“Eis-me aqui, envia-me a mim”

O fim está perto, aproximando-se furtivamente, imperceptivelmente, como a silenciosa aproximação de um ladrão de noite. Conceda o Senhor que não fiquemos por mais tempo a dormir como fazem os outros, mas vigiemos e sejamos sóbrios. A verdade há de em breve triunfar gloriosamente, e todos quantos agora escolhem ser coobreiros de Deus, com ela triunfarão. O tempo é curto; vem logo a noite, quando homem nenhum poderá trabalhar. Que os que agora estão jubilosos na luz da verdade presente, apressem-se a comunicá-la a outros. O Senhor está indagando: “A quem enviarei?” Os que desejam fazer sacrifício pela causa da verdade devem responder agora: “Eis-me aqui, envia-me a mim”. Isaías 6:8. — Testimonies for the Church 9:135.

O que temos realizado é pouco mais do que uma pequenina parcela da obra que Deus deseja que realizemos em favor dos nossos vizinhos e amigos. Em todas as cidades de nosso país existem ainda pessoas que não conhecem a verdade. E nos outros continentes há muitos lugares nos quais ainda temos que preparar as terras e lançar as sementes (“An Appeal to Ministers and Church Officers”).

Estamos no limiar do tempo de angústia, e acham-se diante de nós perplexidades com que dificilmente sonhamos. Um poder de baixo está levando os homens a guerrear contra o Céu. Os seres humanos confederaram-se com agentes satânicos para anular a lei de Deus. Os habitantes do mundo rapidamente se vão tornando como os do tempo de Noé, que foram exterminados pelo dilúvio, e como os de Sodoma, que foram consumidos por fogo que caiu do céu. Os poderes de Satanás estão a trabalhar para conservar o espírito dos homens alheio às realidades eternas. O inimigo dispôs as coisas de maneira que servissem aos seus propósitos. Atividades mundanas, esportes, as modas da época — são coisas que ocupam o espírito dos homens e mulheres. Diversões e leituras inúteis corrompem o juízo. Na estrada larga que leva à ruína eterna anda um cortejo longo. O mundo, cheio de violência, festas e bebedice, está pervertendo a igreja. A lei de Deus, o divino padrão de justiça, é considerada de nenhum efeito. — Testimonies for the Church 9:43, 44.

Deveremos esperar até que se cumpram as profecias do fim, antes de dizermos alguma coisa a seu respeito? Que valor terão nossas palavras então? Deveremos esperar até que os juízos de Deus caiam sobre o transgressor antes que lhe digamos como evitá-los? Onde está nossa fé na Palavra de Deus? Teremos que ver as coisas preditas se realizarem, antes que acreditemos no que Ele diz? Em raios claros e distintos tem-nos vindo iluminação, mostrando-nos que o grande dia do Senhor está bem perto, “próximo, às portas”. Leiamos e compreendamos antes de ser tarde demais. — Testimonies for the Church 9:20.

Talentos de acordo com as necessidades — O Senhor tem em Seu grande plano um lugar para cada um. Ele não concede talentos que não sejam necessários. Ainda que o talento seja pequeno, Deus para ele tem emprego, e se o usarmos com fidelidade, executará exatamente a obra para que o Senhor o destinou. Mesmo os talentos do humilde habitante de uma favela são necessitados no trabalho de casa em casa, e podem nessa atividade realizar mais que talentos brilhantes. — Testimonies for the Church 9:37, 38.

Quando os homens usarem as suas faculdades como Deus o indica, seus talentos aumentarão, sua capacidade será ampliada, e terão visão celestial ao buscarem salvar os perdidos. Mas enquanto os membros da igreja forem indiferentes e descuidosos da responsabilidade que Deus lhes confiou para comunicar a outros, como podem esperar receber o tesouro celestial? Quando os que professam ser cristãos não sentem a preocupação de iluminar os que estão em trevas, quando deixam de comunicar graça e conhecimento, tornam-se menos capazes de discernir, perdem o apreço pelas riquezas dos dons celestiais; e, deixando de valorizá-los para si próprios, deixam de sentir a necessidade de apresentá-los a outros.

Vemos estabelecerem-se grandes igrejas em diferentes lugares. Seus membros receberam o conhecimento da verdade, e muitos se contentam com ouvir a Palavra da Vida sem transmitir a luz a outros. Sentem pouca responsabilidade pelo progresso da Obra, pouco interesse na salvação de almas. Estão cheios de zelo por coisas profanas, mas não entretecem nos seus negócios a religião. Dizem: “Religião é religião, e negócio é negócio.” Crêem que cada uma dessas coisas tem a sua esfera própria, como se dissessem: “Fiquem separadas.”

Por motivo dessas oportunidades desprezadas e do abuso dos privilégios, os membros dessas igrejas não estão crescendo “na graça e conhecimento de nosso Senhor e Salvador, Jesus Cristo”. 2 Pedro 3:18. Portanto, são débeis na fé, deficientes no conhecimento, e meninos na experiência. Não estão arraigados nem firmados na verdade. Se permanecerem nesse estado, os muitos enganos dos últimos dias certamente os seduzirão; porque não terão visão espiritual para distinguir a verdade do erro. — Testimonies for the Church 6:424, 425.

Deus deseja conceder o dom do Espírito Santo — Quando uma série de conferências é realizada por obreiros de experiência num lugar em que vivem irmãos nossos, repousa sobre os crentes desse campo a solene obrigação de fazer tudo quanto está ao seu alcance para abrir o caminho para o Senhor atuar. Devem, orando, examinar a consciência e preparar o caminho para o Senhor, removendo todo pecado que os impediria de cooperar com Deus e com seus irmãos. […]

Em visões da noite, passaram perante mim representações de um grande movimento de reforma entre o povo de Deus. Muitos estavam louvando a Deus. Os enfermos eram curados e outros milagres eram operados. Viu-se um espírito de intercessão tal como se manifestou antes do grande dia de Pentecoste. Viam-se centenas e milhares visitando famílias e abrindo perante elas a Palavra de Deus. Os corações eram convencidos pelo poder do Espírito Santo, e manifestava-se um espírito de genuína conversão. Portas se abriam por toda parte para a proclamação da verdade. O mundo parecia iluminado pela influência celestial. Grandes bênçãos eram recebidas pelo fiel e humilde povo de Deus. Ouvi vozes de ações de graças e louvor, e parecia haver uma reforma como a que testemunhamos em 1844. — Testimonies for the Church 9:125, 126.

Deus deseja revigorar Seu povo pelo dom do Espírito Santo, batizando-o de novo com Seu amor. Não há necessidade de haver escassez do Espírito na igreja. Depois da ascensão de Cristo, o Espírito Santo desceu sobre os discípulos, que com fé e oração O estavam esperando, e desceu com plenitude e poder tais que atingiu todos os corações. Futuramente a Terra há de ser iluminada com a glória de Deus. Santa influência há de irradiar para o mundo, procedente dos que são santificados pela verdade. A Terra há de ser circundada de uma atmosfera de graça. O Espírito Santo há de operar em corações humanos, revelando aos homens as coisas de Deus. — Testimonies for the Church 9:40.

Está o Senhor desejoso de fazer uma grande obra em favor de todos quantos verdadeiramente nEle crêem. Se os membros da igreja se dispuserem a participar da obra que podem fazer, empenhando-se em atividades por conta própria, vendo cada qual quanto pode realizar na conquista de almas para Jesus, veremos muitos abandonarem as fileiras de Satanás para manter-se sob a bandeira de Cristo. Se nosso povo agir em conformidade com a luz que lhes é fornecida nestas poucas instruções, certamente veremos a salvação operada por Deus. Seguir-se-ão reavivamentos prodigiosos. Pecadores serão convertidos, e muitas pessoas serão acrescentadas à igreja. Ao unirmos o nosso coração ao de Cristo, e colocarmos nossa vida em harmonia com a Sua obra, virá sobre nós o Espírito que desceu sobre os discípulos no dia de Pentecostes. — Testimonies for the Church 8:246.

Perigo em demorar — Nas visões da noite foi apresentada diante de mim uma cena impressionante. Vi uma imensa bola de fogo cair no meio de algumas lindas habitações, destruindo-as imediatamente. Ouvi alguns dizerem: “Sabíamos que os juízos de Deus sobreviriam à Terra, mas não sabíamos que viriam tão cedo.” Outros, com a voz quase embargada de agonia, diziam: “Os senhores sabiam! Por que, então, não nos disseram? Nós não sabíamos.” Por toda parte, ouvi serem pronunciadas semelhantes palavras de acusação.

Acordei muito aflita. Adormeci de novo, e pareceu-me estar numa grande reunião. Uma pessoa de autoridade falava à congregação, e perante ela se achava um mapa do mundo todo. Disse que o mapa retratava a vinha do Senhor, que tem de ser cultivada. Quando a luz do Céu incidisse sobre qualquer pessoa, ela deveria refleti-la sobre as demais. Luzes deveriam ser acesas em muitos lugares, e nessas luzes outras ainda deveriam ser acesas.

Foram repetidas as palavras: “Vós sois o sal da Terra: e se o sal for insípido, com que se há de salgar? Para nada mais presta senão para se lançar fora, e ser pisado pelos homens. Vós sois a luz do mundo: não se pode esconder uma cidade edificada sobre um monte; nem se acende a candeia e se coloca debaixo do alqueire, mas no velador, e dá luz a todos que estão na casa. Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai, que está nos Céus”. Mateus 5:13-16. — Testimonies for the Church 9:28.

Cada dia que passa nos leva para mais perto do fim. Mas, leva-nos, também, para mais perto de Deus? Estamos vigilantes em oração? As pessoas com quem nos associamos dia a dia precisam de nosso auxílio, nossa guia. Podem estar em tal estado de espírito que uma palavra oportuna lhes seja, pela atuação do Espírito Santo no coração, como um ponto de apoio em lugar firme. Amanhã talvez algumas dessas pessoas vão estar onde nunca mais as poderemos alcançar. Qual é a nossa influência sobre esses companheiros de jornada? Que esforço estamos fazendo para ganhá-los para Cristo? — Testimonies for the Church 9:27.

Enquanto os anjos seguram os quatro ventos, cumpre-nos trabalhar com todas as nossas forças. Precisamos proclamar nossa mensagem sem demora. Perante o Universo celestial e os homens desta época degenerada, precisamos dar o testemunho de que nossa religião é uma fé e um poder, dos quais o Autor é Cristo, e Sua Palavra o divino oráculo. Pessoas pendem na balança. Ou serão súditas do reino de Deus ou escravas do despotismo de Satanás. Todos devem ter o privilégio de lançar mão da esperança embutida no evangelho; mas como podem eles ouvir sem pregador? A família humana está carente de uma renovação moral, um preparo de caráter, a fim de poder subsistir diante de Deus. Muitos estão prestes a perecer devido aos erros heréticos que predominam, os quais são calculados para neutralizar a mensagem evangélica. Quem se consagrará agora plenamente para tornar-se coobreiro de Deus? — Testimonies for the Church 6:21.

Muitíssimos dos que hoje compõem nossas congregações estão mortos em ofensas e pecados. Vão e vêm como a porta sobre seus gonzos. Durante anos, escutaram complacentemente as verdades mais solenes e comovedoras, mas não as puseram em prática. Portanto, são cada vez mais insensíveis à preciosidade da verdade. Os testemunhos comovedores de reprovação e admoestação não os movem ao arrependimento. As mais suaves melodias de origem divina, vindas através de lábios humanos a justificação pela fé e a justiça de Cristo — não lhes arrancam uma manifestação de amor e gratidão. Embora o Mercador celestial lhes exiba as jóias mais preciosas da fé e amor, ainda que os convide para dEle comprar o “ouro refinado no fogo” (Apocalipse 3:18), “vestidos brancos” para que se vistam, e “colírio” para que vejam, endurecem contra Ele o coração e deixam de trocar pelo amor e o zelo, a sua mornidão. Conquanto professem piedade, negam-lhe o poder. Se continuarem nesse estado, Deus os repudiará. Estão-se incapacitando para serem membros de Sua família. — Testimonies for the Church 6:426, 427.

Tenham presente os membros da igreja que o fato de se acharem os seus nomes nos livros da igreja não os salvará. Devem mostrar-se aprovados por Deus, obreiros que não têm de que se envergonhar. Dia a dia devem formar o seu caráter de acordo com as instruções de Cristo. Devem permanecer nEle, exercendo constantemente a fé em Cristo. Assim crescerão até à estatura completa de homens e mulheres em Cristo — cristãos sadios, animados e gratos, guiados por Deus para a luz cada vez mais clara. Se assim não for, achar-se-ão entre os que um dia proferirão a amarga lamentação: “Passou a sega, findou o verão, e não estou salvo! Jeremias 8:20. Por que não me refugiei na Fortaleza? Por que brinquei com o assunto da salvação e desprezei o Espírito da graça?” — Testimonies for the Church 9:48.

Irmãos e irmãs, os que presumem que há muito conhecem a verdade, pergunto individualmente: Está a sua prática em conformidade com a luz, os privilégios e oportunidades que o Céu lhes deparou? Pergunta importante é essa. O Sol da Justiça nasceu para a igreja, e a obrigação da igreja é resplandecer. Cada pessoa tem o privilégio de progredir. Os que estão unidos a Cristo crescerão na graça e no conhecimento do Filho de Deus, até alcançar a estatura completa de homens e mulheres. Se todos quantos professam crer a verdade houvessem aproveitado bem as suas aptidões e oportunidades de aprender e praticar, teriam se tornado fortes em Cristo. Não importa a sua ocupação — lavradores, mecânicos, professores ou pastores — se se tivessem consagrado inteiramente a Deus, poderiam haver-se tornado obreiros eficientes do Mestre celestial. — Testimonies for the Church 6:423.

Os membros das igrejas devem ser preparados — É evidente que todos os sermões pregados não produziram grande colheita de obreiros abnegados. Deve considerar-se que esse assunto envolve os mais importantes resultados. Está em jogo o nosso destino eterno. As igrejas estão definhando porque os seus talentos não foram empregados para difundir a luz. Devem ser dadas instruções cuidadosas que serão como lições do Mestre, para que todos utilizem a sua luz. Os que têm a supervisão das igrejas, devem escolher membros capazes e confiar-lhes responsabilidades, dando-lhes ao mesmo tempo instruções quanto a como melhor servir e beneficiar outros. — Testimonies for the Church 6:431.

Os mecânicos, advogados, comerciantes, homens de toda espécie de profissões e negócios se preparam a fim de se assenhorearem de seu trabalho. Enquanto professamente empenhados no serviço de Cristo, devem Seus seguidores ser menos inteligentes e ignorantes acerca dos métodos e recursos a serem empregados? O empreendimento de alcançar a vida eterna está acima de qualquer consideração terrena. Para conduzir almas a Jesus é preciso ter certo conhecimento da natureza humana e estudar a mente dos homens. Importa dedicarmos muita reflexão e fervorosa oração a fim de saber a melhor maneira de aproximar-nos de homens e mulheres no que respeita ao grande tema da verdade. — Testimonies for the Church 4:67.

Logo que seja organizada uma igreja, ponha o pastor os membros a trabalharem. Terão eles que ser ensinados a trabalhar com êxito. Dedique o pastor mais tempo para educar do que para pregar. Ensine ao povo a maneira de transmitir aos outros o conhecimento que receberam. Se bem que os novos conversos devam ser ensinados a pedir conselho dos mais experientes na obra, devem ao mesmo tempo ser ensinados a não colocar o pastor em lugar de Deus. — Testimonies for the Church 7:20.

O maior auxílio que se pode prestar a nosso povo é ensiná-lo a trabalhar para Deus e a nEle confiar, e não nos pastores. Aprendam a trabalhar como Cristo trabalhou. Unam-se ao Seu exército de obreiros, e façam por Ele um trabalho fiel. — Testimonies for the Church 7:19.

Que os mestres vão à frente no trabalho entre o povo, e outros, unindo-se a eles, aprenderão em seu exemplo. Um exemplo vale mais que muitos preceitos. — A Ciência do Bom Viver, 149.

Aqueles a cujo cargo se encontram os interesses espirituais da igreja devem formular planos e encontrar meios pelos quais se dê a todos os seus membros alguma oportunidade de fazer uma parte na obra de Deus. Nem sempre foi isso feito em tempos passados. Não foram bem definidos nem executados os planos para empregar os talentos de cada um em serviço ativo. Poucos estão percebendo quanto se tem perdido por causa disso. […]

Em cada igreja existem talentos que, mediante o correto enfoque, serão desenvolvidos a ponto de se tornarem um grande auxílio ao mundo. […] Deveria existir um plano bem organizado para o emprego de obreiros que fossem a todas as nossas igrejas, grandes ou pequenas, para instruir os membros como trabalhar para a edificação da igreja, e também a favor dos incrédulos. Instrução e educação é que são necessárias. […] Que todos apliquem a mente e o coração a fim de se tornarem sábios no que diz respeito à obra para este tempo, habilitando-se para realizar aquilo para que possuem mais aptidão. — Testimonies for the Church 9:116-119.

O que agora se necessita para a edificação de nossas igrejas é do aprazível trabalho de obreiros sábios para discernir e desenvolver talentos na igreja — talentos que possam ser preparados para o uso do Mestre. […] Os que estão empenhados em visitar as igrejas, devem ensinar aos irmãos e às irmãs os métodos práticos de fazer trabalho missionário. — Testimonies for the Church 9:117. Deve existir uma classe para também preparar os jovens. Sejam rapazes ou moças, devem ser preparados para atuar em seus lares, na vizinhança e na igreja (“An Appeal to Ministers and Church Officers”).

Os anjos celestiais têm esperado longamente que os agentes humanos — os membros da igreja — com eles cooperem na grande obra a ser feita. Eles continuam esperando por nós. Tão vasto é o campo, tão amplo o objetivo, que todo coração santificado será levado para o serviço, como instrumento do poder divino. — Testimonies for the Church 9:46, 47.

Se os cristãos agissem de comum acordo, avançando como um só homem, sob a direção de um único Poder, para a realização de um só objetivo, abalariam o mundo. — Testimonies for the Church 9:221.

O chamado a ser feito nos “caminhos”, deve ser proclamado a todos quantos têm parte ativa na obra mundial, aos mestres e guias do povo. Aos que têm sérias responsabilidades na vida pública — médicos e professores, advogados e juízes, funcionários públicos e comerciantes — deve ser dada clara, distinta mensagem. “Que aproveitaria ao homem ganhar todo o mundo e perder a sua alma? Ou que daria o homem pelo resgate de sua alma?” Marcos 8:36, 37.

Muito falamos e escrevemos acerca dos pobres negligenciados; não se deveria dar alguma atenção aos negligenciados ricos? Muitos consideram essa classe como sem esperança, e pouco fazem para abrir os olhos dos que, cegados e deslumbrados pelo poder de Satanás, perderam de vista a eternidade. Milhares de ricos baixaram à sepultura sem serem advertidos porque foram julgados pelas aparências, e passados por alto como casos perdidos. Mas, por mais indiferentes que pareçam, foi-me mostrado que a maioria dessa classe é de almas opressas. Milhares de ricos acham-se famintos quanto ao alimento espiritual. Muitos que ocupam cargos oficiais, sentem a própria necessidade de alguma coisa que não possuem. Poucos entre eles vão à igreja, porque acham que não recebem algum benefício. O ensino que ouvem não lhes toca a alma. Não faremos nós esforço pessoal em seu favor?

Alguém perguntará: Não os podemos alcançar por meio de publicações? Muitos há que não podem ser atingidos por esse método. É de esforço pessoal que eles precisam. Hão de perecer sem uma advertência especial? Não acontecia assim nos tempos da antigüidade. Os servos de Deus eram enviados aos que se encontravam em altas posições, que só podiam encontrar descanso e paz no Senhor Jesus Cristo.

A Majestade do Céu veio ao mundo a fim de salvar a perdida e degradada humanidade. Seus esforços incluíam não somente os miseráveis, mas também os que ocupavam posições de honra. Habilmente buscava Ele acesso às pessoas das classes altas que não conheciam a Deus e não guardavam Seus mandamentos.

A mesma obra continuou depois da ascensão de Cristo. Fico comovida ao ler sobre o interesse manifestado pelo Senhor em Cornélio. Ele era um homem de posição elevada, oficial do exército romano, mas estava andando estritamente em harmonia com a luz que recebera. O Senhor mandou-lhe especial mensagem do Céu e, por meio de outra mensagem, encaminhou Pedro para visitá-lo e comunicar-lhe luz. Deve servir-nos de grande animação em nosso trabalho pensar na compaixão e terno amor de Deus para com os que estão buscando luz, e por ela orando.

Muitos me são apresentados como sendo semelhantes a Cornélio, homens que Deus deseja unir a Sua igreja. Eles simpatizam com o povo que guarda os mandamentos do Senhor. As ligações que os prendem ao mundo, porém, seguram-nos firmemente. Não têm a coragem moral de tomar posição ao lado dos humildes. Cumpre-nos fazer especiais esforços por essas pessoas, necessitadas também de trabalho especial em virtude de suas responsabilidades e tentações.

Segundo a luz que me foi dada, sei que deve ser dito agora aos homens de influência e autoridade no mundo, um positivo: “Assim diz o Senhor.” Eles são mordomos a quem Deus confiou importantes legados. Caso Lhe aceitem o convite, Ele os empregará em Sua causa. […]

Alguns há especialmente aptos para trabalhar entre as classes mais altas: Esses devem buscar diariamente o Senhor, estudando a maneira de se aproximarem dessas pessoas, não tendo apenas uma relação acidental, mas apoderar-se delas por meio de esforço pessoal e fé viva, manifestando profundo amor por sua salvação, verdadeiro interesse em que recebam o conhecimento da verdade como é na Palavra de Deus. — Testimonies for the Church 6:78-80.

Ellen G. White, Conselhos para a Igreja, Capítulo 8.

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