Atraso na resposta à fome no Corno da África custou milhares de vidas

Milhares de vidas poderiam ter sido salvas se a comunidade internacional tivesse respondido mais depressa à catástrofe humanitária no Corno de África. Entre 50 mil e 100 mil pessoas morreram entre Abril e Agosto do ano passado e metade eram crianças com menos de cinco anos.

A denúncia foi feita pelas organizações humanitárias Oxfam e Save the Children, que nesta quarta-feira divulgaram em Londres um relatório sobre a catástrofe humanitária que no ano passado atingiu o Quénia, a Etiópia e a Somália, intitulado “Um perigoso atraso”. Estes países vivem a pior seca das últimas seis décadas que já afectou cerca de 12 milhões de pessoas.

“As agências humanitárias e os governos responderam muito tarde à crise e muitos doadores exigiram provas de que estava a haver uma catástrofe humanitária antes de actuarem”, lê-se no relatório agora divulgado. Sabia-se que o atraso teve consequências desastrosas, mas agora a Oxfam e a Save the Children denunciaram “uma cultura de aversão ao risco” por parte da comunidade internacional.

Vários alertas já tinham sido lançados desde Agosto de 2010, mas foi preciso esperar até Julho de 2011 para ver chegar à região uma ajuda em larga escala. E se a comunidade internacional demorou a responder, também os governos do Quénia e da Etiópia tardaram em admitir a dimensão da catástrofe. Em resultado disso, os níveis de subnutrição foram muito para além daquela é considerada uma situação de emergência.

Milhares de pessoas procuraram ajuda em campos de refugiados do Quénia e da Etiópia ou mesmo na capital da Somália, Mogadíscio, onde as forças do fragilizado governo somali combatem as milícias islamistas do grupo Al-Shabab, com ligações à Al-Qaeda.

A Oxfam e a Save the Children apelam à comunidade internacional para encarar de forma mais séria os alertas que são lançados. “As mortes e o sofrimento, e até os custos financeiros, poderiam ter sido muito reduzidos se os alertas tivessem tido uma resposta mais rápida e substancial.”

O director da Save the Children, Justin Forsyth, adiantou à BBC que “não se pode voltar a permitir que esta situação grotesca continue, porque o mundo sabia que estava perante uma situação de emergência mas ignorou-a até ser confrontado com imagens de crianças desesperadamente subnutridas na televisão”. Também Barbara Stocking, directora-geral da Oxfam, condenou o atraso na ajuda à população afectada e sublinhou que “é preciso tirar lições desta resposta tardia”.

Público

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