Um Movimento de Reforma

Não há dúvida de que temos chegado à própria véspera da hora suprema, e de que o chamado para uma conversão genuína e uma reforma cabal na vida de cada um, deve ressoar por todos os recantos da igreja.

“Um reavivamento da verdadeira piedade entre nós, eis a maior e mais urgente de todas as nossas necessidades. Buscá-lo, deve ser nossa primeira ocupação”. – SC, 53.

“Importa haver diligente esforço pra obter a bênção do Senhor, não porque Deus não esteja disposto a outorgá-la, mas porque nos encontramos carecidos de preparo para recebê-la. Nosso Pai celeste está mais disposto a dar Seu Espírito Santo àqueles que Lho peçam, do que pais terrenos o estão a dar boas dádivas a seus filhos. Cumpre-nos, porém, mediante confissão, humilhação, arrependimento e fervorosa oração, cumprir as condições estipuladas por Deus em Sua promessa pra conceder-nos Sua bênção”. – ME, 121.

“O povo de Deus não suportará a prova a menos que haja um reavivamento e uma reforma entre o povo de Deus, mas esta deve começar sua obra purificadora entre os pastores.” – I T, 469

“Haja uma reforma entre o povo de Deus”. – MJ, 317.

“Tem que ter lugar um reavivamento e reforma, sob o ministério do Espírito Santo. Reavivamento e reforma são duas coisas diferentes. Reavivamento significa renovação da vida espiritual, uma vivificação das faculdades do espírito e do coração, um ressurgimento da morte espiritual. Reforma significa reorganização, mudança de idéias e teorias, hábitos e práticas. A reforma não produzirá os bons frutos da justiça a menos que esteja ligada a um reavivamento do Espírito.

Reavivamento e reforma devem fazer a obra que lhes é designada, e para fazerem essa obra têm de se unir.” – SC, 42.

“Fiquei profundamente impressionada por cenas que me foram recentemente apresentadas à noite. Parecia haver um grande movimento – uma obra de reavivamento – ocorrendo em muitos lugares. Atendendo ao chamado de Deus, nosso povo se estava arregimentando. Irmãos, o Senhor nos está falando.

Escutaremos a Sua voz? Não acenderemos nossas lâmpadas, e não agiremos como homens que esperam a vinda de seu Senhor? Este tempo exige portadores de luz, requer ação.” – III TS, 441.

Características da Reforma 

Satanás, porém, tem estado a trabalhar assiduamente para desviar a autêntica reforma espiritual que o Senhor quer operar no seio da igreja.

Este tem sido o método do grande inimigo desde os dias antigos: adulterar o verdadeiro e oferecer uma falsificação, para promover a desordem, o caos e a perdição, em lugar da verdadeira conversão e a vida eterna.

A Falsa Reforma

“Em todo avivamento está ele (Satanás) pronto para introduzir os de coração não santificado e desequilibrados de espírito… Nenhuma reforma, em toda a história da igreja, foi levada avante sem encontrar sérios obstáculos, a assim foi no tempo de Paulo. Onde quer que o apóstolo fundasse uma igreja, alguns havia que professavam receber a fé, mas introduziam heresias que, uma vez aceitas , excluiriam finalmente o amor da verdade.” – GC, 396.

“Germinara por toda a parte a semente que Lutero lançara… Passou (Satanás) a tentar o que havia experimentado em todos os outros movimentos de reforma – enganar e destruir o povo apresentando-lhe uma contrafação em lugar da verdadeira obra.” – GC, 186.

O mesmo que fez em épocas passadas tem o pai da mentira estado a fazer em nosso tempo. Procura hoje desorganizar o movimento adventista e confundir os filhos de Deus.

É assim que, tanto em nossa história como movimento, como particularmente nestes últimos anos, têm surgido inúmeros grupos dissolventes que a si mesmo se denominam sinceros, quando na realidade só fazem destruir. Sua obra não resistirá à prova bíblica: “Por seus frutos os conhecereis” (Mat. 7:16).

Espírito de Contenda e Revolução

Um traço muito comum nos falsos movimentos é o espírito de discórdia, revolução, oposição doutrinária, e critica destrutiva particularmente em relação à organização da igreja e sua liderança.

No entanto, veja qual é uma das principais características de uma verdadeiro movimento de reforma sincero: “É chegado o tempo para se realizar uma reforma completa. Quando esta reforma começar, o espírito de oração atuará em cada crente e banirá da igreja o espírito de discórdia e luta.” – III TS, 254.

Fanatismo e Cuidados Necessários

Entre as armas que Satanás usará para desmontar os planos de Deus de proclamar e promover uma reforma entre o Seu povo, figura o fanatismo: “O Fanatismo aparecerá em nosso próprio meio. Virão enganos, e de tal natureza que, se fora possível, desviariam até os escolhidos.” – II ME 16

Cuidado para não se confundir entre o verdadeiro reavivamento e o falso: “Quando o Senhor opera mediante instrumentos humanos, quando os homens são movidos como poder do alto, Satanás leva seus agentes a exclamar: Fanatismo! E a advertir o povo a não ir a extremos.

Cuidem todos quanto a soltar esse brado. Pois, conquanto haja moedas falsas, isso não diminui o valor da que é genuína. Porque há reavivamentos e conversões espúrias, não se segue daí que todos os reavivamentos devam ser tidos em suspeita. Não mostremos o desprezo que os fariseus manifestavam quando disseram.: “Este homem recebe pecadores” (Lucas 15:2). – OE pág. 170

Nova Luz ou Verdade Estática

Outro dos métodos que o arquienganador utiliza para ludibriar as almas incautas é a proclamação de alguma “nova luz” ou de que a “Verdade é estática”.

“Surgirão homens e mulheres proclamando possuir alguma nova luz ou alguma nova revelação, e cuja tendência é abalar a fé nos marcos antigos. Suas doutrinas não resistem à prova da Palavra de Deus. Mesmo assim, almas serão enganadas.” – II TS, 107.

Quais são os antigos marcos que não poderão ser modificados e que pessoas de dentro da igreja tentarão mexer dizendo-se portadores de nova luz? 

“A passagem do tempo em 1844 foi um período de grandes acontecimentos, expondo ao nosso admirado olhar à purificação do santuário que ocorre no Céu, e tendo clara relação com o povo de Deus na Terra, e com as mensagens do primeiro, do segundo e do terceiro anjo, desfraldando o estandarte em que havia a inscrição: “Os mandamentos de Deus e a fé de Jesus”.

“Um dos marcos desta mensagem era o templo de Deus, visto no Céu por Seu povo que ama a verdade, e a arca contendo a lei de Deus. A luz do Sábado do quarto mandamento lançava os seus fortes raios no caminho dos transgressores da lei de Deus. A não-imortalidade dos ímpios é um marco antigo. Não consigo me lembrar de mais nada que possa ser colocado na categoria dos antigos marcos.” – Counsels to Writers and Editors, pág. 30 e 31.

Ellen White e outros fundadores também incluíram a literal, visível e pré-milenial segunda vinda de Jesus na lista de suas poucas doutrinas demarcatórias. Ellen White provavelmente a omitiu da lista mencionada acima porque ninguém pensaria em questionar algo tão essencial para ser adventista.

A Descoberta da Verdade é Progressiva

O segundo erro, em direção totalmente contrária a anterior, característico de alguns falsos movimentos é considerar o desenvolvimento teológico da igreja como algo não passível de ampliação, esclarecimento e mudança.

Nós, Adventistas do Sétimo Dia, aceitamos a Bíblia como nosso único credo e cremos que uma “igreja reformada é sempre reformanda”, isto é, as trevas morais e espirituais levaram milhares de anos para enterrar as verdades bíblicas e não é em poucos anos que a obra de proclamação da Verdade em toda a sua luz seria executada. A igreja é constantemente levada pelo Espírito Santo a uma compreensão mais completa da verdade bíblica. As verdades de Deus vão aparecendo como o nascer do sol até ser dia perfeito.

“Haverá um desenvolvimento da compreensão, pois a verdade é suscetível de contínua ampliação… Nossa investigação da verdade ainda é incompleta. Temos apanhado apenas uns poucos raios de luz.” (carta a P.T.Magan, 27/01/1903).

Como Deus age para desenvolver uma doutrina dentro da igreja?

Tomemos por exemplo a questão da carne de porco. Muitos dos pioneiros se alimentavam dela sem a menor cerimônia, quando esta verdade começou a chamar a atenção, surgiu este testemunho, que serve como exemplo de como Deus estabelece as doutrinas dentro de Sua igreja:

“Se for dever da igreja abster-se da carne de porco, Deus revelará essa verdade a mais do que dois ou três. Ele irá ensinar a Sua igreja o seu dever. Deus está conduzindo um povo, e não alguns indivíduos separados aqui e ali, um crendo numa coisa e outro crendo noutra… O terceiro anjo está conduzindo e purificando um povo, e ele deve avançar numa frente unida… Vi que os anjos de Deus conduziriam Seu povo não de maneira tão rápida que não pudesse receber as importantes verdades a ele comunicadas.” TPI – Vol. I – pág. 206.

“Não há desculpa para alguém adotar a atitude de que não há mais verdade a ser revelada, e que todas as nossas explicações das Escrituras não contêm erros”, escreveu Ellen White em 1892. “O fato de certas doutrinas terem sido mantidas durante muitos anos por nosso povo não é prova de que nossas idéias sejam infalíveis. O tempo não converte o erro em verdade,… Nenhuma doutrina autêntica é prejudicada pela pesquisa minuciosa.” CWE – Counsels to Writers and Editors. Pág. 35

No último livro da Bíblia, Apocalipse, encontramos a mais forte declaração sobre as condições espirituais da Igreja Remanescente nas palavras da Testemunha Fiel, Jesus: 

“Ao anjo da igreja em Laodicéia escreve: Estas coisas diz o Amém, a testemunha fiel e verdadeira, o princípio da criação de Deus: Conheço as tuas obras, que nem és frio nem quente. Quem dera fosses frio ou quente! Assim, porque és morno e nem és quente nem frio, estou a ponto de vomitar-te da minha boca; pois dizes:

– Estou rico e abastado e não preciso de coisa alguma.

E nem sabes que tu és infeliz, sim, miserável, pobre, cego e nu. Aconselho-te que de mim compres ouro refinado pelo fogo para te enriqueceres, vestiduras brancas para te vestires, a fim de que não seja manifesta a vergonha da tua nudez, e colírio para ungires os olhos, a fim de que vejas. Eu repreendo e disciplino a quantos amo. Sê, pois zeloso e arrepende-te. Eis que estou à porta e bato…” (Apocalipse 3:14-20).

Desde que a salvação e a perdição são pessoais, a aceitação do testemunho da Testemunha Verdadeira por uma boa parcela da igreja militante resultará em reavivamento e reforma, os que o negarem serão joeirados na sacudidura.

A Testemunha Fiel apresenta a última igreja como estando em um estado de apatia. O contrário de fé não é apostasia, mas apatia, e esse estado os leva a se orgulharem das conquistas que a Igreja tem feito ao redor do mundo. Porém, mesmo assim, Jesus garante à Igreja o Seu amor, manifesto em repreensão e conselho:

Repreensão: “És infeliz, miserável, pobre, cego e nu”. Que situação a nossa!?!

Conselho: comprar ouro refinado pelo fogo, que é uma fé purificada e colírio para clarear nossa percepção espiritual, ambas as situações são obra do Espírito Santo em nós e vestiduras brancas, que refletem a justiça de Cristo por nós.

Qual a garantia de que a igreja aceitará o testemunho fiel?

Em Apocalipse 19:7-8 é apresentada a igreja como vitoriosa e triunfante:

“Alegremo-nos, exultemos e demos-lhe glória, por que são chegadas as bodas do Cordeiro, cuja esposa a si mesma já se ataviou, pois lhe foi dado vestir-se de linho finíssimo, resplandecente e puro. Porque o linho finíssimo são os atos de justiça dos santos.”

Bem, agora que já sabemos da situação prevista para a igreja nestes últimos dias, precisamos tomar nossa decisão individual de fazer parte dos sinceros, reavivados e reformados nos últimos dias, ou, daqueles que se retirarão da igreja em virtude do testemunho fiel.

Lembre-se salvação e perdição são individuais, temos que tomar nossa decisão pessoal e intransferível hoje mesmo.

Uma Franca Mensagem de Amor 

“Eu repreendo e disciplino a quantos amo, sê, pois, zeloso e arrepende-te”

“A mensagem laodiceana aplica-se ao povo de Deus que professa crer na verdade presente. A maior parte são professos mornos, tendo o nome, mas faltando-lhes o zelo… Aplica-se a esta classe o termo “morno”. Professam amar a verdade, todavia são deficientes no fervor e no devotamento cristão. Não ousam desistir inteiramente e correr o risco dos incrédulos, não se acham, no entanto, dispostos a morrer para o próprio eu e seguir exatamente os princípios de sua fé…

Não se empenham inteiramente e de coração na obra de Deus, identificando-se com Seus interesses; mas, se mantêm afastados, e estão prontos a deixar seus postos quando os interesses mundanos e pessoais o exijam. Carecem da obra interior da graça no coração.” – I TS, págs. 476 e 477.

“A mensagem de laodicéia se aplica aos adventistas do sétimo dia que têm recebido grande luz e não têm andado nela. São os que têm feito uma grande profissão, mas não se têm mantido em passo com o seu Diretor, os que serão vomitados de Sua boca a menos que se arrependam.” – II ME, pág. 66.

“Os sãos não necessitam de médico, mas, sim, os enfermos”, declarou o Senhor. E acrescentou: “Eu não vim chamar os justos, mas sim os pecadores” (Marcos 2:17). “Pois todos pecaram, e estão destituídos da glória de Deus” (Rom. 3:10 e 23).

Somente os presunçosos ou os preguiçosos não se verão nas palavras descritas acima, o Espírito Santo é aquele que nos convence do pecado, da justiça e do juízo. Os presunçosos, porque não se acham tão maus assim; os preguiçosos, porque não têm discernimento de sua própria condição de desespero, estão apegados à apatia do pecado.

Reavivamento & Confissão de Pecados 

Reavivamento significa renovação da vida espiritual, uma vivificação das faculdades do espírito e do coração, um ressurgimento da morte espiritual. A Bíblia afirma: “O que encobre as suas transgressões, nunca prosperará; mas o que as confessa e deixa, alcançará misericórdia” (Prov. 28:13).

O Espírito de Profecia completa: “As condições para obter misericórdia de Deus são simples, justas e razoáveis. O Senhor não requer de nós atos penosos a fim de que alcancemos o perdão dos pecados. Não precisamos empreender longas e afadigantes peregrinações, nem praticar duras penitências a fim de recomendar nossa alma ao Deus do Céu ou expiar nossas transgressões. Mas o que confessa os seus pecados e os deixa, alcançará misericórdia.

“Diz o apóstolo: “Confessai as vossas culpas uns aos outros, e orai uns pelos outros, para que sareis” (Tiago 5:16). Confessai vossos pecados a Deus, que é o único que os pode perdoar, e vossas faltas uns aos outros. Se ofenderdes o vosso amigo ou vizinho, deveis reconhecer vossa culpa, e é seu dever perdoar-vos plenamente.

“Deveis buscar então o perdão de Deus, porque o irmão a quem feristes é propriedade de Deus e, ofendendo-o, pecastes contra seu Criador e Redentor. O caso será levado perante o único mediador verdadeiro, nosso grande Sumo Sacerdote, que “como nós, em tudo foi tentado, mas sem pecado”, e que Se compadece “das nossas fraquezas” (Hebreus 4:15), sendo apto para purificar-nos de toda mancha de iniqüidade.

“Os que não humilharam ainda a alma perante Deus, reconhecendo sua culpa, não cumpriram ainda a primeira condição de aceitabilidade. Se não experimentamos ainda aquele arrependimento do qual não há arrepender-se, e não confessamos os nossos pecados com verdadeira humilhação de alma e contrição de espírito, aborrecendo nossa iniqüidade, nunca procuramos verdadeiramente o perdão dos pecados, e se nunca buscamos a paz de Deus, nunca a encontramos…

“A confissão de pecados quer pública quer privada, deve ser de coração, expressa francamente… e tem sempre caráter específico e faz distinção de pecados… sem rodeios, reconhecendo justamente os pecados dos quais sois culpados. – CC págs. 37 e 38.

“Justificados, pois mediante a fé, temos paz com Deus por meio de nosso Senhor Jesus Cristo… Agora, pois, já nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus” (Rom. 5:1 e 8:1).

Reforma: Mudança de Direção 

Conta-se que um besouro estava tentando subir pela centésima vez uma rampa que ficava cada vez mais alta, porém, todas as vezes que ele atingia certa altura ele caia na base e, ficava de patas para o ar.

O que você faria para ajudá-lo e tirá-lo desta situação? Pense um pouco. Não vale colocá-lo lá no alto, não vale empurrá-lo; o que fazer então?

Colocá-lo de patas no chão? Muito bem façamos isso, porém, veja, ele está subindo novamente e novamente cai. Qual a solução?

A solução é colocá-lo de pé, porém, você precisa mudar a direção, senão ele repetirá o caminho errado novamente, e cairá até o fim da vida. Entendeu?

Assim, é o que acontece na vida de muitos cristãos. Estão subindo na vida cristã, porém, vivem caindo em pecado, deixam-se levar pela apatia e desejos carnais, muitos cansam e desistem, apostatam de vez, outros, porém, vivem uma vida de perplexidades sem fim, o que fazer? A mesma coisa que fizemos com o besouro, mudar a direção para não repetir o mesmo caminho que levou a queda.

“A confissão não será aceitável a Deus sem o sincero arrependimento e reforma. É preciso que haja decisivas mudanças na vida; tudo que seja ofensivo a Deus tem de ser renunciado. Este será o resultado da genuína tristeza pelo pecado. A obra que nos cumpre fazer de nossa parte, é-nos apresentada claramente:

‘Lavai-vos, purificai-vos, tirai a maldade de vossos atos de diante dos Meus olhos; cessai de fazer mal. Aprendei a fazer bem; praticai o que é reto, ajudai o oprimido, fazei justiça ao órfão, tratai da causa das viúvas” (Isaias 1:16-17). ‘Restituindo esse ímpio o penhor, pagando o furtado, andando nos estatutos da vida, e não praticando iniqüidade, certamente viverá, não morrerá” (Ezequiel 33:15). – CC pág. 39.

Passos Práticos para a Reforma Pessoal

1. Reconheça pessoalmente suas falhas de caráter e de seus pecados cometidos.
2. Confesse seus pecados quer publicamente, quando o pecado for contra um grupo de pessoas, e de forma particular diretamente a Deus e para com o próximo quando for o caso, seja específico.
3. Mude a direção da vida, saia do caminho já trilhado que leva para compromissos e atitudes pecaminosas.
4. Seja zeloso na prática das virtudes cristãs.
5. Busque mais fé e devoção pessoais diariamente.
6. Empenhe-se inteiramente e de coração na obra de Deus. Seja ativo na igreja.
7. Cuide que os interesses mundanos e pessoais não tomem o primeiro lugar, que é do reino de Deus.
8. Busque uma experiência mais profunda da graça em seu coração.
9. Ande no Espírito, na luz do conhecimento já recebido, um dia de cada vez.

Alguém, ainda, poderia perguntar: “Será que o apelo da Testemunha Fiel vai ser atendido pelo povo da igreja”?

Veja por si mesmo: “Em visões da noite passaram perante mim representações de um grande movimento reformatório entre o povo de Deus. Muitos estavam louvando a Deus. Os enfermos eram curados, e outros milagres eram operados. Viu-se um espírito de intercessão tal como se manifestou antes do grande dia de Pentecoste. Viam-se centenas e milhares visitando famílias e abrindo perante elas a Palavra de Deus. Os corações eram convencidos pelo poder do Espírito Santo, e manifestava-se um espírito de genuína conversão. Portas se abriam por toda parte para a proclamação da verdade. O mundo parecia iluminado pela influência celestial. Grandes bênçãos eram recebidas pelo fiel e humilde povo de Deus. Ouvi vozes de ações de graças e louvor, e parecia haver uma reforma como a que testemunhamos em 1844.” – III TS pág. 345.

A pergunta deve ser outra: “Você vai estar lá?”.

IASD em Foco

Sobre Blog Sétimo Dia

“SOLO CHRISTO”, “SOLA GRATIA”, “SOLA FIDE”, “SOLA SCRIPTURA” (salvação somente em Cristo, somente devido à graça de Deus, somente pela instrumentalidade da fé, somente com base na Escritura)
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3 respostas para Um Movimento de Reforma

  1. A PROMESSA DO ESPÍRITO SANTO

    A igreja não é hoje o povo separado e peculiar que foi quando os fogos da perseguição estiveram acesos contra ela. Como o ouro se tornou fusco! Como se transformou o ouro finíssimo! Vi que, se a igreja tivesse sempre conservado seu caráter peculiar e santo, o poder do Espírito Santo que fora comunicado aos discípulos ainda estaria com ela. Os doentes seriam curados, os demônios seriam repreendidos e expulsos, e ela seria poderosa e um terror para os seus inimigos.
    Vi uma grande multidão professando o nome de Cristo, mas Deus não os reconhecia como Seus. Não tinha prazer neles. Satanás pareceu assumir um caráter religioso, e estava muito desejoso de que o povo julgasse serem eles cristãos. Estava mesmo ansioso para que acreditasse em Jesus, Sua crucifixão e Sua ressurreição. Satanás e seus anjos criam perfeitamente em tudo isto, e tremiam. Se, porém, esta fé não instiga a boas obras, e não leva aos que a professam a imitar a vida abnegada de Cristo, Satanás não se inquieta; pois meramente tomam o nome de cristãos, enquanto seus corações ainda são carnais, e ele os pode empregar em seu serviço mesmo melhor do que se não fizessem profissão alguma. FONTE PE 228

    Deus não requer de nós que façamos em nossa própria força a obra que temos para realizar. Proveu Ele assistência divina para todas as emergências, para as quais nossos recursos humanos são insuficientes. Dá o Espírito Santo para auxiliar em qualquer apuro, para fortalecer-nos a esperança e certeza, para nos iluminar a mente e purificar o coração.
    Justamente antes de Sua crucifixão, disse o Salvador aos discípulos: “Não vos deixarei órfãos.” “Eu rogarei ao Pai, e Ele vos dará outro Consolador, para que fique convosco para sempre.” João 14:18 e 16. “Quando vier aquele Espírito de verdade, Ele vos guiará em toda a verdade; porque não falará de Si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido, e vos anunciará o que há de vir.” João 16:13. “O Espírito Santo…vos ensinará todas as coisas, e vos fará lembrar de tudo quanto vos tenho dito.” João 14:26.
    Cristo tomou providência para que Sua igreja seja um corpo transformado, iluminado com a luz do Céu, possuindo a glória de Emanuel. É Seu desígnio que todo cristão esteja circundado de uma atmosfera espiritual de luz e paz. Não há limite para a utilidade de quem, pondo de parte o próprio eu, dá lugar à obra do Espírito Santo no coração, e vive vida inteiramente consagrada a Deus.
    Qual foi o resultado do derramamento do Espírito no dia de Pentecoste? – As alegres novas de um Salvador ressurreto foram levadas aos mais longínquos recessos do mundo habitado. O coração dos discípulos estava sobrecarregado de benevolência tão abundante, tão profunda, de alcance tão vasto, que os impelia a ir aos confins da Terra, testificando: “Longe esteja de mim gloriar-me, a não ser na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo.” Gál. 6:14. Ao proclamarem a verdade tal como é em Jesus, corações se rendiam ao poder da mensagem. A igreja viu conversos a ela afluírem de todas as direções. Pessoas apostatadas, de novo se converteram. Pecadores uniam-se aos cristãos em busca da pérola de grande preço. Os que haviam sido os mais acérrimos oponentes do evangelho, tornaram-se os seus campeões. Cumpriu-se a profecia de que o fraco seria “como Davi”, e a casa de Davi “como o anjo do Senhor”. Zac. 12:8. Cada cristão via em seu irmão a divina semelhança de amor e benevolência. Um só interesse prevalecia. Um só objeto de emulação absorvia todos os demais. A única ambição dos crentes era revelar a semelhança do caráter de Cristo e trabalhar pelo engrandecimento de Seu reino.
    “Os apóstolos davam, com grande poder, testemunho da ressurreição do Senhor Jesus, e em todos eles havia abundante graça.” Atos 4:33. Em resultado de seus trabalhos acrescentaram-se à igreja homens escolhidos que, recebendo a Palavra da vida, consagravam-se à obra de comunicar a outros a esperança que lhes enchera de paz e alegria o coração. Centenas proclamavam a mensagem: “O reino de Deus está próximo.” Mar. 1:15. Não podiam ser impedidos nem intimidados por ameaças. O Senhor por eles falava; e, aonde quer que fossem, os doentes eram curados e aos pobres era pregado o evangelho.
    De maneira assim poderosa pode Deus atuar quando os homens se entregam ao controle de Seu Espírito!
    A nós hoje, tão certamente como aos primeiros discípulos, pertence a promessa do Espírito. Deus dotará hoje homens e mulheres com poder do alto, da mesma maneira que dotou aqueles que, no dia de Pentecoste, ouviram a palavra de salvação. Nesta mesma hora Seu Espírito e Sua graça se acham à disposição de todos quantos deles necessitam e Lhe pegarem na palavra.

  2. Notai que só depois de haverem os discípulos entrado em união perfeita, quando não mais contendiam pelas posições mais elevadas, foi o Espírito derramado. Estavam unânimes. Todas as divergências haviam sido postas de lado. E o testemunho dado a seu respeito depois de derramado o Espírito, é o mesmo. Notai a expressão: “Era um o coração e a alma da multidão dos que criam.” Atos 4:32. O Espírito dAquele que morreu para que os pecadores vivessem, animava toda a congregação de crentes.
    Os discípulos não pediram uma bênção para si. Arcavam sob o peso da preocupação pelas almas. O evangelho deveria ser levado aos confins da Terra, e reclamaram a dotação de poder que Cristo prometera. Foi então derramado o Espírito Santo, e milhares se converteram num dia.
    Assim pode ser agora. Ponham de parte os cristãos toda dissensão, e entreguem-se a Deus para a salvação dos perdidos. Com fé peçam a bênção prometida, e virá. O derramamento do Espírito nos dias dos apóstolos foi a “chuva temporã”, e glorioso foi o resultado. Mas a chuva serôdia será mais abundante. Qual é a promessa para os que vivem nos derradeiros dias? – “Voltai à fortaleza, ó presos de esperança; também hoje vos anuncio que vos recompensarei em dobro.” Zac. 9:12. “Pedi ao Senhor chuva no tempo da chuva serôdia; o Senhor, que faz os relâmpagos, lhes dará chuveiro de água, e erva no campo a cada um.” Zac. 10:1.

    Até ao Fim

    Cristo declarou que a divina influência do Espírito deveria estar com Seus seguidores até o fim. Mas essa promessa não é devidamente apreciada; e portanto também não a vemos cumprir-se na medida em que a poderíamos ver. A promessa do Espírito é assunto em que pouco se pensa; e o resultado é o que é de esperar – aridez, trevas, decadência e morte espirituais. Assuntos de menor importância ocupam a atenção, e o poder divino que é necessário ao desenvolvimento e prosperidade da igreja e que traria após si todas as outras bênçãos, esse falta, conquanto oferecido em sua infinita plenitude.
    A ausência do Espírito é que torna tão destituído de poder o ministério evangélico. Pode possuir-se erudição, talento, eloquência, ou qualquer dom natural ou adquirido; mas, sem a presença do Espírito de Deus, nenhum coração será tocado, pecador algum ganho para Cristo. Por outro lado, se estiverem ligados a Cristo, se os dons do Espírito lhes pertencerem, o mais pobre e ignorante de Seus discípulos terá um poder que influenciará corações. Deus os faz condutos para a dimanação da mais elevada influência no Universo.
    Por que não temos fome nem sede do dom do Espírito, visto como é este o meio pelo qual haveremos de receber poder? Por que não falamos sobre Ele, não oramos por Ele e não pregamos a Seu respeito? O Senhor está mais disposto a dar-nos o Espírito Santo do que os pais terrestres a dar boas dádivas aos filhos. Pelo batismo do Espírito deve todo obreiro estar pleiteando com Deus. Devem reunir-se grupos para pedir auxílio especial, sabedoria celeste, a fim de que saibam como fazer planos e executá-los, com sabedoria. Especialmente devem os homens orar para que Deus batize com o Espírito Santo os Seus missionários.
    A presença do Espírito com os obreiros de Deus conferirá à apresentação da verdade um poder que nem toda a honra ou glória do mundo poderiam dar. O Espírito fornece a energia que sustenta as almas que se esforçam e lutam, em todas as emergências, em meio do desamor dos parentes, do ódio do mundo e da intuição de suas próprias imperfeições e erros…
    O zelo por Deus levou os discípulos a darem testemunho da verdade com grande poder. Não deveria esse mesmo zelo levar-nos o coração a ficar possuído da ardente resolução de contar a história do amor redentor, de Cristo, e Ele crucificado? Não há de vir o Espírito de Deus hoje, em resposta à oração fervorosa, perseverante, e encher os homens de poder para o serviço? Por que, então, se acha a igreja tão fraca e abatida?
    É privilégio de todo cristão, não só aguardar, mas mesmo apressar a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo. Se todos os que professam o Seu nome estivessem produzindo frutos para Sua glória, quão rapidamente não seria lançada em todo o mundo a semente do evangelho! Depressa amadureceria a última seara, e Cristo viria para juntar o precioso grão.
    Meus irmãos e irmãs, pleiteai pelo Espírito Santo. Deus sustenta toda promessa que fez. Com a Bíblia na mão, dizei: “Fiz como disseste. Apresento a Tua promessa: Pedi, ‘e dar-se-vos-á; buscai, e encontrareis; batei, e abrir-se-vos-á’.” Mat. 7:7. Cristo declara: “Tudo o que pedirdes, orando, crede que o recebereis, e tê-lo-eis.” Mar. 11:24. “Tudo quanto pedirdes em Meu nome Eu o farei, para que o Pai seja glorificado no Filho.” João 14:13.
    O arco-íris ao redor do trono é uma garantia de que Deus é fiel; de que nEle não há mudança nem sombra alguma de variação. Pecamos contra Ele e somos imerecedores de Seu favor; contudo Ele próprio nos pôs nos lábios aquela tão maravilhosa súplica: “Não nos rejeites por amor do Teu nome; não abatas o trono da Tua glória; lembra-Te, e não anules o Teu concerto conosco.” Jer. 14:21. Ele próprio Se obrigou a atender ao nosso clamor, quando nos chegamos a Ele confessando nossa indignidade e pecado. A honra de Seu trono está posta como penhor do cumprimento de Sua palavra a nós.
    Cristo envia Seus mensageiros a toda parte do Seu domínio para comunicar aos Seus servos a Sua vontade. Anda Ele no meio de Suas igrejas. Deseja santificar, elevar e enobrecer os Seus seguidores. A influência dos que crêem nEle será no mundo um cheiro de vida para vida. Cristo tem em Sua mão direita as estrelas, e tem o propósito de fazer com que, por meio delas, a Sua luz brilhe, resplandeça para o mundo. Assim quer Ele preparar Seu povo para serviço mais elevado na igreja celeste. Conferiu-nos Ele um grande trabalho para fazer. Façamo-lo com fidelidade. Mostremos em nossa vida o que a graça divina pode fazer em prol da humanidade.

    Quando o Espírito Santo controlar a mente de nossos membros da igreja, ver-se-ão nesta, na linguagem, no ministério, na espiritualidade, mais alta norma do que agora existe. Os membros da igreja serão refrigerados pela água da vida, e os obreiros, trabalhando sob as ordens de um único Chefe, o próprio Cristo, revelarão o Seu Mestre no espírito, nas palavras, nos atos, e animar-se-ão mutuamente para avançar no glorioso trabalho de finalização em que nos empenhamos. Haverá substancial aumento de unidade e amor, que testificarão para o mundo que Deus enviou Seu Filho para morrer pela redenção dos pecadores. A verdade divina será exaltada; e ao brilhar como uma lâmpada acesa, compreendê-la-emos com maior, muito maior clareza. Testimonies, vol. 8, pág. 211, 1904.
    Foi-me mostrado que, se o povo de Deus não fizer esforços, de sua parte, mas esperar apenas que sobre eles venha o refrigério, para deles remover os defeitos e corrigir os erros; se nisso confiarem para serem purificados da imundícia da carne e do espírito, e preparados para tomar parte no alto clamor do terceiro anjo, serão achados em falta. O refrigério ou poder de Deus só atingirá os que se houverem para ele preparado, fazendo o trabalho que Deus ordena, isto é, purificando-se de toda a impureza da carne e do espírito, aperfeiçoando-se em santidade, no temor de Deus. Testimonies, vol. 1, pág. 619, 1867.

    Esta atuação do Espírito de Deus não nos isenta da necessidade de exercitarmos as nossas faculdades e talentos, mas nos ensina a usar toda capacidade para a glória de Deus. As faculdades humanas, quando sob a direção especial da graça de Deus, são suscetíveis de ser usadas para o melhor propósito na Terra, e serão exercidas na futura vida imortal. Testimonies, vol. 4, pág. 372, 1879.

    Para que foi registrada a história da obra dos discípulos, a trabalharem com zelo santo, animados e vitalizados pelo Espírito Santo, se não para que o povo do Senhor hoje daí obtivesse inspiração para por Ele trabalhar ardorosamente? O que o Senhor fez por Seu povo naquele tempo, é exatamente tão necessário, e mesmo mais, faça pelos Seus hoje. Tudo que os apóstolos fizeram, deve hoje fazer cada membro da igreja. E nós devemos trabalhar com tanto maior fervor, e ser acompanhados do Espírito Santo em medida tanto maior, quanto o aumento da impiedade exige um mais decidido apelo ao arrependimento. Testimonies, vol. 7, pág. 33, 1902.

    FONTE: 3 TSM 309 A 314

  3. Justamente antes de deixar os discípulos e ir para as cortes celestiais, Jesus os animou com a promessa do Espírito Santo. Essa promessa tanto pertence a nós como pertenceu a eles; no entanto, quão raramente é apresentada ao povo e pregada a sua recepção na igreja! Em consequência desse silêncio sobre este tema da maior importância, sobre que promessa nós menos sabemos através de seu cumprimento prático do que essa rica promessa do dom do Espírito Santo, pelo qual deve ser concedida eficiência a todo o nosso trabalho espiritual? A promessa do Espírito Santo é ocasionalmente apresentada em nossas palestras, incidentalmente nelas se toca e isso é tudo. Temos demorado sobre as profecias, doutrinas têm sido expostas; mas o que é essencial à igreja a fim de que possa crescer em força e eficiência espirituais, para que a pregação possa levar consigo convicção, e almas serem convertidas a Deus, tem sido grandemente deixado fora do esforço ministerial. Esse assunto tem sido posto de lado como se algum tempo no futuro fosse dedicado à sua consideração. Outras bênçãos e privilégios têm sido apresentados ao povo até se despertar na igreja o desejo de alcançar a prometida bênção de Deus; mas a impressão quanto ao Espírito Santo tem sido a de que esse dom não é para a igreja agora, mas a de que algum tempo no futuro será necessário à igreja recebê-lo.
    Essa bênção prometida, se requerida pela fé, traria todas as outras bênçãos em sua esteira, e deve ser dada liberalmente ao povo de Deus. Pelas astutas ciladas do inimigo parece a mente do povo de Deus ser incapaz de compreender e apropriar-se das promessas de Deus. Parecem pensar que apenas escassos chuviscos da graça devem cair sobre a alma sedenta. Tem-se o povo de Deus acostumado a pensar que devem confiar em seus próprios esforços, que pouco auxílio deve ser recebido do Céu; e o resultado é que pouca luz têm eles a comunicar a outras almas que estão perecendo no erro e nas trevas. A igreja por muito tempo se tem contentado com um pouco das bênçãos de Deus. Não tem sentido a necessidade de alcançar os exaltados privilégios para eles comprados a um custo infinito. Sua força espiritual tem sido fraca, sua experiência de caráter definhado e defeituoso, e estão desqualificados para a obra que o Senhor gostaria que fizessem. Não estão habilitados a apresentar as grandes e gloriosas verdades da santa Palavra de Deus, que convenceriam e converteriam almas por intermédio do Espírito Santo. O poder de Deus espera seu pedido e recepção. Uma colheita de alegrias será feita pelos que semeiam a santa semente da verdade. “Aquele que leva a preciosa semente, andando e chorando, voltará, sem dúvida, com alegria, trazendo consigo os seus molhos.” Sal. 126:6.
    Pela atitude da igreja tem o mundo recebido a ideia de que o povo de Deus é realmente um povo sem alegria, de que o serviço de Cristo não é atrativo, e de que a bênção de Deus é concedida aos que a recebem, a pesado custo. Demorando-se sobre as provas, e ampliando as dificuldades, representamos mal a Deus e a Jesus Cristo, a quem Ele enviou; pois o caminho do Céu é tornado sem atrativos pela escuridão que se acumula ao redor da alma dos crentes, e muitos se afastam, desapontados, do serviço de Cristo.

    FONTE: TM 174 e 175

    O Dom do Espírito

    Quando Cristo fez a Seus discípulos a promessa do Espírito, estava Ele Se aproximando do fim de Seu ministério terrestre. Estava à sombra da cruz, com plena consciência do peso da culpa que havia de repousar sobre Ele como o portador do pecado. Antes de Se oferecer como a vítima sacrifical, instruiu Seus discípulos com respeito a um dom muito essencial e completo que ia conceder a Seus seguidores – o dom que haveria de pôr-lhes ao alcance os ilimitados recursos de Sua graça. “Eu rogarei ao Pai, e Ele vos dará outro Consolador, para que fique convosco para sempre; o Espírito de verdade, que o mundo não pode receber, porque não O vê, nem O conhece: mas vós O conheceis, porque habita convosco, e estará em vós.” João 14:16 e 17. O Salvador estava apontando para o futuro, ao tempo em que o Espírito Santo deveria vir para fazer uma poderosa obra como Seu representante. O mal que se vinha acumulando por séculos, devia ser resistido pelo divino poder do Espírito Santo.
    Qual foi o resultado do derramamento do Espírito no dia do Pentecoste? As boas novas de um Salvador ressuscitado foram levadas até às mais longínquas partes do mundo habitado. À medida que os discípulos proclamavam a mensagem da graça redentora, os corações se entregavam ao poder da mensagem. A igreja viu conversos vindo para ela de todas as direções. Extraviados converteram-se de novo. Pecadores uniram-se aos crentes em busca da Pérola de grande preço. Alguns que haviam sido os mais ferrenhos inimigos do evangelho tornaram-se seus campeões. Cumpriu-se a profecia: “O que dentre eles tropeçar… será como Davi, e a casa de Davi… como o anjo do Senhor.” Zac. 12:8. Cada cristão via em seu irmão uma revelação do amor e benevolência divinos. Só um interesse prevalecia; um elemento de emulação absorveu todos os outros. A ambição dos crentes era revelar a semelhança do caráter de Cristo, bem como trabalhar pelo desenvolvimento de Seu reino.
    “E os apóstolos davam, com grande poder, testemunho da ressurreição do Senhor Jesus, e em todos eles havia abundante graça.” Atos 4:33. Pelas suas atividades agregaram-se à igreja homens escolhidos que, recebendo a palavra da verdade, consagraram a vida à obra de levar aos outros a esperança que lhes enchia o coração de paz e satisfação. Não podiam ser reprimidos nem intimidados por ameaças. O Senhor falava por seu intermédio e, à medida que iam de lugar a lugar, o evangelho era pregado aos pobres e manifestavam-se milagres da divina graça.
    Deus pode atuar tão poderosamente quando os homens se entregam ao controle de Seu Espírito. A promessa do Espírito Santo não é limitada a algum século ou raça. Cristo declarou que a divina influência do Espírito deveria estar com Seus seguidores até o fim. Desde o dia do Pentecoste até ao presente, o Confortador tem sido enviado a todos os que se rendem inteiramente ao Senhor e a Seu serviço. A todos os que aceitam a Cristo como um Salvador pessoal, o Espírito Santo vem como consolador, santificador, guia e testemunha. Quanto mais intimamente os crentes andam com Deus, tanto mais clara e poderosamente testificam do amor do Redentor e da Sua graça salvadora. Os homens e mulheres que através dos longos séculos de perseguição e prova desfrutaram, em larga escala, a presença do Espírito em sua vida, permaneceram como sinais e maravilhas no mundo. Revelaram, diante dos anjos e dos homens, o transformador poder do amor que redime.
    Os que no Pentecoste foram dotados com poder do alto, não ficaram por isto livres de tentações e provas. Enquanto testemunhavam da verdade e da justiça, eram repetidamente assediados pelo inimigo de toda a verdade, o qual procurava roubá-los de sua experiência cristã. Eram compelidos a lutar com todas as faculdades dadas por Deus, a fim de alcançarem a estatura de homens e mulheres em Cristo Jesus. Diariamente oravam por novos suprimentos de graça, para que pudessem subir mais e mais na escala da perfeição. Sob a operação do Espírito Santo, mesmo os mais fracos, pelo exercitar fé em Deus, aprendiam a melhorar as faculdades conseguidas, e a se tornarem santificados, refinados e enobrecidos. Ao se submeterem em humildade à modeladora influência do Espírito Santo, recebiam a plenitude da Divindade e eram modelados à semelhança do divino.
    O tempo decorrido não operou nenhuma mudança na promessa dada por Cristo ao partir, promessa esta de enviar o Espírito Santo como Seu representante. Não é por qualquer restrição da parte de Deus que as riquezas de Sua graça não fluem para a Terra em favor dos homens. Se o cumprimento da promessa não é visto como poderia ser, é porque a promessa não é apreciada como devia ser. Se todos estivessem dispostos, todos seriam cheios do Espírito. Onde quer que a necessidade do Espírito Santo seja um assunto de que pouco se pense, ali se verá sequidão espiritual, escuridão espiritual e espirituais declínio e morte. Quando quer que assuntos de menor importância ocupem a atenção, o divino poder, preciso para o crescimento e prosperidade da igreja, e que haveria de trazer após si todas as demais bênçãos, está faltando, ainda que oferecido em infinita plenitude.
    Uma vez que este é o meio pelo qual havemos de receber poder, por que não sentimos fome e sede pelo dom do Espírito? Por que não falamos sobre ele, não oramos por ele e não pregamos a seu respeito? O Senhor está mais disposto a dar o Espírito Santo àqueles que O servem do que os pais a dar boas dádivas a seus filhos. Cada obreiro devia fazer sua petição a Deus pelo batismo diário do Espírito. Grupos de obreiros cristãos se devem reunir para suplicar auxílio especial, sabedoria celestial, para que saibam como planejar e executar sabiamente. Especialmente devem eles orar para que Deus batize Seus embaixadores escolhidos nos campos missionários, com uma rica medida do Seu Espírito. A presença do Espírito com os obreiros de Deus dará à proclamação da verdade um poder que nem toda a honra ou glória do mundo dariam.
    O Espírito Santo habita no consagrado obreiro de Deus, onde quer que ele possa estar. As palavras dirigidas aos discípulos são-no também a nós. O Consolador é tanto nosso quanto deles. O Espírito concede a força que sustenta a alma que se esforça e luta em todas as emergências, em meio ao ódio do mundo e ao reconhecimento de seus próprios fracassos e erros. Em tristezas e aflições, quando as perspectivas se afiguram negras e o futuro aterrador, e nos sentimos desamparados e sós – é tempo de o Espírito Santo, em resposta à oração da fé, conceder conforto ao coração.
    Não é prova conclusiva de que um homem é cristão o manifestar ele êxtases espirituais sob circunstâncias extraordinárias. Santidade não é arrebatamento: é inteira entrega da vontade a Deus; é viver por toda a palavra que sai da boca de Deus; é fazer a vontade de nosso Pai celestial; é confiar em Deus na provação, tanto nas trevas como na luz; é andar pela fé e não pela vista; é apoiar-se em Deus com indiscutível confiança, descansando em Seu amor.
    AA 49

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