A Criação

“No princípio criou Deus os céus e a terra”. Estas são as primeiras palavras da Bíblia em Gênesis um, versículo um. O testemunho bíblico acerca da criação é farto e abundante. Desde o Gênesis, o livro dos começos, até o Apocalipse, encontramos expressões que destacam o poder criador de Deus.

Pesquisadores e cientistas têm gastado anos e anos em analisar a origem da vida em nosso Planeta. Porém, em todos esses estudos científicos, se chega a um ponto remoto no passado em que não se é possível provar mais nada. Daí para trás, de onde as coisas teriam surgido?

Entre crer que uma explosão deu origem à vida e crer num Deus poderoso, que com Sua Palavra fez todas as coisas, eu prefiro crer no relato bíblico da criação. A verdade de que Deus é o Criador torna relevante a vida e dá significado a existência.

No Salmo 19 encontramos a excelência da criação descrita numa das mais lindas poesias bíblicas: “Os céus manifestam a glória de Deus e o firmamento anuncia a obra das Suas mãos. Um dia faz declaração há outro dia, e uma noite mostra sabedoria a outra noite. Sem linguagem, sem fala, ouvem-se as suas vozes, em toda a extensão da terra, e as suas palavras até o fim do mundo. Neles pôs uma tenda para o sol, que é qual noivo que sai do seu tálamo e se alegra, como um herói, a correr o seu caminho. A sua saída é desde uma extremidade dos céus e o seu curso até à outra extremidade deles; e nada se furta ao seu calor.”

O próprio Jesus disse: “Não tendes lido que aquele que os fez no princípio, macho e fêmea os fez, e disse: Portanto, deixará o homem pai e mãe, e se unirá a sua mulher, e serão dois numa só carne?” (Mateus 19:4 e 5). Com esse testemunho Cristo confirmou no Novo Testamento a criação como nos é relatada no livro do Gênesis, onde encontramos as mesmas palavras no capítulo dois, versículo vinte e quatro.

Ao relembrarmos as coisas que Deus criou nos enchemos de admiração pela manifestação de Seu grande poder. No Salmo 33:6 lemos: “Pela palavra do Senhor foram feitos os céus, e todo o exército deles pelo espírito da Sua boca.”

Quando a Terra saiu das mãos do Seu criador era extraordinariamente bela. A superfície era variada, contendo montanhas, colinas e planícies, entrecortadas por grandes rios e formosos lagos. Graciosos arbustos e delicadas flores encantavam a vista por todos os lados. As árvores eram majestosas e o ar puro e saudável. Um sem número de peixes, aves e animais davam vida ao lindo cenário.

Depois da Terra, Deus trouxe a existência o homem. Este recebeu o domínio sobre tudo que seus olhos pudessem contemplar. E o próprio Deus deu a Adão uma companheira.

Eva foi criada de uma costela tirada do lado de Adão, significando que não o deveria dominar, como a cabeça, nem ser pisada sob os pés como se fosse inferior, mas estar ao seu lado como igual, sendo amada e protegida por ele.

O próprio Deus celebrou o primeiro casamento. Esta foi uma das dádivas de Deus ao homem. E o casamento é ainda hoje uma bênção para a humanidade quando os princípios divinos são obedecidos e seguidos nessa relação.

A criação estava completa. “Os céus, e a terra e todo o seu exército foram acabados. E viu Deus quanto fizera e eis que era muito bom” (Gênesis 2:1 e 1:31). No entanto, Deus achou que um repouso era essencial ao homem, mesmo no paraíso. O ser humano necessitava por de lado seus próprios interesses e ocupações durante um dia dentre os sete, para que pudesse de maneira mais ampla contemplar as obras de Deus e meditar em Seu poder e bondade. Precisava de um sábado, de um descanso, para se lembrar de Deus e lhe manifestar gratidão por tudo quanto desfrutava e por tudo quanto recebera das mãos do Criador.

Foi assim que Deus criou o sétimo dia completando a Sua obra. Diz o texto sagrado: “E havendo Deus terminado no dia sétimo a Sua obra que fizera, descansou nesse dia de toda a Sua obra que tinha feito. E abençoou Deus o dia sétimo e o santificou; porque nele descansou de toda a obra que como Criador, fizera” (Gênesis 2:2 e 3). Perceba que tanto o casamento quanto o sábado têm sua origem na criação do mundo e têm sido preservados através dos séculos. O próprio Deus estabeleceu a primeira semana como um modelo a ser seguido.

E essa primeira semana foi constituída de sete dias literais, ou seja, dias de 24 horas cada. Seis dias foram usados na criação. No sétimo dia Deus descansou, abençoou e separou como dia especial para o homem.
Há um esforço no sentido de explicar a obra da criação como resultante de causas naturais. Tentam também fazer a Bíblia parecer contrária à ciência. Mas devemos nos lembrar: Deus é o fundamento de todas as coisas. Toda verdadeira ciência está em harmonia com Suas obras. A ciência desvenda maravilhas à nossa vista; explora novas profundidades; mas nada traz de suas comprovadas pesquisas que esteja em conflito com a revelação divina. Pelo contrário, aqueles que tomam a Palavra escrita como seu conselheiro, encontrarão na ciência um auxílio para compreender a Deus.

Nenhuma mente finita pode compreender completamente a existência, o poder, a sabedoria ou as obras do Criador. Porém, as obras da criação confirmam do poder e grandeza de Deus. Creia e louve a Deus por isto!

Pr. Montano de Barros
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Sobre Blog Sétimo Dia

“SOLO CHRISTO”, “SOLA GRATIA”, “SOLA FIDE”, “SOLA SCRIPTURA” (salvação somente em Cristo, somente devido à graça de Deus, somente pela instrumentalidade da fé, somente com base na Escritura)
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2 respostas para A Criação

  1. irmão leitor disse:

    A Bíblia precisa ser lida e intepretada com esta base, este fundamento, este princípio: Deus é Criador. Do início ao fim, Ele é Criador. Não tire esta verdade. Não mude.
    Sei que em algum momento virá a dúvida: “Ele também destrói?”
    Sei que algum verso bíblico alimentará essa dúvida. Mas insista em ler e interpretar que Ele é Criador.

    “Na linguagem bíblica, muitos atos são atribuídos a Deus, não com a ideia de que Deus os executa, mas de que em Sua onipotência e onisciência, não os impede”.
    (COMENTÁRIO BÍBLICO ADVENTISTA – Vol. 4. Pág. 647).

    Essa norma é aceita pela Comissão de Métodos de Estudo da Bíblia, da Associação Geral, que reafirma:
    “A cultura hebraica atribuía responsabilidade a um indivíduo por atos que ele não cometeu, mas permitiu que ocorressem. Portanto, os escritores inspirados da Bíblia apresentam a Deus como tendo executado ativamente o que em nosso pensamento ocidental diríamos que Ele permitiu ou não evitou que ocorressem”.
    (Impresso na Adventist Review em 22.01.1987, págs. 18-20. Aqui, extraído do livro Compreendendo as Escrituras – uma Abordagem Adventista, de Georg W. Reid, Editora Unaspress, Engenheiro Coelho-SP, 1ª edição, 2007, Apêndice A – Métodos de Estudo da Bíblia, Pág. 335).

    “Doença, sofrimento e morte são obra de um poder antagônico. Satanás é o destruidor; Deus, o restaurador”.
    (A CIÊNCIA DO BOM VIVER – 10ª edição. Pág. 113 / 7 – A Cooperação do Divino com o Humano).

    “Satanás é o destruidor e Cristo é o restaurador”.
    (NOS LUGARES CELESTIAIS – Pág. 66 – Meditação Matinal 29-02-1968).

  2. Prof. MsC. Dalton Gerth disse:

    Bom o texto. Extremamente filosófico, que é como realmente um texto holístico/sagrado deve ser. Porém, a frase “Porém, em todos esses estudos científicos, se chega a um ponto remoto no passado em que não se é possível provar mais nada.”, nem sempre Pastor., nem sempre.

    Hoje, não se pode provar nada, porém, daqui a alguns anos com certeza poderemos provar o que existia antes do BigBang

    Porém, esta frase “Toda verdadeira ciência está em harmonia com Suas obras. A ciência desvenda maravilhas à nossa vista; explora novas profundidades; mas nada traz de suas comprovadas pesquisas que esteja em conflito com a revelação divina”.

    Infelizmente também não é verdade. A Bíblia é totalmente um livro anti-científico, sendo moldado durante os quase dois milênios de sua existência.

    Porém, o artigo é bom. Forte abraço

    Prof.MsC.Dalton Gerth

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