Reflexão para este Natal

“vindo, porém, a plenitude do tempo, Deus enviou Seu Filho, nascido de mulher.” Gálatas 4:4

A aproximação das comemorações do Natal nos faz lembrar de que um dia Jesus nasceu entre nós como um menininho tão frágil e indefeso como qualquer outro. Jesus teve de vir a este mundo para nos resgatar porque, quando nossos primeiros pais pecaram, separaram-se de Deus e perderam a vida eterna a que estavam destinados. Passaram a ser mortais, característica que transmitiram a sua descendência, juntamente com a rebeldia natural contra Deus.

Apesar disso, mesmo com a humanidade caída em pecado, Deus não nos abandonou às conseqüências da infeliz escolha: antes mesmo que o triste casal saísse do jardim do Éden, prometeu enviar o Salvador para restaurar a ligação rompida pelo pecado.

O tempo foi passando, e o Salvador prometido não vinha. De quando em quando Deus designava algum profeta para trazer mensagens de encorajamento ao Seu povo. Os profetas continuaram anunciando a vinda do Salvador, dando detalhes preciosos da Sua vida, da Sua missão, e até mesmo do tempo do Seu surgimento.

Ele nasceria em Belém de Judá, um vilarejo insignificante, e nasceria de uma virgem.

Assim, foram dadas, uma a uma, todas as informações necessárias para que o Povo de Deus reconhecesse o seu Salvador, quando Ele surgisse.

Até mesmo a época em que Ele Se manifestaria foi predita; seria no início da última das 70 semanas de anos da profecia de Daniel 9:24-27.

Mesmo com tantos detalhes, o povo de Deus não estava preparado para receber o seu Salvador. Veio para o que era Seu, mas os Seus não O receberam. João 1:11.

Hoje vivemos num tempo histórico diferente, mas, como nossos irmãos do final do Antigo Testamento, também aguardamos a vinda de Jesus. Como já ocorreu no passado, recebemos muitas informações que nos permitem conhecer o propósito da vinda de Jesus. Na primeira vez Ele veio como nosso Redentor e servo, para dar a Sua vida em resgate pelos pecadores. Agora Ele virá como Rei dos reis e Senhor dos senhores, para retribuir a cada um conforme as suas obras (Apoc. 22:12).

Na primeira vez o tempo do seu nascimento pôde ser calculado, e até o ano do início de Seu Ministério foi revelado pela profecia. Agora, abundantes sinais indicam a proximidade do tempo, mostram que Jesus está prestes a voltar, mas o dia e a hora nos foram encobertos.

Na primeira vinda de Jesus o povo de Deus não estava preparado. Não porque lhe faltassem informações, mas porque negligenciou o próprio preparo. Agora, o próprio povo de Deus parece mais distraído com os sinais da volta do que propriamente com Quem vai voltar…

Por quê?

Estaria o povo de Deus intoxicado com tantos sinais?

No passado, os judeus se viam como superiores aos demais povos porque, segundo pensavam, só eles eram o povo de Deus. A salvação era para eles, e todos os demais estavam destinados à perdição eterna. Guardaram o Evangelho para si, e não pregaram para os demais povos. Passaram a ver e tratar o Deus do Universo como se fosse um simples deus nacional. O resultado foi que a sua fé, que no passado havia sido viva e vibrante, que no passado havia sido frutífera, secou e apodreceu. Eles não perceberam uma coisa muito importante: fé que não se compartilha morre, definha, apodrece.

Como fez o povo de Deus no passado, estaria o povo de Deus de nossos dias cometendo o mesmo erro? Como povo, não estamos levando a sério como deveríamos a nossa missão de evangelizar o mundo. Como povo, deveríamos estar muito mais envolvidos no testemunho do Evangelho eterno a cada nação e tribo, e língua e povo. Como povo, deveríamos estar muito mais comprometidos com anunciar o Juízo de Deus ao mundo que não crê no Criador, e chamar todos para adorar aquEle que fez o céu, e a terra, e o mar, e as fontes das águas. Como povo, deveríamos estar completamente comprometidos com as três mensagens de Apoc. 14.

Deveríamos estar anunciando a queda doutrinária e moral de Babilônia, da confederação ecumênica e apóstata.

E por que não estamos?

Por que não fazemos o que Deus nos mandou fazer?

Seria por não estarmos bem organizados para a missão?

Por certo que não!

Estamos muito bem organizados para levar nossa mensagem ao mundo inteiro, que tem de ser advertido de que Jesus vai voltar. Que tem de ser advertido de que o juízo de Deus já começou. Que tem de ser advertido sobre a queda moral e doutrinária de Babilônia, e as pessoas sinceras que ainda estão lá devem ser chamadas a sair para não serem cúmplices dos seus pecados e não serem participantes dos seus flagelos. (Apoc. 18:4).

Então, por que não cumprimos nossa missão?

Porque, como Jesus disse em Apoc. 3:16, muitos de nós são mornos, muitos de nós estão conformados com o que têm, e vivem como se fossem passar a eternidade aqui…

Jesus diz que muitos de nós pensam ser ricos e abastados, e que não precisam de coisa alguma, mas nem sabem que são infelizes, miseráveis, pobres, cegos e nus. (Apoc. 3:17).

É uma triste situação, a de pessoas que pensam estar salvos, pensam estar com tudo, mas na realidade estão perdidas. Mas mesmo para esses ainda há esperança.

Jesus lhes diz: Aconselho-te que de Mim compres ouro refinado pelo fogo para te enriqueceres, vestiduras brancas para te vestires, a fim de que não seja manifesta a vergonha da tua nudez, e colírio para ungires os teus olhos, a fim de que vejas. Apoc 3:18.

Jesus oferece o ouro da fé nEle aos que crêem em si mesmos. Oferece as vestes brancas da Sua justiça aos que se apóiam em justiça própria, em justiça sem valor. E oferece o colírio do Espírito Santo para que cegos espirituais realmente vejam.

E Ele ainda avisa: Eu repreendo e disciplino a quantos amo. Sê, pois, zeloso, e arrepende-te. (Apoc. 3:20).

Deus é um Pai amoroso que coloca Seus filhos errantes no caminho do bem; se quiserem andar com ele, encontrarão a salvação. Jesus ainda faz um convite com promessa: Eis que estou à porta, e bato; se alguém ouvir a Minha voz, e abrir a porta, entrarei em sua casa, e cearei com ele e ele Comigo.

Na primeira vez em que veio a este mundo, Jesus veio na plenitude do tempo. Já se passaram quase dois mil anos desde que Jesus subiu aos Céus, e estamos vivendo noutro tempo profético, noutro tempo histórico.

Todos os sinais que nos foram dados para conhecer o tempo da volta de Jesus já aconteceram, ou estão acontecendo em nossos dias.

É evidente que estamos nos aproximando rapidamente de outra “plenitude do tempo”.

Os antigos perderam a oportunidade de encontrar Jesus, quando lhe foi oferecida. A mesma oportunidade está diante de nós, justamente agora.

O resultado do cumprimento da missão da Igreja será dado pela soma dos testemunhos individuais de cada membro, você e eu incluídos, dirigidos pelo Espírito Santo.

Mais ainda: só estará pronto para encontrar-se com Jesus quem se envolver ativamente no testemunho do Evangelho eterno.

Por isso é importante, por isso é crucial tomar uma decisão agora.

Como você está se preparando para receber Jesus?

Saiba que para um acontecimento tão importante você não pode preparar a si próprio, mas o Espírito Santo fará isto, se você desejar e permitir.

Este preparo é agora. Ouça a voz do Espírito Santo:

Hoje, se ouvirdes a Sua voz, não endureçais os vossos corações. Heb. 4:7

Tanto como Igreja como crentes individuais, temos um compromisso com a volta de Jesus: E este Evangelho do Reino será pregado em todo o mundo, para testemunho a todas as nações, e então virá o fim. Mateus 24:14.

Há dois mil anos passados Jesus veio para o Seu povo e foi rejeitado. Em Belém não havia lugar para Ele, precisou nasceu num estábulo de animais. Hoje estamos muito próximos do dia em que Ele voltará para buscar aqueles pelos quais morreu. Como da primeira vez, muitos irão rejeitá-lO. À custa da sua própria vida eterna, irão rejeitar seu amoroso Salvador.

Não esteja entre os que O rejeitarão outra vez.

Renove agora seu concerto com Deus.

Renove agora. Não deixe para depois.

Renove agora. Você não sabe se haverá depois.

Lidio Feix

Sobre Blog Sétimo Dia

“SOLO CHRISTO”, “SOLA GRATIA”, “SOLA FIDE”, “SOLA SCRIPTURA” (salvação somente em Cristo, somente devido à graça de Deus, somente pela instrumentalidade da fé, somente com base na Escritura)
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