Justiça por Cristo

“Àquele que não conheceu pecado, o fez pecado por nós; para que, nEle, fôssemos feitos justiça de Deus.” 2 Coríntios 5:21. 

O Deus de justiça não poupou Seu Filho. … Toda a dívida contraída com a transgressão da lei de Deus foi requerida de nosso Mediador. Exigiu-se uma expiação completa. Quão apropriadas são as palavras de Isaías: “Ao Senhor agradou o moê-Lo, fazendo-O enfermar.” Isaías 53:10. Sua alma foi feita “uma oferta pelo pecado”. 2 Crônicas 29:24. “Ele foi ferido pelas nossas transgressões e moído pelas nossas iniqüidades.” Isaías 53:5.

Jesus sofreu a extrema penalidade da lei por causa de nossas transgressões, e a justiça foi satisfeita plenamente. A lei não foi anulada; não perdeu nem um jota nem um til de sua força. Ao contrário, ela se apresenta em santa dignidade, e a morte de Cristo na cruz testifica de sua imutabilidade. Suas demandas se satisfizeram, manteve-se-lhe a autoridade. Deus não poupou Seu Filho unigênito. Para mostrar a profundeza de Seu amor para com o homem, Ele O entregou por todos nós. “Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo.” João 1:29. Ei-Lo a expirar na cruz. Ei-Lo, a Ele que era igual a Deus, desprezado e escarnecido pela turba. Ei-Lo no Getsêmani, prostrado ao peso dos pecados de todo o mundo.

Porventura foi perdoada a penalidade, por ser Ele Filho de Deus? Foi afastada a taça da ira, dAquele que por nós foi feito pecado? Sem atenuação a pena recaiu sobre nosso Substituto divino-humano.

Ouvi o Seu brado: “Deus Meu, Deus Meu, por que Me desamparaste?” Marcos 15:34. Ele foi tratado como pecador, para que nós pudéssemos ser tratados como justos, a fim de que Deus fosse justo, e todavia justificador do pecador.

O amor existente entre o Pai e Seu Filho não pode ser descrito. É imensurável. Em Cristo, Deus viu a formosura e perfeição da excelência que habita, nEle mesmo. Maravilhai-vos, ó Céus, e assombra-te, ó Terra, pois Deus não poupou Seu próprio Filho, mas entregou-O para ser feito pecado em nosso lugar, para que os que crêem possam tornar-se a justiça de Deus nEle.

É demasiado imperfeita a linguagem para tentarmos a descrição do amor de Deus. Cremos nele, nele nos regozijamos, mas não o podemos compreender.

Ellen G. White, Nos Lugares Celestiais, pág 10.

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“SOLO CHRISTO”, “SOLA GRATIA”, “SOLA FIDE”, “SOLA SCRIPTURA” (salvação somente em Cristo, somente devido à graça de Deus, somente pela instrumentalidade da fé, somente com base na Escritura)
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