No mundo, mas não do mundo

Foi-me mostrado nosso perigo como um povo, de nos assemelharmos ao mundo, e não à imagem de Cristo. Achamo-nos agora nas próprias fronteiras do mundo eterno; mas é desígnio do adversário de nossa alma levar-nos a adiar para longe o fim do tempo. Satanás assaltará de todas as maneiras possíveis os que professam ser observadores dos mandamentos de Deus, e estar aguardando a segunda vinda de nosso Salvador nas nuvens do céu com poder e grande glória. Ele levará o maior número possível a adiar o dia mau e se tornar no procedimento, semelhante ao mundo, imitando-lhe os costumes.

Senti-me alarmada quando vi que o espírito do mundo controlava o coração e a mente de muitos que fazem alta profissão da verdade. Abrigam o egoísmo e a condescendência consigo mesmos; mas não cultivam a verdadeira piedade e a genuína integridade. — Testimonies for the Church 4:306.

Integridade cristã — Sede rigidamente honestos em toda transação comercial. Embora tentados, nunca enganeis ou mintais na mínima coisa. Às vezes, um impulso natural pode trazer a tentação de vos desviardes do trilho reto da honestidade, mas não varieis nem um fio de cabelo sequer. Se fizerdes, em qualquer questão, uma declaração quanto ao que faríeis, e depois descobrirdes que favorecestes a outros com prejuízo próprio, não vos desvieis nem um fio de cabelo dos princípios. Cumpri vosso acordo. — Orientação da Criança, 154.

A Bíblia condena, da forma mais veemente, toda falsidade, fraude e desonestidade. O justo e o errado são discriminados claramente. Mas foi-me mostrado que o povo de Deus se colocou em terreno do inimigo: cedeu a suas tentações e seguiu-lhe os artifícios, até se tornarem perigosamente embotadas as suas sensibilidades. Um leve desvio da verdade, uma pequenina variação das reivindicações de Deus, não é, afinal, considerado muito pecaminoso, quando se acham envolvidos ganho ou perda de dinheiro. Mas pecado é pecado, seja cometido pelo milionário ou pelo que pede esmolas nas ruas. Os que adquirem bens mediante engano, trazem sobre si a condenação. Tudo quanto for adquirido por meio de engano e fraude só trará maldição a quem o receber. — Testimonies for the Church 4:311.

[Aquele que] segue um mau procedimento, profere falsidade ou pratica engano, perde o respeito de si mesmo. Ele pode não ter consciência de que Deus o vê e está a par de cada ação, de que anjos estão pesando seus motivos e ouvindo suas palavras e de que sua recompensa será de acordo com suas obras; mas se fosse possível ocultar seu mau procedimento da inspeção humana e divina, o fato de que ele mesmo o conhece, é degradante a seu espírito e caráter. Um único ato não determina o caráter, mas quebra a barreira; e a próxima tentação é mais prontamente abrigada, até que, finalmente, se forma um hábito de mentira e desonestidade no negócio, e o homem se torna indigno de confiança. — Testimonies for the Church 5:396.

Deus quer que os homens ao Seu serviço, sob Sua bandeira, sejam estritamente honestos, de caráter irrepreensível, que sua língua não pronuncie nada que se assemelhe a uma inverdade. A língua deve ser verdadeira, verdadeiros os olhos, as ações inteira e completamente de molde que Deus as possa recomendar. Estamos vivendo sob as vistas de um Deus santo, que declara solenemente: “Eu sei as tuas obras.” Os olhos divinos estão sempre sobre nós. Não podemos encobrir de Deus um ato injusto. Que Deus é testemunha de cada uma de nossas ações, é uma verdade que apenas poucos reconhecem. — Orientação da Criança, 152.

O crente deve ser a pessoa mais honesta — Homem honesto, à maneira de Cristo julgar, é o que manifesta inflexível integridade. Pesos enganosos e balanças falsas, com os quais muitos buscam aumentar seus ganhos no mundo, são abominação à vista de Deus. Não obstante, muitos dos que professam guardar os mandamentos de Deus fazem uso de balanças e pesos falsos. Quando um homem se acha realmente ligado a Deus, e observando Sua lei em verdade, sua vida revelará este fato; pois todas as suas ações se encontrarão em harmonia com os ensinos de Cristo. Não venderá sua honra por lucro. Seus princípios são edificados sobre o firme fundamento, e sua conduta em assuntos temporais é um transcrito de seus princípios. A firme integridade brilha como o ouro entre o cascalho e o lixo do mundo.

Engano, falsidade e infidelidade podem ser dissimulados e ocultos dos olhos humanos, mas não dos olhos de Deus. Os anjos de Deus, que observam o desenvolvimento do caráter e pesam o valor moral, registram nos livros do Céu essas pequeninas transações reveladoras do caráter. Se um trabalhador for infiel nas ocupações diárias da vida, e negligenciar sua obra, o mundo não julgará incorretamente se avaliar a norma religiosa desse trabalhador segundo a que mantém nos negócios. — Testimonies for the Church 4:310, 311.

A crença na iminente vinda do Filho do homem nas nuvens do céu não levará o verdadeiro cristão a tornar-se negligente e descuidado nas atividades comuns da vida. Os expectantes, que aguardam o breve aparecimento de Cristo, não ficarão ociosos, mas serão diligentes nas atividades. Seu trabalho não será feito descuidada e desonestamente, mas com fidelidade, prontidão e perfeição. Os que se lisonjeiam com o pensamento de que a descuidada desatenção às coisas desta vida seja evidência de sua espiritualidade e sua separação do mundo, acham-se sob grande engano. Sua veracidade, fidelidade e integridade são provadas nas coisas temporais. Se forem fiéis no mínimo, sê-lo-ão no muito.

Foi-me mostrado que aqui é onde muitos deixarão de suportar a prova. Desenvolvem seu verdadeiro caráter na administração das coisas temporais. Manifestam infidelidade, projetos dolosos e desonestidade no trato com os semelhantes. Não consideram que o alcançar a imortal vida futura depende de como procedem nos negócios desta vida e que para a formação de um caráter justo é indispensável a mais estrita integridade. Por toda parte, em nossas fileiras, é praticada a desonestidade, e essa é a causa da mornidão por parte de muitos que professam crer na verdade. Não se acham ligados a Cristo, e iludem sua própria alma. Entristece-me o coração, fazer a declaração de que existe uma alarmante falta de honestidade mesmo entre observadores do sábado. — Testimonies for the Church 4:309, 310.

Sociedades mundanas — Alguns não têm tato para lidar sabiamente com os assuntos mundanos. Faltam-lhes as necessárias habilitações, e Satanás deles se aproveita. Quando assim é, essas pessoas não devem ignorar sua deficiência. Devem ser suficientemente humildes para, antes de executarem seus planos, aconselharem-se com seus irmãos, em cujo discernimento podem confiar. Fui encaminhada para este texto: “Levai as cargas uns dos outros”. Gálatas 6:2. Alguns não são humildes bastante para deixar que os que possuem discernimento raciocinem por eles, enquanto não levarem a efeito os próprios projetos, e se virem envolvidos em dificuldades. Vêem então a necessidade do conselho e do juízo de seus irmãos; mas quão mais pesado é então o fardo do que a princípio! Os irmãos não devem descer ajuízo, caso seja possível evitá-lo; pois dão assim grande vantagem ao inimigo para os enredar e desconcertar. Seria melhor entrar em entendimento, mesmo com prejuízo. — Testimonies for the Church 1:200, 201.

Vi que Deus estava desgostoso com Seu povo por se tornarem fiadores de incrédulos. Minha atenção foi dirigida para estes textos: “Não estejas entre os que dão as mãos, e entre os que ficam por fiadores de dívidas”. Provérbios 22:26. “De certo sofrerá severamente aquele que fica por fiador do estranho, mas o que aborrece a fiança estará seguro”. Provérbios 11:15. Mordomos infiéis! Empenham aquilo que pertence a outro — seu Pai celeste — e Satanás está a postos para ajudar seus filhos a arrebatá-lo de suas mãos. Os observadores do sábado não devem ser sócios dos incrédulos. O povo de Deus confia demasiado nas palavras dos estranhos, e buscam-lhes o conselho, quando não o devem fazer. O inimigo os torna agentes seus, e por intermédio deles trabalha para desconcertar os filhos de Deus, e os prejudicar. — Testimonies for the Church 1:200.

Ellen G. White, Conselhos para a Igreja, Capítulo 12.

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