A “ilogicidade” de obedecer a Deus: Reflexões sobre obediência e valor da vida a partir do sacrifício de Isaque

Resumo: Como seres humanos, acostumados à lógica das coisas e situações, a ordem divina para que Abraão sacrificasse seu filho Isaque parece totalmente ilógica e descabida. Pergunto-me, então: Não haveria lógica na atitude e ordem de Deus, que “mutila” Abraão e Isaque com a finalidade de resgatar e fortalecer a fé do patriarca e, em decorrência, dos seus seguidores através de todos os tempos? Não haveria lógica na atitude e ordem de Deus, que “mutila” Abraão e Isaque com a finalidade de mostrar os riscos e benefícios da obediência? Não haveria lógica na atitude e ordem de Deus, que “mutila” Abraão e Isaque com a finalidade de mostrar-lhe e incutir-lhe o valor da vida? Creio que sim. Se assim for, estamos diante de um belíssimo quadro pedagógico, o qual mostra a complexidade do Deus cristão. Complexidade, mas não “ilogicidade”.

Karen Armstrong (2008, p. 33), reconhecida autoridade e especialista em estudos religiosos, entende que o episódio do sacrifício de Isaque foi, por parte de Deus, uma “exigência horripilante”. Franz Hinkelammert, destacado teólogo alemão, também chama a atenção para essa narrativa de Gênesis capítulo 22, um sacrifício que não se consumou, e que talvez por isso tenha gerado boas discussões.1

“Exigência horripilante” e “sacrifício não consumado” – serão estas sínteses ou definições apropriadas para a história narrada em Gênesis 22? Qual a razão para esse relato fazer parte do Antigo Testamento? Neste breve texto, proponho entender o sacrifício de Isaque como estratégia didática que tinha o objetivo de tornar claras algumas intenções de Deus em favor do ser humano. Tal sacrifício serviu para chamar a atenção para lições muito maiores que o próprio rito em si.2

Assim sendo, o quase sacrifício de Isaque teria uma dimensão pedagógica, que dificilmente poderemos compreender em sua totalidade. Da mesma forma como não podemos compreender plenamente o que se passa na mente de um professor quando prepara e expõe sua aula. Ele supostamente quer ensinar algo que nem sempre os objetivos descritos no plano de ensino conseguem esclarecer. Quem é capaz de descrever acertadamente todos os seus motivos? Mais ainda: Quem seria capaz de captar e descrever todos os motivos da mente divina no relato de Gênesis 22?

Entretanto, no caso da narrativa em questão, temos alguns elementos que podem ajudar nesta reflexão. E é desses elementos que pretendo fazer uso.

A “ilogicidade” de obedecer a Deus

Minha escolha do relato de Gênesis 22 se baseou no fato de que, juntamente com seu filho, Abraão participa de uma narrativa envolvente e desestabilizadora, cuja temática é o sacrifício. Falando sobre esse relato, Milton Schwantes (1986. p. 21), importante biblista brasileiro, diz:

Esta perícope contém uma narrativa dramática. Em matéria de estilo constitui-se numa obra-prima. Disso não há dúvida. Como leitor, a gente acompanha a narração com participação e emoção. Quem lê, é levado ao protesto.

O protesto ao que Schwantes se refere tem a ver com a temática da narrativa. “Afinal”, podem pensar alguns, “como não protestar diante da quase morte de um filho, e, mais ainda, quando o quase assassino é tido como o ‘pai da fé’”?

Por isso, este episódio pode fazer alguns pensarem que obedecer a Deus é muitas vezes ilógico do ponto de vista humano. É verdade que Abraão sabia que Deus sempre esperou dele uma atitude de obediência; o chamado para sair de sua terra e de se afastar de sua família eram uma prova disso (Cf. Gênesis 12). Definitivamente, no entender de Armstrong (2008, p. 32), o “pai da fé” não é assim chamado por causa de sua ortodoxia, ou sua “opinião teológica correta sobre Deus”, mas sim por causa de sua confiança nas promessas de Deus, “mesmo que pareçam absurdas” (ARMSTRONG, 2008, p. 33).

Entretanto, desta vez obedecer-lhe implicava na morte do filho da promessa. E “tirar a vida a seu filho fá-lo-ia ser considerado como um homicida, um segundo Caim”, diz Ellen White (1991, p. 153). Além disso, seu ato homicida provavelmente “faria com que seu ensino fosse rejeitado e desprezado, e assim destruiria seu poder para fazer bem a seus semelhantes”. Essa foi a razão de seu conflito: Obedecer a Deus, nesse particular, era contra a lógica humana.

Milton Schwantes (1986, p. 89) explica que, basicamente, eram duas as situações que requeriam a morte de crianças:

para superar crises e dificuldades agudas, pelas quais passa uma sociedade toda (seca, peste, etc.); nessas ocasiões busca-se aplacar a divindade com sacrifício de crianças; 2) para estabilizar as instituições do Estado: exército, muro da cidade, dinastia; não é por acaso que no Antigo Testamento em geral é o rei e o general que sacrificam crianças. Assim sendo, a morte de crianças está fundamentalmente no interesse do Estado social e essencialmente de suas instituições estatais.

Sabemos que “na era do Estado e dos reis, Israel conheceu em abundância sacrifício de crianças” (SCHWANTES, 1986, p. 89). De fato, “o sacrifício humano era comum no mundo pagão” (ARMSTRONG, 2008, p. 33). Acontece que Abraão, assim como outros patriarcas, vivia à margem do Estado e dos reis. Ele pertencia a grupos de “pastores migrantes, pequenos criadores de ovelhas que viviam na Palestina, em meio à margem da sociedade de cidades-estado” (ARMSTRONG, 2008, p. 33). Portanto, no que se refere ao sacrifício de crianças, havia práticas diferentes entre o Estado organizado e as famílias “proscritas”. Schwantes (1986, p. 89) assevera que “na família, o sacrifício de crianças não é lógico nem necessário. Inclusive se sabe que, em sociedades pré-estatais, o sacrifício de crianças praticamente não existia”.

A época a que esta narrativa alude era marcada por uma clara divisão da terra e da sociedade.

A Palestina está basicamente dividida em dois tipos de terra. Existem planícies, baixadas onde a terra é fértil. Existem montanhas onde, na época, quase ninguém vivia, porque ou havia mata ou estepe. As boas planícies estavam ocupadas por Estados, isto é, por um governo que garantia os latifundiários. A montanha e a estepe não chegavam a estar sob seu controle. Estas áreas fora do controle direto dos latifundiários é a área de vida dos patriarcas. São grupos marginais, vivos e conscientes, que preferiam as durezas da estepe (Abraão e Isaac) ou da periferia das matas (Jacó) à sujeição escravocrata sob os
latifundiários nas planícies. Portanto, na era de Abraão, a Palestina estava dividida em ‘senhores’ e ‘escravos’ (SCHWANTES , 1986, p. 89).

Entende-se, portanto, que o que está em questão nessa narrativa é a manutenção da vida da criança Isaque. Ela não deve ser morta simplesmente em cumprimento aos costumes da época, e muito menos para atender aos interesses do Estado. Ela também não deve ser sacrificada simplesmente porque pertence aos proscritos, aos “escravos”. E se a questão implica numa escolha divina, Deus escolheu ficar do lado dos “proscritos” e dos “escravos”.

É necessário, aqui, formular uma pergunta importante: Se Deus não compactua com os “senhores” da época, por que, então, pede o sacrifício de Isaque? Esse pedido não fazia de Deus uma espécie de “senhor déspota”? Afinal, naquela época “acreditava-se que o primogênito era filho de algum deus que engravidara a mãe” numa espécie de direito do senhor (SCHWANTES , 1986, p. 89). Gerando uma criança, a energia do deus se esgotava, o que requeria a devolução do primogênito em forma de sacrifício.

Ocorre que Isaque era diferente: ele era dádiva de Deus, e não Seu filho natural (SCHWANTES, 1986, p. 89). Mais do que isso, de acordo com Ellen White, Deus não estava disposto a levar o sacrifício de Isaque à sua consumação final. Deus não queria a morte da criança,3 mas a ordenou para “impressionar o espírito de Abraão com a realidade do evangelho, bem como para lhe provar a fé” (WHITE, 1991, p. 154).

Parece-me, então, que para Ellen White, a aparente “ambiguidade” de Deus – primeiramente ordena matar, para depois ordenar não matar – explica-se parcialmente de um do ponto de vista pedagógico. Havia algo a ser ensinado, e isso só seria possível mediante a ordem ilógica de ordenar o sacrifício e, depois, proibi-lo. Pelo menos é o que vejo no parágrafo a seguir:

A angústia que ele sofreu durante os dias tenebrosos daquela terrível prova, foi permitida para que compreendesse por sua própria experiência algo da grandeza do sacrifício feito pelo infinito Deus para a redenção do homem. Nenhuma outra prova poderia ter causado a Abraão tal tortura de alma, como fez a oferta de seu filho (WHITE, 1991, p. 154).

Nesta aparente “ambiguidade” de Deus talvez esteja fundamentada a ambiguidade do próprio Abraão que – afirma Hinkelammert (1989, p. 15) – por um lado, demonstra a fé que não mata, e, por outro, a fé que mostra sua força ao mostrar sua disposição de matar. Poderia ser dito: Para um “pedido ilógico”, uma “reação ilógica”.

Teria o pedido “ilógico” de Deus levado Abraão a titubear ou até mentir? Teria ele mentido? Como, então, entendemos o verso 5: “Eu e o rapaz iremos até lá e, havendo adorado, voltaremos para junto de vós”? Isso é uma mentira? Ou é demonstração de plena confiança em que o garoto não morrerá?

O crítico literário Jack Miles, a partir de uma interpretação crítica da narrativa, faz os seguintes questionamentos:

Não podemos saber se Abraão está fingindo ou não quando o menino pergunta: “Onde está o cordeiro para o holocausto?”, e Abraão responde: “Deus proverá para si, meu filho, o cordeiro para o holocausto” (22.8) [...] Quanto à frase: “Deus proverá para si [...] o cordeiro”, isso é exatamente o que Deus acaba fazendo. Será que a frase é dita não para Isaque, mas para Deus? Será um pedido? Será um desafio? A forma verbal traduzida por “proverá” pode ser tanto o futuro como o imperativo; isto é, tanto “Deus proverá” como “que Deus proveja” (MILES, 1997, p. 76).

Até aqui, vimos que Isaque não deveria ser morto simplesmente em cumprimento aos costumes da época, e muito menos para atender aos interesses do Estado. Mais ainda: Deus não queria a morte do primogênito. Com essa postura em favor da vida, claramente Deus escolheu ficar do lado dos “proscritos” e dos “escravos”.

Entretanto, é provável que alguns afirmem que submeter Abraão a uma prova dramática não se justifica pelo fato de simplesmente querer ensinar-lhe o valor do sacrifício a ser suportado por Deus, como argumenta Ellen White. Afinal, um “quase” sacrifício não se compara com um sacrifício consumado. Não seria ilógico esperar que um ser humano compreenda a grandeza de algum sacrifício da divindade? Ou que ao menos tenha vislumbre dele?

Outro aspecto da “ilogicidade” de seguir e obedecer a Deus – no contexto do sacrifício de Isaque – é colocado por Hinkelammert (1989, p. 16) nos seguintes termos:

Em obediência a Deus, Abraão viaja para matar seu filho. No entanto, escuta ao Anjo de Deus, que lhe ordena não matá-lo. Obedece, e isso o torna merecedor da bênção. É abençoado porque não matou seu filho, ou seja, porque não cumpriu com o que era lei de Deus na sua época: sacrificar a Deus o primogênito. Abraão não o faz e portanto é abençoado.

A respeito de ser lei de Deus sacrificar-lhe o primogênito, já foi esclarecido que, naquela época, o sacrifício era necessário para estabilizar as instituições do Estado. A morte de crianças estava fundamentalmente a serviço do interesse do Estado social e particularmente de suas instituições estatais (SCHWANTES, 1986, p. 89). Para Abraão, que vivia à margem do Estado e dos reis, pois pertencia a grupos de pastores migrantes e pequenos criadores de ovelhas, o sacrifício de crianças não era lógico nem necessário (SCHWANTES, 1986, p. 89).

Mas há uma questão intrigante levantada por Hinkelammert (1989, p. 17): Abraão é abençoado porque não matou seu filho. Diríamos que Abraão foi abençoado a despeito de não ter obedecido à lei. O Anjo lhe pede que se torne livre e que se coloque acima da lei. Abraão, “portanto, não obedece nenhuma norma e nenhuma lei”. Melhor, obedece ao Anjo e se torna livre, e essa liberdade lhe permite colocar-se acima da lei dada por Deus.

O que o Anjo pede a Abraão é que se liberte da necessidade de ter que sacrificar Isaque. Portanto, a fé do patriarca está em não ter matado seu filho (HINKELAMMERT, 1989, p. 17). Claro, isso é exatamente o contrário do que a interpretação cristã afirma. Ou seja, que a obediência de Abraão radica na sua conformação com a exigência do sacrifício, embora ele não tenha sido consumado.

Não creio que devamos ver a questão pelo ângulo proposto por Hinkelammert Aliás, ele mesmo reconhece que a narrativa do sacrifício de Isaque tem um sentido moderno, pois se mostra ambígua. “Pode ser lida desde o ponto de vista da classe dominante, e pode ser lida do ponto de vista da libertação frente à opressão”. (HINKELAMMERT, 1989, p. 12).

Podemos pensar, então, que a fé do patriarca radicou no fato de obedecer à ordem aparentemente “ilógica” de Deus, a qual, no final das contas, não tencionava a morte do filho, mas a obediência à ordem. Isso é aparentemente “ilógico”: afirmar uma coisa querendo dizer outra. Uma idéia, porém, mostra-se certa: Nesse episódio, Deus não defende o sacrifício de crianças. Como diz o professor Schwantes, “Gênesis 22 manifesta oposição radical a essa prática” (SCHWANTES, 1986, p. 89). A situação, novamente afirmamos, pode ter sido um recurso pedagógico para mostrar a real postura de Deus. Afinal, afirma Schwantes, “nosso Deus colide com o interesse de monarcas e reis; não quer a morte, mas a vida” (SCHWANTES, 1986, p. 89).

E se o interesse de Deus é a vida, a pretensa desobediência de Abraão (apontada por Hinkelammert, 1989) é, na verdade, obediência, pois não era a intenção de Deus que o patriarca sacrificasse o filho. Todavia, a bênção não é decorrente da não obediência e da não morte do filho, mas da obediência à “ilogicidade” de Deus, uma “ilogicidade” que preza, acima de tudo, pela obediência, vida e liberdade.

Considerações finais

Abraão foi confrontado diante da “ilogicidade” de obedecer a Deus, e, do ponto de vista bíblico, foi “aprovado” no teste. Por isso, o vemos na galeria dos “homens da fé”, no capítulo 11, da carta aos Hebreus. Num outro texto, lê-se: “E creu Abraão em Deus, e isso lhe foi imputado como justiça, e foi chamado amigo de Deus” (Tg 2:23). Teria sido chamado de “amigo de de Deus” devido a ter confrontado o hábito do Estado de sacrificar crianças? Teria sido chamado de “amigo de Deus” por aceitar viver, por três dias pelo menos, na “ilogicidade” divina? Talvez.

Ceio ser possível pensar que Abraão recebe destaque pela sua atitude de entrega, que o levou à obediência, pois o Deus dos cristãos não espera apenas um comportamento obediente, mas também uma atitude de confiança e entrega (BENNER, 2006, p. 60). Afinal, é possível ser obediente pelos motivos errados.

Por outro lado, Abraão não chega a executar seu filho. Não realiza efetivamente o ato, mas avança tanto quanto pode, “e Deus prefere satisfazer-se com isso” (MILES, 1997, p. 77). Vejo nessa atitude divina uma plena compreensão das intenções humanas: Deus sabe o quanto pode pedir de cada um. E, por saber o limite de nossa obediência, pode não exigir que cheguemos a fazer o impossível ou o inimaginável.

Entretanto, não fiquemos apenas no terreno da “ilogicidade”. Na natureza, é comum observar o sacrifício de um pelo grupo, ou de uma parte pelo todo. Por exemplo, quando o castor é perseguido e se vê encurralado, corta seus próprios testículos à dentadas e atira-os aos seus caçadores. Nesse costume temos, provavelmente, a origem do conceito de castramento (BURKERT, 2001, p. 70). Igualmente, as patas de algumas aranhas se quebram com facilidade e continuam a ter movimento durante algum tempo, com o objetivo de desviar a atenção de seus predadores perseguidores. Também a cauda do lagarto se parte com facilidade, permitindo-lhe fugir da garra de seu perseguidor (BURKERT, 2001, p. 63-64).

Nos três casos descritos acima, o sacrifício parcial é visto na perspectiva do resgate do todo (BURKERT, 2001, p. 70). É curioso notar essa mesma lógica num episódio envolvendo o personagem bíblico Moisés. Está escrito que Zípora teve que mutilar violentamente seu filho para preservar a vida do marido, que estava para ser morto pelo Senhor. O relato diz: “Então Zípora tomou uma faca de pedra, circuncidou o prepúcio de seu filho e, lançando-o aos pés de Moisés, disse: Com efeito, és para mim um esposo sanguinário” (Êx 4:25). A título de resgate, ocorre uma mutilação sanguinária (BURKERT, 2001, p. 72).

Pergunto-me, então: Não haveria lógica na atitude e ordem de Deus, que “mutila” Abraão e Isaque com a finalidade de resgatar e fortalecer a fé do patriarca e, em decorrência, dos Seus seguidores através de todos os tempos? Não haveria lógica na atitude e ordem de Deus, que “mutila” Abraão e Isaque com a finalidade de mostrar os riscos e benefícios da obediência? Não haveria lógica na atitude e ordem de Deus, que “mutila” Abraão e Isaque com a finalidade de mostrar-lhe e incutir-lhe o valor da vida? Creio que sim. Se assim for, estamos diante de um belíssimo quadro pedagógico, o qual mostra a complexidade do Deus cristão. Complexidade, mas não “ilogicidade”.

Notas e Referencias Bibliográficas

1 Hinkelammert (1989, p. 15) argumenta que o sacrifício de Isaque é a história de um assassinato, mas, curiosamente, um assassinato que não ocorreu.

2 Ellen White, co-fundadora da Igreja Adventista do Sétimo Dia, parece entender que os sacrifícios, de modo geral, têm uma função ou dimensão pedagógica. Por exemplo, falando do primeiro sacrifício feito
por Adão, White (2008, p. 50-51) afirma: “Esta oferta cerimonial, ordenada por Deus, devia ser para Adão uma perpétua recordação de sua culpa, e também um penitente reconhecimento de seu pecado [...] O sangue dos animais devia ser associado na mente dos pecadores com o sangue do Filho de Deus”.

3 A este respeito, White (1991, p. 154) diz: “Quando o homem foi condenado à morte pela transgressão da lei de Deus, o Pai, olhando para o Filho, disse ao pecador: “Vive, Eu achei um resgate”.

…….

ARMSTRONG, K. Uma história de Deus. Tradução de Marcos Santarrita. São Paulo: Companhia das Letras, 2008.

BENNER, D. G. A Entrega Total ao Amor: Descobrindo a Essência da Espiritualidade Cristã. São Paulo: Loyola, 2006.

BURKERT, W. A Criação do Sagrado: Vestígios Biológicos nas Antigas Religiões. Tradução de Vitor Silva. Lisboa: Edições 70.

HINKELAMMERT, F. J. La fé de Abraham y el Édipo occidental. San José: DEI, 1989.

MILES, J. Deus, uma Biografia. São Paulo: Companhia das Letras, 1997.

SCHWANTES, M. A Família de Sara e Abraão: Texto e Contexto de Gênesis 12 – 25. Petropolis: Vozes/São Leopoldo: Sinodal, 1986. p. 21.

WHITE, E. G. História da Redenção. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, 2008.

WHITE, E. G. Patriarcas e Profetas. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, 1991, p. 153.

Texto de autoria de Adolfo S. Suárez - Doutor em Ciência da Religião pela Universidade Metodista de São Paulo (Umesp). Professor no Centro Universitário Adventista de São Paulo (Unasp-EC). Email: adolfo.suarez@unasp.edu.br. Publicado na Revista eletrônica de Teologia (Kerygma) do Centro Universitário Adventista de São Paulo.

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3 respostas para A “ilogicidade” de obedecer a Deus: Reflexões sobre obediência e valor da vida a partir do sacrifício de Isaque

  1. Claudio Oliveira disse:

    Um ponto que ninguem fala ou deixa claro é a fé de Isaque, qual era a idade de Isaque ? A de Abraão ? Se Isaque não tivesse uma fé inabalavel ele como um jovem frente a um ancião poderia ter muito bem ter se negado a tal situação e ter dito a seu pai, me desculpe mais meus planos não se coaduna com o seu, eu vou embora… o que poderia ter acontecido face a esta nova situação, afinal ele tinha uma vida pela frente. Ele poderia ter se perguntado que DEUS é este que mata seres humanos ? Bom o que quero deixar claro é que assim como houve uma grande fé por parte de Abraão, Isaque nada deixou a desejar.

  2. irmão leitor disse:

    Cláudio, belas considerações!
    Às vezes me questiono se o pano de fundo na história de Jó era exclusiva e única para ele somente ou se foi repetida na de outros personagens.
    Tinha mais seres interessados nos acontecimentos de Moriá? Viam só Abraão? Viam também Isaque? A fé e o livre arbítrio deles dois estavam em teste, ou só de um?
    No livro “Patriarcas e Profetas” está revelado o ponto de vista de Isaque. O desfecho é belíssimo!

    Em tempo: com Abraão e Isaque, o Universo foi ensinado um pouco mais sobre o mais maravilhoso de todos os planos – o da redenção do homem pecador. É por isso que no Moriá estava o cordeiro.

  3. W.Frank disse:

    Bom dia!! Faço minhas as palavras do cantor Leonardo Gonçalves na música “Moriá” : No Moriá Deus revelou o que faria ao pecador; e no Calvário ele o fez, libertou-nos por amor.

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