O êxodo

Baseado em Êxodo 12:34-51; 13-15.

Com os lombos cingidos, sapatos nos pés, e cajado à mão, o povo de Israel permanecera em pé, silenciosos, com respeitoso temor, mas expectantes, aguardando o mandado real que lhes ordenaria saíssem. Antes que a manhã raiasse, estavam a caminho. Durante as pragas, quando a manifestação do poder de Deus acendera a fé no coração dos escravos, e lançara o terror sobre seus opressores, os israelitas gradualmente se haviam reunido em Gósen; e, apesar da precipitação da sua fuga, algumas disposições já haviam sido tomadas para a necessária organização e direção das multidões em movimento, sendo estas divididas em grupos, sob dirigentes designados para isso.

E partiram, “coisa de seiscentos mil de pé, somente de varões, sem contar os meninos. E subiu também com eles uma mistura de gente”. Êxodo 12:34-39. Nesta multidão havia não somente os que eram movidos pela fé no Deus de Israel, mas também um número muito maior dos que desejavam somente escapar das pragas, ou que seguiam o andar das multidões em movimento, meramente levados pela agitação e curiosidade. Esta classe foi sempre um estorvo e cilada para Israel.

O povo levou também consigo “ovelhas, e vacas, e uma grande quantidade de gado”. Isto era propriedade dos israelitas, que nunca venderam suas posses ao rei, como fizeram os egípcios. Jacó e seus filhos haviam trazido consigo rebanhos e gado para o Egito, onde tinham aumentado grandemente. Antes de deixar essa terra, o povo, por instrução de Moisés, exigiu uma recompensa pelo seu trabalho que não fora pago; e os egípcios estavam por demais desejosos de se livrarem da presença deles para que lho recusassem. Os cativos saíram carregados dos despojos de seus opressores.

Naquele dia, completou-se a história revelada a Abraão em visão profética, séculos antes: “Peregrina será a tua semente em terra que não é sua, e servi-los-ão; e afligi-los-ão quatrocentos anos; mas também Eu julgarei a gente, a qual servirão, e depois sairão com grande fazenda”. Gênesis 15:13, 14. Os quatrocentos anos haviam-se cumprido. “E aconteceu naquele mesmo dia que o Senhor tirou os filhos de Israel da terra do Egito, segundo os seus exércitos”. Êxodo 12:40, 41, 51; 13:19. À sua partida do Egito os israelitas levaram consigo um precioso legado, os ossos de José, que tanto tempo esperaram o cumprimento da promessa de Deus, e que, durante os anos tenebrosos do cativeiro, haviam sido uma lembrança para o livramento de Israel.

Em vez de seguirem pelo caminho direto para Canaã, o qual passa através do país dos filisteus, o Senhor determinou a sua rota para o Sul, em direção às praias do Mar Vermelho. “Porque Deus disse: Para que porventura o povo não se arrependa, vendo a guerra, e tornem ao Egito”. Êxodo 13:17, 18, 20-22. Se tivessem tentado passar pela Filístia, seu prosseguimento teria sido impedido; pois os filisteus, considerando-os como escravos escapados aos seus senhores, não teriam hesitado em mover-lhes guerra. Os israelitas estavam mal preparados para um encontro com aquele povo poderoso e aguerrido. Tinham pouco conhecimento de Deus e pequena fé nEle, e ter-se-iam aterrorizado e desanimado. Estavam desarmados, e não tinham o costume de guerrear; seu espírito estava deprimido pelo longo cativeiro, e sentiam-se embaraçados pelas mulheres e crianças, ovelhas e gado. Guiando-os pelo caminho do Mar Vermelho, o Senhor revelou-Se como um Deus de compaixão bem como de discernimento.

“Assim partiram de Sucote, e acamparam em Etã, à entrada do deserto. E o Senhor ia adiante deles, de dia numa coluna de nuvem, para os guiar pelo caminho, e de noite numa coluna de fogo, para os alumiar, para que caminhassem de dia e de noite. Nunca tirou de diante da face do povo a coluna de nuvem, de dia, nem a coluna de fogo, de noite”. Êxodo 13:21, 22. Diz o salmista: “Estendeu uma nuvem por coberta, e um fogo para os alumiar de noite”. Salmos 105:39. O estandarte de seu Chefe invisível estava sempre com eles. De dia a nuvem guiava as suas jornadas, ou estendia-se como uma cobertura por sobre a multidão. Servia de proteção contra o calor ardente, e pela sua frescura e umidade proporcionava agradável refrigério no deserto ressequido e sedento. À noite, tornava-se em coluna de fogo, iluminando-lhes o acampamento, e assegurando-lhes constantemente a presença divina.

Em uma das mais belas e consoladoras passagens da profecia de Isaías, faz-se referência à coluna de nuvem e de fogo para representar o cuidado de Deus pelo Seu povo, na grande luta final com os poderes do mal: “E criará o Senhor sobre toda a habitação do Monte de Sião, e sobre as suas congregações, uma nuvem de dia, e uma fumaça, e um resplendor de fogo chamejante de noite; porque sobre toda a glória haverá proteção. E haverá um tabernáculo para sombra contra o calor do dia; e para refúgio e esconderijo contra a tempestade, e contra a chuva”. Isaías 4:5, 6.

Através de um caminho assustador e semelhante a um deserto, jornadeavam eles. Já começavam a considerar para onde sua marcha os iria levar; estavam tornando-se cansados com o caminho dificultoso, e em alguns corações começou a surgir receio de perseguição pelos egípcios. Mas a nuvem ia adiante, e a seguiam. E agora determinou o Senhor a Moisés passar ao lado de um desfiladeiro rochoso, e acampar-se junto do mar. Foi-lhe revelado que Faraó os perseguiria, mas que Deus seria honrado em seu livramento.

No Egito espalhou-se a notícia de que os filhos de Israel, em vez de se deterem a adorar no deserto, iam avante em direção ao Mar Vermelho. Os conselheiros de Faraó declararam ao rei que seus cativos tinham fugido, para nunca mais voltar. O povo deplorou-lhes a loucura de atribuírem a morte dos primogênitos ao poder de Deus. Seus grandes homens, refazendo-se dos temores, explicavam as pragas como o resultado de causas naturais. “Por que fizemos isso, havendo deixado ir Israel, para que nos não sirva?” — foi o grito amargurado. Êxodo 14:5-9.

Faraó reuniu suas forças, “seiscentos carros escolhidos e todos os carros do Egito”, cavaleiros, capitães e infantaria. O próprio rei, acompanhado pelos grandes homens de seu reino, encabeçava o exército de ataque. A fim de conseguirem o favor dos deuses, e assim garantir o êxito de seu empreendimento, os sacerdotes também os acompanharam. O rei estava resolvido a intimidar os israelitas por meio de uma grandiosa ostentação de seu poder. Os egípcios temiam acontecesse que sua submissão forçada ao Deus de Israel os submetesse ao escárnio de outras nações; mas, se agora saíssem com uma grande mostra de poder e trouxessem de volta os fugitivos, salvariam a sua glória, bem como recuperariam os serviços de seus escravos.

Os hebreus estavam acampados ao lado do mar, cujas águas apresentavam uma barreira aparentemente intransponível diante deles, enquanto, ao Sul, uma áspera montanha lhes obstruía o avançamento. Subitamente viram a distância a armadura luzente e os carros a moverem-se, pressagiando a guarda avançada de um grande exército. Aproximando-se a força, os exércitos do Egito logo foram vistos em plena perseguição. O terror encheu os corações de Israel. Alguns clamavam ao Senhor, mas a grande maioria ia apressadamente a Moisés com suas queixas: “Não havia sepulcros no Egito, para nos tirares de lá, para que morramos neste deserto? Por que nos fizeste isto, que nos tens tirado do Egito? Não é esta a palavra que te temos falado no Egito, dizendo: Deixa-nos, que sirvamos aos egípcios? pois que melhor nos fora servir aos egípcios do que morrermos no deserto”. Êxodo 14:10-22.

Moisés ficou grandemente perturbado por seu povo manifestar tão pouca fé em Deus, apesar de terem repetidamente testemunhado a manifestação de Seu poder em favor deles. Como poderiam acusá-lo dos perigos e dificuldades de sua situação, quando ele havia seguido o mando expresso de Deus? Na verdade, não havia possibilidade de salvamento, a menos que o próprio Deus interviesse para os livrar; mas, tendo sido levados àquela situação em obediência à instrução divina, Moisés não tinha receio das conseqüências. Sua resposta calma e afirmativa ao povo foi: “Não temais; estai quietos, e vede o livramento do Senhor, que hoje vos fará; porque aos egípcios, que hoje vistes, nunca mais vereis para sempre. O Senhor pelejará por vós, e vos calareis.”

Não era coisa fácil conservar as hostes de Israel em espera, perante o Senhor. Faltando-lhes disciplina e domínio próprio, tornavam-se violentos e desarrazoados. Esperavam cair imediatamente nas mãos de seus opressores, e seus prantos e lamentações eram altos e intensos. A maravilhosa coluna de nuvem tinha sido seguida como sinal de Deus, para prosseguirem; mas agora entre si discutiam se acaso não poderia ela prefigurar alguma grande calamidade; pois que não os havia a mesma conduzido pelo lado errado da montanha, para um caminho intransitável? Assim o anjo de Deus pareceu às suas iludidas mentes como o prenúncio da desgraça.

Agora, porém, que o exército egípcio se aproximava, esperando deles fazer fácil presa, a coluna de nuvem levantou-se majestosamente para o céu, passou sobre os israelitas, e desceu entre eles e os exércitos do Egito. Um muro de trevas se interpôs entre perseguidos e perseguidores. Os egípcios não mais puderam divisar o acampamento dos hebreus, e foram obrigados a parar. Mas, intensificando-se as trevas da noite, o muro de nuvem se tornou uma grande luz para os hebreus, inundando o acampamento todo de claridade.

Então a esperança voltou aos corações de Israel. E Moisés alçou a voz ao Senhor. “Então disse o Senhor a Moisés: por que clamas a Mim? dize aos filhos de Israel que marchem. E tu, levanta a tua vara, e estende a tua mão sobre o mar, e fende-o, para que os filhos de Israel passem pelo meio do mar em seco.”

O salmista, descrevendo a passagem do mar por Israel, cantou: “Pelo mar foi Teu caminho, e Tuas veredas pelas grandes águas; e as Tuas pegadas não se conheceram. Guiaste o Teu povo, como a um rebanho, pela mão de Moisés e de Arão”. Salmos 77:19, 20. Estendendo Moisés a vara, as águas se dividiram, e Israel entrou para o meio do mar, pisando em terra enxuta, enquanto as águas ficavam de cada lado como um muro. A luz da coluna de fogo de Deus resplandecia nas ondas encimadas de espuma e iluminava o caminho que era talhado como um sulco enorme através das águas do mar, e se perdia na obscuridade da praia oposta.

“Os egípcios seguiram-nos e entraram atrás deles todos os cavalos de Faraó, os seus carros e os seus cavaleiros, até o meio do mar. E aconteceu que, na vigília daquela manhã, o Senhor, na coluna do fogo e da nuvem, viu o campo dos egípcios; e alvorotou o campo dos egípcios”. Êxodo 14:23, 24. A nuvem misteriosa transformou-se em uma coluna de fogo ante seus olhos espavoridos. Os trovões ribombaram, chamejaram os relâmpagos. “Grossas nuvens se desfizeram em água; os céus retumbaram; as Tuas flechas correram de uma para outra parte. A voz do Teu trovão repercutiu-se nos ares; os relâmpagos alumiaram o mundo; a terra se abalou e tremeu”. Salmos 77:17, 18.

Os egípcios ficaram tomados de confusão e espanto. Em meio da fúria dos elementos, na qual ouviam a voz de um Deus irado, esforçaram-se por voltar pelo mesmo caminho, e fugir para a praia que haviam deixado. Moisés, porém, estendeu a vara, e as águas acumuladas, sibilando, rugindo, e ávidas de sua presa, uniram-se violentamente, e tragaram o exército egípcio em suas negras profundidades.

Quando rompeu a manhã, esta revelou às multidões de Israel tudo que restava do seu poderoso adversário: os corpos, vestidos de malha, arremessados à praia. Do mais terrível perigo restara um completo livramento. Aquela vasta e indefesa multidão — escravos não acostumados à batalha, mulheres, crianças e gado, com o mar diante de si, e os poderosos exércitos do Egito fazendo pressão na retaguarda — vira seu caminho aberto através das águas e os inimigos submersos no momento do esperado triunfo. Apenas Jeová lhes trouxera livramento, e para Ele volveram os corações com gratidão e fé. Sua emoção encontrou expressão em cânticos de louvor. O Espírito de Deus repousou sobre Moisés, que dirigiu o povo em uma antífona triunfante de ações de graças, a primeira e uma das mais sublimes que pelo homem são conhecidas.

“Cantarei ao Senhor, porque sumamente Se exaltou;
Lançou no mar o cavalo e o seu cavaleiro.
O Senhor é a minha força, e o meu cântico;
Ele me foi por Salvação;
Este é o meu Deus, portanto Lhe farei uma habitação;
Ele é o Deus de meu pai, por isso O exaltarei.
O Senhor é varão de guerra;
O Senhor é o Seu nome.
Lançou no mar os carros de Faraó e o seu exército;
E os seus escolhidos príncipes afogaram-se no Mar Vermelho.
Os abismos os cobriram;
Desceram às profundezas como pedra.
A Tua destra, ó Senhor, se tem glorificado em potência;
A Tua destra, ó Senhor, tem despedaçado o inimigo […]
Ó Senhor, quem é como Tu entre os deuses?
Quem é como Tu glorificado em santidade,
terrível em louvores, obrando maravilhas? […]
Tu, com a Tua beneficência, guiaste a este povo, que salvaste;
Com a Tua força o levaste à habitação da Tua santidade.
Os povos o ouvirão, eles estremecerão. […]
Espanto e pavor cairá sobre eles;
Pela grandeza do Teu braço emudecerão como pedra;
Até que o Teu povo haja passado,
ó Senhor, até que passe este povo que adquiriste.
Tu os introduzirás, e os plantarás no monte da Tua herança, no lugar que Tu,
ó Senhor, aparelhaste para a Tua habitação.”  Êxodo 15:1-17.

Semelhante à voz do grande abismo, surgiu das vastas hostes de Israel aquela sublime tributação de louvor. Deram-lhe início as mulheres de Israel, indo à frente Miriã, irmã de Moisés, ao saírem elas com tamboril e danças. Longe, por sobre o deserto e o mar, repercutia o festivo estribilho, e as montanhas ecoavam as palavras de seu louvor: “Cantai ao Senhor, porque sumamente Se exaltou”.

Esse cântico e o grande livramento que ele comemora, produziram uma impressão que nunca se dissiparia da memória do povo hebreu. De século em século era repercutido pelos profetas e cantores de Israel, testificando que Jeová é a força e livramento daqueles que nEle confiam. Aquele cântico não pertence ao povo judeu unicamente. Ele aponta, no futuro, a destruição de todos os adversários da justiça, e a vitória final do Israel de Deus. O profeta de Patmos vê a multidão vestida de branco, dos que “saíram vitoriosos”, em pé sobre o “mar de vidro misturado com fogo”, tendo as “harpas de Deus. E cantavam o cântico de Moisés, servo de Deus, e o cântico do Cordeiro”. Apocalipse 15:2, 3.

“Não a nós, Senhor, não a nós, mas ao Teu nome dá glória, por amor da Tua benignidade e da Tua verdade”. Salmos 115:1. Tal era o espírito que penetrava o cântico do livramento de Israel, e é o espírito que deveria habitar no coração de todos os que amam e temem a Deus. Libertando nossas almas do cativeiro do pecado, Deus operou para nós um livramento maior do que o dos hebreus no Mar Vermelho. Como a hoste dos hebreus, devemos louvar ao Senhor com o coração, com a alma, e com a voz, pelas Suas maravilhosas obras aos filhos dos homens. Aqueles que meditam nas grandes bênçãos de Deus, e não se esquecem de Suas menores dádivas, cingir-se-ão de alegria, e entoarão sinceros hinos ao Senhor. As bênçãos diárias que recebemos das mãos de Deus, e acima de tudo, a morte de Jesus para trazer a felicidade e o Céu ao nosso alcance, devem ser objeto de gratidão constante. Que compaixão, que amor incomparável, mostrou-nos Deus, a nós pecadores perdidos, ligando-nos consigo, para que Lhe sejamos um tesouro particular! Que sacrifício foi feito por nosso Redentor, para que possamos ser chamados filhos de Deus! Devemos louvar a Deus pela bem-aventurada esperança que nos expõe o grande plano da redenção; devemos louvá-Lo pela herança celestial, e por Suas ricas promessas; louvá-Lo pelo fato de que Jesus vive para interceder por nós.

“Aquele que oferece sacrifício de louvor”, diz o Criador, “Me glorificará”. Salmos 50:23. Todos os habitantes do Céu se unem a louvar a Deus. Aprendamos o cântico dos anjos agora, para que o possamos entoar quando nos unirmos a suas fileiras resplendentes. Digamos com o salmista: “Louvarei ao Senhor durante a minha vida; cantarei louvores ao meu Deus enquanto viver”. Salmos 146:2. “Louvem-Te a Ti, ó Deus, os povos; louvem-Te os povos todos”. Salmos 67:5.

Deus, em Sua providência, trouxe os hebreus ao aperto das montanhas, diante do mar, para que pudesse manifestar Seu poder no livramento deles, e humilhar de maneira extraordinária o orgulho de seus opressores. Ele os poderia ter salvo de qualquer outro modo, mas escolheu este, a fim de lhes provar a fé e fortalecer a confiança nEle. O povo estava cansado e aterrorizado; todavia, se se tivessem conservado para trás quando Moisés lhes ordenou avançar, Deus nunca lhes haveria aberto o caminho. Foi “pela fé” que “passaram o Mar Vermelho, como por terra seca”. Hebreus 11:29. Descendo em marcha para a própria água, mostraram que acreditavam na palavra de Deus, conforme fora proferida por Moisés. Fizeram tudo que estava em seu poder, e então o Poderoso de Israel dividiu o mar a fim de preparar um caminho para os seus pés.

A grande lição ali ensinada é para todos os tempos. Freqüentemente a vida cristã é assediada de perigos, e o dever parece difícil de cumprir-se. A imaginação desenha uma ruína iminente perante nós, e, atrás, o cativeiro ou a morte. Contudo, a voz de Deus fala claramente: “Avante!” Devemos obedecer a esta ordem mesmo que nossos olhares não possam penetrar nas trevas, e sintamos as frias vagas em redor de nossos pés. Os obstáculos que embaraçam o nosso progresso nunca desaparecerão diante de um espírito que se detém ou duvida. Aqueles que adiam a obediência até que toda a sombra da incerteza desapareça, e não fique perigo algum de fracasso ou derrota, nunca absolutamente obedecerão. A incredulidade fala ao nosso ouvido: “Esperemos até que os impedimentos sejam removidos, e possamos ver claramente nosso caminho”; mas a fé corajosamente insiste em avançar, esperando tudo, em tudo crendo.

A nuvem que era uma grande parede de trevas para os egípcios, para os hebreus era uma grande inundação de luz, iluminando o acampamento todo, e derramando todo o brilho no caminho diante deles. Assim, o trato da Providência traz aos incrédulos trevas e desespero, enquanto à alma confiante é repleta de luz e paz. A senda por onde Deus guia, pode estender-se através do deserto ou do mar, mas é um caminho seguro.

Ellen G. White, Patriarcas e Profetas, Capítulo 25.

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