ELLEN WHITE QUIS DIZER?
    Este artigo examinará a polêmica declaração da Sra. Ellen G. White sobre ter ocorrido no passado “amálgama de homem e besta”* dando origem a raças inferiores tanto de homens quanto de animais, segundo a perspectiva de dois pesquisadores adventistas de renome na área de Biologia, autores de livros e vários artigos sobre Ciência e Religião: Dr. Frank L. Marsh e Dr. Harold W. Clark. Por Gordon Shigley. Para baixar, clica no título.

    (*NOTA: Para ler as declarações directamente no livro Spriritual Gifts, vê o subtítulo “A Amálgama de Homens e Animais” na mensagem
    http://1assimdizosenhor.blogspot.com/2010/11/o-excesso-sexual-no-casamento-e-os.html)

    Em 8 de setembro de 1947, quinze dos mais importantes líderes eclesiásticos adventistas do sétimo dia reuniram-se perto da cidade de São Francisco, Califórnia, EUA, para ouvirem dois jovens biólogos adventistas–Dr. Frank L. Marsh e Dr. Harold W. Clark–debater o sentido de duas breves declarações publicadas em meados do séc. XIX pela profetisa de sua igreja, Ellen G. White. Os biólogos (ambos ainda vivos e ativos [N.T.: artigo publicado em junho de 1982]) discutiam se os escritos da Sra. White deixavam implícito que relações sexuais entre homens e animais teriam produzido espécies confusas, contribuíram para deturpar a imagem de Deus no homem e deixaram evidências de sua ação perduradora a serem notadas em certas raças não especificadas de homens.

    As implicações raciais explosivas de tais declarações propiciavam um senso de urgência ao debate. A controvérsia girava em torno da insinuação implícita de que os negros descenderiam de união sexual de seres humanos com animais. Teria Deus revelado a Ellen White numa visão que os negros não eram plenamente humanos? Ao longo dos anos, críticos e apologistas de Ellen White postaram-se em batalha em torno desse assunto de elevada carga emocional. Questões menos tangíveis para a igreja assomavam por trás, no horizonte. Como e em que extensão a religião deveria acomodar os dados científicos que contradizem a revelação? Se a inspiração da Sra. White não detém o caráter de infalibilidade, quais eram os seus limites?

    James McElhany, presidente da igreja, reuniu o tribunal de “notáveis” ao longo de uma vasta mesa diante de Marsh e Clark, que tomavam assento em frente de prateleiras repletas de publicações da Sra. White, enquanto Milton Kern, presidente dos Depositários das Publicações Ellen G. White, assumia a direção como moderador. Logo após as 9 horas da manhã, Kern iniciou os trabalhos e ofereceu um breve histórico da controvérsia que cercava as declarações sobre a amalgamação.

    As declarações da Sra. White primeiro apareceram em Spiritual Gifts, Important Facts of Faith in Connection with the History of Holy Men of Old [Dons espirituais, importantes fatos da fé em conexão com a história de santos homens do passado], uma coleção em quatro volumes primeiramente publicada em 1864. Após descrever uma série de pecados antediluvianos que incluíam os casamentos entre os justos e ímpios, idolatria, poligamia, roubo e assassínio, Ellen White escreveu:

    “Mas se há um pecado acima de todo outro que atraiu a destruição da raça pelo dilúvio, foi o aviltante crime de amálgama de homem e besta que deturpou a imagem de Deus e causou confusão por toda parte. Deus propôs-se a destruir aquela raça poderosa e longeva que corrompera os seus caminhos perante Ele.” (1)

    Sua segunda referência a amálgama veio no capítulo seguinte e tratava de amalgamação entre homem e besta que ocorrera após o dilúvio:

    “Cada espécie de animal que Deus criou foi preservada na arca. As espécies confusas que Deus não criara, resultantes da amalgamação, foram destruídas pelo dilúvio. Desde o dilúvio, tem havido amálgama de homem e besta como pode ser visto nas quase infindáveis variedades de espécies animais e em certas raças de homens.” (2)

    Ambas as declarações aparecem mais tarde em The Spirit of Prophecy, Vol. 1, e em 1870, na reorganização do material, em Spiritual Gifts. Em 1871 surgem novamente em The Great Controversy, Vol. 1, um título alternativo para The Spirit of Prophecy.

    Por fim, quase 20 anos depois, ambas as declarações de amálgama não foram incluídas na edição de Patriarcas e Profetas de 1890. Na compilação de 1947, A História da Redenção, os editores das Publicações Ellen G. White removeram as declarações questionáveis e até certas sentenças do contexto próximo que estão em Patriarcas e Profetas.

    Kern observou que as declarações tinham despertado controvérsia quase a partir do tempo em que Ellen White as havia feito publicar em 1864. Durante os últimos 20 anos, ele prossegue, vários homens haviam oferecido diferentes interpretações das declarações de Ellen White, e era propósito daquela reunião ouvir os advogados das duas posições mais vastamente difundidas, após o que haveria oportunidade para perguntas e discussão. Ele, a seguir, passou a palavra a Clark.

    Clark ergue-se e começa elogiando Marsh por sua contribuição para o estudo da Criação. No que respeitava ao relacionamento deles quanto à teoria da evolução, observou, estavam 100% ombro a ombro e até concordavam substancialmente em muitos aspectos das declarações sobre a amalgamação. Os ansiosos líderes eclesiásticos sentiram-se aliviados ao perceberem que Clark e Marsh eram tão bons amigos, e as declarações introdutórias de Clark ajudaram a desfazer algo da tensão.

    Clark a seguir ofereceu um breve sumário do contexto das declarações sobre amálgama, chamando a atenção à sua localização ao final de um capítulo que detalhava crimes cometidos pelos antediluvianos. Era difícil ler as declarações nos seus contextos sem ver uma série de pecados, dentre os quais o últimos deles, aquele tido por “pecado acima de todo outro”–constituía obviamente o clímax. Não seria provável que Ellen White estivesse falando sobre os casamentos mistos, uma vez que já havia descrito esse pecado num parágrafo anterior. Quatro anos depois que as declarações apareceram, Urias Smith, então editor do órgão adventista Advent Review and Sabbath Herald defendeu-as em sua obra Visions of Mrs. E. G. White: A Manifestation of Spiritual Gifts According to the Scriptures (1868) com uma interpretação que não deixava margem para malentendidos, e Tiago White, o marido de Ellen, havia, em suas próprias palavras, “cuidadosamente lido o manuscrito” antes de recomendar o livro de Smith a ampla circulação.

    A conclusão quase certa, prosseguiu Clark, é de que Ellen White também se interessara em como Urias Smith a havia defendido e que ela, também, lera a obra. Clark realçou o seu trabalho com o filho de Ellen White, W. C. White, e D. E. Robinson, seu secretário. Nenhum desses homens tinha duvidado de que Ellen White quis dizer o cruzamento de homem e animal com a frase “amálgama de homem e besta”. Conquanto houvesse controvérsia sobre as declarações, críticos e apoiadores igualmente haviam aceito essa interpretação. Quão fácil teria sido corrigir seus críticos em 1870 se ela realmente intencionara fazer com que “o aviltante crime de amálgama de homem e besta” significasse os casamentos mistos entre as raças de Sete e Caim. Era prática comum, prosseguiu ele, que Ellen White fizesse mudanças onde suas palavras provocassem uma interpretação errônea, contudo nesse caso ela não fez qualquer tentativa de esclarecimento, não obstante críticos a aceusassem de ensinar que os negros não eram humanos.

    Se alguém analisasse a expressão, “um pecado acima de todo outro . . . foi . . . amálgama de homem e besta”, continuou Clark, poderia notar que os termos homem e besta situam-se na mesma relação na sentença; são coordenados. O que quer que se aplique a um, aplica-se ao outro, e é impossível fazer do amálgama de besta com besta ou homem com homem o pecado maior do que idolatria, adultério, poligamia, roubo ou assassínio. A história tem revelado que a coabitação com animais era um dos maiores pecados da antigüidade, havendo disso abundante evidência. Ademais, antropólogos descobriram crânios de semelhança humana em muitas partes do mundo que revelavam afinidades simiescas peculiares. Autoridades competentes haviam descrito características de tribos viventes na África e Malásia de natureza distintamente simiesca. Conquanto não houvesse evidência positiva de que homem e animais pudessem hoje cruzar, havia, não obstante, muitos fatos a indicar que um tal cruzamento poderia ter tido lugar no passado. Ademais, as ordens de Deus para Israel especificamente proibindo a coabitação de homem e besta indicavam que a humanidade estava praticando esse aviltante crime. Dizer que a amalgamação entre homem e besta nunca ocorrera no passado porque não ocorre hoje, destacou Clark, é tomar a mesma posição do uniformismo que desorientou os geólogos. Houve, de fato, somente um fato objetivo que não podia ser explicado: a falta de autêntico registro de um tal cruzamento. Esse fato único não justifica a conclusão de que “um pecado acima de todo outro” cometido pelos antediluvianos fossem os casamentos inter-raciais ou casamento entre crentes e descrentes. Tal interpretação faria violência à linguagem que Ellen White realmente utilizou. Ao contrário, duas conclusões ficavam claras: Ellen White sabia o que quis dizer, e ela claramente intencionou que seus leitores interpretassem o “aviltante crime” como ato sexual incluindo o cruzamento de homem e besta.

    Eram agora 9:45 da manhã e Kern convocou Marsh. Ele começou com algumas poucas palavras de louvor a Clark, e observou serem bons amigos que meramente mantinham uma diferença profissional de opinião sobre declarações que sempre haviam sido pouco claras em seu real sentido. Daí, chamou a atenção à definição de amálgama de J. R. Bartlett no Dictionary of Americanisms de 1859. Nos Estados Unidos a palavra “amalgamar” era universalmente aplicada à mistura das raças branca e negra, destacou, e somente desde o início do século XX a palavra “hibridização” tinha se tornado um substituto perfeitamente satisfatório. Mas ao tempo em que Ellen White escreveu as declarações sobre amálgama, “o amálgama de homem” traria à mente do leitor comum uma fusão de duas raças, nesse caso a ímpia raça de Caim e os descendentes de Sete, tementes a Deus. Nem a linguagem das declarações por si próprias, as Escrituras, as descobertas da ciência, nem quaisquer outras declarações dos escritos da Sra. White tornavam obrigatória a conclusão de que o homem cruzara com besta. Suponha-se, sugeriu ele, que na primeira declaração Ellen White tivesse dado o sentido de que o homem havia cruzado com besta. Como poderiam ambos os resultados declarados ocorrer? É verdade que a imagem de Deus poderia ser deturpada, mas causaria isso confusão por toda parte? O homem podia, afinal de contas, coabitar com não mais do que umas poucas formas, e coabitação era sinônimo de hibridização. As Escrituras tornam claro, prosseguiu, que o principal pecado que tornou o dilúvio necessário foi a promiscuidade dos “filhos de Deus” e “filhas dos homens”. Ademais, se o Espírito Santo realmente tivesse dito a Ellen White que o homem cruzara com besta, ela não teria eliminado as declarações sobre amálgama de Patriarcas e Profetas.

    Marsh agora introduziu o testemunho da ciência. Um dos princípios mais bem demonstrados em Biologia, observou ele, era que as diferentes espécies de animais do Gênesis não cruzam entre si, nem mesmo ao ponto de produzir híbridos estéreis. Não havia razão, seja a partir de dados modernos ou do registro fóssil, para supor que essa não fosse uma lei que remonta à Criação. Se o amálgama das espécies do Gênesis fora o principal pecado a causar destruição de formas terrestres necessárias, deveríamos poder encontrar essas formas amalgamadas como fósseis. Quanto à suposta defesa de Urias Smith das declarações sobre a amalgamação e a reimpressão inalterada de ambas as declarações dois anos depois, isso dificilmente provaria que Ellen White quis dizer que homem e besta haviam cruzado. Ela não fizera qualquer declaração com respeito à defesa de Smith. Além disso, conquanto fosse difícil explicar como homem podia cruzar com besta, dificilmente seria necessário explicar como poderia haver amálgama de seres humanos entre si. Marsh volveu-se na direção da prateleira com livros da Sra. White que rodeavam o salão de conferências, alcançou um exemplar de Fundamentals of Christian Education, e leu na base da página 499: “O inimigo regozijava em seu êxito de deturpar a imagem divina na mente das pessoas . . . Mediante casamentos com idólatras e constante associação com eles. . .” Marsh realçou a sua posição: “Ellen White disse que o amálgama deturpava a imagem de Deus. Aqui declara que os casamentos mistos apagaram a imagem divina”.

    Finalmente, Marsh destacou o sensível tema da raça. Aos que insistiam em que evidência de amálgama de homem e besta podia ser vista em “certas raças de homens”, restava a impossível tarefa de apontar as raças parte humanas e parte bestiais. A conclusão pareceria óbvia: o amálgama de homem deturpava a imagem de Deus; o amálgama de raças dentro das espécies criadas de animais produzia espécies confusas. Não devemos macular o inestimável dom de Deus aos adventistas encontrando insinuações de caráter racial nas declarações e admoestações da Sra. White, concluiu ele. (3)

    Bem antes de Marsh e Clark serem ativos, as declarações de Ellen White haviam despertado discussão tão logo apareceram impressas. A controvérsia, então, havia girado em torno da questão de negros serem o resultado da hibridização de humanos com bestas. Em The Visions of Mrs. E. G. White, uma apologia para o dom de profecia de Ellen White, Urias Smith respondeu a 52 objeções que críticos suscitavam a respeito de Ellen White. Sob a “Objeção 39: A Raça Negra Não é Humana” ele argumentou que Ellen White havia feito a segunda declaração de amalgamação “no propósito de ilustrar a profunda corrupção e criminalidade a que a raça humana caíra, mesmo uns poucos anos após o dilúvio,”(4) e não ensinar que negros não fossem humanos:

    “Houve amálgama; e o efeito é ainda visível em “certas raças de homens”. . . . Os que fazem exceção de animais sobre os quais os efeitos desta obra são visíveis são chamados pela visão de “homens”. Agora, sempre temos suposto que quem quer que haja sido chamado de homem deve ser considerado um ser humano.” (5)

    Não obstante, que as raças atuais incluíam descendentes de homens que chegaram à existência em resultado de cruzamentos homem-animal estava além de discussão, argumentava Smith, citando “casos tais como os bosquímanos da África, algumas tribos de hotentotes, e talvez os índios cavadores em nosso próprio país, etc.” Ademais, reivindicava ele, naturalistas achavam impossível “dizer exatamente onde o humano termina e o animalesco começa. Podemos supor que isso assim foi ordenado por Deus no princípio? Antes, não tem o pecado maculado as fronteiras desses dois reinos?” (6) Conquanto Ellen White não tivesse especificado que raças ela desejava que seus leitores considerassem como evidência parcial do “aviltante crime”, a enumeração por Smith de raças específicas tendia a sustentar o ponto de vista de que Ellen White não esperaria que alguém tivesse dificuldade em identificar as “certas raças de homens”. Ao Urias Smith defender as declarações de amalgamação de Ellen White, ele claramente refletia a idéia popular de seu tempo de que cruzamentos entre homens e animais haviam criado uma terra-de-ninguém entre humanos e animais, habitada por gorilas, chipanzés, selvagens bosquímanos da África, patagônios e hotentotes.
    As posições de Urias Smith eram compatíveis com estudantes da “Escola Americana” de antropologia, que estava alcançando o seu pico de influência nos Estados Unidos em meados do século XIX. Esses antropologistas alegavam que espécies poderiam cruzar-se para produzir formas intermediárias de descendentes. (7) Argumentavam que a mera observação demonstrava que raças de homens eram capazes de cruzar-se ainda que constituindo-se espécies separadas que Deus tencionara deverem permanecer separadas. Smauel George Morton, fundador da paleontologia invertebrada na América e autor do controverso Crania Americana (1839), sugeria que uma vez que desenhos de tumbas egípcias, conhecidas como tendo pelo menos 3.000 anos de idade, revelavam as raças em todo detalhe tão distintas então como agora, não fazia sentido presumir que causas naturais tivessem produzido as raças no que poderia ser “no máximo mil anos” desde o dilúvio. (8) O mais provável é que Deus tivesse criado as raças a partir dos três filhos de Noé, ou talvez junto à Torre de Babel. Reconhecendo que a hibridização seria o campo de batalha sobre que venceriam ou perderiam o seu caso, proponentes da “Escola Americana” atacaram a validade da infertilidade como um teste para espécies. Em, 1847 Morton publicou uma dissertação no prestigioso American Journal of Science que alegava que híbridos existiram dentre uma impressionante variedade de organismos, incluindo o cervo e o porco selvagem, o touro e a ovelha, ovelhas e cervos, bem como muitos outros cruzamentos entre diferentes espécies de peixes, aves e insetos. (9)
    Tiago White leu o livro de Smith e o recomendou entusiasticamente com a seguinte nota na Review and Herald de 25 de agosto de 1868:

    “A Associação acaba de publicar um panfleto intitulado “The Visions of Mrs. E. G. White, A Manifestation of Spiritual Gifts According to the Scriptures” [As Visões da Sra. E. G. White, uma manifestação dos dons espirituais segundo as Escrituras]. É escrito pelo redator da Review. Enquanto lia cuidadosamente o manuscrito, senti-me muito grato a Deus por nosso povo poder ter essa apta defesa daqueles pontos de vista tão amados e entesourados, enquanto outros os desprezam e a eles se opõem. Este livro está destinado a ter ampla circulação.” — Tiago White. (10)

    Tiago e Ellen White levaram 2.000 exemplares do livro de Smith com eles para reuniões campais naquele ano. (11)
    A despeito da defesa de Smith das declarações de Ellen White, a controvérsia nunca foi totalmente superada. Mesmo quando Ellen White eliminou as declarações de seu novo livro, Patriarcas e Profetas (1890), as velhas declarações permaneceram um tópico de muito debate.

    Quarenta anos depois do aparecimento de Patriarcas e Profetas, cientistas haviam começado a lançar uma longa sombra sobre a interpretação tradicional de Urias Smith. Não poderia mais ser alegado, como Urias Smith havia feito uma vez, que “ninguém” negava a possibilidade de cruzamentos de homem com animal. As declarações de amalgamação tornaram-se um tópico popular de debate entre adventistas interessados em ciência natural e revelação.
    Na edição de The Ministry de abril de 1931, George McCready Price, o mais destacado oponente da evolução na igreja, propôs que se realizasse uma ligeira alteração na linguagem das declarações de Ellen White–o acréscimo de uma simples palavra entre colchetes–que poderia reconciliá-las com a ciência e remover toda dificuldade associada à controvérsia.

    “Sem tentar lidar com todas as interessantes declarações nesta passagem, posso permitir-me dizer algumas palavras sobre a última parte, que julgo ser a porção mais tendente a incompreensões. Permitam-me reescrever uma palavra entre colchetes, e penso que a suposta dificuldade desaparecerá quase por encanto. “Desde o dilúvio, tem havido amálgama de homem e [de] besta, como pode ser visto em quase infinitas variedades de espécies de animais, e em certas raças de homens.” (12)
    Price estava propondo duas amalgamações independentes–uma para raças de homens e outra para união de várias espécies animais.
    Sua solução despertou uma tempestade de oposição. Um dos primeiros a reagir no mesmo ano foi D. E. Robinson, por muitos anos secretário pessoal de Ellen White. Numa dissertação intitulada “Amalgamation Versus Evolution”, Robinson declarou que a inserção da palavra “de” por Price na declaração de Ellen White violentava o “sentido óbvio” pretendido pela própria autora (13). Argumentou ainda que as declarações de amálgama ajudavam a resolver alguns dos problemas no conflito entre ciência e religião, tais como “de que forma tal variedade de animais . . . poderia ter sido produzida no breve período permitido pela cronologia bíblica . . .” (14) e o problema de anatomia comparativa:

    “A declaração da Sra. White, se aceita, resolverá problemas relacionados com a semelhança física bem próxima entre homem e alguns dos símios, havendo entre estes e os macacos de rabo diferença estrutural maior do que entre eles e o homem. Qualquer um que observar o chipanzé, o gorila, ou o orangotango não acharia difícil crer que procederam de algum ancestral comum com a raça humana.” (15)
    Exatamente que raças de homem realmente revelaram indícios de ancestral animal, Robinson admitiu, era impossível determinar: a Sra. White não havia especificado as “certas raças de homens”.
    O envolvimento de Harold Clark com o problema dos pontos de vista de Ellen White sobre amalgamação começaram quando seus estudantes de Biologia no Pacific Union College lhe perguntavam repetidamente sobre tais declarações. Após consultar os pastores W. C. White e Dores Robinson, sendo o último secretário da Sra. White e um primo da primeira esposa de Clark, este sentiu-se obrigado a propiciar pelo menos uma explicação razoável para as enigmáticas declarações. (16) Em 1940 ele completou Genes and Genesis, onde sustentava a interpretação oficial e sugeria possíveis cruzamentos no reino animal. Mesmo que seus exemplos se demonstrassem errôneos, Clark sentia que o princípio básico subjacente às declarações de Ellen White eram válidos.
    No ano seguinte, o livro foi tão altamente reputado pela denominação que chegou a ser escolhido para o curso de leitura ministerial. Mas na primavera do mesmo ano, Frank L. Marsh, então recém-formado pela Universidade de Nebraska com um título doutoral, observou que os cientistas não foram capazes de encontrar um único exemplar de híbrido entre homem e besta. Talvez fosse melhor, sugeria ele, aceitar a versão de Price, afinal de contas, quanto ao “amálgama de homem e (de) besta”.
    Antes do final de 1941 Marsh completou o seu próprio Fundamental Biology, um texto mimeografado de 128 páginas que destacava a falta de evidência científica para a crença na possibilidade de diversos organismos se cruzarem (17). Ellen White, argumentava Marsh em dois capítulos dedicados à questão da amalgamação, não dissera que homem havia cruzado com besta. Se espécies confusas resultaram da amalgamação, estas se limitavam a híbridos entre animais intimamente relacionados da mesma espécie do Gênesis. Se Ellen White dissera ter havido união de homem e besta, ela, referia Marsh, “estaria em conflito com todas as leis da Genética” (18). Numa troca de cartas com Marsh em 1941, Clark argumentava que o que poderia ocorrer agora não era um guia seguro para determinar o que poderia ter ocorrido no passado e advertia Marsh quanto ao perigo de cair no erro uniformista que desorientara os geólogos. (19)
    Em 1º de março de 1942 Marsh e Clark completaram dissertações defendendo suas posições alternativas e atacando os pontos de vista contrários. O escrito de Clark, “Amalgamation: An Analysis of the Problem of Amalgamation” [Amalgamação: Uma análise do problema da amalgamação] ressaltava que a expressão proposta por Marsh–amálgama de homem (com homem) e besta (com besta)–deixava “besta com besta” numa situação impossível. “A fim de conseguir qualquer sentido disso devemos subentender que foi um pecado que uma espécie de animal cruzasse com outra”. (20)
    Em sua dissertação, “Analysis of the Amalgamation Statements” [Análise das declarações sobre amalgamação], Marsh argumentava que os cruzamentos entre as diferentes espécies, inclusive o homem e os macacos antropóides, eram contrários a todas as leis da Genética. Para evitar que ficasse implícito que os casamentos inter-raciais hoje ainda constituem um “crime aviltante”, Marsh escreveu que, conquanto Ellen White tivesse chamado a amalgamação antes do dilúvio um “crime aviltante”, a amalgamação após o dilúvio pode não ter sido um pecado em absoluto. (21)
    Evidência adicional de que “o aviltante crime de amálgama de homem e besta” não se refere à fusão de homem e besta foi descoberta, dizia Marsh, “na remoção das declarações sobre amalgamação da história bela e cuidadosamente reescrita em Patriarcas e Profetas, um relato que contrastava nitidamente com o escrito anterior, preparado “um tanto livremente”. (22) Com este argumento Marsh introduzia uma das questões mais curiosas surgidas da controvérsia sobre a amalgamação: o estilo literário de Spiritual Gifts é tão pobre que uma compreensão correta das declarações sobre amalgamação se torna muito difícil. Somente Patriarcas e Profetas indica claramente o que Ellen White quis dizer por “um pecado acima de todo outro”, ou seja, os casamentos mistos entre os justos e os ímpios, sustentava ele. (23)
    Embora fossem simpáticos ao desejo de Marsh em conciliar as declarações sobre amalgamação com a ciência, Robinson e Clark, ainda concordavam em que Ellen White decerto intencionara que seus leitores imaginassem um crime sexual, e que o amálgama de homem e besta após o dilúvio representasse a mesma atividade prevalecente antes do dilúvio; obviamente sendo de igual maneira um “crime aviltante”. Ademais, parecia-lhes algo irônico ter a amalgamação “contrafazendo em parte a degeneração de milênios de atividade satânica” quando fora a amalgamação que supostamente produzira a degeneração em primeiro lugar.
    Marsh permaneceu inabalável. Em Evolution, Creation and Science, concluído em 1944, ele argumentava que tendo sido “a óbvia intenção do Criador manter as espécies separadas”, Deus deve ter criado cada tipo com protoplasmas “fisiologicamente incompatíveis” com o de uma espécie diferente. (24)
    Clark logo respondeu a Marsh, visando à sua interpretação de que a amalgamação significara cruzamentos somente entre variedades da mesma espécie do Gênesis: “Presumindo que a hibridização referida em Spiritual Gifts era entre raças ecológicas, teríamos a palavra da Inspiração declarando num lugar que grupos normalmente férteis eram permissíveis dentro da espécie, mas asseverando noutra declaração que os produtos de tais raças tinham negada a entrada na arca [de Noé] por serem confusas, resultantes de processos que Deus não aprova”. (25)
    Pelo fim de 1946, contudo, o contínuo progresso da Genética, o evidente choque entre Ciência e Revelação, e a necessidade de abordar as implicações raciais do ponto de vista tradicional das declarações de amalgamação combinaram-se para fazer com que a interpretação de Marsh parecesse mais e mais atraente. No verão de 1947, pouco antes do confronto na Califórnia, Marsh reuniu-se privadamente com o presidente da Associação Geral, McElhany, e vários outros líderes denominacionais em Washington D.C., que participariam da reunião de setembro. Viera a convite deles e passou uma noite inteira detalhando o seu parecer e advertindo quanto aos perigos associados com outras interpretações, tanto no campo da ciência quanto no das relações raciais. Em retrospecto, Marsh pode ter ido à Califórnia já como o vencedor.

    Na Califórnia, dia 8 de setembro de 1947, ambos os homens haviam completado suas apresentações às 10:15 da manhã; Kern solicitou perguntas e discussões sobre a questão. Clark recebeu a maior parte das perguntas, e segundo prosseguia a sessão tornava-se evidente que a maioria dos líderes, não obstante o que pudessem julgar ser as intenções originais de Ellen White, claramente favoreciam a posição que poderia acomodar a Ciência e desativar os problemas de caráter racial associados com as declarações de amalgamação. Marsh oferecia exatamente tal solução. Se a sua interpretação parecia um pouco forçada mesmo para alguns de seus defensores, não obstante era possível e razoavelmente defensável. Após um intervalo para almoço, a discussão foi reencetada com cerca de um terço do grupo ausentando-se, somente para ser interrompida às 3 da tarde sem um voto tomado. Ao final da reunião Kern e Marsh discutiram como as perguntas tinham sido encaminhadas e concluíram que se um voto houvesse sido tomado, teria por resultado, na pior das hipóteses, 12 a 3 em favor de Marsh.
    Os oficiais da igreja não encorajaram Marsh nem Clark a escreverem sumários de seus pontos de vista. Todavia, quando Marsh retornou ao Union College ele julgou que um sumário seria útil para os seus estudantes. Em 16 de novembro de 1947 completou uma dissertação de 11 páginas, “The Amalgamation Statements”, e remeteu-o a Clark sugerindo que ele, também, escrevesse uma dissertação sumariando brevemente os seus argumentos. Em 1º de março de 1948, Clark completou o seu “Amalgamation: A Study of Perplexing Statements Made by Mrs. E. G. White” [Amalgamação: Um estudo de declarações desconcertantes da Sra. E. G. White]. Incluía uma refutação ponto por ponto da última dissertação de Marsh. Sobre a sugestão de Marsh de que híbridos somente poderiam resultar do cruzamento da mesma “espécie” de animais, por exemplo, Clark novamente desejava saber por que tal atividade se constituiria um “crime aviltante”.

    “Quando duas criaturas cruzam entre si, de maneira nenhuma produzem uma espécie corrompida ou confusa. Elas simplesmente dão origem a uma nova variedade dentro da mesma espécie. Tais cruzamentos parecem ser processo perfeitamente natural e bem ordenado.” (26)
    Tampouco podia Clark crer que o “amálgama de homem e besta” após o dilúvio não se tratasse da mesma atividade de antes do dilúvio, ou que em qualquer medida tivesse decaído em pecaminosidade. Em vista de que a dissertação de Clark respondia a argumentos particulares de Marsh em dissertações passadas, Marsh decidiu redigir apenas um documento mais: “A Discussion of Harold W. Clark’s Paper ‘Amalgamation’, Published March 1, 1948” [Uma discussão da dissertação ‘amalgamação’ de Harold W. Clark, publicada em 1º de março de 1948].
    A real batalha estava terminada, contudo, e estas eram basicamente escaramuças de pós-guerra. Os pontos de vista de Marsh prevaleceram. Em 1951, quando F. D. Nichol estava preparando a sua obra Ellen G. White and Her Critics, ele solicitou todas as dissertações de Marsh sobre amalgamação. Marsh lhos enviou e Nichol baseou-se grandemente nelas para o seu capítulo quanto às declarações sobre amalgamação. (27) Os Depositários White tornaram disponível em 1968 uma cópia do capítulo de Nichol, sob o título, “Ellen G. White Statements Regarding Conditions at the Time of the Flood–by F. D. Nichol [As declarações de Ellen G. White concernentes a condições do tempo do Dilúvio–por F. D. Nichol]. Este ainda é o material remetido àqueles que solicitam uma declaração oficial sobre Ellen G. White e a questão da amalgamação.
    Por anos a comunidade adventista presumiu que a Sra. White cria que parte da queda do homem envolveu união sexual de homem com animal e defendia seus pontos de vista como científicos. Após 1947 a posição prevalecente mudou e prosseguiu assim por 35 anos. Incapaz de conciliar a mais óbvia leitura das declarações de Ellen White com a ciência, e com um compromisso para com a igualdade genética entre as raças, a Igreja aceitou a engenhosa interpretação de Marsh sobre o que Ellen White quisera dizer. Pode ser que a presente geração de adventistas concorde com as gerações anteriores de adventistas em que–pelo menos numa ocasião–Ellen White realmente creu que amálgama de homem com besta teve lugar, mas não aceitará essa posição como cientificamente abalizada hoje.

    NOTAS E REFERÊNCIAS

    1. Ellen G. White, Spiritual Gifts, Important Facts of Faith in Connection with the History of Holy Men of Old (Battle Creek: Seventh-day Adventist Publishing Association, 1864), III, p. 64.
    2. Ibid., p. 75.
    3. Os acontecimentos dessa reunião foram reconstituídos a partir de relatos dados ao autor por Harold W. Clark e Frank L. Marsh e a partir de dissertações escritas antes e imediatamente após a reunião de 1947. Posteriormente remeti uma cópia de minha descrição tanto para Clark como para Marsh para comentário e revisão adicionais.
    4. Uriah Smith, The Visions of Mrs. E. G. White: A Manifestation of Spiritual Gifts According to the Scriptures (Battle Creek: Seventh-day Adventist Publishing Association, 1868), p. 103.
    5. Ibid.
    6. Ibid.: “Alguém negará a declaração geral contida na citação acima dada? Ninguém. Se alguém o fizesse poderia ser facilmente silenciado por uma referência a tais casos como os selvagens bosquímanos da África, algumas tribos de hotentotes, e talvez os índios cavadores [? – Digger] de nosso próprio país, etc. Ademais, os naturalistas afirmam que a linha de demarcação entre o humano e raças animais é perdida em confusão. É impossível, como afirmam, dizer exatamente onde o humano termina e o animalesco começa. Podemos supor que isto foi assim determinado por Deus no princípio? Antes, não maculou o pecado os limites desses dois reinos?” Ibid.
    7. Para um detalhado relato do surgimento da “Escola Americana” de antropologia, ver William Stanton, The Leopard’s Spots: Scientific Attitudes Toward Race in America, 1815-1859 (Chicago: The University of Chicago Press, 1960).
    8. Samuel George Morton, Crania Americana; or A Comparative View of the Skulls of Various Aboriginal Nations of North and South America, to which is Prefixed on Essay on the Vaireties of the Human Species (Philadelphia, 1839), pp. 1-3. Ver William Scranton, Leopard’s Spots, pp. 24-44.
    9. Samuel Morton, “Hybridity in Animals, considered in reference to the question of the Unity of the Human Species”, American Journal of Science, 1847, 3 (segunda série): 39-50, 203-212; também citado em William Stanton, op. cit., pp. 114-115. Quando Morton morreu em 1851 estava no auge de sua influência, proclamado como um dos maiores cientistas da América. “Um dos mais brilhantes ornamentos de nossa era e país”, elogiava o Daily Tribune, de Nova Iorque, de 20 de maio de 1851, acrescentando que “provavelmente nenhum cientista na América desfrutasse reputação mais elevada entre eruditos por todo o mundo, do que o Dr. Morton”. Citado em William Stanton, Leopard’s Spots, p. 144.
    10. James White, “New and Important Work”, Advent Review and Sabbath Herald, XXXII, (25 de agosto de 1868), p. 160. Ao comentar sobre a nota de James White Harold Clark disse: “Este trabalho foi cuidadosamente examinado por James White com a quase certa suposição de que a Sra. White também o teria lido atenciosamente”. Harold Clark, “Amalgamation: A Study in Perplexing Statements Made by Mrs. E. G. White”, (1o de março de 1948), p. 2. Conquanto Clark questionasse a aplicação de Smith a raças específicas, “é, porém, evidente que ele [Urias Smith] corretamente entendeu o que a Sra. White quis dizer, pois em 1870, quando as declarações foram reimpressas, nenhuma mudança da linguagem foi realizada. Mudanças foram realizadas em outras publicações onde uma errônea interpretação havia sido atribuída às suas palavras”. Ibid.
    11. Esta informação aparece como uma nota manuscrita na base de uma cópia do escrito de Urias Smith “Objeção 39: A Raça Negra Não é Humana”, propiciada por Frank Marsh. Sendo que James White havia sugerido em sua nota da Review que o livro de Smith destinava-se a “circulação bem ampla”, pode ser que ele levou essas cópias para venda nas várias reuniões campais daquele ano.
    12. George McCready Price, “The Problem of Hybridization”. The Ministry (31 de abril de 1931), p. 13
    13. D. E. Robinson, “Amalgamation Versus Evolution”, s.d., mas escrito pouco após abril de 1931, p. 1.
    14. Ibid., p.2.
    15. Ibid., p.3.
    16. Informação numa carta de Harold W. Clark ao autor (14 de junho de 1979). Tanto Robinson quanto W. C. White definitivamente criam que Ellen White quis dizer amálgama de homem com besta.
    17. Informação numa carta ao autor vinda de Marsh (8 de fevereiro de 1979).
    19. Harold W. Clark para Frank L. Marsh, 10 de abril de 1941 (cortesia de Frank L. Marsh).
    20. Informação de Harold W. Clark (14 de junho de 1979) numa carta ao autor. Ver também Harold W. Clark, “Amalgamation”, 1o de março de 1942. Francis D. Nichol, um apologista da igreja que mais tarde defendeu a posição de Marsh em seu Ellen G. White and Her Critics, realmente aceitava esta estranha sugestão. Os animais seriam capazes de “crime aviltante” e “pecado”, argumentava Nichol, por estarem violando a lei natural. F. D. Nichol, Ellen G. White and Her Critics (Washington, D.C.: The Review and Herald Publishing Association, 1951), p. 317.
    21. Frank L. Marsh, “Analysis of the Amalgamation Statements”, (dissertação não publicada, 1o de março de 1942), p. 5.
    22. Por exemplo, ver Frank L. Marsh, “The Amalgamation Statements” (dissertação não publicada, 16 de novembro de 1947), pp. 4, 5. Este argumento tem prosseguido até o presente e é refletido em Ellen G. White de F. D. Nichol. Marsh apresentou o mesmo argumento numa sessão de perguntas e respostas seguindo-se à apresentação sobre “Ciência e Religião” na Universidade Andrews, verão de 1976, para o Workshop sobre Ellen G. White. (Da transcrição da fita com gravação da sessão, feita pelo autor).
    23. Ver Marsh, “Amalgamation Within Genesis Kinds”, 11 de junho de 1942, pp. 1-4, e “The Amalgamation Statements” (manuscrito não publicado, 16 de novembro de 1947), p. 6. Também a partir de informações numa carta de Frank L. Marsh (26 de março de 1979) ao autor. A não ser pela ausência das declarações sobre amalgamação, as mudanças nos vários relatos são triviais. Comparar Spiritual Gifts, III, pp. 61-74, com The Spirit of Prophecy, I, pp. 67-78, e Patriarcas e Profetas, pp. 90-107. Uma leitura paralela de Spiritual Gifts, The Spirit of Prophecy, e Patriarcas e Profetas, contudo, mostra uma notável semelhança. Uma pessoa pode, de fato, facilmente seguir o fluxo de idéias parágrafo por parágrafo, sentença após sentença, observando onde Ellen White acrescentou material novo, até ao ponto da última palavra antes do parágrafo que começa cada declaração de amalgamação e incluindo-as. A melhoria em estilo literário em Patriarcas e Profetas parece consistir mais na remoção das declarações sobre amalgamação do que em alterações substanciais de linguagem ou novo arranjo de idéias, e fica aquém da tansformação que Marsh deixa implícito quando escreveu: “O escritor treinado vê quase com horror a falta de unidade, coerência e ênfase no texto de 1864. Contudo, . . . nessa descrição [Patriarcas e Profetas] a unidade, coerência e ênfase de seu escrito estão tão acima de repreensão para não deixar dúvida sobre o que constituía o principal. . .”
    24. Ver Frank L. Marsh, Evolution, Creation and Science (Washington, D.C.: Review and Herald Publishing Assn., 1944), p. 140. Marsh pediu que o anúncio deste livro como seleção para o Curso de Leitura Ministerial–que vinha na página de título da primeira edição–fosse removido porque “parecia despertar preconceito da parte de alguns evolucionistas (tal como Dobshonsky)”. De uma carta de Marsh para o autor, de 26 de março de 1979. A Review and Herald omitiu o anúncio a partir da segunda impressão.
    25. Harold W. Clark, “Hybridization in Relation to Genesis Kinds” (Angwin, Calif.: 1o de maio de 1945), p. 2. Leon Caviness, um professor de línguas bíblicas do Pacific Union College, tentou estabelecer um acordo em sua breve dissertação, “The Meaning of the Amalgamation Statements” [O sentido das declarações de amalgamação]. Aqueles que realmente desejavam descobrir o que Ellen White originalmente tencionara dizer com suas declarações não deviam passar por alto o fato de que ela reimprimiu as mesmas expressões, sem alteração, seis anos depois da controvérsia inicial e dois anos depois da defesa de Urias Smith. Caviness não descartou a possibilidade de cruzamentos entre homens e animais, mas julgava que o híbrido, caso pudesse ser produzido, não conduziria à introdução de uma nova espécie intermediária entre homem e macaco. Cada cruzamento representaria um evento simples, e o descendente seria incapaz de cruzamento posterior. Caviness resolveu o problema racial associado às declarações da Sra. White postulando produtos não mais trazidos à existência e um processo não mais funcional, pelo menos entre homem e besta, mas sua tentativa de harmonização não satisfez a nenhum dos lados. L. L. Caviness, “The Meaning of the Amalgamation Statements”, s.d., pp. 1-2.
    No mesmo mês em que o ensaio de Clark apareceu, Marsh respondeu com “The Basic Unit of Creation”, um estudo que empregava a infertilidade como teste para definir as espécies do Gênesis. O argumento resultante parecia circular. Um ano depois ele completou Studies in Creationism, um texto mimeografado usado durante 1946 e 1947 como uma referência para suas classes no Seminário Teológico Adventista do Sétimo Dia, em Washington D.C. Marsh dedicou vinte e cinco páginas à questão da amalgamação, novamente declarando a maior parte de seus argumentos anteriores. A Review and Herald Publishing Association publicou uma versão grandemente revista de Studies in Creationism em 1950 que realçava a impossibilidade de que as espécies do Gênesis cruzassem, mas omitia completamente qualquer discussão do próprio problema da amalgamação.
    26. Harold W. Clark, “Amalgamation, A revision of a paper issued March 1, 1942”, (Angwin, Calif.: 1948).
    27. Informação numa carta ao autor procedente de Marsh (10 de janeiro de 1979). estudava pós-graduação na Universidade de Wiscosin, E.U.A.

    Obs.: Traduzido de Spectrum, Junho de 1982. O autor, Gordon Shigley, redigiu este artigo enquanto estudava pós-graduação na Universidade de Wisconsin, E.U.A. Retirado de: http://webcache.googleusercontent.com/search?q=cache:jzBivBzzQCUJ:www.adventistas.com/outubro/04-Amalgama.doc+am%C3%A1lgama+entre+homens+e+animais&cd=3&hl=pt-PT&ct=clnk&gl=pt

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