O poder do hábito na formação do caráter

A tarefa mais importante que os pais devem desenvolver em relação a seus filhos é, sem dúvida, a formação de um caráter reto. “Um bom caráter é mais precioso que posses mundanas, e a obra de formá-lo é mais nobre obra na qual se possa empenhar os homens.” Mente, Caráter e Personalidade, vol. 2, p. 545

“Uma Comissão Divina aos Pais – Deus tem dado aos pais o seu trabalho: formar o caráter dos filhos segundo o Modelo divino. Por Sua graça poderão realizar a tarefa; mas isso exigirá esforço paciente e consciencioso, não menos que firmeza e decisão para guiar a vontade e restringir as paixões.” Signs of the Times, 24 de novembro de 1881.

A vida de Daniel é uma ilustração inspirada do que constitui a formação de um caráter santificado: “Os pais de Daniel haviam-no educado em sua infância em hábitos de estrita temperança. Haviam-lhe ensinado que se devia harmonizar em todos os seus hábitos com as leis da natureza; que a maneira por que ele comia e bebia tinha direta influência sobre sua natureza física, mental e moral, e que ele era responsável para com Deus por seus dons.” E.G. White, Temperança, pp. 190, 191

Há uma relação estreita entre o caráter e os hábitos. “Uma vez formados, os hábitos tornam-se cada vez mais firmemente arraigados no caráter.” E. G. White, Manuscrito 69, 1897

A formação do caráter é como a construção de uma casa, onde cada tijolo é colocado cuidadosamente, sendo que cada tijolo representa um hábito. Podem ser hábitos bons ou maus. Muitas vezes observam-se rachaduras. É evidência de que os tijolos são de má qualidade ou foram mal colocados. Esses hábitos daninhos devem ser corrigidos, senão a casa cairá quando a tempestade da prova a açoitar.

Como se formam os maus hábitos?

“É pela repetição de atos que se formam os hábitos e o caráter é confirmado.” E. G. White, Signs of the Times, 6 de agosto de 1912.

“O que uma vez nos aventuramos a fazer, somos mais aptos para fazer outra vez.” Orientação da Criança, p. 200.

Algumas atitudes equivocadas de nossos filhos podem nos parecer “inocentes” e até divertidas quando eles são pequenos, mas na realidade estão se formando hábitos que os destruirão. Devemos frear o quanto antes qualquer ato que mostre orgulho, esbanjamento, ostentação e egoísmo.

“O que a criança vê e ouve produz impressões profundas na mente tenra que nenhuma circunstância posterior da vida poderá desfazer completamente. O intelecto está agora tomando forma e os afetos recebendo direção e força. Atos repetidos em dado sentido tornam-se hábitos. Esses podem ser modificados por uma educação severa, na vida posterior, mas raras vezes são mudados.” E. G. White, Orientação da Criança, p. 200.

O tempo para estabelecer hábitos.

“É em grande medida nos primeiros anos que o caráter é formado.” E. G. White, Christian Temperance and Bible Hygiene [Temperança Cristã e Higiene Bíblica], p. 45

Os filhos que em tenra idade receberam uma influência errônea do lar levarão consigo hábitos errôneos por toda a sua vida.

O Rei Saul representa um triste exemplo do poder dos maus hábitos adquiridos durante a primeira parte de sua vida, não havia aprendido a submeter-se a Deus, e quando ocupou a posição de rei, não tinha as faculdades frescas e livres para seguir um caminho reto. Por outro lado, “uma criança pode receber instrução religiosa saudável, mas se os pais, os professores ou os tutores permitem que seu caráter se torça devido a um mau hábito, esse hábito, se não é vencido, se converterá num poder predominante, e a criança está perdida.” E. G. White, Testemunhos para a Igreja, vol. 5, p. 50

Alguns pais equivocadamente pensam que seus filhos são muito pequenos para corrigi-los e definir hábitos retos, mas quanto antes melhor. Este foi o erro de Eli, de não administrar sua casa desde cedo. Ele foi indulgente com seus filhos e com freqüência passou por alto as faltas e pecados em sua meninice, pensando que ao crescer melhorariam seu comportamento, mas equivocou-se. Suas tendências malignas foram fortalecidas e depois já era muito tarde. Uma declaração impressionante desta situação está em PP, na p. 625, 626: “São muito novos para serem castigados. Esperemos que fiquem mais velhos, e possamos entender-nos com eles. Assim os maus hábitos são deixados a se fortalecerem até que se tornam uma segunda natureza. Os filhos crescem sem sujeição, com traços de caráter que são para eles uma maldição por toda a vida, e que podem reproduzir-se em outros.”

Os maus hábitos se formam mais facilmente que os bons.

O ser humano já nasce defeituoso, com tendências naturais a fazer o mal. É mais fácil para uma criança aprender coisas más que boas. “Os maus hábitos se acolhem mais facilmente no coração natural, e as coisas que se vêem e ouvem na infância e na meninice se imprimem profundamente na mente.” (Pacific Health Journal, setembro de 1897) Por exemplo, os primeiros hábitos que devem se formar na primeira infância têm a ver com os assuntos espirituais, higiênico-culturais, alimentares e de mesa. E geralmente é nessa etapa que mais facilmente se aprende a comer coisas que não são úteis (como sorvetes, batatas fritas, refrigerantes etc.) que comidas saudáveis. Por isso a importância de impressionar suas mentes educando-os exatamente no contrário ao mal. Isso não ocorre por acaso. Requer esforço, perseverança e paciência.

“Na infância e mocidade, o caráter é extremamente impressionável. Deve ser adquirido então o domínio próprio. Exercem-se, no círculo de família, ao redor da mesa, influências cujos resultados são duradouros como a eternidade. Acima de quaisquer dotes naturais, os hábitos estabelecidos nos primeiros anos decidem se a pessoa será vitoriosa ou vencida na batalha da vida.” O Desejado de Todas as Nações, p. 75.

Pais vigilantes

“Os hábitos de sobriedade, domínio próprio, economia, minuciosa atenção, conversa sadia e sensata, paciência e verdadeira cortesia não se formam sem vigilância diligente e contínua sobre o eu.” Orientação da Criança, p. 200.

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