Dois Judeus Identificam o Israel Espiritual

Um fato surpreendente: Os pássaros cuco europeus são conhecidos como um “bando de parasitas”. Não constróem ninhos, a fêmea deposita seus ovos (do mesmo tamanho, formato e cor do hospedeiro) em ninhos de outras aves menores (geralmente pardais), deixando para os outros o trabalho de chocar seus ovos e criar seus filhotes. Esses outros pássaros inconscientemente, chocam, alimentam, e cuidam dos jovens impostores às custas de sua própria descendência real!

O diabo tem plantado com sucesso uma mentira perigosa na teologia cristã, a qual foi sem querer incubada, adotada e nutrida pela maioria das igrejas evangélicas. Hoje, milhões de pessoas em todo o mundo que estão interessadas nas profecias bíblicas tem seus olhos fixos em Jerusalém. Os cristãos estão constantemente especulando sobre o moderno Estado de Israel, a reconstrução do templo judeu, e um Armagedon no Oriente Médio. Esses assuntos estão sendo discutidos em revistas, em vídeos, nos livros, no rádio, no púlpito, nos seminários, na Internet, e em conferências de profecia bíblica.

É impressionante quantos cristãos conectam automaticamente o fim dos tempos das profecias bíblicas com a nação de Israel. Por exemplo, o conhecido autor Dave Hunt ecoa estes pontos de vista na contracapa de seu popular livro, “um copo de tremor”. Ele escreve: “Velozes eventos no Oriente Médio apontam quase diariamente para o grande final, o momento de maior sofrimento para o povo judeu no mundo inteiro, vai ao clímax na terrível batalha do Armagedom e no retorno glorioso do Messias para salvar Israel e reinar sobre o mundo do trono restabelecido de Davi em Jerusalém”.

Esta abordagem do “Oriente Médio” na profecia tornou-se popular entre as igrejas históricas nos anos 80 com uma série de livros da pena de Hal Lindsey. Em seus bestsellers “A Agonia do Grande Planeta Terra” e “Contagem Regressiva para o Armagedom”, o Sr. Lindsey emprega esta abordagem dispensacionalista à profecia, fazendo várias previsões muito específicas. O arrebatamento secreto da igreja iria ocorrer em 1981, seguido pela construção de um novo templo judaico, o advento do Anticristo, a grande tribulação, a invasão de Israel, a batalha do Armagedom, e o começo do milênio até 1988. Apesar do fato de todas essas previsões terem caído por terra, seus livros continuam a vender. Pior ainda, as sementes de erro que continham brotaram e tornaram-se firmemente enraizadas em muitas igrejas.

Embora existam diferenças de opinião entre os evangélicos, a maioria concorda com os seguintes cinco eventos,  como núcleo das profecias:

– O renascimento do Estado de Israel em 1948.
– A breve-vinda do “período de sete anos da Grande Tribulação”.
– A reconstrução do templo judaico no Monte do Templo, em Jerusalém.
– A ascensão do anticristo durante a tribulação, que vai entrar nesse templo e proclamar que ele é Deus.
– A guerra final contra a nação de Israel, que resultará na batalha do Armagedom no Oriente Médio.

Isso já aconteceu antes!

Aqui está a grande questão. Todas estas profecias do tempo do fim nas Escrituras sobre Israel e o templo estão falando apenas da nação literal dos judeus e um edifício físico, ou há uma aplicação espiritual mais profunda?

Lembre-se, quando Jesus veio a primeira vez, seu próprio povo não compreendeu corretamente as profecias sobre o Seu reino. Eles estavam esperando ansiosamente que ele fosse estabelecer literalmente um reino terreno. Jesus sempre tentava lhes explicar que sua primeira vinda era para estabelecer um reino espiritual. Ele disse: “…Não vem o reino de Deus com visível aparência. Nem dirão: Ei-lo aqui! Ou: Lá está! Porque o reino de Deus está dentro de vós”. (Lucas 17:20-21.)

Como os persistentes e populares ensinamentos dessa época centravam-se num Messias muscular que iria derrotar os romanos e sentar-se no trono de Davi, os discípulos ignoravam os comentários de Jesus sobre o Seu reino espiritual. Eles tentaram tornar as profecias espirituais literais, e suas expectativas foram esmagadas pela cruz. Eles lamentaram: “nós esperávamos que fosse ele quem havia de redimir a Israel”. (Lucas 24:21). Mesmo depois de sua ressurreição, os discípulos ainda estavam agarrados a estes pontos de vista populares e na esperança de um reino iminente e literal. “Então os que estavam reunidos lhe perguntaram: “Senhor, é neste tempo que vais restaurar o reino a Israel?” (Atos 1:6 NVI).

É possível que a igreja em geral esteja cometendo hoje o mesmo erro pela aplicação errada das profecias sobre o Israel espiritual e o templo ao tentar interpretá-los em um sentido literal? Se assim for, eles podem estar se preparando para abraçar um engano diabólico para não mencionar uma decepcionante e devastadora experiência.

O nome “Israel”

É impossível compreender claramente o assunto de Israel deixando de lado um estudo cuidadoso do Antigo Testamento. A primeira vez que o nome “Israel” aparece na Bíblia foi quando foi falado a Jacó depois de sua longa noite de luta com um adversário poderoso. O divino ser disse finalmente, “O seu nome não será mais Jacó. Você lutou com Deus e com os homens e venceu; por isso o seu nome será Israel”. (Gênesis 32:28 NTLH). Assim, o nome “Israel” foi o primeiro nome de origem celeste aplicado a Jacó primeiramente. Ele representou sua vitória espiritual sobre o pecado, através de batalha na oração e reivindicação da graça de Deus.

Jacó teve 12 filhos, que mais tarde mudaram-se para o Egito. Os descendentes desses filhos, posteriormente multiplicaram-se em 12 tribos que foram escravizadas pelos egípcios até a época de Moisés. Então Deus disse a Faraó, através de Moisés, “Israel é meu filho, meu primogênito…deixa ir meu filho, para que me sirva…” (Êxodo 4:22-23). Note-se que aqui o nome “Israel” é expandido para incluir os descendentes de Jacó. Portanto, o nome “Israel” foi aplicado pela primeira vez a um homem vitorioso, em seguida, para o seu povo. Logo veremos por que isso é um ponto muito importante.

Israel, Filho de Deus

Cerca de 800 aC, o Senhor falou através do profeta Oséias, dizendo: “Quando Israel era menino, eu o amei; e do Egito chamei o meu filho”. (Oséias 11:1). No entanto, por esta altura a nação de Israel não conseguiu viver  o significado espiritual de seu próprio nome. Este versículo em Oséias eclode com enorme importância em apenas um momento, quando olhamos para o Novo Testamento.

Aproximadamente 800 anos após a profecia de Oséias: “Jesus nasceu em Belém da Judéia nos dias do rei Herodes”. (Mateus 2:1). Porque Herodes foi ameaçado por este novo rei, ele enviou soldados para “matar todos os meninos que estavam em Belém”. (Versículo 16). José foi avisado da iminente crise com antecedência. “O anjo do Senhor apareceu a José em sonho, dizendo: Levanta-te, toma o menino e sua mãe, foge para o Egito, e ali fica até que eu te diga”. (Versículo 13). Assim, a Sagrada Família, levantou-se e “partiu para o Egito.” (Versículo 14).

Mateus escreve que o pequeno Jesus  permaneceu no Egito “até a morte de Herodes, para que se cumprisse o que foi dito da parte do Senhor pelo profeta: Do Egipto chamei o meu filho” (Versículo 15). Note que Mateus está citando Oséias 11:1, que originalmente se refere à nação de Israel saindo do Egito, mas agora ele declara a profecia  “cumprida” em Jesus Cristo! Aqui Mateus está começando a revelar um princípio verdadeiramente chocante que ele desenvolve em todo o seu Evangelho.

Por exemplo, um tempo após a cura de um grupo de pessoas, modestamente, Jesus “ordenou-lhes que eles não deviam fazê-lo conhecido: para que se cumprisse o que foi falado por Isaías, o profeta, dizendo: “Eis o meu servo, a quem Eu escolhi, o meu amado, em quem a minha alma se compraz: porei meu espírito sobre ele, e ele anunciará juízo aos gentios. Não contenderá, nem gritará, nem alguém ouvirá nas praças a sua voz “. (Mateus 12:16-19). Aqui, o escritor do Evangelho está citando Isaías 42:1-3, uma passagem que originalmente era aplicada a “Israel, meu servo …”. (Isaías 41:8). Mas Mateus novamente nos diz que é “cumprido” em Jesus Cristo!

O apóstolo Paulo também seguiu o princípio da aplicação das declarações originalmente feitas sobre a nação de Israel à Jesus Cristo. Deus chamou Israel de “o meu primogênito” em Êxodo 4:22. No entanto, Paulo disse que era Jesus Cristo, “o primogênito de toda criatura”. (Colossenses 1:15).

O exemplo mais claro de todos eles é onde Deus chamou Israel de “semente de Abraão”Isaías 41:8. No entanto, Paulo escreveu mais tarde que a semente de Abraão não se referia a “muitos”, mas sim a “um … que é Cristo”. (Gálatas 3:16). Assim descobrimos que repetidamente no Novo Testamento, declarações que originalmente eram aplicadas à nação de Israel são aplicadas a Jesus Cristo. O Messias é agora “a semente”. Portanto, Jesus é a própria essência de Israel! Esta é uma verdade explosiva!

Um estudo muito cuidadoso do primeiro livro do Novo Testamento revela que Cristo realmente repetiu a história do antigo Israel, ponto por ponto, e a superou, onde tinham fracassado. Observe os seguintes paralelos incríveis entre a história do antigo Israel e de Jesus Cristo:

No Antigo Testamento, um jovem chamado José tinha sonhos e foi para o Egito para preservar viva sua família (Gênesis 45:5). No Novo Testamento, encontramos um outro José, que também tinha sonhos e depois foi ao Egito para preservar sua família (Mateus 2:13).

Quando a jovem nação de Israel saiu do Egito, Deus chamou a nação “meu filho” em (Êxodo 4:22). Quando o bebê Jesus saiu do Egito, Deus disse: “Do Egito chamei o meu filho.” (Mateus 2:15).

Quando Israel deixou o Egito, o povo atravessou o Mar Vermelho. O apóstolo Paulo diz que “Em Moisés, todos eles foram batizados… no mar.” (1 Coríntios 10:2). Jesus também foi batizado “para cumprir toda a justiça”, e logo em seguida Deus o proclama, “o meu Filho muito amado” (Mateus 3:15-17).

Após os israelitas atravessarem o Mar Vermelho, eles passaram 40 anos no deserto. Imediatamente após o Seu batismo, Jesus foi “conduzido pelo Espírito ao deserto” durante 40 dias (Mateus 4:1-2).

No final dos 40 anos vagando pelo deserto, Moisés escreveu o livro de Deuteronômio. No final dos 40 dias no deserto, Jesus resistiu às tentações de Satanás, citando três Escrituras, todas de Deuteronômio!

No Salmo 80:8, Deus chama Israel de “videira” que ele trouxe “para fora do Egito”. No entanto, mais tarde Jesus declarou: “Eu sou a videira verdadeira.” (João 15:1). No Antigo Testamento, o nome “Israel” é aplicado pela primeira vez a um homem, Jacó e representou a vitória  espiritual de Jacó sobre o pecado. Mesmo assim, no início do Novo Testamento, descobrimos que Jesus Cristo é o novo Israel que veio “para fora do Egito.” Ele é o homem vencedor que superou todos os pecados!

Uma Nova Nação

Ainda há mais. Lembre-se que o nome “Israel” não se refere apenas a Jacó, mas também para seus descendentes, que se tornou Israel. O mesmo princípio é visto no Novo Testamento.

Por exemplo, o Senhor havia dito aos antigos israelitas: “E vós sereis para mim um reino de sacerdotes e uma nação santa.” (Êxodo 19:6). No Novo Testamento, Pedro aplica estas palavras exatas para a igreja: “Mas vós sois a geração eleita, o sacerdócio real, a nação santa, um povo peculiar”. (1 Pedro 2:9).

Da mesma forma, logo após a declaração de Paulo em Gálatas capítulo 3 sobre Jesus ser “a semente”, ele disse então a seus convertidos gentios [um gentio é qualquer pessoa que não era da fé judaica] “E, se sois de Cristo, também sois descendentes de Abraão e herdeiros segundo a promessa.” (Gálatas 3:29). Assim, no Novo Testamento, o nome de Israel não se aplica somente a Jesus Cristo, mas também para todos aqueles que são nascidos em Cristo, Sua igreja! Em outras palavras, todos os verdadeiros cristãos são agora o Israel Espiritual de Deus.

Visão Dupla

Você já foi duramente atingido na cabeça e depois começou a ver tudo duplicado? Bem, do que temos estudado, o mundo cristão precisa de uma pancada amorosa na cabeça com esta verdade do Novo Testamento, para que mais pessoas comecem a “ver duas vezes”  o assunto Israel! De acordo com o Novo Testamento, há agora dois Israéis. Um grupo é composto de israelitas literais “segundo a carne” (Romanos 9:3-4). O outro é o “Israel espiritual”, composto de judeus e gentios que crêem em Jesus Cristo.

Paulo escreveu: “nem todos os de Israel são, de fato, israelitas” (Romanos 9:6). Ou seja, nem todos são parte do Israel espiritual de Deus que é a nação literal de Israel. Paulo continuou, “não são os filhos naturais[descendentes físicos de Abraão], que são filhos de Deus, mas os filhos da promessa é que são considerados descendência de Abraão.” (Romanos 9:8). Os filhos da carne são apenas os descendentes naturais de Abraão, mas os filhos da promessa são contados como semente verdadeira. Hoje qualquer pessoa, judeu ou gentio pode tornar-se parte desta nação espiritual de Israel por meio da fé em Jesus Cristo.

Deus Olha para o Coração

Assim como há dois Israéis, também existem dois tipos de judeus: (1) Judeus que são apenas os descendentes naturais de Abraão, e (2), judeus no espírito que crêem em Jesus Cristo. Paulo escreveu: “tu, que tens por sobrenome judeu, e repousas na lei, e te glorias em Deus. … a circuncisão tem valor se praticares a lei; se és, porém, transgressor da lei, a tua circuncisão já se tornou incircuncisão. Se, pois, a incircuncisão (Gentios) observa os preceitos da lei, não será ela, porventura, considerada como circuncisão? … Porque não é judeu quem o é apenas exteriormente, nem é circuncisão a que é somente na carne, Porém judeu é aquele que o é interiormente, e circuncisão, a que é do coração, no espírito, não segundo a letra, e cujo louvor não procede dos homens, mas de Deus. “ (Romanos 2:17, 25, 26, 28, 29).

Você entendeu isso? As implicações são surpreendentes! Alguém que é “chamado judeu” porque é um descendente físico de Abraão, e que vive como um transgressor da lei, “não é um judeu.” Sua “circuncisão já se tornou incircuncisão”. Assim, para Deus, ele é um gentio. E um gentio, que pela fé mantém “a justiça da lei”, sua incircuncisão é contada como circuncisão. Assim, para Deus, ele é um judeu. João Batista pavimentou o caminho para este princípio quando ele advertiu os judeus de confiarem em sua ascendência literal para a salvação. “Produzi, pois, frutos dignos de arrependimento; e não comeceis a dizer entre vós mesmos: Temos por pai a Abraão; porque eu vos afirmo que destas pedras Deus pode suscitar filhos a Abraão.” (Mateus 3:8-9).

Mais tarde, Jesus repetiu este mesmo princípio em um confronto com os líderes religiosos.“…Responderam-lhe: Abraão é nosso pai. Disse-lhes Jesus: Se fôsseis filhos de Abraão, faríeis as obras de Abraão “… “Vós tendes por pai ao diabo, e quereis satisfazer-lhes os desejos.” (João 8:39-44).

Paulo escreveu: “Sabei, pois, que os que são da fé, esses são filhos de Abraão.” (Gálatas 3:7)“Porque a circuncisão somos nós, que servimos a Deus em espírito, e nos gloriamos em Cristo Jesus, e não confiamos na carne.” (Filipenses 3:3). Assim, segundo Paulo, um judeu real aos olhos de Deus é um judeu ou gentio, que tem fé pessoal em Jesus Cristo!

Eventualmente, esta verdade Pedro disse a uma sala cheia de gentios convertidos, “Então Pedro, tomando a palavra, disse: Na verdade reconheço que Deus não faz acepção de pessoas; mas que lhe é aceitável aquele que, em qualquer nação, o teme e pratica o que é justo.” (Atos 10:34-35).

Todo Israel Será Salvo?

Apenas os judeus serão salvos. Além disso, todos os judeus serão salvos! Agora, depois que você se levantou do chão, permita-me explicar estas declarações em negrito.

Todos nós sabemos que somos salvos sob a nova aliança, certo? Observe a letra da nova aliança: “Eis que vêm dias, diz o Senhor, que farei uma nova aliança com a casa de Israel, e com a casa de Judá”. (Jeremias 31:31). E no livro de Hebreus, Paulo desenvolve este conceito: “Eis que dias vêm, diz o Senhor, quando farei uma nova aliança com a casa de Israel e com a casa de Judá. … Porque este é o pacto que farei com a casa de Israel depois daqueles dias, diz o Senhor: Porei as minhas leis no seu entendimento, e gravá-los-ei em seu coração e eu serei o seu Deus, e eles serão o meu povo: “E não ensinará cada um a seu vizinho, e cada um a seu irmão, dizendo: Conhece ao Senhor, porque todos me conhecerão, desde o menor até o maior. Porque serei misericordioso para com suas iniquidades, e de seus pecados e de suas iniqüidades não me lembrarei mais. “ (Hebreus 8:8, 10-12).

A nova aliança é feita “com a casa de Israel”! Deus nunca faz um pacto de salvação com gentios. Na verdade, em nenhum lugar nas Escrituras você encontrará algum pacto feito com qualquer pessoa, senão com israelitas! Portanto, se você quer ser salvo, você deve nascer de novo, como um ser espiritual judeu. Isso não quer dizer que todos os cristãos devem agora ser circuncidados e sacrifícarem cordeiros, mas temos de ter o equivalente espiritual dessas coisas, Jesus, o Cordeiro de Deus, e a circuncisão do coração.

Deus não tem um método de salvação para os judeus e um outro diferente para não-judeus.Todo mundo é salvo da mesma forma, no âmbito do mesmo programa. Pela graça através da fé. Paulo usou a analogia de uma oliveira para explicar que todos os gentios, que são salvos são enxertados no estoque de Israel. “E se alguns dos ramos foram quebrados, e tu, sendo zambujeiro, foste enxertado em meio deles, e feito participante da raiz e da seiva da oliveira, não te glories contra os ramos. E, se contra eles te gloriares, não és tu que sustentas a raiz, mas a raiz a ti.” (Romanos 11:17-18).

A religião cristã é baseada em um manual judeu chamado Bíblia. (À luz desta realidade, é extremamente difícil de entender como qualquer verdadeiro cristão poderia ser anti-semita.) Cristianismo não é uma nova religião, mas sim a conclusão da fé judaica.

Com essa verdade em mente, podemos agora compreender melhor o que Paulo queria dizer quando disse: “E assim todo o Israel será salvo”. (Romanos 11:26). Alguns têm tomado este versículo para dizer que Deus acabará por salvar todos os judeus literais. Se isso fosse verdade, seria contrariar todos os princípios das relações de Deus com os seres humanos ao longo da história e das Escrituras. Deus não é racista. Aos olhos de Jesus: “Não há judeu nem grego”. (Gálatas 3:28).

Somos salvos com base nas escolhas que fazemos em relação a provisão de Deus, e não sobre o estatuto da cidadania nacional ou física. Mas se quando Paulo diz que “todo o Israel será salvo” ele está falando do Israel espiritual, e se entendermos que nos tornamos um “verdadeiro judeu” apenas por uma escolha, então tudo faz sentido.

A Aplicação da Profecia

Como é que tudo isto se aplica a profecia? O maior livro sobre profecia, o livro do Apocalipse, fala sobre o Monte Sião, Israel, Jerusalém, o templo, o Eufrates, Babilônia, e o Armagedom. Assim, é evidente que o Apocalipse usa a terminologia do Oriente Médio, em suas profecias. Mas o que está acontecendo agora em todo o planeta Terra é que os cristãos sinceros estão automaticamente aplicando estas profecias aos lugares literais do Oriente Médio e para a nação moderna dos judeus. No entanto, uma vez que compreendemos os princípios do Novo Testamento expostos no presente artigo, devemos ser capazes de ver que há “algo de errado com essa imagem.” É como ver mensagens de erro aparecendo em nossas telas de computador! A verdade é que a Revelação se centra ao redor de Jesus Cristo e do Israel de Deus no Espírito, e não no Israel da carne!

Nunca se esqueça de que “… nem todos os que são de Israel são israelitas” (Romanos 9:6). “Porque a circuncisão somos nós, que servimos a Deus em espírito, e nos gloriamos em Cristo Jesus, e não confiamos na carne.” (Filipenses 3:3).

Compartilhe com os outros a verdade de que agora “não há judeu nem grego, … porque todos vós sois um em Cristo Jesus. E, se sois de Cristo, então sois descendência de Abraão, e herdeiros conforme a promessa.” (Gálatas 3:28-29).

Não vamos viver na carne ou aceitar populares e complicados ensinamentos que se concentram em um estado terreno. Pelo contrário, vamos viver no Espírito. Como Jacó , vamos lutar em oração e nos agarrar a Jesus pela fé, até o ouvirmos dizer: “não te chamarás Jacó, e sim Israel, pois como príncipe lutaste com Deus e com os homens e prevaleceste.” (Gênesis 32:28).

Shalom!

Artigo Escrito por Steve Wohlberg e Doug Batchelor, traduzido pelo blog Sétimo dia, do original “Two Jews Identify Spiritual Israel”

Sobre Blog Sétimo Dia

“SOLO CHRISTO”, “SOLA GRATIA”, “SOLA FIDE”, “SOLA SCRIPTURA” (salvação somente em Cristo, somente devido à graça de Deus, somente pela instrumentalidade da fé, somente com base na Escritura)
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2 respostas para Dois Judeus Identificam o Israel Espiritual

  1. Paulo Cesar Correa disse:

    Sou Adventista a 6 anos, meu pai é de uma igreja chamada Igreja de Deus do Sétimo Dia, eles acreditam que o milênio sera na terra, e utilizam Zacarias cap. 14 para provar que o armagedom acontecera através de uma guerra mundial.1º Como posso contextualizar este capítulo de Zacarias, demonstrando que esta era uma profecia condicional ao povo de Isrrael. Também utilizam Apoc. 5:10, onde fala que seremos como reis e sacerdotes (dentro do milênio na terra), para os que “restarem de todas as nações que vieram contra Jerusalém ” (Zacarias 14:16), “E ao que vencer, e guardar até ao fim as minhas obras, eu lhe darei poder sobre as nações. Apocalipse 2:26” também utilizam Apoc. 20:03 para afirmar a existencia de pessoas na terra durante o milenio (…para que não mais engane as nações, até que os mil anos se acabem. Apocalipse 20:3). 2º Em que sentido seremos como reis e sacerdotes dentro do milênio? Quem são estas nações de Apoc. e Zac.?
    3º Quais as bases bíblicas para a morada no céu e a terra estando vazia sendo esta o aprisionamento de Satanás?

    Des de já agradeço a atenção e a ajuda….

    Que Deus os abençoe.

  2. SALOMÃO SOUSA CARVALHO disse:

    O REINO DE DEUS QUE É A NOVA ISRAÉL É O PROPRIO AR.ONDE TODOS VIVOS E MORTOS PARTICIPAM.UM SÓ DEUS,QUE É DEUS MESMO.

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