(Série Espiritismo) – O Jesus da Bíblia é o Mesmo Apresentado pelo Espiritismo?

A resposta correta a respeito da Pessoa de Jesus é tão importante que determinará a salvação ou a perdição do indivíduo: “E a vida eterna é esta: que te conheçam a ti, o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste.” João 17:3.

Por isso, no estudo de hoje queremos apresentar a você o que a Bíblia ensina sobre Jesus e também responder à pergunta que é o título do estudo de hoje: O Jesus da Bíblia é o mesmo apresentado pelo espiritismo?

1) O Jesus da Bíblia é o mesmo Cristo do espiritismo?

Em alguns aspectos, sim. O espiritismo destaca as boas obras de Jesus, a caridade que Ele fez e certos ensinamentos morais dEle, assim como o faz a Bíblia.

Entretanto, o espiritismo nega a identidade Divina do Salvador. Isso é muito grave, levando-se em conta que a salvação depende de aceitar a Cristo não apenas como um “bom homem”, mas, também como Deus:

“Aquele que tem o Filho tem a vida; aquele que não tem o Filho*** de Deus não tem a vida.” 1 João 5:12.

O texto a seguir, escrito por Allan Kardec no livro A Gênesis, capítulo XV, mostra claramente que o Jesus apresentado pelo espiritismo não é o Jesus da Bíblia:

“Sem nada prejulgar quanto à natureza do Cristo, natureza cujo exame não entra no quadro desta obra, considerando-o apenas um Espírito superior, não podemos deixar de reconhecê-lo um dos de ordem mais elevada e colocado, por suas virtudes, muitíssimo acima da humanidade terrestre. Pelos imensos resultados que produziu, a sua encarnação neste mundo forçosamente há de ter sido uma dessas missões que a Divindade somente a seus mensageiros diretos confia, para cumprimento de seus desígnios. Mesmo sem supor que ele fosse o próprio Deus, mas unicamente um enviado de Deus para transmitir sua palavra aos homens, seria mais do que um profeta, porquanto seria um Messias divino… Segundo definição dada por um Espírito, ele era médium de Deus.” (Grifos acrescentados).

Tais afirmações de que Jesus não é Deus, mas unicamente um “enviado” ou “médium de Deus” são blasfemas. A Bíblia de forma clara apresenta a Jesus não como sendo um tipo de “espírito”, mas sim o PRÓPRIO DEUS encarnado – ver João 1:1-3 e 14; Romanos 9:5; Filipenses 2:5-11; Colossenses 2:9-11; Hebreus 1:8; 1 João 5:20; Apocalipse 1:17-18, etc.

A negação da Divindade de Jesus Cristo provém da mente de satanás, que, desde o princípio, não quis aceitar a soberania do Salvador como sendo absoluta, cobiçando desta forma o trono Celestial que pertencia a Segunda Pessoa da Divindade (confira 1 João 2:22 e 23; Isaías 14:12-15; Ezequiel 28:12-19; Apocalipse 12:7-9). Não temos dúvidas de que os “espíritos” que “informaram” Allan Kardec acerca da natureza de Jesus são os demônios, que sempre se mantiveram rebeldes a Jesus Cristo.

2) Quem nega a Divindade de Cristo (tendo oportunidade de saber a respeito) será salvo? 1 João 5:12, 20; João 17:3.

Não. Na linguagem bíblica (como lemos nos textos acima), crer em Jesus Cristo envolve aceitá-Lo como Senhor e Deus. Portanto, não terá a vida eterna todos que negarem a Divindade Absoluta do Salvador. Isso é óbvio, pois, sem aceitar que o Messias é Divino a pessoa não compreenderá o plano de salvação para aceitá-lo.

3) Allan Kardec ensinou que a reencarnação é o meio do ser humano atingir um nível espiritual elevado. E Cristo? João 15:5; Hebreus 12:14; Mateus 12:31, 32.

Jesus ensinou que, para o ser humano atingir um nível elevado de espiritualidade, precisa ligar-se a Ele, como um galho está ligado a uma árvore frutífera. O Salvador também destacou que é a santificação (transformação diária) pela atuação do Espírito Santo é que eleva o ser humano (Gálatas 5:22, 23). Perceba que o “resumo” do processo de salvação em Romanos 8:29, 30 NADA tem a ver com o ensinamento de Allan Kardec sobre a maneira de sermos salvos e nos tornarmos pessoas melhores.

4) Cristo ensinou que Ele é a fonte de vida eterna (João 14:6) e que tal presente Ele dará aos mortos justos quando voltar em glória (1 Tessalonicenses 4:13-18). Allan Kardec ensinou a mesma coisa, seguindo o exemplo do Salvador?

Não! Veja a declaração de Kardec em O Livro dos Espíritos, na resposta dele à pergunta 153: “Quando o corpo morre, a alma retorna à vida eterna”.

Para ele, a vida eterna deveria ser entendida como um “retorno da alma à vida eterna”, no mundo dos espíritos.

Porém, Jesus nunca aceitou tal ideia por ser mentirosa e contradizer a doutrina bíblica de que só há vida eterna para alguém se tal pessoa aceitar a Jesus como Salvador, Senhor e Deus. O ensino de Allan Kardec também nega a necessidade da doutrina da ressurreição e da santidade do corpo, considerado o Templo da Terceira Pessoa da Trindade (1 Coríntios 3:16, 17; 6:19, 20). Veja o que Kardec respondeu no Livro dos Espíritos (pergunta 160):

[Pergunta 160:] O Espírito encontra imediatamente aqueles que conheceu na Terra e que desencarnaram antes dele?

“Sim, de acordo com a afeição que havia entre eles, muitas vezes vêm recebê-lo na volta ao mundo dos Espíritos e o ajudam a se desprender das faixas da matéria”. (Grifos acrescentados).

“Espíritos” ajudando outros a se desprenderem das faixas da matéria é pura filosofia grega, platônica. É uma doutrina diabólica, pois, coloca o corpo como sendo algo não tão importante – o oposto da Bíblia que apresenta a natureza humana como sendo holística (1 Tessalonicenses 5:23, 24). Como vimos anteriormente, tal ideia nega a santidade que o corpo possui para Deus (1 Coríntios 3:16, 17; Levítico 20:7; 1 Coríntios 10:31; Romanos 12:1). E, nas Escrituras é impossível provar o conceito de que a matéria é ruim ou “inferior” ao “espírito” (Gênesis 1:31 – 2:1; 1 Coríntios 6:19, 20; 1 Timóteo 4:1-5).

A filosofia grega de Platão não combina com a doutrina da ressurreição ensinada por Cristo [Para um estudo aprofundado sobre o assunto leia: Imortalidade da alma ou ressurreição dos mortos, do teólogo Luterano Oscar Cullmann. Poderá também adquirir Imortalidade ou Ressurreição? de Samuel Bacchiocchi com a Imprensa Universitária Adventista pelo site http://unaspress.unasp.edu.br ou pelo telefone (19) 3858-9055. E-mail: unaspress@unasp.edu.br ]

5) É possível seguir ao Jesus Divino e ser espírita ao mesmo tempo? Mateus 7:13, 14; 2 Coríntios 6:14, 15.

É impossível, de acordo com os textos bíblicos citados. Primeiro por existir apenas um caminho que conduz à salvação. Segundo: sendo a doutrina espírita (não a pessoa!) de origem diabólica, não se harmoniza com Deus.

***Nota: Na linguagem bíblica (especialmente do evangelho de João), o termo “filho” não indica que Cristo é “criado” por Deus Pai, mas sim que Ele era igual em Divindade – ver João 5:18 e 19:7. Portanto, para o apóstolo João aceitar a Jesus como “Filho de Deus” é O aceitar como Deus. Veja o que diz 1 João 5:20: “Também sabemos que o Filho de Deus é vindo e nos tem dado entendimento para reconhecermos o verdadeiro; e estamos no verdadeiro, em seu Filho, Jesus Cristo. Este é o verdadeiro Deus e a vida eterna.” 1 João 5:20 (Grifos acrescentados).

Convite: Estude a fundo esse tema. Você terá todas as evidências de que o Jesus Divino da Bíblia não é o “Jesus criatura” apresentado por Allan Kardec. Decida-se pelo que é certo e aceite o Cristo que tem o poder Divino para lhe salvar da morte eterna, resultado do pecado (Romanos 3:23; 6:23).

Minha oração: “Deus querido: quero ser amigo do Jesus Divino apresentado na Bíblia, pois, somente Ele é o caminho para a salvação da morte eterna. Ajude-me a entender e a aceitar que Cristo é mais que um espírito evoluído. Peço-lhe em nome de Jesus. Amém.”

Fonte: Na Mira da Verdade

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“SOLO CHRISTO”, “SOLA GRATIA”, “SOLA FIDE”, “SOLA SCRIPTURA” (salvação somente em Cristo, somente devido à graça de Deus, somente pela instrumentalidade da fé, somente com base na Escritura)
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2 respostas para (Série Espiritismo) – O Jesus da Bíblia é o Mesmo Apresentado pelo Espiritismo?

  1. silvanete disse:

    Se na bíblia está escrito que só ha um mediador entre o homem e Deus,como vou crê que existem espíritos? Só existe um único, que é o de Deus.

  2. Mara disse:

    Amigos, grave não é o modo de pensar, mas de agir. “A cada um segundo a sua obra” e não “segundo o que pensa” ou “ao que acredita”. Nosso modo de pensar não modifica o que o Crisito nos pediu. Veja o exemplo de Chico Xavier. Este país o reconhece como um verdadeiro cristão. Perde-se muito tempo discutindo o que o outro pensa, sem observar o que ele faz. Há muitos ateus fazendo mais que muitos cristãos. Então, não é cristão julgar sem conhecer a fundo alguém ou alguma coisa. Por isso, coloco aqui o que porque pensamos que JESUS NÃO É DEUS. Um forte e fraternal abraço e que a paz de Cristo esteja com todos nós.
    Nos primeiros 3 séculos de Cristianismo, não se fala de Jesus como Deus. A idéia de divinização de Jesus firma-se sob o século IV, ao tempo do Imperador Constantino, após a célebre controvérsia entre Alexandre e Arrius.
    Alexandre, patriarca da Alexandria, pregava um Jesus igual a Deus. Arrius, presbítero de uma das igrejas, procurava demonstrar Jesus como filho de Deus, mas não igual a Ele. Entretanto, Arrius é que foi considerado herético e a divindade de Jesus foi proclamada pela Igreja Católica.
    No século VII, se aprovaria o dogma da Santíssima Trindade.
    Imposta à cristandade, a divinização de Jesus não foi aceita sempre e nem por todos. De vez em quando, aqui e ali, surgem tentativas de reapresentar Jesus como um ser humano. Tentativas que, às vezes, resvalam para o erro de ir ao extremo oposto e querer fazer de Jesus não apenas um ser humano, mas um homem comum demais, com as fraquezas e inferioridade dos humanos pouco evoluídos. Podemos citar a fantasiosa estória do livro Código Da Vinci. É mais fácil tentar justificar nosso erro do que corrigi-lo. É mais fácil tentar trazer Jesus para nosso nível evolutivo, buscando erros em Sua conduta, do que buscarmos alcançar o nível Dele. É mais fácil copiar erros, que supomos ter Ele cometido, do que copiarmos os acertos . . .
    Entretanto, no que se refere à natureza de Jesus, os Evangelhos são absolutamente concordantes e coerentes, não dando lugar a qualquer equívoco.
    Kardec examina exaustivamente o assunto em “Um Estudo sobre a Natureza de Jesus” (em “Obras Póstumas”). As palavras do próprio Jesus são o maior argumento contra a pretensa natureza divina, que lhe quiseram atribuir posteriormente; elas evidenciam dualidade e desigualdade entre Jesus e Deus, que não há entre eles quaisquer identidade nem de natureza nem de poder, pois: um é o Criador, outro a criatura; um é o Senhor, outro o seu enviado e submisso executor de sua vontade. Eis algumas dessas afirmativas:
    “que te conheçam a ti, O ÚNICO DEUS VERDADEIRO, e a Jesus Cristo, A QUEM ENVIASTE” – (Jo 17:3)
    “meu Pai, que me enviou, foi quem me prescreveu, POR MANDAMENTO SEU, O QUE DEVO DIZER E COMO DEVO FALAR” – (Jo 12:49/50)
    ” . . .as obras que meu Pai ME DEU O PODER DE FAZER (…) dão testemunho de mim” – (Jo 5:36)
    “NADA FAÇO DE MIM MESMO; MAS DIGO O QUE MEU PAI ME ENSINOU” – (Jo 8:28)
    “se me amásseis, rejubilaríeis, pois que vou para meu Pai, porque MEU PAI É MAIOR DO QUE EU” – (Jo 14:28)
    “Pai, tudo TE É POSSÍVEL (Mc 14:26)
    “Se QUERES, afasta de mim este cálice” – (Lc 22:42) “Todavia, não seja como eu quero e, sim
    COMO TU QUERES” – (Mt 26:39)
    “Pai, NAS TUAS MÃOS ENTREGO O MEU ESPÍRITO” – (Lc 23:46)
    Mesmo após a sua morte e ressurgimento espiritual, Jesus continua a demonstrar, com suas palavras, que permanece a dualidade e desigualdade entre ele e Deus: “Subo para MEU PAI e vosso Pai, para MEU DEUS e vosso DEUS.” – (Jo 20:17)

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