Mestre, Ensina-nos a Orar

“…SENHOR, ensina-nos a orar…” (S. Lucas11:1). Esse pedido sincero veio do coração dos discípulos. Ele lhes deu uma oração que serve de modelo. Devemos estudar essa oração, anexando a ela tudo o que JESUS falou sobre a oração e também o que os profetas falaram. Encontraremos, assim, a verdadeira ciência da comunicação entre o ser humano e O Criador.

Para que nós obtenhamos inteligência espiritual, devemos falar diretamente com Aquele que a possui, e que é a fonte de toda a inteligência. Falar de modo correto, pois, será que poderíamos nos achegar de qualquer maneira ao DEUS do Universo? Por certo, DEUS nos houve sempre, mas será que estamos sendo coerentes com o que com Ele falamos? Será que realmente desejamos ser atendidos por Ele, do modo que Ele acha melhor? Será que não estamos sendo muito egoístas em nossas solicitações, e assim impedindo que a relação entre nós e Ele seja uma relação de amor? Nós, que não podemos ver ofuturo, não estaríamos muitas vezes querendo dizer a Ele, como se deve agir quanto ao futuro?

E, por outro lado, não estaríamos pedindo coisas que nos prejudicariam se fôssemos atendidos? Por exemplo, geralmente as pessoas pedem riquezas, mas Salomão pediu sabedoria para governar o povo. Recebeu sabedoria, pelo que pediu, e de brinde, também recebeu riquezas. Por certo, com sabedoria, ter riqueza é bem diferente que sem sabedoria. Você não acha que no mundo hoje, se pudesse fazer um pedido a DEUS, um só, pediria riquezas? Mas para fazer o bem, ou para fazer o mal? Por certo, pediria muito dinheiro e prosperidade para, talvez, nos dias seguintes, perder nas bolsas de valores, e ter uma grande dor de cabeça. Há inclusive muitas igrejas hoje vendendo prosperidade, transformando a casa de DEUS num negócio, para não dizer, covil de salteadores (S. Mateus 21:13). Inconscientemente, grande parte de nossos pedidos e dos pensamentos que tentamos elevar a DEUS estão vinculados ao ódio, não ao amor. Se Ele atendesse isso, estaria colaborando com o reino de Lúcifer… DEUS é sábio demais para errar, Ele não erra nunca. Quem for salvo, no futuro, compreenderá todos os atos de DEUS com relação a sua vida; transparência é uma das características do Reino de DEUS. Ele não precisa esconder absolutamente nada de Suas criaturas. Ao contrário, Ele quer dividir conosco as coisas que criou. Essa é, aliás, a natureza principal dos princípios do amor: dar e repartir. Pelo ódio, há o desejo de querer somente para si…

Por certo, muitos pediriam para acertar nas loterias, e obter muito dinheiro. Se DEUS atendesse tal pedido, isso contribuiria decisivamente para a salvação e para a vida eterna dessas pessoas e daquelas com quem entra em contato? DEUS atende tudo o que pedirmos, que contribua para que nos salvemos, mas não atenderá as coisas que pedirmos para benefícios egoístas.

A oração que JESUS ensinou aos seus discípulos foi assim: “Pai nosso que estás nos Céus, santificado seja o Teu nome; venha o Teu reino, faça-se a Tua vontade, assim na Terra como no Céu; o pão nosso de cada dia dá-nos hoje; e perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós temos perdoado aos nossos devedores; e não nos deixes cair em tentação; mas livra-nos do mal [pois Teu é o reino, o poder e a glória para sempre. Amém]” (S. Mateus 6:9 a 13 – grifo nosso).

A expressão “Pai nosso” é muito mais profunda que imaginamos. Estamos nos dirigindo diretamente, sem intermediários, ao Criador do Universo, O Pai de todas as coisas. Pai, aqui, como se refere a DEUS, tem uma conotação de ‘aquele que originou’, e ‘aquele que de tudo cuida’.

Essa expressão também revela que não devemos utilizar intermediários para nos dirigir a DEUS. Ele tem uma mente infinita, que pode, sem se cansar, atender ao mesmo tempo, todas as criaturas de todo o Universo, quer sejam seres inteligentes quer não. Pode fazer isso como se cada um fosse único. E Ele é completo e puro amor. Portanto, não há necessidade de recorrermos a santos ou outros seres humanos para por nós interceder junto a DEUS. Ele nos criou e jamais nos abandona. Nós, seres humanos, é que inventamos artifícios para nos afastar do Criador. E assim, nos separamos dEle.

A palavra ‘nosso’ revela ainda que Ele é o Pai de todos nós, não apenas de alguns. Portanto, somos todos irmãos, sem que deva haver distinção entre nós. Conforme JESUS orou (em S. João 17), devemos estar todos unidos, e esse é o princípio do amor. A oração do Pai Nosso, sendo proferida por JESUS CRISTO, retrata essa verdade profunda.

A expressão “que estás nos Céus”, por sua vez, revela, Aquele que ocupa o lugar mais elevado do Universo. Nenhum outro serve. Na própria Lei de DEUS, isso fica bem salientado: “Não terás outros deuses diante de Mim. Não farás para ti imagem de escultura, nem semelhança alguma do que há em cima nos Céus, nem embaixo na Terra, nem nas águas debaixo da terra. Não as adorarás, nem lhes darás culto; porque Eu sou o SENHOR teu DEUS, DEUS zeloso, que visito a iniqüidade dos pais nos filhos até a terceira e quarta geração daqueles que Me aborrecem, e faço misericórdia até mil gerações daqueles que Me amam e guardam os Meus mandamentos” (Êxodo 20:3 a 6 – grifo nosso).

Essa expressão nos remete ao primeiro e segundo mandamento, e não há como tentar escapar. A Bíblia é um tudo, inspirada por DEUS para ser coerente entre tudo o que afirma (II Timóteo 3:16). Na Palavra de DEUS, não pode haver partes não aceitáveis, não verdadeiras; se assim fosse, não seria a Palavra de DEUS.

Nesses dois mandamentos, DEUS faz duas afirmações gerais de suprema importância para os habitantes da Terra. Na primeira, Ele elimina qualquer possibilidade de se adorar outro ser que não seja Ele. Mais adiante, na própria Lei, Ele explica a razão disso.

Na segunda, Ele esclarece que faz justiça quando isso se fizer necessário. Ele é DEUS e governa de fato. Por isso Ele disse: “visito a iniqüidade…”. Mas logo em seguida, Ele explica a duração dessa visita: “até a terceira e quarta geração”. Reforçamos o grifo na palavra até, pois ela significa que, não sendo isso necessário, as conseqüências do pecado se limitam apenas a quem o cometeu. Mas nem sempre isso é possível. Por exemplo, quando uma pessoa não se ama e não ama aos seus filhos e não cuida de sua saúde, isso refletirá em danos no organismo dos filhos, dos netos e talvez até dos bisnetos.

Mas Ele também disse que o bem que praticamos pode se estender em até mil gerações, ou seja, para sempre.

Essa é a lógica do amor. Os seus atos bons beneficiam sempre e sempre. Nos mundos não caídos, é assim. Lá isso é normal. Aqui o normal é o sofrimento pela falta de suficiente amor dos pais, dos avós e dos bisavós. É claro, herda-se também algo de amor.

Depois JESUS disse: “santificado seja o Teu nome”. Esta expressão nos leva ao terceiro mandamento da Lei de DEUS. “Não tomarás o nome do SENHOR teu DEUS em vão, porque O SENHOR não terá por inocente o que tomar o Seu nome em vão” (Êxodo 20:7).

Quando dizemos, ‘santo seja o Teu nome’, estamos reconhecendo o significado do nome de DEUS. Esse significado se encontra em Êxodo 34:6, nas palavras de Moisés: “SENHOR, SENHOR DEUS compassivo, clemente e longânimo, e grande em misericórdia e fidelidade…

“O SENHOR permitiu a Moisés vê-lO pelas Suas costas, e Moisés pronunciou estas palavras em forma de exclamação. Estas palavras dão alguma idéia do caráter de DEUS. O Seu caráter está gravado em Seu nome. Mas, se quisermos encontrar um sinônimo perfeito do nome de DEUS, então diremos: “DEUS é amor” (I João 4:16 – grifo nosso).

O nome de DEUS é santo por que Ele realmente é infalível no cumprimento do amor. Ele jamais, em nenhuma circunstância, afasta-se de ser amor. JESUS provou isso nas piores situações em que um ser pudesse ser colocado, isso sendo Ele DEUS, podendo lançar mão de seus atributos divinos a qualquer momento. Mas ao contrário, tendo todo o poder, sofreu como um ser humano, que nenhum poder possui (ver Filipenses 2:5 a 11).

O nome de DEUS é santo, porque só DEUS tem poder de criar. Por isso que somente Ele pode ser adorado. Adorar outra criatura é a coisa mais ridícula que possa existir, segundo o parecer de pessoas sábias.

Santificar o nome de DEUS é reverenciá-lO em plena e total obediência no que diz respeito ao que esse nome significa. Isto quer dizer, tal nome identifica aquele que nos deu origem e somos filhos dEle. Portanto, é necessário mantermos uma perfeita identidade com Ele, no que significa o Seu nome. “Sede perfeitos como é perfeito vosso Pai que está nos Céus” (S. Mateus 5:48 – grifo nosso).

“Venha o Teu reino, faça-se a Tua vontade, assim na Terra como nos Céus” são três expressões que formam um conjunto único.

Está aqui a questão decisiva: obediência! (S. Mateus 7:21). Aqueles que não querem, conscientemente obedecer, lhes sobrevirá a operação do engano, em que passarão a acreditar em suas próprias armações intelectuais. Se estabelecerá um círculo vicioso de engano, em que acreditam em suas próprias teorias falsamente fundamentadas, e se realimentam dessas mesmas teorias para formular novo conhecimento falso (ver Isaías 6:9 e 10 e Romanos 1:21 a 32).

Já vimos anteriormente que DEUS requer obediência porque Ele é O Criador.Isto Ele colocou no quarto mandamento, quando disse para que nos lembrássemos do dia de sábado para o santificar.

Esse mandamento é o centro da obediência, é como a moderna árvore da ciência do bem e do mal, através da qual seremos provados se queremos ou não queremos obedecer ao que é bom, correto e verdadeiro, porque é amor.

Veja que nesse mandamento, DEUS estabelece o regime de trabalho para o ser humano. Isso já permite compreender porque o sábado foi feito por causa do homem, não o contrário. O sétimo dia é para descansar e para lembrar do criador. Nesse dia, deve-se lembrar dEle mais do que nos outros dias.

E DEUS fundamenta a razão porque devemos trabalhar seis dias e descansar no sétimo. Ele fez assim! Ele sempre dá o exemplo de como devemos agir. JESUS também mostrou isso, quando disse: “vim para cumprir, não para revogar…” (S.Mateus 5:17). Por ser DEUS um DEUS de amor, Ele jamais iria exigir obediência sem que Ele mesmo não o fizesse assim. Tudo o que Ele quer que façamos, Ele ofez primeiro e continua fazendo. Nunca esqueçamos: “DEUS é amor”, e por ser Ele amor, age dessa forma, pede o que Ele mesmo gosta de fazer… Vindo JESUS para dar o exemplo, curiosamente, Ele nunca guardou o domingo, primeiro dia da semana, mas sempre o sétimo dia. Também nunca se referiu, nem à guarda do domingo nem que deveria haver essa modificação. Você não acha que isso revela algo importante quanto ao que é certo e o que é errado?

O que lemos na Palavra de DEUS é: “porque em seis dias fez O SENHOR os Céus e a Terra, o mar e tudo o que neles há, e ao sétimo dia descansou: por isso O SENHOR abençoou o dia de sábado, e o santificou” (Êxodo 20:11 – grifo nosso).

O SENHOR DEUS abençoou o dia de sábado porque nos seis dias anteriores havia criado todas as coisas, nesse dia nada criou, mas descansou de sua obra, reverenciando o sétimo dia. Pelos atos de DEUS e pelo exemplo de JESUS, sabemos perfeitamente discernir entre a verdadeira obediência e a que leva ao engano e à perda da vida eterna.

Quando oramos: “venha o Teu reino, faça-se a Tua vontade, assim na Terra como no Céu”, estamos concordando com DEUS e o que Ele estabeleceu, inclusive os dez mandamentos, e em especial, o quarto mandamento. Esse, como se pode ver, é a essência da obediência. Dos quatro mandamentos em que aprendemos a amar a DEUS, esse é o principal, porque DEUS disse: “lembra-te”, e logo depois disse que “fez”. Eis a razão por que lembrar do sábado é para não esquecer que Ele é O Criador! Nós somos criaturas. Os outros três anteriores, na verdade não são necessários em outros planetas perfeitos, onde não houve pecado. Eles nem sequer pensam em fazer outros deuses para si, não adoram outros deuses e jamais tomam o santo nome de DEUS em vão. Resta-lhes o memorial da criação. Esse memorial existe onde DEUS criou seres inteligentes. A Lei de DEUS expressa os princípios de Sua vontade, “assim na Terra como no Céu”, ou seja, em todos os lugares do Universo. Ele criou um dia para que descansassem e se lembrassem do Criador. DEUS é sempre o mesmo, ontem, hoje e sempre (Habacuque 1:12 e Hebreus 13:8) e DEUS é também o mesmo em todos os lugares, pois há somente um único DEUS verdadeiro (S. João 17:3).

No céu, antes da rebelião de Lúcifer, os seres inteligentes sequer se davam conta da existência de uma Lei. É a Lei do amor, que seguida, obedecida, promove o bem e o conhecimento do bem. O que é bom não é notado, até que surge uma contrafação. Então é que se percebe a diferença entre esses dois conceitos, porque passaram a ter existência na mente dos seres inteligentes e houve possibilidade de comparação.Formou-se o conceito da existência do mal, que, em resumo, é desobedecer a vontade do DEUS de amor, ou seja, obedecer ao pai da mentira. Amar a DEUS é algo natural, agradável e bom, mas desobedecer-Lhe é vincular-se a Seu inimigo,impedindo que nos proteja e nos abençoe. Não se pode servir a dois senhores… (S.Mateus 6:24).

A relação inicial de obediência ao Criador estabelecida não se alterou, e jamais se alteraria, enquanto existir criatura, enquanto existir Céu e Terra. “Passará o Céu e a Terra, porém, as minhas palavras não passarão” (S. Mateus 24:35 – grifo nosso). Isto é, como o Céu e a Terra nunca passarão, nem os seus habitantes, as palavras do SENHOR jamais sofrerão alteração. Elas são eternas como as coisas que por Ele foram criadas. Tudo o que DEUS faz é eterno.

As palavras da oração de São Mateus seis são, portanto, muito profundas. Elas nos remetem ao centro da questão, e não poderia ser diferente. O próprio Filho de DEUS as pronunciou, e, nelas, estava dizendo a essência do que deveríamos dizer e fazer: obedecer aos seus mandamentos. “De tudo o que se tem ouvido, a suma é: Teme a DEUS, e guarda os seus mandamentos; porque isto é o dever de todo o homem” (Eclesiastes 12:13 – grifo nosso). Tiago disse: “Qualquer que guarda toda a Lei, mas tropeça num só ponto, se torna culpado de todos” (Tiago 2:10).

A Lei de DEUS é santa, justa e boa (Romamos 7:12 – grifo nosso) portanto, mereceser obedecida tal como JESUS ensinou na oração do Pai Nosso. Obedecemos porque amamos, e amar é guardar os seus mandamentos (II S. João 6).

Paulo, quando escreveu aos romanos, explicou o resumo da Lei. Disse que, em suma,amar o próximo é não roubar, não cobiçar, não adulterar, não matar, ou seja, o amor não pratica o mal contra o próximo, mas somente o bem (Romanos 13:8 a 10). Da mesma forma, amar a DEUS é, em essência, o cumprimento dos quatro primeiro mandamentos (ver S. João 14:15 e 21, 15:10 e S. Marcos 12:28 a 34). Isso significa que obediência não é como ‘eu’ quero, mas como DEUS quer. Se for como ‘eu’quero fazer, não é obediência, na verdade isso é rebeldia. Para obedecer é necessário adotar os critérios de quem requer a obediência, disso não nos resta dúvida. E os critérios, DEUS os estabeleceu, mas o ser humano, seguindo interesses de confronto ao Criador, estabeleceu outros critérios, querendo ‘obedecer’ a seu modo. Essa é uma das razões por que existem tantos cultos diferentes. Estão todos eles, como Caim, querendo oferecer culto da maneira como acham certo, não como DEUS diz que é certo. Os resultados também são os que Caim provocou: desentendimento, divisão e morte. DEUS não aceita tais cultos, mas apenas o que Ele definiu. “Este povo honra-Me com os lábios, mas o seu coração está longe de Mim. Em vão Me adoram, ensinando doutrinas que são preceitos de homens” (S. Marcos 7:6 e 7 – grifo nosso). Veja a essência do culto a DEUS é a obediência a Sua Lei, que, como já vimos, é santa, justa e boa. DEUS não poderia nos requerer nada diferente que algo santo, justo e bom, porque “DEUS é amor”.

Atualmente, tal como nos tempos de JESUS, muitos de nós, seres humanos, transgredimos a Lei de DEUS pela tradição que inventamos, e que sequer se encontra na Bíblia (ver S. Mateus 15:1 a 9). Permita-me uma pergunta bem sincera. Por que se mudaria o dia de guarda, do sábado para o domingo, se o que DEUS faz, nunca muda? Todas as palavras de DEUS são verdadeiras e eternas, afirma a Bíblia em Salmos 119:160, S. Mateus 24:35 e I S. Pedro 1:24 e 25. O que DEUS diz, é para sempre (Salmo 119:152) e “minhas palavras não mudam” (Exequiel 12:27 e 28). Não parece estranho as mudanças, justamente na Lei de DEUS? Bem no centro do que Ele denomina por obediência? E bem no dia que Ele decidiu para ser lembrado como Criador? Não lhe parece tal mudança uma iniciativa de algum inimigo de DEUS? Aquele mesmo que disse que enfrentaria a DEUS, querendo subir mais alto que as estrelas, querendo ser semelhante ao Altíssimo? (Isaías 14:13 e 14) Não lhe parece que tais mudanças conferem com o que diz Daniel, que esse inimigo de DEUS cuidaria em mudar os tempos e a Lei? (Daniel 7:25). Julgue isso, meu amigo, e tome suas decisões sinceras, por si mesmo, sendo apenas auxiliado pelo poder esclarecedor do Espírito Santo. Ore para que isto seja assim.

Depois JESUS disse: “o nosso pão de cada dia dá-nos hoje…” (S. Mateus 6:11). Aqui Ele nos remete à necessidade de confiança em DEUS e no cumprimento de Suas promessas.

Mais adiante, JESUS explicou o que é de vital importância para os nossos dias. “Não andeis ansiosos pela vossa vida, quanto ao que haveis de comer ou beber; nem pelo vosso corpo quanto ao que haveis de vestir. Não é a vida mais que o alimento, e o corpo mais do que as vestes? (…) portanto não vos inquieteis, dizendo: Que comeremos? Que beberemos? Ou: Com que nos vestiremos? (…) Buscai em primeiro lugar o Seu reino e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas. Portanto, não vos inquieteis com o dia de amanhã, pois o amanhã trará os seus cuidados; basta a cada dia o seu próprio mal” (S. Mateus 6:25 a 34 –grifo nosso).

JESUS estava explicando a lógica do reino de DEUS, que é diferente da lógica naTerra. Aqui, buscamos garantir nosso futuro acumulando riqueza, e geralmente, a custa da exploração dos outros. No Céu é o contrário, não há preocupação com o dia de amanhã, DEUS providencia o necessário para o futuro. Ele o providencia no crescimento das plantas, na chuva, no sol, na semeadura e na colheita, mas temos que confiar nEle, e buscar em primeiro lugar obedecer a Ele e servir ao nosso próximo. Fazendo isso, todas as coisas materiais de que necessitamos, e DEUS sabe que delas necessitamos, serão acrescentadas (S. Mateus 6:33).

A razão das preocupações, dos estresse e de muitas doenças é por que nos colocamos em lugar de DEUS. Queremos fazer o que Ele se propôs a fazer, ou seja, garantir o nosso futuro por nossas próprias forças, sem confiar nEle. Assim, passamos a acumular mais e mais, e nunca temos o suficiente, enquanto, muitos não têm o necessário para o dia de hoje. Ora, nós somos criaturas, não criadores; não conhecemos o futuro. O futuro só DEUS conhece, pertence a DEUS. É por isso que JESUS recomendou que trabalhássemos no dia de hoje, e confiássemos o dia de amanhã a DEUS, que sabe o que é melhor. Confiando nEle, Ele pode dirigir nossa vida; não confiando, não poderá dirigi-la. Estaremos assim, por nossa própria conta, sem rumo certo.

Na Lei de DEUS, isso se encontra nos outros restantes seis mandamentos. Estes explicam que nós devemos respeitar o nosso próximo. Isso também se refere às necessidades de nosso próximo. Devemos servi-lo, não explorá-lo, roubando-lhes, por exemplo. Não devemos fazer nada do que diz naqueles seis mandamentos.

Cumprindo isso, estaremos amando o nosso próximo, e DEUS poderá suprir as nossas necessidades para o futuro. Em caso contrário, para termos uma certa garantia para o futuro, teremos que acumular cada vez mais, muitas vezes a custa do sacrifício de nossa saúde e da vida de nossos semelhantes, como é muito comum. Em suma, ou obedecemos por que confiamos, e DEUS provê para cada dia o necessário, e não nos estressamos com o futuro, ou não confiamos, e nos viramos por nossa própria conta, e cometemos as mais terríveis barbaridades contra nosso semelhante e contra nós mesmos.

JESUS continuou: “…e perdoa-nos as nossas dívidas assim como nós temos perdoado aos nossos devedores.” Aqui Ele está falando do perdão.

Ora, nós somos pecadores, e cometemos erros, ou seja, desobedecemos, quer em relação a DEUS, não O amando como deveríamos, quer em relação ao nosso próximo, também não o amando como deveríamos. Num ou noutro caso, para termos restabelecida a condição de filhos de DEUS, irmãos de JESUS, devemos estar sem pecado, isto é, sermos obedientes como foi JESUS, em tudo. Mas isso nem sempre acontece, pois somos falhos. Então, existe o perdão, provido por JESUS, porque morreu em nosso lugar, pagou a conta da morte eterna que a nós cabia e,tendo vida em si mesmo, ressuscitou da morte que deveria ser para sempre, provando ser maior que a morte de Lúcifer. Lúcifer, sim, gosta de criar as mais estranhas fábulas em torno da morte; isso é da natureza dele.

JESUS é O único que poderia morrer a segunda morte, (Apocalipse 20:7 a 14), que é a morte eterna, e sair dela vitorioso. Ele pôde fazer isso porque é Criador, e tem a vida em si mesmo. Assim, Ele, e somente Ele, pagou o preço necessário para que fôssemos perdoados, se nos arrependermos do mal praticado e não quisermos nunca mais praticá-lo. Não se arrepender do mal, ou apenas ficar tristes pelas conseqüências que advieram, sem no entanto, ter sincero desejo de mudar, não gera perdão, este é o pecado que DEUS não perdoa, e que JESUS denominou ‘pecado contra o Espírito Santo’ (S. Mateus 12:31 e 32). O único pecado que não pode ser perdoado é aquele do qual não queremos receber perdão. Isso acontece quando desejamos conviver com tal pecado, não queremos mudar. Acariciamos isso até o ponto em que não queremos mudar nunca mais, nem pensamos mais em mudança. Não percebemos mais necessidade de mudança. É pecado contra o Espírito Santo porque Ele é o que hoje está pronto para nos orientar quanto a como obedecer de modo correto. Nos temposde JESUS, Ele mesmo fazia isso; hoje é o Espírito Santo.

Na oração, para sermos perdoados, devemos perdoar. Isso é lógico. Pela Lei de DEUS, devemos amar o próximo e amar a DEUS. “Se alguém disser: Amo a DEUS, e odiar a seu irmão, é mentiroso; pois aquele que não ama a seu irmão, a quem vê, não pode amar a DEUS, a quem não vê” (I S. João 4:20). DEUS, para nos perdoar, um ato de amor, requer que também perdoemos o nosso próximo, outro ato de amor, para que tudo fique conforme a unidade que JESUS preconizou em Sua Palavra. “Aquele que ama a seu irmão, permanece na luz e nele não há nenhum tropeço. Aquele, porém, que odeia a seu irmão, está nas trevas, e anda nas trevas, e não sabe onde vai, porque as trevas lhe cegaram os olhos” (S. João 2:10 e 11).”Ouvistes o que foi dito: Amarás o teu próximo, e odiarás o teu inimigo. Eu, porém, vos digo: Amai os vossos inimigos e orai pelos que vos perseguem; para que vos torneis filhos do vosso Pai celeste, porque Ele faz nascer o seu sol sobre maus e bons, e vir chuvas sobre justos e injustos. Porque se amardes os que vos perseguem, que recompensa tendes? Não fazem os publicanos também o mesmo? E se saudardes somente os vossos irmãos, que fazeis de mais? Não fazem os gentios o mesmo? Portanto, sede perfeitos como perfeito é O vosso Pai celeste” (S. Mateus 5:43 a 48).”O amor não pratica o mal contra o próximo; de sorte que o cumprimento da Lei é o amor” (Romanos 13:10). “Ouvistes o que foi dito aos antigos: Não matarás, e: Quem matar estará sujeito a julgamento. Eu, porém, vos digo que todo aquele que [sem motivo] se irar contra seu irmão (próximo) estará sujeito a julgamento; e quem proferir um insulto a seu irmão estará sujeito a julgamento do tribunal; e quem lhe chamar: Tolo, estará sujeito ao inferno de fogo. Se, pois, ao trazeres ao altar a tua oferta (nos tempos de JESUS ainda se ofereciam sacrifícios de animais, isto durou até o momento da morte dEle), ali te lembrares de que teu irmão tem alguma coisa contra ti, deixa perante o altar a tua oferta, vai primeiro reconciliar-te com teu irmão; e, então,voltando, faze a tua oferta” (S. Mateus 5:21 a 24 – inserções nossas).

A Bíblia se explica por si mesma. Essas passagens acima, se estudadas com atenção, tornarão evidente a necessidade de perdoar. O perdão é um recurso para este mundo, onde freqüentemente ofendemos como também somos ofendidos. Para que possamos permanecer unidos, precisamos resolver nossas diferenças e nossas ofensas, e o final de toda a solução necessariamente deverá ser o perdão. Por esse meio divino, tudo volta a ser perfeito. Até o casamento, por exemplo, pode durar enquanto ambos viverem. Sem perdão, tudo dura pouco, necessitamos freqüentemente fazer correções e ajustes, pois somos falhos, pecadores. Essas correções e esses ajustes apenas se tornam paliativos, nada resolvendo em definitivo.

O perdão vem da sabedoria divina. Ele não vem desse mundo. Daqui, temos em seu lugar a vingança, a punição, a justiça pelas próprias mãos. E assim, pioramos nossa sociedade cada vez mais.

Por fim, JESUS disse: “E não nos deixes cair em tentação, mas livra-nos do mal” (S.Mateus 6:13). Não deixar cair em tentação integra toda a Lei de DEUS. Podemos ser tentados contra DEUS e contra o nosso próximo, o nosso irmão. Podemos desobedecer a Sua Lei, adorando outros deuses, como o dinheiro por exemplo, pelo qual muitos lutam desesperadamente. Podemos pecar contra DEUS, usando levianamente o Seu santo nome. Podemos pecar contra DEUS, não guardando o dia de sábado, como Ele deseja que façamos.

Contra o próximo, temos uma variedade de formas de cometer pecado. São seis mandamentos que resumem a essência.

Os Dez Mandamentos contêm em si, princípios que devem ser aplicados a todas as situações.

O perdão é um recurso útil para quando ocorre uma desobediência, não devemos abusar, pecando contra o Espírito Santo, isto é, continuar pecando, pedindo perdão e continuar pecando, indefinidamente. Pecar é transgredir a Lei (I João 3:4). O que DEUS quer é que não pequemos, por isso Ele nos orienta que peçamos para que Ele nos proteja de cairmos em tentação. No entanto, se isso acontecer, mesmo que não desejemos, e nos arrependamos, não desejando mais praticar tal coisa, temos um advogado que apresenta o nosso caso a DEUS, pois morreu por nós (I João 2:1 e 2).

A oração que JESUS nos ensinou está ligada intimamente ao amor entre nós e de nossa parte para com DEUS. E se falharmos, e nos arrependermos, não desejando mais praticar aquele ato, ensina que há o perdão para resolver tudo. Ensina também que devemos pedir para que não falhemos, pois importa sermos perfeitos como DEUS é perfeito, e Ele tem todo o desejo de nos ajudar a não falharmos, não pecarmos, não desobedecermos. Mais uma vez, por esta maravilhosa oração, aprendemos o que é o reino de DEUS. É o reino do amor, onde todos se amam. Assim é em todo o lugar onde DEUS criou seres inteligentes, exceto aqui na Terra. Mas não será sempre ao contrário da vontade de DEUS, em que a spessoas se odeiam. JESUS, conforme as Suas profecias, volta bem logo, e restabelecerá a Lei e a ordem universal do amor, pois (mais uma vez) DEUS é amor (mas Lúcifer, é ódio).

Prof. Sikberto Renaldo Marks, Mega Evento, Capítulo 27.

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