Conheça Meu Pai

Eu O conheço pessoalmente e você também pode conhecê-Lo

Por Clinton Wahlen

Quando você pensa em Deus Pai, que imagem vem à sua mente? Como um Deus todo-poderoso e onisciente, mas distante e muito ocupado com o Universo? Ou, talvez, sua idéia a respeito do Pai seja vaga, como era a minha até eu descobrir quão frequentemente a Bíblia fala sobre Ele. O modo com que vemos nosso Pai celestial é muito importante, porque também afeta nosso modo de ver Jesus e a salvação, e como lemos o que toda a Bíblia tem a dizer.

A maioria de nós já tem uma ideia do que significa “pai”, o que pode ou não ajudar nossa tentativa de conhecer nosso Pai celestial.

A imagem mental de meu pai mudou ao longo dos anos. Não sei que tipo de pai você teve: austero e forte, fraco e imaturo, amável e cuidadoso, ou um pouco de cada tipo. Conheço pessoas cujos pais parecem ser tudo o que um filho e uma filha desejam. Mas também conheço pessoas cujos pais são assustadores.

Meu pai terreno fez o que lhe parecia ser o melhor (quase sempre!), mas meu Pai celeste sabe o que é melhor para mim (sempre!).

Estou certo de uma coisa: nenhum pai é perfeito. O meu não é, como ele mesmo admite. Estou longe de ser o pai perfeito para meus filhos. Mas conheço Alguém que é perfeito, porque esteve ao meu lado quando não havia mais ninguém.

Nossa ideia do que deve ser um pai é distorcida por nossa própria experiência ou limitada por nossa compreensão imperfeita. Por isso é que Deus fala conosco como um Pai. Para ajudar-nos a compreender e, mais importante, para ser perfeito conosco, como nenhum ser humano pode ser.

A que se parece nosso Pai celestial? Ele nos disciplina pelo fato de nos amar e conhece melhor do que nossos pais humanos nossas necessidades reais.

Há uma passagem específica no Novo Testamento que aprecio muito, porque contrasta nosso pai humano com nosso Pai celestial. Ela diz que pais humanos nos corrigiam “segundo melhor lhes parecia; Deus, porém, 
nos disciplina para aproveitamento” (Hb 12:10). Em outras palavras, nossos pais, por mais que tentem, jamais poderão ocupar o lugar de Deus em nossa vida.

Meu pai terreno fez o que lhe parecia o melhor para mim (na maior parte do tempo!); meu Pai celestial, porém, sabe o que é melhor para mim (o tempo todo). Não apenas por me conhecer melhor do que eu mesmo, mas também porque sabe o que acontecerá no futuro; e – o mais importante – Ele sabe do que preciso para me tornar segundo Seu propósito. E Ele cumprirá o plano que tem para minha vida. É por isso que, quando nos aproximamos de Deus em oração, podemos fazê-lo confiantemente, porque nosso Pai celestial sabe do que precisamos antes de pedirmos a Ele (Mt 6:8).

Deus é pequeno o suficiente para cuidar de nossas pequenas preocupações (não apenas fazer de conta, como faço com minhas crianças, às vezes). Jesus disse que o Pai sabe o número de cabelos de nossa cabeça (Mt 10:29-31). Podemos confiar que Ele cuidará de tudo o que estiver relacionado a nós. Ao mesmo tempo, o Pai é tão grande a ponto de reger o Universo e providenciar uma solução para o pecado muito antes de ter surgido (1Pe 1:20; Ap 13:8)

Tal Pai, Tal Jesus

Meu Pai celestial é forte como a rocha (Dt 32:4; Sl. 46:1). “Ele é minha força quando estou fraco. É o tesouro que procuro. Ele é meu tudo em tudo.”1 Às vezes, somos infiéis, mas Ele é sempre fiel pelo fato de que não pode negar Sua natureza (2Tm 2:13). Ele quer nos adotar em Sua família, dando-nos o Espírito como um selo da nossa ligação com Ele e pelo fato de pertencermos à Sua família. De igual modo, o Espírito nos dá coragem para nos achegarmos “confiantemente” ao Seu trono de graça e clamarmos a Ele, do modo mais íntimo (e respeitoso) possível: “Abba, Pai!” (2Co 1:21, 22; Rm 8:14, 15).

Uma vez que Deus é nosso Pai, Ele merece mais honra do que qualquer pai terrestre; por isso, Ele nos pede que O amemos mais do que ao nosso parente mais próximo (Dt 33:9; cf. Ml 2:10; 1:6; Mt 10:37).

Mas o fato mais impressionante sobre nosso Pai celestial é que Seu caráter é exatamente como o de Jesus. Como Ele mesmo lembrou a Tomé: “Quem Me vê a Mim vê o Pai.” Ele diz que o Pai “faz que o Seu sol se levante sobre maus e bons, e a chuva desça sobre justos e injustos” (Jo14:9; Mt 5:44, 45).

Às vezes, respondendo às nossas súplicas, nosso Pai celestial decide dar-nos “coisas boas”. Ele, porém, está determinado a conceder-nos constantemente o Seu melhor (Mt 7:11; veja também Lc 11:13; Mt 16:17; 18:19), embora, muitas vezes, não consigamos ver isso. Mas o melhor presente de todos é ilustrado pela parábola que fala mais do que qualquer outra sobre o Pai: a parábola do filho pródigo. Essa parábola nos ensina que, embora sejamos ingratos, enganosos e perdulários, o Pai anseia por nosso regresso. Ao primeiro vislumbre de nossa mudança de coração, Ele corre para nos encontrar, nos abraça e beija, e nos dá provas abundantes de Sua aceitação e amor eterno (veja Lc 15:11-32).

O Pai amou o mundo de tal maneira que deu Seu único Filho. O Pai é “misericordioso e piedoso, tardio em irar-Se e grande em beneficência e verdade”. Ele perdoa, mas não tem o culpado como “inocente” (Jo 3:16; Êx 34:6, 7). Ele perdoa o pecado, mas não o tolera para sempre. Chegará o dia (as Escrituras o chamam de “Seu estranho ato”) em que o Pai fará o que nunca fez antes (Is 28:21). Ele destruirá para sempre a parte de Sua criação que não pode ser redimida, mais especificamente, os que se recusaram a ser redimidos, consumindo pecado e pecadores com chamas como nunca antes.

Essa destruição com fogo dará lugar a uma nova criação e, pela última vez, o Pai transformará uma maldição em bênção, tornando novas todas as coisas, permitindo que a Terra fique mais bonita e as pessoas que nela habitarem sejam mais amorosas.

O Pai

Deus, o Eterno Pai, é o Criador, o Originador, o Mantenedor e o Soberano de toda a criação. Ele é justo e santo, compassivo e clemente, tardio em irar-Se e grande em constante amor e fidelidade. As qualidades e os poderes manifestos no Filho e no Espírito Santo também constituem revelações do Pai. (Gn 1:1; Ap 4:11; 1Co 15:28; Jo 3:16; 1Jo 4:8; 1Tm 1:17; Êx 34:6, 7; Jo 14:9.)

O Sim de Deus

Aprendi que os pais, às vezes, dizem “sim” quando, na verdade, querem dizer “não” e, às vezes, dizem “não” quando nós, como crianças, queremos apenas ouvir “sim”. Mas com nosso Pai celestial “sim” sempre significa “sim” e “não” sempre significa “não”. E quando a resposta para nossas orações é “não”, ao mesmo tempo significa “sim” para algo melhor. Entretanto, isso leva tempo para ser compreendido, mas devemos confiar e crer que “todas as coisas contribuem para o bem”. Pode ser que, nesta vida, nunca venhamos a compreender isso, mas temos a certeza de que, um dia, Deus – como Pai maravilhoso que é – enxugará dos olhos todas as lágrimas e fará novas todas as coisas (Rm 8:28; Ap 21:4, 5). Como podemos desejar um Deus melhor do que esse?

Por certo, aprenderemos uma coisa através da eternidade: Ele é infinitamente melhor do que nossa limitação humana possa imaginar; e precisaremos de não menos que uma eternidade para reconhecer isso. Portanto, procuremos amá-Lo mais e mais… para sempre! Ellen White disse: “E ao transcorrerem os anos da eternidade, trarão mais e mais abundantes e gloriosas revelações de Deus e de Cristo. Assim como o conhecimento é progressivo, também o amor, a reverência e a felicidade aumentarão. Quanto mais aprendem os homens acerca de Deus, mais Lhe admiram o caráter.”2

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1 Adaptado da letra de Dennis Jernigan, Shepherd’s Heart 
Music, 2002.
2 O Grande Conflito, p 678.

Clinton Wahlen é diretor associado do Instituto de Pesquisas Bíblicas da Associação Geral da Igreja Adventista do Sétimo Dia, em Silver Spring, Maryland, Estados Unidos.

Sobre Blog Sétimo Dia

“SOLO CHRISTO”, “SOLA GRATIA”, “SOLA FIDE”, “SOLA SCRIPTURA” (salvação somente em Cristo, somente devido à graça de Deus, somente pela instrumentalidade da fé, somente com base na Escritura)
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Uma resposta para Conheça Meu Pai

  1. irmão leitor disse:

    “Senhor, mostra-nos o Pai” (João 14:8).

    “Quem vê a Mim vê o Pai” (João 14:9).

    “O Meu ensino não é Meu, e sim dAquele que Me enviou” (João 7:16).

    Em Jesus Cristo o caráter do Pai é mostrado de forma verdadeiramente clara. É uma fotografia perfeita de Deus. Assim, tenho a mais absoluta certeza que tudo o que sei e penso de Jesus equivale a tudo o que sei e penso do Pai.

    “Tivesse Deus, o Pai, vindo ao mundo e habitado entre nós, humilhando-Se, velando Sua glória, a fim de que a humanidade O pudesse contemplar, não se haveria mudado a história que temos, da vida de Cristo… Em cada ato de Jesus, em cada lição de Suas instruções, devemos ver, ouvir e reconhecer a Deus. Na vista, no ouvido, no reconhecimento, são eles a voz e os movimentos do Pai” (PARA CONHECÊ-LO – Pág. 338 – Meditação Matinal 28-11-1965).

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