Ser Vegetariano: Saúde ou Moda?

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3 respostas para Ser Vegetariano: Saúde ou Moda?

  1. Bruna disse:

    Nem um nem outro. Não colaborar com o sofrimento e morte de seres que julgamos inferiores nada mais é do que ética e respeito pela vida.

  2. Leandro Balther disse:

    Não há como descordar da Bruna,porém existe um ressalte que devo acrescentar.
    O modismo(moda),não resume-se apenas á forma de vestir-se e sim aos meios de expressar-se através de verbalizações,escritas,vestuário e etc,proveniente de cultura e padrão intelectual,onde mais tarde denominam-se como Tribos,Grupos e etc,formando-se à sociedade.
    Assim vegetarianismo é uma tendencia de sociabilização com foco nos direitos dos animais,sustentabilidade,saúde e etc,e portanto não deixa de ser um modismo em pró de alguma coisa,independente de razão,crença,cultura e etc,portanto é moda e o que leva alguém e ou um grupo há tornar-se um adepto fazendo parte desta ou da quela cultura/moda e outra coisa,totalmente á parte,que não convêm discutir aqui e agora.Poi tratamos de vegetarianismo.
    Ser ou não ser vegetariano?

    Cada um tem sua própria opinião quanto a consumir ou não produtos de origem animal e essa opinião deve ser sempre respeitada. Este é o primeiro passo para podermos entender que não consumir produtos de origem animal, não envolve apenas uma opção, mas também a necessidade de sobrevivência e da evolução da espécie humana.

    Ao entendermos a importância de se respeitar a opinião do outro, o segundo passo é abrirmos olhos, ouvidos e mente, para poder compreender os motivos de uma opção vegetariana e, assim, refletindo, quer mudemos ou não de idéia, estar consciente das conseqüências ao comprarmos um bife.

    Vegetarianismo e Meio Ambiente

    Um assunto muito discutido, mas que ainda não recebeu o devido valor é a preservação do meio ambiente uma vez que o homem continua acreditando que a criação de animais para consumo é uma atitude natural. Não deveríamos crer apenas nisso, principalmente aos vermos o aumento monstruoso das criações e do consumo mundial de carne.

    Reflitamos sobre os números. A população atual de aves (galinha) ultrapassa os 18 bilhões de indivíduos. Os bovinos, só na Amazônia, chegam a 35 milhões e em Santa Catarina são 45 milhões de suínos contra uma população de 6 milhões de pessoas.

    É importante lembrar que cada suíno produz de 6 a 8 vezes mais dejetos que os seres humanos, que na sua grande maioria são despejados em rios, lagos ou no solo, causando graves danos aos recursos hídricos. Poucos são os criadores que utilizam as câmaras para tratamento de dejetos. Em Santa Catarina, mais de 90% dos rios já estão poluídos, e não só os dejetos são poluentes, mas, produtos agropecuários tais como carrapaticidas e pesticidas também poluem as águas e o ambiente.

    Todos ouvem falar em contenção de água, já que as águas brasileiras são muito visadas e cada vez menos abundantes. Devemos levar em consideração que, para cada quilo de carne produzido, são necessários 15 mil litros de água e se uma pessoa consome 200 gramas de carne estará indiretamente consumindo 3 mil litros de água enquanto que para 1 quilo de cereal produzido são necessários apenas mil e trezentos litros de água.

    Outro fator ecológico diretamente relacionado ao consumo de carne é o avanço da fronteira agropecuária na Amazônia. Pesquisadores e cientistas do mundo todo sabem que é na biodiversidade brasileira que se escondem os diversos e melhores princípios ativos para medicamentos de diversas enfermidades, sem falar da riqueza da fauna e flora deste lugar.

    A maior ameaça a este verdadeiro tesouro mundial são as queimadas das matas para dar lugar à criação de gado e a plantação da soja. As grandes plantações de soja existentes na Amazônia são de empresas estrangeiras onde toda produção está voltada ao consumo destes animais.

    A Amazônia perde hoje por minuto, uma área equivalente a um campo de futebol, (cerca de um hectare) para dar lugar a um pasto cuja produção total de carne será equivalente a um engradado com 257 hambúrgueres. Se vamos observar a emissão de gases prejudiciais à camada de ozônio, não podemos pensar apenas nos gases liberado pelas queimadas e pela utilização de combustíveis. O metano, mesmo com uma vida média curta, é altamente prejudicial à camada de ozônio, onde 37% deste gás produzido por atividades humanas vêm principalmente do sistema digestivo dos ruminantes, como os bovinos.

    Tendo em vista todos esses problemas causados pelo simples consumo de carne, por que a carne é tão barata? E por que o Brasil investe tanto nessa área?

    Basta olharmos para nosso passado e logo perceberemos que nada mudou, não deixamos de ser fornecedores de produtos primários. Os países ricos compram, e muito, nossa carne pois não tem espaço nem água suficientes para tal criação. Pelo contrário, esses países investem numa preservação e reconstrução da fauna e flora de seus territórios.

    Quando exportamos esses animais em pedaços, esquecemos de acrescentar nesse valor nossas matas queimadas, nossa fauna destruída, nossa água vendida aos montes junto com a carne.

    Vegetarianismo e Crueldade contra Animais

    Até agora vínhamos falando sobre a sobrevivência e preservação da espécie humana, e não citamos em momento algum a maneira como são tratados esses animais de criação.

    Para aqueles que lidam com esse meio, como veterinários e agrônomos, as coisas são mostradas de maneira mais aberta, pois esses profissionais recebem o seguinte ensinamento: “Diferentemente dos cães e gatos, os animais de consumo são produtos, dinheiro, portanto devem receber cuidados até onde valer a pena falando-se de dinheiro.” Para a população em geral, isso é omitido quando as empresas que vendem produtos de origem animal mostram apenas imagens de frangos, bois e porcos sempre com alegres expressões e cheios de saúde.

    Falando ainda de aves, centenas de ovos são colocadas em grandes estufas, e assim que nascem pintinhos, são todos submetidos a um banho de formol sendo selecionados; separando-se os mortos, doentes ou portadores de deficiência que servirão de substrato no fabrico de rações. Os sobreviventes normalmente são levados para as granjas e sofrem a chamada debicagem, processo que consiste na retirada mecânica da ponta do bico para evitar o canibalismo entre eles, atitude esta, não natural que ocorre devido ao estresse nas granjas. A debicagem também impede a seleção do alimento oferecido às aves, aumentando ainda mais a crueldade para com estes animais. Os frangos direcionados ao abate, com cerca de 45 dias de vida, são encaminhados aos matadouros, onde serão pendurados de cabeça para baixo e têm os vasos do pescoço cortados após uma insensibilização elétrica. Se estes não são encaminhados para a engorda e abate, são direcionados à produção de ovos, onde passam o resto da vida presos em gaiolas não muito maiores que seu próprio tamanho, com espaço apenas para comer e botar seus ovos e onde são submetidos à claridade por 18 a 20 horas por dia a fim de que se alimentem mais e botem mais ovos.

    Quanto aos bovinos, assim que nascem, são muito bem cuidados, pois este é um período delicado de suas vidas. Quando estão mais crescidos, sofrem com marcações a ferro quente, descornas ou mochação (retirada dos cornos e queimada do botão córneo respectivamente) e castrações dos machos, onde muitas vezes a quantidade anestésica não é suficiente ou até mesmo inexiste. O abate destes animais começa com o jejum hídrico, onde o animal fica confinado e não recebe nenhum alimento por 24 horas, apenas água. Isto é feito com a intenção de não haver muito conteúdo gastrointestinal no momento da evisceração (retirada das vísceras da cavidade abdominal do animal). Em um corredor chamado seringa, os animais são encaminhados em fila para o momento do abate propriamente dito, onde são insensibilizados com um golpe na região frontal do crânio. Hoje são utilizados aparelhos como a pistola pneumática para que não ocorram erros no momento do golpe. Em trinta segundos os animais são suspensos com a cabeça para baixo e tem vários vasos do pescoço e coração dilacerados por uma longa faca introduzida na região cervical para que ocorra a sangria, fazendo com que o animal finalmente morra.

    É necessário salientar que o animal deve estar vivo e em estado de pânico até o momento da sangria, pois são os batimentos cardíacos acelerados e a vaso constrição periférica que facilitam uma sangria rápida e a boa qualidade da carne.

    Os suínos por sua vez são criados de maneira mais rústica. Nos primeiros 3 dias de vida, cortam-se o rabo e os dentes caninos para evitar o canibalismo e no mesmo momento é feita a castração. Vale salientar que em nenhum momento são utilizados medicamentos anestésicos.

    São criados em baias de cimento durante toda a vida, e no momento do abate são insensibilizados com eletrochoque. A sangria é semelhante à bovina. Todo esse processo é muito cruel, mas o que mais comove é saber que momentos antes da insensibilização esses animais percebem algo de errado com seu semelhante logo à frente, começam a apresentar sinais de pavor e angústia, tais como: midríase (dilatação das pupilas), taquicardia (aumento dos batimentos cardíacos), taquipnéia (aumento da freqüência respiratória), vaso constrição periférica (estreitamento dos vasos da periferia do corpo) e liberação de muitas substâncias, como por exemplo a adrenalina. Não se pode negar o sofrimento desses animais, não só no momento do abate, mas durante toda sua vida. Que crime teriam cometido esses animais?

    A dentição no homem e nos animais

    Se dotados de caninos, não seríamos nós carnívoros por natureza? A questão dos dentes é muito simples de ser explicada: cavalos, hipopótamos, gorilas e outros herbívoros têm caninos muito grandes e desenvolvidos, mesmo alimentando-se apenas de vegetais. Seguindo esse raciocínio analisemos a dentição de um animal carnívoro: dentes incisivos pequenos e afiados, caninos grandes e pontiagudos e molares afiados e serrilhados. Já um herbívoro tem incisivos grandes e quadrados, caninos (quando existem e não servem como defesa) quase do mesmo tamanho que os outros dentes e pouco afiados, além de molares chatos próprios para triturar sementes, frutos e folhas. Agora, se dermos uma olhadinha no espelho, o que é que veremos? Com relação aos nossos antepassados tidos como “naturalmente” carnívoros, há uma característica física herdada de nossos ancestrais que não nega nossa verdadeira origem vegetariana, o apêndice, uma pequena bolsa que hoje não tem função, que aponta para a involução de uma parte de nosso aparelho digestório, que alguns animais herbívoros apresentam bem desenvolvida, chamada ceco. Serve como uma câmara de fermentação que, a milhares de anos, nos permitia a obtenção de nutrientes essenciais.

    Pensemos agora no homem das cavernas. Um povo sem restrições alimentares culturais ou religiosas, que se alimenta de todo tipo de fontes energéticas, desde folhas até pequenos invertebrados. Em meio a tantos perigos como predadores de animais maiores, por que esses indivíduos arriscariam suas vidas para caçar outros animais? Eles arriscavam suas vidas pelo mesmo motivo que alguns homens arriscam hoje em dia: status social. Voltar para seu grupo carregando nas costas um animal morto, muito maior que ele próprio, era símbolo de honra e respeito. O ato de comer a carne era apenas um momento de desfrutar o “troféu”.

    Pode parecer estranho, mas pensemos nas pinturas feitas pelos povos primitivos: em momento algum vemos mulheres cozinhando um pernil, ou utilizando um animal como alimento e sim figuras que mostram um momento que realmente tem valor para aquele povo, ou seja, o momento da caça. Mas, se ainda resta alguma dúvida quanto à nossa verdadeira natureza, feche os olhos e imagine um animal que acaba de ser morto, estendido aos seus pés, você rasga sua pele e, com suas mãos ensangüentadas, arranca um pedaço cru de carne e dá uma mordida no músculo ainda morno. Isso não parece nada atraente. Agora, imagine uma grande e saborosa tangerina; com suas mãos, você descasca a fruta e pega um suculento gomo, coloca na boca e mastiga cuidadosamente para não deixar escapar nenhuma gota, pois está muito doce. É de dar água na boca não é?

    Vegetarianismo e Necessidade Alimentar

    * Poderíamos viver sem as proteínas da carne?
    * Quais são os nutrientes exclusivamente encontrados na carne?
    * Quais os benefícios e malefícios do vegetarianismo?

    Mas vamos começar entendendo o que é vegetarianismo e quais são as várias dietas. A dieta vegana, ou vegetariana total, consiste em uma alimentação a base de vegetais como: frutas, hortaliças, leguminosas (como feijão e ervilha), cereais, sementes e castanhas. A dieta lactovegetariana inclui, vegetais, queijo e outros laticínios. A dieta ovolactovegetariana (ou lacto-ovovegetariana) além dos derivados do leite, também inclui ovos. Os semivegetarianos não comem carne vermelha, mas aceitam frango e peixe além de alimentos vegetais, laticínios e ovos.

    É um grande equívoco pensar que os vegetais não possuem proteína suficiente para suprir a necessidade humana. Outros nutrientes como ferro, cálcio e quase todas as vitaminas podem ser encontrados nos vegetais. Feijão, espinafre, levedo de cerveja e algumas frutas secas contêm uma quantidade de ferro que, quando ingeridos com freqüência, podem suprir a necessidade diária.

    Existe um componente dos produtos de origem animal que não é encontrado em nenhum outro alimento, a vitamina B-12 ou cobalamina. A cobalamina é sintetizada por bactérias. Os animais herbívoros têm sua própria fonte bacteriana em câmaras do sistema digestório como o rúmen (vacas) e a ceco (cavalos). A falta desta vitamina é responsável por doenças sanguíneas e nervosas, podendo causar irritação, depressão e amnésia. Em caso de gestantes, a deficiência de cobalamina prejudica a formação do sistema nervoso do feto. É essencial que todos os vegetarianos procurem outras fontes de vitamina B-12 sempre sob orientação médica., que poderá ser um suplemento, alimentos enriquecidos, laticínios ou ovos para atingir a ingestão adequada de vitamina B-12. Vale lembrar que o consumo ocasional de queijos, leite e ovos não suprem as necessidades de cobalamina.

    Quando não temos uma dieta vegetariana bem planejada, podem ocorrer deficiências de nutrientes como os citados anteriormente ou um excesso de calorias.

    Por outro lado, alguns estudos mostram que uma dieta vegetariana previne doenças cardíacas, pressão alta, obesidade, diabetes melito e algumas formas de câncer.

    Ampliando nossa visão podemos mudar o planeta… Após uma reflexão, não somente baseada nestas informações, mas em muitas outras, devemos colocar tudo em uma balança para tomarmos uma decisão, e esta decisão deve ser sempre questionada, seja ela qual for, assim teremos sempre novas oportunidades de aprender e melhorar nossa sociedade. O homem já está no topo da cadeia alimentar a um bom tempo. Isso não se deve à sua força física, como os outros animais, mas sim à sua inteligência. Devemos utilizar essa inteligência a favor da humanidade, dos animais e do planeta. Somos responsáveis por nossas atitudes, somos a força que pode mudar o destino, quase inevitável, da Terra.
    Assim concluiremos ainda que,o vegetarianismo além de todos os benefícios já mencionados entre outras clausulas não mencionadas(pois esta resenha já estendeu-se mais do que deveria),o vegetarianismo proporciona ao ser humano,uma visão de vida interminavelmente plena,respeitosa e sustentável para tudo e para todos,ou seja,em poucas palavras,TUDO O QUÊ O UNIVERSO NECESSITA e anceia desde o nascimento do Homo Sapiens.
    Estando tudo esclarecido,só tenho à dizer:
    – Viva e deixe viver.
    Go Vegan,Go Vegan !!!

    Por: Leandro Balther.

  3. sergio disse:

    estou com tigo em todas as palavas que escreveste

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