Catarinenses Pedem Ajuda: Imagens da Enchente !

Chuva deixa 84 mortos e mais de 54 mil desabrigados em SC. Seis cidades decretaram estado de calamidade pública. Oito municípios estão isolados. Mais de 1,5 milhão de pessoas foram afetadas pelos temporais.

Vista Aérea de Itajaí, uma das cidades atingida pela enchente.

As chuvas que atingem o estado de Santa Catarina desde o fim de semana já deixam 97 mortos. Mais de 1,5 milhão de pessoas foram afetadas pelos temporais. Dessas, mais de 78.656 mil tiveram que deixar suas casas e foram levadas para abrigos públicos ou casas de parentes e amigos.

Nr de óbitos registrados pela Defesa Civil:

- Brusque (1)

- Gaspar (15)

- Blumenau (20)

- Jaraguá do Sul (12)

- Pomerode (1)

- Bom Jardim da Serra (1)

- Luiz Alves (4)

- Rancho Queimado (2)

- Ilhota (18)

- Benedito Novo (2)

- Rodeio (4)

- Itajaí (2)

- São Pedro de Alcântara (1)

- Florianópolis (1)

Oito municípios estão isolados: (São Bonifácio, Luiz Alves, São João Batista, Rio dos Cedros, Garuva, Pomerode, Itapoá e Benedito Novo).

Seis decretaram estado de calamidade pública até o momento. São eles: Gaspar, Rio dos Cedros, Nova Trento, Camboriú, Benedito Novo e Pomerode.

o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobrevoou as áreas atingidas pelas chuvas e chegou a afimar que nunca havia visto tal catástrofe. O presidente, através de uma medida provisória irá fornecer ao Estado mais de um bilhão de reais.

Veja as Regiões atingidas pela Chuva

CATARINENSES PEDEM AJUDA

PEDRAS CAINDO SOBRE RODOVIA

O SOL APARECEU MAS AINDA PODE CHOVER

TRAGÉDIA CLIMATOLÓGICA

Para o governo do estado, essa é a “pior tragédia climatológica da história”. Na segunda-feira, em sete horas, o número de desabrigados e desalojados mais que dobrou e passou de 18.127 para 44.151 pessoas. As mortes triplicaram, passando de 22 para 65.

TRÂNSITO

O trânsito está interrompido em diversos trechos de rodovias estaduais e federais, devido a alagamentos e queda de barreira.

A BR-101 está fechada em pelo menos três trechos: na altura do quilômetro 235 (em Palhoça), no quilômetro 113 (Itajaí) e entre os quilômetros 12 e 13 (em Garuva). A BR-470 está com tráfego impedido nos quilômetros 41 e 46, em Gaspar. Já a BR-282 tem problemas nos quilômetros 31 e 43, em Águas Mornas. A BR-376 está interditada no quilômetro 684, em Garuva.

SAIBA COMO AJUDAR MUNICÍPIOS ATINGIDOS PELA CHUVA

A Defesa Civil de Santa Catarina abriu duas contas bancárias para receber doações em dinheiro para ajudar as vítimas das chuvas que atingem o estado desde o fim de semana.

Os interessados podem depositar qualquer quantia nas contas:

- Banco do Brasil Agência 3582-3 Conta corrente 80.000-7

- Besc Agência 068-0 Conta Corrente 80.000-0

Segundo o governo estadual, o dinheiro arrecadado será usado para compra de mantimentos que serão distribuídos entre os moradores das cidades que tiveram alagamentos e deslizamentos.

Quem quiser doar alimentos e roupas deve procurar as prefeituras dos municípios prejudicados pelas cheias e deslizamentos. Entidades públicas e privadas também estão promovendo campanhas e recolhendo material, como a Assembléia Legislativa de Santa Catarina.

A Defesa Civil recomenda cuidados para quem pretende fazer as doações:

- Os alimentos devem estar dentro do prazo de validade e com a embalagem intacta. De preferência, devem ser não-perecíveis;

- Colchões e roupas de cama devem estar em bom estado de conservação, limpos e prontos para utilização;

- Roupas e calçados também devem estar limpos e em condições de uso. Sapatos devem estar amarrados entre si (pé direito com esquerdo) e a numeração deve ser marcada do lado externo com caneta;

- Utensílios domésticos devem estar funcionando e bem conservados.

ENTENDA COMO SE FORMARAM AS CHUVAS QUE CASTIGAM SANTA CATARINA

Temporais foram causadas por um sistema de alta pressão . Ainda deve chover no estado nos próximos 2 dias, diz meteorologia.

Os temporais que castigam Santa Catarina foram provocados por um sistema de alta pressão sobre o oceano Atlântico que se fortaleceu no último fim de semana. Ventos úmidos e constantes vindos do mar se chocaram com as montanhas, subiram e, ao se resfriar, provocaram fortes chuvas.

Por isso, só nos últimos dois dias, choveu em Florianópolis o equivalente a 520 milímetros – quatro vezes mais que o esperado para o mês inteiro.

“Esse fenômeno pode ocorrer nessa época do ano. Já vimos várias vezes na primavera e no inverno. É uma situação anômala. É difícil dizer, no momento, se vai se repetir. A maior probabilidade é que não”, diz a coordenadora do CPTEC/Inpe, Maria Assunção Dias.

O sistema de bloqueio atmosférico que se formou sobre Santa Catarina já está se deslocando lentamente para o oceano Atlântico.

Segundo os meteorologistas, ainda deve chover na região nos próximos dois dias, mas com menor intensidade. Na quarta-feira, o sol pode aparecer entre nuvens.

FORÇAS ARMADAS ENVIAM 6 HELICÓPTEROS  E 350 HOMENS A SANTA CATARINA

Militares atuam principalmente no vale do rio Itajaí-Açu. De acordo com a Defesa Civil, 83 já morreram em decorrência das chuvas.

O Ministério da Defesa divulgou nesta terça-feira (25) um balanço das operações após as enchentes em Santa Catarina. Segundo o governo, seis helicópteros foram enviados ao estado e 350 militares estão distribuídos pelos municípios atingidos. De acordo com a Defesa Civil do estado, 83 pessoas já morreram em decorrência das chuvas e 54 mil estão desabrigadas.

Os militares estão atuando principalmente no vale do rio Itajaí Açu, local onde houve as piores enchentes. Dos homens que foram ao estado, 110 trabalham em atividades de apoio e 240 estão em ações externas, no transporte de água e alimentos. Na última segunda-feira (24), bombeiros foram levados às cidades de Cananéia e Luís Alves, onde há feridos e desabrigados por conta das cheias dos rios.

Além das aeronaves, a Aeronáutica mandou uma equipe do Esquadrão Aeroterrestre de Salvamento (Pára-SAR), que é especializada em resgates. Em Blumenau, duas viaturas blindadas do Exército prestam apoio a 35 núcleos da Defesa Civil e dez caminhões transportam alimentos. Nas próximas horas, devem chegar outros dois blindados à cidade.

O Ministério da Justiça também vai enviar na quarta-feira um avião da Força Aérea Brasileira (FAB) para Florianópolis com um grupamento especializado em busca e resgate. O pedido foi feito pelo governador de Santa Catarina, Luiz Henrique da Silveira. O avião sai de Brasília às 16 horas.

Os 46 homens da Força Nacional de Segurança e os 12 cães farejadores desembarcam no estado com a missão de integrar as equipes de resgate que já atuam nas cidades atingidas pelas enchentes.

Inicialmente, segundo o Ministério da Justiça, eles ficam por 20 dias em Santa Catarina, mas, caso o governo catarinense solicite, eles ficam por mais tempo.

Área alagada em Navegantes

Alagamento Em Blumenau

Joinville alagada

Casas destruídas em jaraguá do Sul

Na terça, 25, mais de mil pessoas atingidas pelas chuvas arrombaram o portão de um megamercado de Itajaí, no litoral norte de Santa Catarina

Secretário de Segurança Pública de SC ordenou reforço policial assim que recebeu as denúncias sobre saques nas áreas atingidas

Deslizamento de terra em Blumenau

Alagamento em Brusque

Pessoas sendo Resgatadas através de Botes

Alagamento na Capital Catarinense

As rodovias estaduais e federais que cortam o leste continuam interditadas. A enorme barreira que caiu sobre a BR-101 no trecho do Morros dos Cavalos ainda não foi retirada e segundo. As empresas de ônibus interestaduais que tem rota pelo litoral suspenderam suas viagens pelos próximos dias. Pede-se que as pessoas permaneçam em suas casas e só em caso de extrema urgência usem as rodovias.

Queda de Barreira na BR-101, no morro dos cavalos em palhoça

Os estragos causados pelo tempo chuvoso aumentaram muito de ontem para hoje. Segundo a defesa civil de SC já são 7345 desalojados e 6186 desabrigados no Estado. Em todo leste catarinense já são 1.500.000 pessoas afetadas, sendo registrado 15 mortes. A pior situação é em Blumenau onde o nível do rio Itajai-Açu está com nível de 10 metros e 6 centímetros com transbordamento.

Há muitos alagamentos e deslizamentos de terra pelo centro-leste de SC. Nos municípios de Antonio Carlos e Luiz Alvez houve interrupção do fornecimento de energia elétrica. Em muitas partes da Grande Florianópolis já falta água nas torneiras dos moradores. Muitos municípios estão isolados, como Benedito Novo, Pomerode, Rio dos Cedros e Santo Amaro. Várias rodovias, tanto estaduais como federais, estão interditadas devido as quedas de barreira e água na pista. A defesa civil pede para que as pessoas não trafeguem nas rodovias de SC pois ainda há risco alto de deslizamentos de terra.

 Pastagens Tomadas pelas águas em Governador Celso Ramos

Alagamento em Tijucas

Casas inundadas no bairro do campeche em Florianópolis

Enfim, a situação está caótica. O governador Luiz Henrique da Silveira já pediu ajuda do governo federal em Brasília, bem como reforço de helicópteros para resgate das vítimas. Os prezuízos são milionários e levará um bom tempo para se recuperar.

Alagamento em Joinville

Queda de Barreira na BR-470

Soldados do Exército ajudam nas buscas por vítimas Blumenau

Fonte: G1 , Paulo Tempo

NOTA: As profecias se cumprem indicando a proximidade do fim de todas as coisas. Até quando o planeta suportará? Até quando o homem não se despertará para esses sinais?

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A Verdade Sobre a Predestinação – Parte I

PARTE 1

Existem duas teorias básicas acerca da predestinação: a Calvinista e a Arminiana. A teoria calvinista é assim chamada por causa de João Calvino; e a teoria Arminiana é assim denominada por causa de Armínio, que foi um dos discípulos de Calvino.

O que ensina a doutrina calvinista?

- A salvação é inteiramente de Deus; o homem nada tem a ver com a sua salvação. Deus dá a salvação pra quem Ele quer e está acabado.

- Segundo essa doutrina calvinista, quando uma pessoa se arrepende, é inteiramente pelo poder atrativo do Espírito Santo. Para os calvinistas, a predestinação é o “decreto” de Deus, através do qual Ele decidiu quem seria ou não salvo.

- Os pastores que seguem as teorias de João Calvino, ensinam que Cristo veio, não para morrer por todos, mas para aqueles que fazem parte da Sua Igreja. Estes serão salvos porque foram predestinados para a salvação.

- Os calvinistas afirmam: “Se fosse verdade que Jesus veio para morrer por todas as pessoas, estariamos diante de um Deus impotente, que foi capaz de fazer o sol, a lua, as estrelas, a Terra e os oceanos . . . mas que foi incapaz de salvar o homem”. Ele não salva a todos, porque Ele não veio para todos, mas só para os seus”. Há pessoas a quem Ele não amou porque não eram os seus!

Questionamento:

Se Deus dá a salvação para quem Ele quer; se o homem nada tem a ver com a salvação, ou seja, se não depende do homem, por que Deus não salva a todos os homens? A Bíblia diz que Deus deseja que todos os homens se salvem:

1 Timóteo 2:4 “O qual deseja que todos os homens se salvem, e venham ao conhecimento da verdade”.

Se a Bíblia diz que Deus quer que todos os homens sejam salvos, e se Deus é Onipotente, grande em poder (pode todas as coisas), por que não salva a todos os homens? Se a salvação é um “decreto” de Deus, por que Ele não decretou que todos fossem salvos, se a Bíblia diz que essa é a sua vontade?

Fica subentendido, então, que se Deus não salva a todos, é porque nem todos crêem. Isto fortalece a teoria Arminiana. Os arminianos afirmam que a salvação é para todos os que crêem.

O que ensina a teoria Arminiana?

A vontade de Deus é que “todos” os homens sejam salvos, porque Cristo morreu por todos os homens.

1 Timóteo 2:4 “O qual deseja que todos os homens se salvem, e venham ao conhecimento da verdade”.

Tito 2:11 “Pois a graça de Deus se manifestou trazendo salvação a todos os homens”

Atos 2:21 “E todo aquele que invocar o nome do Senhor, será salvo”

Romanos 5:18 “Assim como por uma só ofensa veio o juízo sobre todos os homens, para condenação, assim também por um só ato de justiça, veio a graça sobre todos os homens para justificação e vida”.

2 Pedro 3:9 “O Senhor não retarda a sua promessa, ainda que alguns a tem por tardia. Ele é longânimo para convosco, não querendo que ninguém se perca, senão que todos venham a arrepender-se”.

João 3:16 “Porque Deus amou o mundo de tal maneira. . .”

Mateus 25:41 “Então o Rei dirá também aos que estiverem à sua esquerda: “apartai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno, preparado para o diabo e seus anjos”.

1 João 2:2 “Ele é a propiciação pelos nosso pecados, e não somente pelos nossos próprios, mas ainda pelos do mundo inteiro”.

Conclusão:

A predestinação tem sido ensinada de acordo com essas duas teorias básicas: O Calvinismo e o Arminianismo. Essas teorias se opõem entre si. Isto acontece devido às formas distintas de se interpretar alguns textos da Bíblia Sagrada. Sabemos, no entanto, que a salvação é pela graça, é dom de Deus, conforme Efésios 2:8. Mas cremos que o homem pode resistir a graça de Deus. Exatamente por isso, Deus não salva a todos os homens. Porque a salvação é para aqueles que crêem.

PARTE 2

Já falamos que existem duas teorias fundamentais: o Calvinismo e o Arminianismo. Vimos que essas teorias se opõem entre si; são interpretações distintas da Palavra de Deus, acerca da predestinação.

- Enquanto os Calvinistas ensinam que a predestinação é o decreto de Deus, através do qual Ele escolheu quem seria ou não salvo, os arminianos crêem que quando a Bíblia fala de predestinação, está se referindo à Igreja como um todo. Ou seja, todo aquele que crê, está predestinado à salvação.

Romanos 8:29 “Porquanto aos que de antemão conheceu, também os predestinou para serem conformes a imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos”.

Vamos compreender melhor este versículo! Primeiramente precisamos esclarecer para quem Paulo estava dizendo essas palavras:

Romanos 1:7 “A todos os amados de Deus que estais em Roma, chamados para serdes santos”

- Quando Paulo utiliza essa expressão: “. . . aos que de antemão conheceu. . .”, obviamente está se referindo a um grupo de pessoas; note bem que a expressão está no plural. Paulo está dizendo que Deus, em sua presciência, “conheceu” de antemão que um grupo de pessoas aceitaria a Palavra, e por essa razão, foi predestinado para a salvação. Deus disse em Isaías 46:10

“. . . eu sou Deus, e não há outro semelhante a mim; que desde o princípio anuncio o que há de acontecer, e desde a antiguidade as coisas que ainda não sucederam”.

O versículo não sugere que Deus “determinou” quem seria ou não salvo, mas que a Igreja como um todo, seria transformada conforme a imagem do Seu Filho. Quem será a imagem do Filho de Deus? A Igreja, lavada no sangue do Cordeiro. Em outras palavras, a Igreja está predestinada para ser conforme a imagem do Filho de Deus.

Exatamente por se tratar da Igreja, Paulo escreveu: “. . . a fim de que seja primogênito entre muitos irmãos”. Jesus é o primogênito da Igreja (o termo primogênito significa: o mais alto dentro de uma hierarquia); por isso Jesus é o primogênito da Igreja.

- Quando Paulo estava preso, escreveu uma carta para a Igreja que estava em Éfeso. Veja o que está escrito em Efésios 1:1:

“Paulo, apóstolo de Cristo Jesus por vontade de Deus, aos santos que vivem em Éfeso, e fiéis em Cristo Jesus”.

Ele estava escrevendo uma carta para os santos de Éfeso. Paulo fez questão de enfatizar que essa carta era para os cristãos que haviam permanecido “fiéis”.

- Agora veja o que ele escreveu em Efésios 1:4- 5:

“Assim como nos escolheu nele antes da fundação do mundo, para sermos santos e irrepreensíveis perante ele; e em amor nos predestinou para ele, para a adoção de filhos, por meio de Jesus Cristo, segundo o beneplácito da sua vontade”.

- Paulo era parte da Igreja, por isso usou o plural “. . . nos escolheu . . .”, porque ele era a Igreja, e estava escrevendo para a Igreja. Paulo diz ainda: “. . . assim como nos escolheu nele antes da fundação do mundo”. Quer dizer, a Igreja foi escolhida “. . . em Cristo . . .” antes da fundação do mundo. No versículo 5 Paulo diz: “. . . nos predestinou para ele . . .” Quem está predestinado para Cristo? A Igreja; Ele comprou a Igreja com o seu próprio sangue. A Bíblia diz que a Igreja é a noiva de Cristo, ou seja, ela está predestinada para o noivo.

- Observe ainda o que Paulo disse no versículo 4“. . . assim como nos escolheu nele”. O que isto quer dizer? Isto significa que a Igreja foi escolhida porque ela é o Corpo de Cristo e Cristo é o cabeça da Igreja. Na verdade, quem foi eleito, quem foi escolhido, foi Jesus. A Igreja, como Paulo disse, foi escolhida nEle. Veja o que está escrito em 1 Pedro 2:4-6 :

“Chegando-vos para Ele, a Pedra que vive, rejeitada, sim, pelos homens, mas para com Deus eleita e preciosa, também vós mesmos, como pedras que vivem, sois edificados casa espiritual para serdes sacerdócio santo, a fim de oferecerdes sacrifícios espirituais, agradáveis a Deus por intermédio de Jesus Cristo. Pois isso está na escritura: eis que ponho em Sião uma pedra angular, eleita e preciosa; e quem nele crer, não será de modo algum envergonhado”.

- Quem é a pedra que vive? A pedra rejeitada? É Jesus! Para Deus, pedra eleita e preciosa! Cristo é que foi eleito! Nós, o Corpo de Cristo, a Igreja do Senhor, somos também eleitos, mas eleitos em Cristo. E eu pergunto: Quem é a Igreja? A Igreja do Senhor são todos aqueles que crêem. Veja o que o apóstolo Paulo fala no final do versículo 6: “. . .eis que ponho em Sião uma pedra eleita e preciosa; e quem nele crer, não será de modo algum envergonhado”.

Então, quando a Bíblia fala de “predestinados”, está se referindo àqueles que foram lavados no sangue de Cristo; predestinados “em Cristo”, como Igreja do Senhor, desde antes da fundação do mundo. Qualquer pessoa pode, então, ser um “predestinado”. Basta crer e confessar a Cristo como Salvador. Por que razão Jesus precisou morrer? Não foi para nos salvar? Salvar a quem? Salvar aqueles que não estavam salvos! Se todos os que deveriam ser salvos já estivessem definidos, Jesus não precisaria morrer! Eles já estavam salvos pelo decreto de Deus! E se a salvação fosse unicamente uma conseqüência do decreto de Deus, por que então Deus não salvou a todos os homens? A Bíblia diz que Ele quer salvar a todos os homens (1 Timóeto 2:4). Por que é que Deus não salvou a todos? Porque a salvação é para “todos os que crêem”. Então predestinados, são todos aqueles que crêem. Eleitos, são todos aqueles que crêem; eleitos em Cristo, como Corpo de Cristo.

PARTE 3

- Vamos ler 1 João 3:10-12 :

“Nisto são manifestos os filhos de Deus e os filhos do diabo: todo aquele que não pratica justiça não procede de Deus, também aquele que não ama a seu irmão. Porque a mensagem que ouvistes desde o princípio é esta, que nos amemos uns aos outros; não segundo Caim, que era do maligno e assassinou a seu irmão; e por que o assassinou? Porque as suas obras eram más, e as de seu irmão, justas”.

- A doutrina de João Calvino explica esse texto bíblico da seguinte forma: os “filhos de Deus” são os predestinados para a salvação, enquanto os “filhos do diabo” são destinados à perdição. Segundo os calvinistas, Caim teria nascido destinado à perdição e por isso matou seu irmão Abel. Dizem ainda que em Caim descendem todos os filhos da perdição: Faraó, Judas, Herodes, etc. Segundo essa teoria, existem hoje duas sementes no mundo: a semente do bem e a semente do mal (os predestinados para a salvação e os destinados à perdição).

- Vamos analisar conscientemente, porém, o texto de 1 João 3:10-12 destituídos de qualquer preconceito, pedindo ao Senhor que nos dê amplo discernimento da Sua Palavra.

- É óbvio que quando Deus olha para a Terra, vê dois tipos de pessoas: as que estão salvas e as que não estão. Todas as pessoas que crêem e confessam que Jesus Cristo é o Senhor, estão salvas. É exatamente o que diz a Palavra de Deus. Veja o que está escrito em Atos 2:21 :

“E todo aquele que invocar o nome do Senhor, será salvo”.

Veja também o que diz o versículo central da Bíblia: João 3:16 :

“Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito para que TODO aquele QUE NELE CRÊ não pereça, mas tenha a vida eterna”.

A Bíblia é clara, todo aquele que crê, será salvo. Em João 3:18 Jesus disse:

“Quem nele crê não é julgado (está salvo); o que não crê já está julgado, porquanto não crê no nome do unigênito Filho de Deus”.

Ao contrário do que ensinam os calvinistas, a salvação é simplesmente oferecida a qualquer um que creia. Veja ainda em Romanos 10:9-10 :

“Se com a tua boca confessares a Jesus como Senhor, e em teu coração creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo. Porque com o coração se crê para justiça, e com a boca se confessa a respeito da salvação”.

Então a salvação é para os que crêem, e qualquer um pode crer. Os calvinistas afirmam que só crêem aqueles que são atraídos pelo decreto de Deus, os chamados predestinados. Isto não pode ser verdade, pois a Palavra de Deus diz em Tito 2:11 que a graça de Deus se manifestou trazendo salvação a todos os homens.

A Bíblia ensina em 2 Pedro 3:9 que a vontade de Deus é que TODOS venham a arrepender-se, deixando claro que todos podem se arrepender. Como é que Deus iria manifestar o desejo de que todos se arrependessem, se Ele mesmo não tivesse dado esse direito a todos? Se Ele quer que todos se arrependam, é claro que Ele deu esse direito a TODOS. Quando uma pessoa crê, aceita a Palavra de Deus, passa a fazer parte do Corpo de Cristo Em Atos 2:41 está escrito:

“Então os que lhe aceitaram a Palavra foram batizados; havendo um acréscimo naquele dia de quase três mil pessoas”.

E aquele que crê, sendo Igreja do Senhor, está predestinado para a salvação, porque Deus predestinou a Igreja, eleita em Cristo para uma herança eterna.

Paulo disse em Efésios 1:4 :

“Assim como nos escolheu nele antes da fundação do mundo”.

Quem foi eleito? Quem foi escolhido? Cristo! 1 Pedro 2:4 diz que Jesus é a pedra ELEITA e preciosa. Ele é que foi eleito; a Igreja foi escolhida EM CRISTO porque é o Corpo de Cristo.

- Voltando ao texto de 1 João 3:10-12 podemos afirmar conscientemente que os “filhos de Deus” são aqueles que crêem; aqueles que fazem parte do Corpo, aqueles que compõem a Igreja. Esses são chamados “filhos de Deus”!

- 1 João 3:10 explica de forma clara quem são os “filhos de Deus e quem são os “filhos do diabo”: “Todo aquele que não pratica justiça, não procede de Deus”; é “filho do diabo”. Quem é “filho de Deus”? Aquele que pratica justiça. Essa justiça significa “vida reta”, que é o resultado da salvação através de Cristo. Pela graça de Deus o cristão age retamente porque segundo Romanos 3:22, ele foi feito justo. É como diz 1 João 1:7 – Aquele que anda na luz e mantém comunhão uns com os outros, o sangue de Jesus o purifica de todo o pecado; esse é “filho de Deus”.

- Agora vamos compreender conscientemente o que está escrito em 1 João 3:12 :

“Não segundo Caim, que era do maligno e assassinou a seu irmão; e por que o assassinou? Porque as suas obras eram más, e as de seu irmão, justas”.

A teoria de João Calvino utiliza este versículo bíblico para afirmar que Caim matou Abel porque ele era “filho do diabo”.

Segundo os calvinistas, Caim era uma semente má, destinada por Deus à perdição; Caim não teria sido criado para a salvação; ele não era um predestinado como o seu irmão Abel. Os calvinistas usam os dois irmãos para ensinar que cada um deles tinha um destino traçado de antemão pelo Senhor: um seria salvo e o outro não. A despeito do que pensam os calvinistas, como é que nós interpretamos esse versículo? Leia novamente o versículo 12: “Não segundo Caim, que era do malígno. . .” Por que ele era do maligno? O próprio versículo explica: “. . . porque as suas obras eram más”. E se as obras de Caim não fossem más? E se Caim tivesse tido uma outra atitude? É óbvio que aí ele não seria do maligno!

- Os calvinistas afirmam que Caim não tinha outra opção, porque ele já estava destinado à perdição. Eles dizem que o homem não tem livre escolha, mas isso não é verdade. Vamos verificar na própria Bíblia o que Deus disse para Caim ANTES QUE ELE MATASSE A SEU IRMÃO: Veja em Gênesis 4:6-7 :

“Por que andas irado? e por que descaiu o teu semblante? Se procederes bem, não é certo que serás aceito? Se, todavia, procederes mal, eis que o pecado jaz à porta; o seu desejo será contra ti, mas a ti cumpre dominá-lo”.

Amados, a Bíblia não poderia ser mais clara!

Deus deu a Caim o direito de escolha: se ele procedesse bem, seria aceito; se procedesse mal, seria rejeitado. Deus ainda disse: “. . . o seu desejo será contra ti, mas cumpre a ti dominá-lo”. Quer dizer, a decisão era dele. Cabia ao próprio Caim dominar o seu desejo e ter uma atitude que não desonrasse a Deus. Está claro que Caim poderia ter sido salvo, se tivesse tido uma outra atitude. Note bem, Deus o advertiu antes que ele matasse a seu irmão. Mas qual foi a sua atitude? No versículo 8 a Bíblia diz que Caim matou a seu irmão Abel. E por causa dessa atitude dele, Deus disse no versículo 11: “És AGORA [antes não era], pois, maldito por sobre a Terra”.

Os calvinistas afirmam que ele matou o seu irmão porque não era de Deus. Dizem que o pecado aconteceu porque Caim já era maldito, mas na realidade Caim foi maldito porque pecou. Primeiro veio o pecado, depois a maldição; a maldição veio por causa do pecado, tal como aconteceu com Adão e Eva. Eles foram expulsos do Éden e sofreram maldições, exatamente por causa do pecado. Se ambos não tivessem caído, não teriam sido expulsos.

Mateus 25:41 “Então dirá também aos que estiverem à sua esquerda: Apartai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno, preparado para o diabo e seus anjos”.

O inferno não foi preparado para homem algum, senão para o diabo e seus anjos!

PARTE 4

Introdução: Sabemos que os calvinistas ensinam que a salvação é um “decreto” de Deus. Sendo um decreto, não depende do homem. Deus escolhe quem é salvo ou não. Segundo a doutrina de João Calvino, o homem não tem direito de escolha, quando nasce, já nasce predestinado para a salvação ou destinado à perdição. A doutrina arminiana, no entanto, ensina que predestinados, são aqueles que crêem, que aceitam a Palavra de Deus. Segundo os arminianos, o homem tem o direito de escolha (livre-arbítrio).

O LIVRE-ARBÍTRIO HUMANO É UM ENSINAMENTO BÍBLICO:

Toda a mensagem da Bíblia ensina que Jesus veio para salvar os pecadores, e dos pecadores se espera o arrependimento como resposta à chamada divina. Veja o que Pedro disse em Atos 2:38 :

“Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo, para remissão dos vossos pecados e recebereis o dom do Espírito Santo”.

A Bíblia ensina que existe possibilidade de salvação para todas as pessoas:

Romanos 8:32 “Aquele que não poupou a seu próprio Filho, antes, por todos nós o entregou, porventura não nos dará graciosamente com ele todas as coisas?” (O Filho de Deus foi entregue por todos nós).

Romanos 11:32 “Porque Deus a todos encerrou na desobediência, a fim de usar de misericórdia para com todos”.

Tito 2:11 “Porquanto a graça de Deus se manifestou salvadora (trazendo salvação) a todos os homens”.

João 12:32 Jesus disse: “E eu, quando for levantado da Terra (crucificação) atrairei (a quem?) todos a mim mesmo”.

Os calvinistas ensinam que somente os predestinados são “atraídos” para cumprirem o decreto de Deus e serem salvos, mas Jesus disse que na crucificação atrairia não a alguns, mas a todos os seres humanos.

1 João 2:2 “E ele é a propiciação pelos nossos pecados e não somente pelos nossos próprios, mas ainda pelos do mundo inteiro”.

João estava escrevendo para a Igreja do Senhor; mas fez questão de esclarecer: “Ele é a propiciação pelos nossos pecados, mas não é só pelos nossos (da Igreja), mas também pelos pecados do mundo inteiro”.

Se há possibilidade de salvação para todos os seres humanos, fica claro que todos os seres humanos podem vir a crer, desde que tenham vontade. Quem quiser crer, será salvo; porque a graça de Deus se manifestou trazendo salvação a todos os homens. Entretanto, quem não crer, está rejeitando a graça de Deus e perde a salvação. O ensinamento bíblico deixa claro que o homem tem direito de escolher o seu caminho, ou seja, Deus deu ao homem o livre-arbítrio.

Em Gênesis, o primeiro livro da Bíblia (capítulo 3), a possibilidade da tentação é uma demonstração de que o homem tinha o direito de escolher entre a obediência e a transgressão. E em Apocalipse, na última mensagem da Bíblia, mais uma vez a Palavra de Deus não deixa dúvidas: o homem tem o direito de escolher o seu caminho. Veja o que está escrito em Apocalipse 22:17 :

“Aquele que tem sede, venha, e quem quiser receba de graça a água da vida”.

Desde o primeiro livro da Bíblia, até o último, Deus dá liberdade de escolha para o homem. Os calvinistas afirmam que Caim era uma semente do mal, destinada de antemão à perdição e por isso matou seu irmão Abel. Mas observe o que Deus disse a Caim antes que ele matasse a seu irmão, ou seja, antes que as suas obras fossem más:

Gênesis 4:6-7 “Por que andas irado? e por que descaiu o teu semblante? Se procederes bem, não é certo que serás aceito? Se, todavia, procederes mal, eis que o pecado jaz à porta”.

Amados, aqui está claro que Caim tinha o direito de opção; Deus disse a ele: Olha, se procederes assim, serás aceito; se procederes assado, o pecado jaz à porta. Deus ainda foi mais claro; Ele disse: “O seu desejo será contra ti, mas a ti cumpre dominá-lo”.

Caim poderia ter dominado os seus desejos maus! É pura questão de decisão! Veja bem, depois que ele matou o seu irmão, aí Deus disse (v. 11): “És AGORA, pois, maldito por sobre a Terra”. (antes ele não era maldito; a maldição veio porque Deus deu a ele o direito de decisão e ele, fazendo uso desse direito, acabou agindo mal diante de Deus. Ele escolheu fazer o mal). Você não encontra escrito literalmente na Bíblia a expressão “livre-arbítrio”, mas ele está presente em todo o ensinamento bíblico. São fatos que confirmam essa teoria!

A Bíblia ensina que o homem se afastou de Deus voluntariamente, ou seja, porque quis. Veja o que Paulo escreveu em Romanos 1:18 :

“A ira de Deus se revela do céu contra toda impiedade e perversão dos homens que detêm a verdade pela injustiça”.

Voluntariamente os homens detêm a Palavra, detêm a verdade de Deus, preferindo a injustiça. Isto acontece porque eles têm o livre-arbítrio; o direito dado por Deus de deterem a verdade, ou seja, recusarem a graça de Deus.

Todos têm o direito de se arrepender. Veja Atos 17:30 :

“Ora, não levou Deus em conta os tempos da ignorância; agora, porém, notifica aos homens, que todos, em toda a parte, se arrependam”.

Arrepender significa ter uma outra mente, ou seja, mudar de mente. Raciocine comigo: se Deus não desse o direito de todos se arrependerem, ou seja, o direito de escolha, por que todos seriam convocados ao arrependimento? Se Deus chama a todos, indistintamente, ao arrependimento, fica óbvio que ele dá o direito de todos se arrependerem!

A isto chamamos LIVRE-ARBÍTRIO. Há uma graça geral, dada na cruz, que confere a todos os homens a capacidade de buscarem a Deus, em fé, se assim quiserem fazê-lo. Deus se apresentou diante de todos os homens na cruz; Ele fez tudo quanto é necessário para que todos os homens possam crer, se assim quiserem fazê-lo. Isto é LIVRE-ARBÍTRIO.

PARTE 5

Muita confusão tem sido formada acerca desse assunto por causa do aparecimento das denominações que pregam a teoria de Calvino. Algumas pessoas chegaram a afastar-se da Igreja porque ficaram confusas e desorientadas. Outras abandonaram suas denominações e se aventuraram atrás de uma idéia aparentemente revolucionária; eu tenho ouvido alguns pastores que pregam o calvinismo dizendo-se privilegiados com uma nova revelação de Deus. Um deles chegou a dizer que Deus o tinha escolhido para encabeçar uma nova e última reforma protestante! Isso é um absurdo, uma vez que as doutrinas calvinistas já eram pregadas no 4º século por santo Agostinho.

Na verdade, não há nada de novo, a não ser o fato de que muitos líderes estão à procura de algo novo para aquecer a Igreja. O pior é que alguns deles sequer acreditam no que dizem; pregam o calvinismo como forma de contradizer a maioria das denominações evangélicas. Muitos querem ser diferentes, porque apresentando uma nova mensagem, diferente da grande maioria das Igrejas evangélicas, conseguem atrair a atenção de muitos crentes desatentos e imaturos. Pregam o calvinismo, não porque de fato crêem nele, mas porque querem os seu templos cheios.

Você pode observar, por exemplo, que alguns líderes têm surgido de uns tempos pra cá, pregando todos os dias as doutrinas calvinistas, como se fosse uma grande revelação que Deus deu a eles e somente a eles. Vivem dizendo que as outras denominações estão erradas; vivem dizendo que as outras igrejas estão sob a Lei. Qualquer pessoa mais esclarecida, vai perceber que essa é uma forma disfarçada de dizer para as pessoas: “Olhem, a igreja que vocês frequentam está errada. O pastor de vocês está errado. Eu tive uma grande revelação; venham para a graça de Deus; a graça de Deus está aqui, na minha igreja”!

É por esta razão que precisamos compreender conscientemente essas duas principais doutrinas da predestinação: a calvinista e a arminiana .

Hoje nós iremos analisar as palavras de Paulo em 1 Coríntios 9:27 :

“. . . mas esmurro o meu corpo, e o reduzo à escravidão, para que, tendo pregado a outros, não venha eu mesmo a ser desqualificado. . . ” (algumas traduções dizem “reprovado”).

Os calvinistas dizem que o apóstolo Paulo não estava se referindo à salvação, e sim às suas recompensas, o coroamento celestial por ter completado a sua missão. Os arminianos, no entanto, explicam esse versículo afirmando que Paulo poderia perder a sua salvação, ou seja, ele poderia ser reprovado, caso tivesse uma vida diária negligente, cometendo pecados corporais e morais.

Amados, todo texto bíblico, a princípio, precisa ser analisado dentro do contexto. Vamos ver o que Paulo disse logo no capítulo 10, ou seja, no capítulo seguinte: ele diz que a incredulidade do povo de Israel no deserto, a idolatria e os pecados morais que os israelitas cometeram, acabaram atraindo o juízo de Deus. Paulo diz que a maioria dos israelitas ficaram reprovados e prostrados no deserto. Veja 1 Coríntios 10:1-5. No versículo 6, entretanto, Paulo adverte que essas coisas serviram de exemplo para nós. Para nós quem? Para a Igreja do Senhor, afinal ele estava escrevendo para a Igreja de Corinto. Ele disse em 1 Coríntios 10:14:

“Amados, fugi da idolatria”.

Fica claro que Paulo tinha a preocupação de que a Igreja de Corinto agisse tal como os israelitas e, conseqüentemente fosse reprovada. Veja 1 Coríntios 10:11 :

“Essas coisas lhes sobrevieram como exemplos, e foram escritas para advertência nossa. . .”

Advertência de quem? Da Igreja do Senhor. Isto quer dizer que qualquer um que tenha se convertido, pode vir a cair na fé; pode vir a apostatar-se na fé. Veja 1 Coríntios 10:12 :

“Aquele, pois, que pensa estar em pé, cuide para que não caia”.

Essas são palavras do próprio apóstolo Paulo. Isto nos confirma a idéia de que Paulo admitia a possibilidade da queda do cristão. No versículo 13 ele esclarece mais ainda:

“Não vos sobreveio tentação que não fosse humana; mas Deus é fiel, e não permitirá que sejais tentado além das vossas forças; pelo contrário, juntamente com a tentação, vos proverá livramento, de sorte que a possais suportar”.

Então vamos ler mais uma vez o versículo de 1 Coríntios 9:27 :

“Mas esmurro o meu corpo e o reduzo à escravidão, para que, tendo pregado a outros, não venha eu mesmo ser reprovado (ou desqualificado)”.

Fica claro que Paulo temia a apostasia; ele disse claramente:

“Aquele, pois, que pensa estar em pé, cuide para que não caia”.

Ora, se precisamos ter cuidado para não cair, é claro que existe a possibilidade de cairmos. Ao contrário do que ensinam os calvinistas, o cristão consciente precisa crer, sim, que a salvação é dom de Deus; é obra da graça de Deus. Mas se caímos da fé, rejeitamos a graça salvadora de Deus, certamente somos reprovados. Prova adicional da possibilidade de perda da salvação encontramos em Gálatas 5:4 :

“De Cristo vos desligastes vós que procurais justificar-vos na lei, da graça decaíste”.

Fica claro, então, que existe possibilidade de queda para o cristão. Aliás, a própria experiência nos ensina essa verdade: muitos autênticos cristãos acabam olhando para trás e caem da fé. Por isso Pedro escreveu:

“Porquanto se, depois de terem escapado das corrupções do mundo, pelo conhecimento do Senhor e Salvador Jesus Cristo, foram outra vez envolvidos nelas e vencidos, tornou-se-lhes o último estado pior do que o primeiro. Porque melhor lhes fora não conhecerem o caminho da justiça, do que, conhecendo-o, desviaram-se do santo mandamento que lhes fora dado.Deste modo sobreveio-lhes o que por um verdadeiro provérbio se diz:
O cão voltou ao seu próprio vômito, e a porca lavada ao esponjadouro de lama”. (2 Pedro 2:20-22)

Adendo

Extraí o seguinte texto do livro Viver a graça de Deus, escrito pelo Bispo Walter Klaiber e pelo Dr. Manfred Marquardt, da Igreja Metodista da Alemanha.

1. Se somente a eleição e a rejeição de Deus decidem a salvação e a perdição do homem, então carece totalmente de sentido qualquer pregação evangelística e apelo à fé. De fato, uma parte dos ouvintes seria salva, de qualquer maneira, enquanto a outra parte, estaria de qualquer maneira perdida eternamente.

2. A doutrina da dupla predestinação corre o perigo de destruir entre os cristãos a seriedade na busca da santificação e do zelo pelas boas obras; pois, se a graça de Deus opera irresistivelmente, não há motivo para que os cristãos se comportem de forma que não tenham recebido a graça em vão. Esta doutrina destrói, além disso, o conforto da mensagem cristã de que cada homem, certificado pela fé, pode estar seguro de ser amado por Deus e redimido por Cristo.

3. A doutrina da perdição incondicional, que necessariamente resulta da eleição incondicional (que Wesley podia admitir), contradiz a imagem bíblica de Deus, e as afirmações claras da Escritura de que Deus quer que todos sejam salvos pela Graça. Não somente o princípio sola fide ( “somente pela fé”) se torna sem sentido; também o solo Christo perde o seu valor e poder, pois a morte na cruz deixa de ser o ato reconciliador universal de Deus em favor de todos os homens, tornando-se um meio limitado para a execução do decreto decisório de Deus em favor dos eleitos. É justamente a cruz de Cristo que atesta para Wesley a verdade fundamental: The Grace of God . . . is free in all and free for all (A graça de Deus é livre em todos e livre para todos).

Para Wesley, verdadeira predestinação consiste no seguinte:

1. Aquele que crê é salvo da culpa e do poder do pecado;

2. Aquele que persevera até o fim será salvo por toda a eternidade;

3. Aqueles que recebem o precioso dom da fé se tornam assim filhos de Deus; e já que são filhos de Deus, receberão o Espírito de santificação que os capacitará a andar como Cristo andou”.

Este estudo foi elaborado por Azenilto Brito.

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A Verdade sobre a Predestinação – Parte II

Segundo o SDA Bible Dictionary (Dicionário Bíblico Adventista)

Traduzido por Prof. Azenilto Brito

Este termo não aparece na Bíblia, mas sua forma verbal “predestinar” (do grego proorizo, significando “determinar de antemão”), ocorre em Romanos 8:29-30 e Efésios 1:5-11. Segundo Romanos 8:28-29 Deus predestinou todos que Ele sabia que aceitariam Sua salvação “para serem conformes à imagem de seu Filho”. A tais Ele chama, justifica, e glorifica (v. 30). De acordo com Efésios 1:4, Deus fez provisões para que os pecadores fossem “santos e irrepreensíveis perante Ele; e em amor” mediante fé em Cristo, antes da criação deste mundo e da entrada do pecado. A esses Ele então “predestinou . . . para a adoção de filhos, por meio de Jesus Cristo, segundo o beneplácito de sua vontade” (v. 5). A predestinação opera dentro da órbita do propósito de Deus para “convergir nele, na dispensação da plenitude dos tempos, todas as cousas, tanto as do céu como as da terra”, “na dispensação da plenitude dos tempos” (Efésios 1:10-11; cf. João 1:12).

Destas passagens alguns têm presumido equivocadamente que Deus predestinou arbitrariamente, ou “assinalou de antemão”, indivíduos particulares para serem salvos e outros para serem perdidos, irrespectivamente de sua própria decisão na questão, assim arbitrariamente impondo os benefícios da salvação sobre alguns, enquanto negando-os a outros. O contexto e a analogia da Escritura demonstra conclusivamente a falha de tal linha de raciocínio. As Escrituras explicitamente ensinam que Deus

“deseja que todos os homens sejam salvos e cheguem ao pleno conhecimento da verdade” (1 Timóteo 2:4),

e que Ele não quer

“que nenhum pereça, senão que todos cheguem ao arrependimento” (2 Pedro 3:9)

Em parte alguma os autores inspirados declaram que Deus desejou que alguns homens se perdessem. A idéia de que Deus arbitrariamente designou alguns homens para a salvação e outros para a perdição é uma ficção da invenção humana. Que ninguém está excluído dos benefícios da salvação é evidente por Isaías 55:1 e Apocalipse 22:17. Todos os que têm sede são convidados a tomarem “livremente da água da vida”.

Deus

“não tem prazer na morte do perverso, mas em que o perverso se converta do seu caminho, e vida” (Ezequiel 33:11)

A natureza da predestinação da Bíblia é claramente estabelecida em João 3:16-21, onde é declarado que Deus “amou o mundo” e deu o Seu Filho para ser o seu Salvador–não que Ele amou certas pessoas e aborreceu outras. O verso 17 afirma especificamente que “Deus enviou o Seu Filho ao mundo, não para condenar o mundo; mas para que o mundo fosse salvo por Ele” Segundo João 1:12; João 3:16 o fator decisivo em cada caso individual é ter disposição para receber o Filho unigênito de Deus como o seu Salvador pessoal, e Nele crer. “Quem crer”, está qualificado para a vida (João 3:16). Deus não recusa os benefícios da salvação a qualquer que sinceramente se decida pelo caminho de vida e está disposto a acatar os Seus requisitos.

A forma em que a condenação advém a uma pessoa é claramente expressa nos vs. 18-21, onde o fator determinante é indicado como a reação individual à “luz”, ou seja, a Jesus Cristo como “luz dos homens” (João 1:4-9). Enquanto os homens permanecerem numa condição sem iluminação não há condenação (ver Salmos7:4-6; Ezequiel 8-21; 33:12-20; Lucas 23:34; João 15:22; Romanos 7:7-9; 1 Timóteo 1:13). Somente quando os homens deliberadamente rejeitam a verdade, claramente a eles revelada,

“não têm desculpa do seu pecado” (João 15:22)

Segundo o João 3:18, uma pessoa que recusa a salvação em Cristo automaticamente incorre em condenação, não por um imaginado ato arbitrário de Deus, mas simplesmente porque “não crê no nome do unigênito Filho de Deus”. Esse pensamento é adicionalmente reforçado no vs. 19, onde é dito que “os homens amaram mais as trevas do que a luz; porque as suas obras eram más”. Todos quantos escolhem apegar-se a seus maus caminhos o fazem por causa de seu desprezo pela luz, e a evitarem “a fim de não serem argüidas as suas obras” (v. 20). De modo oposto, aqueles que buscam um melhor caminho de vida beneficiam-se pela iluminação do divino amor, que derrete corações endurecidos.

O ensino que distorce a predestinação bíblica para dar a entender que Deus arbitrariamente pré-ordenou certas pessoas para serem salvas e outras para serem perdidas resulta da negligência da verdade bíblica cardeal de que Deus concedeu a todo homem os meios de estabelecer o seu próprio destino. Deus nunca interfere decisivamente com o livre exercício do poder de escolha de alguém (ver Ezequiel 18:31, Ezequiel 33:11; 2 Pedro. 3:9). Antes da fundação do mundo (1 Pedro 1:20) Ele fez provisão para que os pecadores fossem restaurados ao divino favor, e predeterminou–pré-ordenou ou predestinou (Efésios 1:4)–que aqueles que aceitassem essa provisão encontrassem salvação em Jesus Cristo e fossem restaurados à filiação. A salvação é oferecida livremente a todos, mas nem todos aceitam o convite.

A salvação não é forçada sobre o homem contra a sua vontade, nem lhe é negada contrariamente à presciência divina, e a predestinação de modo algum exclui a liberdade de escolha ou a torna ineficaz, mas concede aos homens o privilégio de escolher o caminho da vida eterna. Os que crêem em Jesus são justificados por sua fé Nele, enquanto os que recusam crer automaticamente se excluem. Deus predeterminou que os que crerem sejam salvos, e os que não crerem, se percam, mas deixa ao encargo de cada homem escolher se crê ou não crê.

Uma leitura superficial de Romanos 9:9 e 1 Coríntios 3:12-15 tem levado alguns à errônea conclusão de que Paulo aqui ensina a predestinação individual, independentemente da escolha pessoal. Que não é esse o caso em qualquer dos textos torna-se evidente por uma cuidadosa leitura do contexto. Em Romanos 9:9-16 Paulo trata da rejeição divina de Esaú como herdeiro do direito de primogenitura e de Sua eleição de Jacó para esse sagrado ofício. O contexto torna evidente que o apóstolo não está tratando da questão de salvação pessoal, mas exclusivamente da escolha de instrumentalidades humanas para serem agentes de Sua vontade sobre a Terra.

A rejeição de Esaú por Deus como herdeiro da primogenitura não lhe negava as bênçãos da salvação, mais do que a posterior negação da primogenitura por Rúben, o filho mais velho de Jacó, o excluiu da herança tanto na Canaã terrestre quanto na celestial (cf. Gênesis 49:3-4). Em seu contexto da passagem,

“não depende de quem quer, ou de quem corre, mas de usar Deus a Sua misericórdia” (Romanos 9:16),

não se refere às misericórdias da salvação, mas da herança do direito de primogenitura. “Logo, tem ele misericórdia de quem quer, e também endurece a quem lhe apraz” (v. 18), fala de Faraó como um instrumento da divina vontade, e não trata com sua salvação ou perdição.

A seqüência baseada na ilustração do oleiro que tem “poder sobre o barro”, para fazer alguns vasos para honra, e outros para desonra (Romanos 9:21-23), não tem por enfoque o caráter intrínseco dos respectivos vasos, mas os respectivos usos a que são postos, algumas funções sendo mais honrosas do que outras. Nenhum oleiro faz um vaso com a intenção específica de destruí-lo, mas manufatura diferentes vasos para servirem a propósitos diferentes. Um vaso que serve a um propósito humilde pode ser tão útil e bom quanto o que serve a um propósito mais nobre.

Em Romanos 9 Paulo discute sobre a nação judaica como representante escolhida de Deus e sua rejeição final em preferência dos gentios (ver vs. 24-26). Semelhantemente, em 1 Corintios 3:12-15 a recompensa referida é para o serviço no ministério evangélico, não para a vida pessoal de alguém como um cristão.

Seventh-day Adventist Bible Dictionary, Vol. 8 da série Seventh-Adventist Bible Commentary, verb. ‘Predestination’.

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10 Principais Dificuldades do Sistema Teológico Calvinista

O erudito Reformado James Daane assinala em seu livro The Freedom of God (Eerdmans), que Calvino abordou a predestinação em suas Institutas sob a seção de soteriologia-após ter tratado em profundidade da questão central da justificação. A predestinação não era o seu ponto de início. Ele não tratou a respeito disso nos capítulos iniciais de teologia, propriamente dita. Contudo, no século XVII os teólogos calvinistas desenvolveram um conceito de “decretos divinos” que tornavam um certo ponto de vista da predestinação o ponto de partida e centro de todo um sistema teológico. Isso tem acarretado ao ramo Reformado da Igreja problemas embaraçosos e complexos dos quais nunca conseguiu desvencilhar-se.

Neste ponto, não atraímos a atenção aos argumentos empregados por declarados oponentes da fé Reformada, mas mencionamos algumas das dificuldades no sistema Reformado que têm sido comentadas pelos próprios eruditos Reformados:

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1. Não é um idéia cristocêntrica.

A noção de um decreto pré-temporal para eleger alguns e condenar outros “incondicionalmente” não é de fato uma eleição “em Cristo”. É verdade que o elemento “em Cristo” às vezes é introduzido nessa teoria de eleição, mas somente como um método de efetivar a decisão divina. Por detrás desse “em Cristo” há ainda a etapa mais profunda de eleição e condenação. O ato de eleição em si é fora de Jesus Cristo.

2. Jesus Cristo não é o ponto de partida.

Cristo deixa de ser o ponto de partida, e sim uma visão abstrata, filosófica e especulativa que se introduz diretamente na divina glória não velada e torna o Todo-Poderoso sujeito ao escrutínio da lógica humana. O que vem primeiro de tudo é a “eleição”.

Obs.: Lutero dizia que não devemos presumir penetrar a desvelada glória de Deus mas contentar-nos em conhecê-lo só como Ele a nós Se revelou em Jesus Cristo.Tudo quanto podemos saber a respeito de Deus e da eleição foi revelado em Seu Filho. Cristo é a verdade. O evento do Cristo é a verdade sobre o futuro, pois em Sua morte e ressurreição os eventos do juízo final já foram revelados. Ele é também a verdade sobre o passado. Jesus Cristo é a plena revelação do que Deus planejou desde a eternidade. Nesta questão deve-se determinar nada saber, salvo Jesus Cristo, e Este crucificado:

Coríntios 2:2 Porque decidi nada saber entre vós, senão a Jesus Cristo e este crucificado.

3. Deus é a causa do pecado.

Quando é asseverado que Deus decretou deixar alguns de parte e reter deles o dom da fé, isso torna a Deus a causa subjacente de alguns não receberem fé. Conquanto os calvinistas neguem vigorosamente que Deus seja a causa do pecado, não é fácil evitarem essa acusação plenamente. Como poderão fazê-lo quando homens como Peter Y. de Jong declaram abertamente: “Deus claramente pré-ordena o mal”?—Crisis in the Reformed Churches (Reformed Fellowship, Inc.), p. 148.

4. Uma doutrina que não pode ser pregada.

O erudito Reformado James Daane (The Freedom of God [Eerdmans]) declara que a doutrina Reformada da eleição (e condenação) não pode ser pregada. Ele nos lembra dos argumentos quanto a se o evangelho devia ou não ser pregado a todos os homens, e revela como essa pergunta tem torturado as comunidades Reformadas por séculos. A despeito de esforços hercúleos por um após outro de seus eruditos, ainda não conseguem pôr para descansar a vexatória questão. Daane declara que, conquanto a teoria de eleição Reformada possa ser discutida ou argumentada apologeticamente, ela não pode ser pregada. Ninguém pode pregar a condenação, uma vez que somente o que é objeto de fé pode ser pregado. Daane também assinala ser um fato que a eleição não é pregada de púlpitos Reformados:

Hoeksema e Van Til empreenderam as mais abrangentes e sofisticadas tentativas para superar o abismo entre eleição e pregação. Ninguém tentou mais duramente, ninguém lutou mais séria e vigorosamente com esse problema. Comparado com os seus esforços, os dos teólogos escoceses do século dezessete e dos teólogos holandeses Reformados do século dezoito eram simplistas e ingênuos. Entretanto, por todos os seus esforços, Hoeksema e Van Til não tiveram maior êxito do que predecessores escoceses e holandeses. Uma vez alguém se comprometa à teologia do decreto, é teologicamente impossível que tal indivíduo permita, justifique ou explique a pregação do evangelho a todos os homens. Assim, também, é impossível que leve a eleição para o púlpito.—Ibid., p. 33.

5. Nega a descrição bíblica de Deus como Ser integralmente movido por amor e justiça.

A fim de justificar a doutrina Reformada da predestinação, Hoeksema alega que Deus não é afetado de qualquer modo pelos eventos fora de Si próprio. O amor de Deus, por exemplo, não é responsável pelo drama humano, e a misericórdia divina não é chamada à ação pela necessidade do homem. Quando Deus ama, diz Hoeksema, Ele é apenas amorável a Si próprio. Quando Ele é misericordioso, é tal somente para Si. O cristianismo é, destarte, reduzido à lógica fria e dura onde não há nem emoção, nem lágrimas. A isto acrescentem-se as ousadas reivindicações de que Deus não ama todos os homens, e emergirá disso uma imagem de um determinismo cruel e de punhos cerrados que é absolutmente insensível à tragédia humana.

6. Quase chega a ser um fatalismo frio e rígido.

A teoria da predestinação que, por decreto pré-temporal de Deus, objectifica dois grupos fixos chamados “eleitos” e “réprobos” pode não ser tão má quanto o fatalismo, mas ainda surge com a imagem de um determinismo rígido. A despeito de todos os esforços de eruditos bem-intencionados de suavizar a expressão fixa da face do determinismo calvinístico, eles não podem livrar-se daquele decreto frio, congelado que determina tudo que vem a se passar–seja, como lamenta Daane, o preço da beterraba no mercado amanhã ou o placar do futebol hoje. A responsabilidade humana pode ser firmemente afirmada, mas se tudo foi programado por antecipação, a liberdade humana é ainda uma ilusão.

7. Torna a história irrelevante.

Se todos os eventos foram determinados antecipadamente por decreto divino, como podemos nós, ou mesmo Deus, levar a história a sério? E uma vez que o evangelho é história, como podemos levar a sério o evangelho? Uma visão determinística da história não a esvazia de qualquer conteúdo real?

8. Distorce o sentido da ação humana de aceitação da fé.

Uma dificuldade evidente do calvinismo é a interpretação de que a aceitação da oferta de salvação pelo homem constitui uma participação humana, uma “obra meritória” no processo de salvação. Contudo, exatamente o contrário é o que se dá: o homem que aceita a Cristo como seu Salvador está renunciando a seus esforços de salvar-se a si mesmo, admitindo sua incapacidade de aproximar-se de Deus por seus próprios recursos humanos e submetendo-se integralmente a Outro, que é o Salvador, de cujos méritos dependerá inteiramente.

9. Inspira um falso senso de segurança.

Quem segue a perspectiva Reformada da eleição é levado a buscar o seu senso de segurança em sua própria espiritualidade. Isso, tem-se assinalado, é inevitável uma vez que a “perseverança dos santos” é a única verdadeira evidência que o calvinista tem de sua eleição. Apesar da decantada objetividade da perspectiva calvinística da eleição, o crente Reformado pode somente firmar sua certeza de eleição em sua experiência subjetiva.

10. Os frutos não têm sido bons.

Jesus declara que “pelos frutos se conhece a árvore, se é boa ou má”. Alguns dos frutos da visão calvinista não são nada positivos, como certas atitudes conflitantes desenvolvidas ao longo da história, como a outrora dominante filosofia do apartheid na África do Sul e outras situações de discriminação racial, grandemente inspirados por tal cosmovisão teológica. Também se sabe de muitos que vivem em pecado mas julgam-se “eleitos” de qualquer modo, sem sentirem o peso da consciência agudamente conclamando-os ao pronto arrependimento.

Estas são apenas algumas das dificuldades a que os próprios eruditos Reformados chamam a atenção no sistema Reformado de teologia. Mas quando consideram outras alternativas—geralmente o ponto de vista arminiano de eleição sobre a base de fé e obediência preditas juntamente com a negação da “depravação total”—estão preparados para conviver com tais dificuldades, antes que aceitar as intoleráveis conseqüências do sistema alternativo.

Em outras palavras, se o calvinista é posto contra a parede sobre quaisquer das dificuldades que se erguem de seu sistema teológico, ele diz que não vai saltar fora da frigideira do calvinismo para dentro do fogo do arminianismo. Considerar as dificuldades de outro sistema torna mais fácil conviver com suas próprias dificuldades.

Três Opções Para o Cristão Reformado

Parece haver três opções abertas para o cristão Reformado nestas alturas:

1. Renúncia ao seu sistema em favor do sistema arminiano.

Sabedor das graves dificuldades no sistema arminiano, a maioria do pessoal Reformado prefere viver com suas próprias dificuldades teológicas antes que renunciar ao seu sistema em favor do arminianismo.

2. Apego cego à tradição.

Pode apegar-se cegamente a sua tradição e passar o resto de seus dias polindo os “cinco pontos” e zelosamente policiá-los contra pessoas que em qualquer medida os maculariam. Este parece ser o declarado propósito de alguns grupos (e publicações) Reformados que aparentemente nada fazem exceto circular como uma espécie de patrulha da ortodoxia em defesa do que em inglês forma a sigla TULIP.1 Isso se torna mais seco do que as colinas de Gilboa, que não tinha chuva nem orvalho, o que nos lembra o que Spurgeon declarou a Gill:

O retrato dele . . . erguendo o nariz de modo extremamente expressivo, como se não pudesse suportar mesmo o cheiro de livre arbítrio. Foi nessa veia que ele escreveu o seu comentário. Ele caça o arminianismo por toda a sua extensão . . . cai sobre um texto que não é compativel com o seu credo, e o golpeia e recorta terrivelmente para trazer a Palavra de Deus numa forma mais sistemática.—Commenting and Commentaries, Kregel, ed., p. 9.

3. Assumir o slogan da ecclesia reformata semper reformanda.

Pode seriamente assumir o desafio de ser “reformado e sempre em reforma”. Mesmo apreciando a herança da Reforma, não há por que presumir que Lutero ou Calvino, Westminster ou Dort, fixaram o cânon da verdade absoluta.

Obs.: Tomara que nossos leitores Reformados acolham esta terceira opção. Se o fizerem, podemos juntos prosseguir e tentar desbravar novos territórios, tomando os lampejos da Reforma segundo os aspectos legal e moral da redenção e aplicá-los à doutrina da eleição. Ou, expresso doutro modo, consideraremos certos aspectos da teologia Reformada à luz da justificação pela fé.
______
[1] A sigla TULIP é composta dos cinco pontos do calvinismo (em inglês)– total depravity (depravação total), unconditional election (eleição incondicional), limited atonement (expiação limitada), irresistible grace (graça irresistível), e perseverance of the saints (perseverança dos santos).

Obs.: Material adaptado por Azenilto G. Brito do artigo “Aspectos Moral e Legal da Justificação Pela Fé”, de Robert D. Brinsmead, revista Present Truth (ver webpage http://www.PresentTruthMag.com).

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Verdades e Mitos sobre a Questão da Predestinação

Prof. Azenilto Brito

Permitam-me fazer uma declaração parentética antes de prosseguir: Por que não ouvimos mais sobre a doutrina da predestinação? Não ouvimos sequer sobre os grandes pregadores que criam nela. Por quê?

É por causa do “decreto terrível”. Muitas pessoas sofreram grande agonia—possivelmente ficaram loucas—preocupadas a respeito da predestinação. “Estarei predestinado a ser salvo ou não?”

De que vale minha leitura da Bíblia, oração, ir à igreja, ser fiel nos dízimos, ser um missionário—se eu nem sei se vou ser salvo? Pode dar-se o caso de que Deus decretou que eu não esteja entre os eleitos. . .

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Predestinação – Está Certo João Calvino?

O que a Bíblia apresenta sobre predestinação são estes cinco textos:

2 Pedro 1:10
“Portanto irmãos, procurai fazer cada vez mais firme a vossa vocação e eleição…”

Efésios 1:5
“E nos predestinou para filhos de adoção por Jesus Cristo…”

Efésios 1:11
“…havendo sido predestinados, conforme o propósito daquEle que faz todas as coisas segundo o conselho de Sua vontade.”

Romanos 8:29
“Porque os que dantes conheceu também os predestinou para serem conforme à imagem de Seu Filho…”

Romanos 8:30
“E aos que predestinou a estes também chamou; e os que chamou também justificou…”

No conceito Calvinista Deus estabeleceu dois decretos: Um selecionando o grupo de salvos; outro o grupo dos perdidos. Calvino mesmo disse que este é o “terrível decreto de Deus”.

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O Que Diz o Novo Testamento Sobre o Divórcio?

Por John C. Brunt*

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Neste artigo o autor analisa a visão sobre o divórcio do Novo Testamento à luz dos diferentes contextos histórico-culturais abrangidos e traz uma importante contribuição para o entendimento desta questão à luz de nossos tempos, quando o problema do divórcio e novo casamento se revela tema de implicações éticas de crescente relevância no seio da Igreja contemporânea.1

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Há não muito tempo, assisti a uma reunião de comissão de igreja que durou duas horas e meia. Duas horas foram gastas em dois itens: dois casos de divórcio. Após essas duas horas de discussão às vezes vigorosa, a mesa revelou-se incapaz de chegar a uma conclusão e remeteu ambos os casos a outras comissões (uma das quais teve que criar) para estudo adicional. Essa situação dificilmente seria incomum. Divórcio e novo casamento apresentam à igreja alguns de seus mais difíceis dilemas.

À medida que igrejas locais reagem ao problema do divórcio, desejam ser coerentes com o que o Novo Testamento aconselha e requer. Em conseqüência, é relevante, até mesmo crucial, que as passagens neotestamentárias que discutem o divórcio sejam examinadas. Deter-nos-emos rapidamente no contexto e ensino de cada passagem antes de tirar várias conclusões relativas à relevância delas para o entendimento e tratamento da igreja com respeito ao divórcio. O mais importante dessas conclusões é que no Novo Testamento, o pressuposto contra o divórcio, conquanto bastante forte, não é absoluto. Estudaremos as passagens segundo a ordem cronológica geralmente aceita em que foram escritas:

I Coríntios 7:10-16:
Ora, aos casados, ordeno, não eu mas o Senhor, que a mulher não se separe do marido (se, porém, ela vier a separar-se que não se case, ou que se reconcilie com seu marido); e que o marido não se aparte de sua mulher. Aos mais digo eu, não o Senhor: Se algum irmão tem mulher incrédula e esta consente em morar com ele, não a abandone; e a mulher que tem marido incrédulo, e este consente em viver com ela, não deixe o marido. Porque o marido incrédulo é santificado no convívio da esposa e a esposa incrédula é santificada no convívio do marido crente. Doutra sorte os vossos filhos seriam impuros; porém, agora, são santos. Mas, se o descrente quiser apartar-se, que se aparte; em tais casos não fica sujeito à servidão, nem o irmão, nem a irmã; Deus vos tem chamado à paz. Pois, como sabes, ó mulher, se salvarás a teu marido? ou como sabes, ó marido, se salvarás a tua mulher?

Como veremos, há várias dificuldades em compreender plenamente esses versos, mas fica claro na passagem que Paulo conhecia os dizeres de Jesus proibindo o divórcio. A despeito disso, Paulo também reconhecia que o divórcio podia ocorrer (conquanto não saibamos em que contexto) e admoestava contra o novo casamento :

1 Coríntios 7:10 Ora, aos casados, ordeno, não eu, mas o Senhor, que a mulher não se separe do marido

Adicionalmente, e ainda mais digno de nota, Paulo desejava recomendar divórcio numa situação – a do cônjuge descrente que desejava separar-se.

O conselho de Paulo concernente ao divórcio aparece dentro de uma discussão mais ampla em que Paulo responde a perguntas com respeito à sexualidade e casamento. Aparentemente, havia cristãos em Corinto que partiram para extremos opostos. Alguns criam que em questões sexuais todas as coisas eram lícitas Paulo os refuta em (I Coríntios 6:12-20):

1 Coríntios 6:12-20 Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas convêm. Todas as coisas me são lícitas, mas eu não me deixarei dominar por nenhuma delas. Os alimentos são para o estômago, e o estômago, para os alimentos; mas Deus destruirá tanto estes como aquele. Porém o corpo não é para a impureza, mas, para o Senhor, e o Senhor, para o corpo. Deus ressuscitou o Senhor e também nos ressuscitará a nós pelo seu poder. Não sabeis que os vossos corpos são membros de Cristo? E eu, porventura, tomaria os membros de Cristo e os faria membros de meretriz? Absolutamente, não. Ou não sabeis que o homem que se une à prostituta forma um só corpo com ela? Porque, como se diz, serão os dois uma só carne. Mas aquele que se une ao Senhor é um espírito com ele. Fugi da impureza. Qualquer outro pecado que uma pessoa cometer é fora do corpo; mas aquele que pratica a imoralidade peca contra o próprio corpo. Acaso, não sabeis que o vosso corpo é santuário do Espírito Santo, que está em vós, o qual tendes da parte de Deus, e que não sois de vós mesmos? Porque fostes comprados por preço. Agora, pois, glorificai a Deus no vosso corpo.

 Enquanto outros pensavam que mesmo relações sexuais no casamento eram erradas. Paulo os refuta em (1 Coríntios 7:1-7):

1 Coríntios 7:1-7 Quanto ao que me escrevestes, é bom que o homem não toque em mulher; mas, por causa da impureza, cada um tenha a sua própria esposa, e cada uma, o seu próprio marido. O marido conceda à esposa o que lhe é devido, e também, semelhantemente, a esposa, ao seu marido. A mulher não tem poder sobre o seu próprio corpo, e sim o marido; e também, semelhantemente, o marido não tem poder sobre o seu próprio corpo, e sim a mulher. Não vos priveis um ao outro, salvo talvez por mútuo consentimento, por algum tempo, para vos dedicardes à oração e, novamente, vos ajuntardes, para que Satanás não vos tente por causa da incontinência. E isto vos digo como concessão e não por mandamento. Quero que todos os homens sejam tais como também eu sou; no entanto, cada um tem de Deus o seu próprio dom; um, na verdade, de um modo; outro, de outro.

A discussão sobre divórcio segue-se à refutação de Paulo quanto à última e pode até mesmo ter de ver com isso; alguns podem ter imaginado que devido a serem erradas as relações sexuais, os cristãos deviam divorciar-se. 2

Em Coríntios 7:10-11:

Coríntios 7:10-11 Ora, aos casados, ordeno, não eu, mas o Senhor, que a mulher não se separe do marido (se, porém, ela vier a separar-se, que não se case ou que se reconcilie com seu marido); e que o marido não se aparte de sua mulher.

Paulo argumenta que os cristãos não deviam divorciar-se e baseia a sua recomendação numa declaração de Jesus.3 Segundo Jesus, uma esposa não deve separar-se de seu marido, e um marido não deve divorciar-se de sua esposa. Paulo acrescenta um parêntese entre esses dois conselhos, contudo, que declara que se a esposa se separar do marido, deve permanecer solteira.

No verso 12:

1 Coríntios 7:12 Aos mais digo eu, não o Senhor: se algum irmão tem mulher incrédula, e esta consente em morar com ele, não a abandone;

Paulo parte do tema do divórcio em geral para uma situação conjugal difícil específica. O que deveria fazer um cristão que está casado com uma pessoa descrente? Paulo responde que tais casamentos mistos são ilegítimos e, portanto, o cristão deve permanecer com o cônjuge descrente, a menos que esse cônjuge deseje separar-se. No último caso, Paulo estabelece uma exceção (observe-se que a exceção é de Paulo, e não faz parte da declaração de Jesus). Deus nos chamou para a paz; portanto, o cristão não deve forçar o cônjuge relutante e descrente a manter o matrimônio.

Vários problemas emergem da passagem. Primeiro, por que Paulo às vezes utiliza a palavra “divórcio” e às vezes usa “separar”? Estaria ele tentando estabelecer uma distinção? Provavelmente não; os dois termos parecem ser sinônimos e intercambiáveis.4

Segundo, qual é o significado do “parêntese paulino” no verso 11?

1 Coríntios 7:11 (se, porém, ela vier a separar-se, que não se case ou que se reconcilie com seu marido); e que o marido não se aparte de sua mulher.

 Se o Senhor disse que não deveria haver divórcio, por que Paulo aparentemente permite tal possibilidade mas daí nega o novo casamento? Várias possibilidades têm sido sugeridas5:

Paulo está simplesmente reconhecendo a realidade de que divórcios ocorrerão; está pensando num caso específico na igreja em que separação já ocorreu; deseja deixar em aberto a possibilidade de divórcio para ascetas sexuais que não podem conscienciosamente permanecer casados (conquanto o próprio Paulo se oponha a essa posição); ou o parêntese seria uma interpolação posterior. As primeiras duas possibilidades são melhores, mas é impossível responder a esta pergunta com certeza.

O terceiro problema para entender esta passagem envolve o sentido das duas perguntas no verso 16.

1 Coríntios 7:16 Pois, como sabes, ó mulher, se salvarás teu marido? Ou, como sabes, ó marido, se salvarás tua mulher?

Está Paulo falando sobre a possibilidade positiva de salvar o cônjuge descrente, ou estaria argumentando que alguém não devia manter o cônjuge relutante no relacionamento, realçando que o cristão não pode estar certo de ganhá-lo(a)? Em outras palavras, está ele dizendo: “Permaneça com o cônjuge descrente; você poderia convertê-lo(a)”, ou estaria declarando: “Que se vá o cônjuge relutante; como saberá se poderia covertê-lo(a)?” Num artigo recente Sakae Kubo apresentou argumentos persuasivos em favor da última hipótese.6

Finalmente, Paulo permite o novo casamento para o cristão que se divorciou de um cônjuge descrente? Alguns apontam ao verso 11

1 Coríntios 7:16 Pois, como sabes, ó mulher, se salvarás teu marido? Ou, como sabes, ó marido, se salvarás tua mulher?

e crêem que ele é decisivo também para esta situação. Assim, nenhum novo casamento é permitido.7 Outros dão destaque às palavras “não fica sujeito” do verso 15

1 Coríntios 7:15 Mas, se o descrente quiser apartar-se, que se aparte; em tais casos, não fica sujeito à servidão nem o irmão, nem a irmã; Deus vos tem chamado à paz.

e argumentam que Paulo permite o novo casamento.8 Paulo não é explícito, e nesse ponto específico nenhuma conclusão definitiva se faz possível.

O que é certo é que nesses versos Paulo abre uma exceção à proibição de divórcio, e ele o faz com base em princípio. Deus nos chamou para a paz. Obrigar um cônjuge descrente a continuar num casamento indesejável viola este princípio de paz.

Marcos 10:2-12 E, aproximando-se alguns fariseus o experimentaram, perguntando-lhe: É lícito ao marido repudiar sua mulher? Ele lhes respondeu: Que vos ordenou Moisés? Tornaram eles: Moisés permitiu lavrar carta de divórcio e repudiar. Mas Jesus lhes disse: Por causa da dureza do vosso coração ele vos deixou escrito esse mandamento; porém, desde o princípio da criação, Deus os fez homem e mulher. Por isso deixará o homem a seu pai e mãe [e unir-se-á a sua mulher], e com sua mulher, serão os dois uma só carne. De modo que já não são dois, mas uma só carne. Portanto, o que Deus ajuntou não o separe o homem. Em casa, voltaram os discípulos a interrogá-lo sobre este assunto. E ele lhes disse: Quem repudiar sua mulher e casar com outra, comete adultério, contra aquela. E se ela repudiar seu marido e casar com outro, comete adultério.

Agora nos dirigiremos ao material dos evangelhos que, em muitas maneiras, é mais difícil devido às diferenças entre relatos paralelos em diferentes evangelhos. Várias coisas estão claras na passagem, contudo. Jesus sustenta um ideal, baseado na Criação, de que não deveria haver divórcio. Adicionalmente, tal como a passagem se apresenta em Marcos, há um definido progresso na posição da mulher. Um homem que se divorcia de sua mulher comete adultério contra ela. Finalmente, o adultério é colocado em contraste com o novo casamento, não com o divórcio.

Nossa análise começa com Marcos, já que se presume geralmente ter sido escrito primeiro. Esta passagem propicia a primeira citação explícita do ensino de Jesus quanto ao divórcio, embora se siga à referência de Paulo a este ensino por mais de um década.

Os fariseus abrem a discussão com uma pergunta: “É lícito ao marido repudiar a sua mulher?” Jesus responde fazendo referência a Moisés e assinalando que a certidão de divórcio que Moisés permitia era concedida por causa da dureza de seus corações; o ideal de Deus é que não houvesse divórcio. No casamento duas pessoas são unidas por Deus para uma unidade permanente. Jesus apela à Criação como o fundamento desse ideal.
Daí Jesus oferece conselhos adicionais privadamente aos discípulos. Um homem que se divorcia da esposa e se casa com outra comete adultério contra ela, e uma mulher que se divorcia de seu marido e se casa com outro comete adultério.

As principais dificuldades interpretativas aqui envolvem a comparação desta passagem com o relato paralelo em Mateus. Reservaremos o comentário quanto à maior parte dessas dificuldades até que hajamos analisado o paralelo.

Há vários elementos exclusivos de Marcos que têm causado problemas para alguns porque não parecem refletir o ambiente do judaísmo palestino. A pergunta inicial do fariseu, “É lícito ao marido repudiar a sua mulher?” parece algo estranho, uma vez que o debate entre os fariseus não era quanto ao divórcio como tal, mas quanto às bases para divórcio. A Escola de Shammai argumentava que o divórcio era somente permissível em casos de adultério, enquanto a Escola de Hillel contra-argumentava que um homem poderia mandar embora a esposa por qualquer razão, até por ela queimar o jantar.9 Como veremos, o relato de Mateus reflete esse debate farisaico.

As palavras “contra ela”10 não se harmonizam tampouco com a prática palestina costumeira, em que o adultério era considerado como um pecado contra outro homem, cujos direitos de propriedade sobre sua esposa foram violados em razão do adultério.11 Estaria Jesus redefinindo o adultério, ou a passagem de Marcos transparece uma influência posterior?

Uma pergunta semelhante emerge quando Marcos é o único evangelho em que Jesus fala de uma mulher divorciando-se de seu marido. Isso era comum no mundo gentílico, mas proibido num contexto judaico. Esse elemento remontaria a Jesus ou refletiria o ambiente gentílico de Marcos?

Tais perguntas são extremamente difíceis de responder com certeza. Contudo, é óbvio que a passagem passa bem perto da proibição contra o divórcio, nunca reconhecendo quaisquer exceções. Enquanto os fariseus falam do que é permitido e desejam conhecer os seus direitos, Jesus continuamente gira a discussão em torno da vontade de Deus e seu ideal para o matrimônio.12 Na verdade, para Jesus o casamento é tão absoluto que o divórcio não termina necessariamente a relação matrimonial. Esse relacionamento prossegue de modo que o novo casamento é considerado uma violação do compromisso matrimonial.

Mateus 19:3-9 Vieram a ele alguns fariseus, e o experimentavam, perguntando: É lícito ao marido repudiar a sua mulher por qualquer motivo? Então respondeu ele: Não tendes lido que o Criador desde o princípio os fez homem e mulher, e que disse: Por esta causa deixará o homem pai e mãe, e se unirá a sua mulher, tornando-se os dois uma só carne? De modo que já não são mais dois, porém uma só carne. Portanto, o que Deus ajuntou não o separe o homem. Replicaram-lhe: Por que mandou então Moisés dar carta de divórcio e repudiar? Respondeu-lhes Jesus: Por causa da dureza do vosso coração é que Moisés vos permitiu repudiar vossas mulheres; entretanto, não foi assim desde o princípio. Eu, porém, vos digo: Quem repudiar sua mulher, não sendo por causa de relações sexuais ilícitas, e casar com outra, comete adultério [e o que casar com a repudiada comete adultério].

Este é claramente um relato do mesmo incidente registrado na passagem anterior. Contudo, há várias diferenças marcantes. As mais importantes destas são:

1. A indagação inicial dos fariseus tem que ver com as bases para o divórcio, e não o divórcio em si. (As palavras “por qualquer motivo” são acrescentadas.) Isso coloca a discussão no contexto do debate Hillel-Shammai.

2. Não há menção de uma mulher divorciando-se de seu marido ou do adultério sendo contra a mulher.

3. Uma exceção, que não está presente em Marcos (ou Paulo), é encontrada. Um homem que se divorcia de sua mulher exceto por infidelidade e se casa com outra comete adultério.

Em cada um desses casos a versão de Mateus reflete mais claramente um ambiente judaico. Dá-se isso por estar ele mais próximo da situação original ou por estar escrevendo num contexto judaico e modificar o seu material para ajustar-se a isso? O debate sobre esse tópico é complexo, técnico e vigoroso.13 Pelo menos para o primeiro e segundo casos, é provavelmente impossível dizer com certeza qual está mais próximo do original.

Na realidade dos fatos, se cremos que todos os relatos são apresentações inspiradas da vontade de Deus, a definição de qual está mais próximo das verdadeiras palavras de Jesus se torna desnecessária. Mas tampouco deveríamos passar por alto a diversidade entre os relatos e nos empenhar numa harmonização simplista. Parece que os autores dos evangelhos, sob inspiração, modificariam o seu material para comunicar a vontade de Deus a suas audiências particulares.

Isso parece ser o caso no que concerne ao número três. Há boa razão para crer que a chamada cláusula de exceção, “não sendo por causa de relações sexuais ilícitas” é acrescentada por Mateus e não reflete as palavras originais de Jesus, uma vez que dos quatro escritores que se referem às declarações de Jesus, somente Mateus menciona essa exceção.

Aparentemente, Mateus escrevendo sob inspiração, abre uma exceção à negação do divórcio que é particularmente apropriada ao contexto mais fortemente judaico em que escreve;14 somente um quarto de século mais cedo, Paulo tinha aberto uma exceção diversa, adequada a um contexto social diferente. Em certo sentido, Mateus, com as palavras “não sendo por causa de relações sexuais ilícitas”, está adicionando um parêntese dentro dos comentários de Jesus. Ele, logicamente, não contava com marcas de pontuação com que tornar isso claro a nós.

Mas qual é a exceção que Mateus abre? Esta questão é complicada pelo fato de que embora algumas de nossas versões vernáculas rezem, “não sendo por causa de relações sexuais ilícitas”, Mateus não emprega a palavra regular grega para adultério. Em vez disso, emprega o termo porneia, que é freqüentemente traduzido como “fornicação” e é utilizado com uma variedade de sentidos. Geralmente refere-se a qualquer atividade sexual ilícita num sentido muito genérico. Desafortunadamente, Mateus somente utiliza o termo noutra parte em 15:19, onde é meramente um pecado numa lista de tais, sem contexto que nos possa ajudar.

Esse emprego de porneia tem conduzido a uma série de sugestões quanto ao significado da cláusula excepcional. A posição mais comum é de que Mateus está se referindo ao adultério.15 Mas é também visto como referência a relações sexuais pré-maritais,16 ou casamentos que, para começar, nem eram legais devido a linhas de parentesco muito próximas, com violação de tabus quanto a incesto.17 Outros, de um modo ou de outro, argumentam que Mateus não está na realidade estabelecendo absolutamente uma exceção.18 Conquanto o adultério seja a interpretação mais provável, deve-se admitir que o sentido de porneia nesse contexto não pode ser determinado de modo definido.

O que está claro na passagem de Mateus é que Jesus novamente sustenta o ideal, baseado na Criação, de que não deveria haver divórcio. Mas Mateus, escrevendo sob inspiração, adiciona uma exceção que é provavelmente de sua iniciativa.

Mateus 5:31-32 Também foi dito: Aquele que repudiar sua mulher, dê-lhe carta de divórcio. Eu, porém, vos digo: Qualquer que repudiar sua mulher, exceto em caso de relações sexuais ilícitas, a expõe a tornar-se adúltera; e aquele que casar com a repudiada, comete adultério.

Sendo que esta passagem do Sermão da Montanha é tanto breve quanto intimamente relacionada com a que acabamos de estudar, não precisaremos dedicar-lhe muita atenção. Aqui Jesus diz que um homem que se divorcia de sua mulher, exceto por porneia, torna-a uma adúltera e que um homem que se casar com uma mulher divorciada comete adultério.

A principal dificuldade está na frase “a expõe a tornar-se adúltera”.

Alguns sustentam que isso difere das outras passagens do evangelho por situar o adultério como o ponto focal do divórcio, antes que do novo casamento.19 Outros provavelmente estão corretos ao manter que Mateus está presumindo que a mulher divorciada terá que casar-se de novo ou dedicar-se à prostituição, o que em qualquer caso seria adultério.20

Aqui novamente a mesma exceção aparece com a mesma palavra, porneia. Um novo elemento é o ensino de que um homem que se casa com uma mulher divorciada comete adultério. Como em outras passagens dos evangelhos, a união matrimonial é vista como se estendendo para além do divórcio.

Lucas 16:18 Quem repudiar sua mulher e casar com outra, comete adultério; e aquele que casa com a mulher repudiada pelo marido, também comete adultério.

A passagem final parece ser paralela à anterior, mas com alguma variação.21 Omite a referência a fazer a mulher divorciada uma adúltera e declara que um homem que se divorcia de sua esposa e se casa com outra comete adultério. A questão anterior já foi vista em Marcos 10 e a posterior em Mateus 5. Muitos vêem isto como a forma mais original da declaração de Jesus.

Conclusões

Indubitavelmente esta breve pesquisa do material neotestamentário a respeito do divórcio é complexo e confuso. O que tudo isso representa quanto à nossa atitude para com o divórcio e nossas ações com respeito a ele? Eu tentativamente formulei as seguintes conclusões:

Primeiro, nenhuma “política sobre divórcio” para a igreja pode ser obtida a partir do material do Novo Testamento. Nunca o Novo Testamento explicitamente faz ligação entre divórcio e disciplina eclesiástica. Os autores neotestamentários não intencionaram estabelecer uma política eclesiástica; antes, relacionaram os ensinos de Jesus com várias situações que suas comunidades deparavam. Em resultado disso, há certo grau de diversidade de detalhe entre autores do Novo Testamento, o que torna impossível a harmonização numa única política “bíblica”. Adicionalmente, os problemas interpretativos nessas passagens são demasiado grandes para permitir-nos derivar uma política detalhada a partir delas. Há simplesmente demasiados aspectos que não conhecemos. Por exemplo, não podermos estar absolutamente certos de que Paulo permite o novo casamento após o divórcio por ele permitido, ou precisamente que sentido é atribuído a porneia em Mateus. Caso devêssemos ter uma política bíblica precisa, certamente necessitaríamos ter respostas definidas para ambas as questões. Isso não significa que a igreja não deva ter uma política, nem que não possa ser informada pelo Novo Testamento. Mas quando formulamos uma política teremos que aceitar a responsabilidade por seu conteúdo. Não podemos simplesmente chamá-la de a política bíblica.

Em segundo lugar, conquanto o material não nos propicie uma política, é-nos de utilidade. Não somente estabelece algumas coisas que estão bem claras, a despeito de dificuldades interpretativas, mas também nos concede exemplos de arrazoado moral inspirado com relação à questão do divórcio. Cuidadosa atenção ao material é, portanto, de auxílio em nos permitir como indivíduos e como igreja refletir sobre essa questão. Não precisamos nos desesperar simplesmente por existirem elementos difíceis no texto. Podemos nos concentrar no que está claro. O reconhecimento de que não podemos extrair políticas claras a partir do material não o transforma em irrelevante.

Em terceiro lugar, o Novo Testamento apresenta um pressuposto claro e coerente22 contra o divórcio. Todos os escritores do Novo Testamento concordam em que Jesus se opunha ao divórcio e que o ideal de Deus é que não deveria existir tal. Deus tenciona que o casamento seja permanente. Ele próprio une maridos e esposas, e os seres humanos são convocados a preservar essa obra e não desfazê-la. Este é o cerne básico do ensinamento de Jesus a respeito do divórcio. O divórcio interfere na vontade de Deus e perde de vista o seu ideal.

Esta é em grande medida a conclusão mais importante do material neotestamentário sobre o divórcio, e confronta-se com muito do que se passa em nossa cultura contemporânea. Numa época em que “até que a morte os separe” freqüentemente significa “na medida em que tudo corra bem”, o Novo Testamento nos desafia com a vontade de Deus a partir da Criação pela permanência do matrimônio. Toda tentativa de nossa parte em procurar bases que possamos empregar para justificar o divórcio perde de vista o ponto básico. A meta é o não-divórcio. Quando verdadeiramente damos ouvidos ao Novo Testamento, somos responsáveis por fazer tudo quanto pudermos para alcançar essa meta.

Em quarto lugar, no Novo Testamento, particularmente em Paulo e Mateus, há um reconhecimento de que num mundo menos do que ideal os seres humanos nem sempre corresponderão ao ideal divino. Na realidade, às vezes esse ideal pode conflitar-se com outros valores e ideais, tais como o ideal de que Deus nos chamou para a paz. O Novo Testamento expressa um realismo gracioso que tenta relacionar a vontade de Deus com as circunstâncias reais que às vezes estão abaixo do ideal. Isso se faz mais evidente em Paulo.

A exceção de Paulo no caso dos casamentos mistos baseia-se num princípio–Deus nos tem chamado para a paz. Isso pareceria implicar em que Paulo crê que outros valores, adicionalmente ao ideal de Deus para a permanência do matrimônio, são importantes e devem, pelo menos em alguns casos, ser levados em consideração. Como declara Furnish a respeito de Paulo: “Ele parecia não dispor-se a sancionar a idéia de que o matrimônio é um fim em si e que precisa ser mantido a qualquer custo. Aqui Paulo demonstra sensibilidade quanto à qualidade de um relacionamento matrimonial, sobre que raramente lhe é atribuído crédito”.23

Assim, Paulo nos apresenta um exemplo inspirado de arrazoado moral, com base em princípio, com respeito a uma situação matrimonial específica. Em vez de legalisticamente tomar a exceção de Paulo (ou mesmo de Mateus) como a única exceção possível, pareceria mais em sintonia com o espírito do material neotestamentário dedicar-se ao mesmo tipo de arrazoado moral com respeito a casos específicos, indagando, por exemplo, o que estaria mais em harmonia com o ideal divino para o matrimônio e seu chamamento à paz, e reconhecer que o forte pressuposto contra o divórcio requereria uma carga de prova bastante forte a qualquer exceção.

Em quinto lugar, embora nenhuma política possa reivindicar ser a política bíblica, certos requisitos pareceriam necessários para que qualquer igreja seja capaz de reinvindicar que suas decisões a respeito do divórcio estão coerentes com o Novo Testamento. O que tal política precisaria conter?

Ela afirmaria e daria testemunho quanto ao ideal de Deus de que os casamentos sejam permanentes. Qualquer coisa abaixo disso diluiria o ensino claro e coerente do Novo Testamento.

Também tentaria mediar a graça redentora e curadora de Deus nas situações onde esse ideal não fosse atingido. Isso incluiria o mesmo realismo gracioso encontrado no Novo Testamento. Seria suficientemente flexível para permitir arrazoado moral com base em princípios, como encontramos em Paulo, para ser aplicado em casos específicos. Com muita freqüência, numa busca de coerência, a exceção de Mateus tem sido absolutizada numa lei dura e rápida, com pouca, se alguma, referência à metodologia paulina. Conquanto isso possa satisfazer nossa necessidade de ter uma resposta “curta e grossa” para toda situação, causa isso a perda da riqueza do arrazoado moral do Novo Testamento.

Estes critérios não estabelecem uma política, mas ajudam a avaliar qualquer coerência de política com o Novo Testamento.

Finalmente, a afirmação do ideal divino para os casamentos deve ser vista não só na política de divórcio da igreja, mas em seu ministério total. Até mais importante do que como tratamos casos de divórcio e novo casamento é o que fazemos para promover bons matrimônios e ajudar os problemáticos. Mais de uma vez tenho ouvido que seria melhor se os pastores não soubessem como aconselhar, uma vez que gastariam seu tempo em evangelismo, não com quem enfrenta dificuldades matrimoniais. Conquanto reconheçamos a importância do evangelismo, se as igrejas adventistas têm a afirmar o ideal de Deus quanto ao casamento, devem reconhecer que sua missão evangelística inclui ajudar a estabelecer a apoiar bons matrimônios. Somente ao assumirmos essa tarefa mais seriamente reduziremos os trágicos dilemas que tantas vezes defrontamos, e marcharemos para mais perto do ideal divino.

Notas e Referências
1. Este estudo de modo algum será completo ou esgotará o assunto. Livros inteiros têm sido escritos sobre o divórcio e o Novo Testamento. Estes incluem o de Myrna e Robert Kysar, The Asundered: Biblical Teachings on Divorce and Remarriage (Atlanta: John Knox, 1978), e Donald W. Shaner, A Christian View of Divorce According to the Teachings of the New Testament (Leiden: Brill, 1969).

2. Assim Victor Paul Furnish, The Moral Teachings of Paul (Nashville: Abingdon, 1979), p. 42, realça que o tema de I Cor. 7 não é divórcio, mas sexo, e que Paulo não está aconselhando pessoas cujos casamentos estão em perigo de desfazer-se, mas àqueles que se indagam se o casamento é uma condição legítima para o cristão.

3. É geralmente admitido que quando Paulo distingue entre o que diz e a ordem do Senhor, este último ponto refere-se a uma declaração específica de Jesus durante o seu ministério terreno.

4. Ver Kysar, p. 67.

5. Para um aprofundamento dessas possibilidades, ver Furnish, pp. 41-46. Apoio para a posição de que Paulo tem um caso específico em mente é dado por Jerome Murphy-O’Connor, O. P., “The Divorced Woman in I Cor. 7:10-11”, Journal of Biblical Literature 100 (1981): 601-606.

6. Sakae Kubo, “I Cor. 7:16: Optimistic or Pessimistic?” New Testament Studies 24:539-544. Kubo baseia o seu argumento no contexto, demonstrando que a estrutura da passagem é como segue: os versos 12 e 13 dão instrução aos que desejam romper com suas esposas descrentes, enquanto o verso 14 mostra por que devem permanecer (tais matrimônios são legítimos); o verso 15ab instrui aqueles cujos parceiros desejam partir, e os versos 15c-16 oferecem razões por que o cristão deveria deixar o cônjuge descrente ir-se (Deus nos chamou para a paz e não se pode ter certeza de converter o cônjuge).

7. Ver David Dungan, The Sayings of Jesus in the Churches of Paul (Philadelphia: Fortress, 1971), pp. 97, 98. Kysar, pp. 74-79, diz que Paulo não permitia o novo casamento, mas é possível que o faria, se entendesse que a parousia não estava iminente.

8. Ver William Orr e James Arthur Walther, I Corinthians, “Anchor Bible” (Garden City, N.Y.: Doubleday, 1976), p. 214, e Hans Conzelmann, I Corinthians: A Commentary, trad. James W. Leitch, ed. George W. MacRae, “Hermeneia” (Philadelphia: Fortress, 1975), p. 123.

9. Kishmah, “Gittin” 9:10. Joseph A. Fitzmeyer., S. J., “The Matthean Divorce Texts and Some New Palestinian Evidence”, in To Advance the Gospel: New Testament Studies (New York: Crossroad, 1981), pp. 79-111 argumenta que a evidência do Qumran [N.T.: referência aos “Rolos do Mar Morto”] revela que os essênios proibiam toda forma de divórcio e que isso propicia um contexto palestino verossímil para a originalidade da pergunta dos fariseus tal como registrada em Marcos.

10. Conquanto haja apoio de pequena monta em termos de manuscritos [“evidência textual”--N.T.] para a omissão de “contra ela”, as palavras são certamente parte do texto original de Marcos.

11. Bruce Malina, The New Testament World: Insights from Cultural Anthropology (Atlanta: John Knox, 1981), p. 120 acha isso tão curioso que chama a declaração uma “parábola” que não está se referindo a divórcio em absoluto, uma vez que não faz sentido algum como se apresenta. Ele assinala que já nos tempos vétero-testamentários o adultério havia sido empregado como metáfora para a idolatria. Mas também parece possivel que Jesus está criando novas definições para comunicar uma mensagem nova e radical.

12. Ver Eduard Schweizer. The Good News According to Mark, trad. Donald Madvig (Atlanta: John Knox, 1976), p. 203.

13. Há, pelo menos, quatro posições: (1) Marcos apresenta esse relato mais original por toda a extensão, (2) o relato de Marcos é primário, mas Mateus preserva alguns elementos que são mais originais, (3) o relato de Mateus é mais original por toda sua extensão e oferece evidência da prioridade cronológica do evangelho de Mateus, e (4) ambos os relatos foram tão fortemente “editados” que é impossível dizer como seria o texto original. A maioria dos comenttaristas reflete (1) ou (2). Para a posição (3) ver Dungan, pp. 102-113, e para a (4) ver Bruce Vawter, C. M., “Divorce and the New Testament”, Catholic Biblical Quarterly 39 (1977): 528-532, . 532.

14. Conquanto a posição tradicional de que Mateus foi escrito por cristãos judeus seja agora questionada por alguns, não pode haver dúvida de que há algum tipo de “conexão judaica” neste evangelho que se aproxima mais do que em outros dos sinóticos. A prática judaica requeria divórcio em casos de adultério e certas outras irregularidades sexuais.

15. Ver, por exemplo, Kysar, pp.l; 48, 49, e W. F. Albright e C. S. Mann, Matthew, “Anchor Bible” (Garden City, N.Y.: Doubleday, 1971), p. 65.

16. Ver M. Geldard, “Jesus’ Teaching on Divorce: Thoughts on the Meaning of Porneia in Matthew 5:32 and 19:9”, Churchman 92 (1978): 134-143.

17. Ver Fitzmeyer, passim, especialmente pp. 94-97.

18. Ver Vawter, pp. 531, 535, e Dungan, p. 113ss.

19. Kysar, p. 50.

20. Albright e Mann, p. 65.

21. Assim Lucas 16:18 e Mateus 5:31,32 são muito possivelmente extraídos da fonte de ensino hipotética chamada Q. Aqui novamente as opiniões se dividem quanto a qual evangelho preserva a declaração Q mais precisamente.

22. Emprego o termo “pressuposto” no sentido em que é emitido por James F. Childress, “Scripture and Christian Ethics: Some Reflections on the Role of Scripture in Moral Deliberation and Justification”, Interpretation 34 (1980): 371-380.

23. Furnish, p. 45.

[Traduzido de Spectrum, Vol. 13, no. 4].

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Predestinação Calvinista – Um Conceito Anti-Bíblico

O tema da predestinação apresentado, tem como objetivo explicar quem foi escolhido por Deus para ser salvo. As idéias entre muitos cristãos divergem bastante sobre este assunto. Alguns chegam a afirmar que somente alguns foram escolhidos para ser salvos, já o outro grupo, que todos foram escolhidos, predestinados a salvação.

Na verdade precisamos entender qual é o papel de Deus na escolha da salvação para os seus filhos e se o ser humano desempenha algum papel nesta escolha. Por isso precisamos entender o que é livre-arbítrio e o que é predestinação.

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A Luz Menor é um Holofote – Como a igreja pode se beneficiar da publicação dos livros do Espírito de Profecia !

A primeira visão de Ellen White acerca da obra de publicações ocorreu em novembro de 1848, em Dorchester, Massachusetts. “Depois da visão, eu disse a meu esposo: ‘Tenho uma mensagem  para você. Você deve começar a publicar um pequeno jornal e mandá-lo ao povo. Que seja pequeno a princípio; mas, quando as pessoas o lerem, enviarão recursos para que você possa imprimi-lo, e alcançará bom êxito desde o princípio. Desde este pequeno começo foi-me mostrado assemelhar-se a torrentes de luz que circundavam o mundo'” (Ellen G. White, Mensageiros da Esperança, p. 1).

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Alegorizações do Santuário – O santuário tem sido alvo de muitos ataques e distorções !

A verdade bíblica do santuário é um dos temas mais belos e abrangentes das Escrituras. Ela enaltece Cristo e Sua obra redentora em favor dos pecadores. Iniciando com os altares patriarcais, o tema do santuário prossegue com o tabernáculo mosaico e o templo de Jerusalém, culminando com o sacrifício de Cristo na cruz e Seu sacerdócio no santuário/templo celestial. O santuário é o lugar da habitação de Deus (Êx 25:8; 29:45; Ap 7:15; 16:17), onde Sua lei é guardada (Êx 32:15, 16; 40:20, 21; Ap 11:19) e a salvação é disponibilizada aos pecadores (Lv 4:1 a 7:10; Hb 4:14-16; ljo 2:1,2). Em realidade, o tema do santuário, que envolve o sacrifício e o sacerdócio de Cristo, é o núcleo central da grande constelação de verdades que fulguram da Palavra de Deus.1

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A Pessoa que Mais Odeio – Sua Vida Mudará para Melhor se Você Fizer o Mesmo !

Como eu e você somos parecidos! Vamos fazer um teste? Em termos gerais, não gostamos dos seguintes tipos de pessoas: hipócritas, traidores, lerdos, desleais, tagarelas, mexeriqueiros, trapalhões, jactanciosos, legalistas. É interminável a lista dos que não se encaixam em nosso figurino, não é verdade?

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Comer de tudo quanto se vende no açougue?

“COMEI DE TUDO QUANTO SE VENDE NO AÇOUGUE”

Há pessoas tão endurecidas que não têm sequer consciência dos seus erros; outras são tão sensíveis que a cada momento estão se policiando e choram com o pensamento de que podem ou tenham cometido algum pecado.

Textos acessórios: I Coríntios 8:9; 10:28-29; 8:7, 10-13

“Os princípios dietéticos de Levítico 11, juntamente com outros regulamentos sanitários e de saúde, foram planejados por um sábio Criador, a fim de promover saúde e longevidade. Baseados como são na natureza e nas necessidades do corpo humano, tais princípios de modo algum poderiam ser afetados pela cruz ou pelo desaparecimento de Israel como nação. Princípios que contribuíram para a saúde 3.500 anos atrás, produzirão os mesmos resultados hoje.” – The Sevent-Day Bible Commentary, Vol. 1, pág. 757.

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O que faz mal, o que entra ou o que sai da boca do homem?

Cuidado! Não faça experiência para comprovar.

“Mas o que sai da boca procede do coração, e isso contamina o homem. Porque do coração procedem os maus pensamentos, mortes, adultérios, prostituição, furtos, falsos testemunhos e blasfêmias. São estas coisas que contaminam o homem; mas comer sem lavar as mãos, isso não contamina o homem.” (Mateus 15:18-20)

Observou? – Lavar as mãos!

NUNCA ESQUEÇA:

Deus fez nosso corpo perfeito para nele morar:

Não sabeis que sois santuário de Deus e que o Espírito de Deus habita em vós? (1 Coríntios 3:16)

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O Lençol Zoológico de Atos 10

“Durante Seu ministério terrestre Cristo deu início à obra de derribar o muro de separação entre judeus e gentios e apregoou a salvação a toda a humanidade.” – E.G.White, Atos dos Apóstolos, pág. 19.

Basta estudar a Palavra de Deus para se descobrir a singela verdade de que é repudiada a discriminação racial, pelo fato de que Jesus morreria até por uma única pessoa. Por conseguinte, não deve haver racismo entre os homens.

A Bíblia comprova que o pecado alcançou a todos, daí não haver uma raça de elite, separada, isenta de pecado. Da mesma maneira, foi por todos indiscriminadamente que o Salvador depôs Sua vida em uma ignominiosa cruz, cujo sangue imaculado pode justificar a mais degradada e pobre criatura da selva, como a mais bem preparada de qualquer Continente.

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SETE não lembra nada a você?

SETE – NÚMERO DA PREFERÊNCIA DIVINA

SETE são os dias da semana, são as cores do arco-íris, são as maravilhas do mundo antigo, são as notas musicais.

SETE indica plenitude!

SETE não lembra nada a você?

Há pessoas ensinando que basta “guardar um dia em sete”, ou “qualquer dia pode ser o sétimo”, ou ainda, “não precisa guardar dia nenhum”; atitude semelhante assumiu Lúcifer, tentando subestimar a ordem divina, questionando a Lei de Deus, querendo implantar sua própria vontade, levando anjos, com seu ensino, a também se perderem.

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Uma vez salvo, salvo para sempre?

“Há caminho que ao homem parece direito, mas o fim dele são os cami- nhos da morte”  (Provérbios 14:12)

Abraão é o exemplo vivo da obediência irrestrita, sincera e confiante. Ainda que impressionado com a imposição divina – Obedeceu. – Transpôs o Moriá!

Pelo sangue de Cristo todo pecador arrependido obtém a remissão dos pecados passados. Torna-se uma nova criatura ao se batizar. Este perdão não nos torna invulneráveis ao pecado, nem impede que Satanás e seus demônios continuem a nos pressionar e nos armar ciladas. O diabo tem mil maneiras de enviar a tentação. Mas tentação não é pecado. Pecado é cair na tentação. Ainda que perdoados e justificados, nossa mente continua sendo bombardeada. Por isso diz a Bíblia que é mentiroso quem diz não ter pecado.

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Religiosos mostram Bíblia como história natural no Museu da Criação no Kentucky

Atraente, local recebeu quase 600 mil visitantes, dizem fundadores. Criacionistas dizem não negar ciência, mas divergir na interpretação.

Assista o vídeo sobre o Museu

Crianças e dinossauros brincam juntos em um bosque, tiranossauros se alimentam de frutas, e as teorias evolucionistas que dizem que o universo foi criado há milhões de anos são enfaticamente rejeitadas em um museu do norte do estado norte-americano do Kentucky.

Contrariamente às exibições de história natural espalhadas pelas maiores cidades do mundo, o Creation Museum (Museu da Criação) nega a principal corrente científica defendida por acadêmicos e apresenta as origens da vida de acordo com um livro: A Bíblia.

Como o nome já deixa perceber, o local defende o criacionismo, teoria cristã segundo a qual o livro do Genesis explica de forma literal o surgimento do universo, e que nega qualquer tese que fale em evolução. A instituição que criou o local, o grupo Answers in Genesis (Repostas no Genesis ou AIG), defende a religião como base da história do mundo desde o “princípio”.

Localizado numa região de tríplice fronteira entre Kentucky, Indiana e Ohio, o museu recebe muitos visitantes. A apresentação é impressionante, atraente, e explica bem a primeira parte da Bíblia, atraindo crianças e adultos.

Usando vídeos cheios de efeitos especiais, apresentações quase interativas, robôs animados, estátuas que parecem pessoas, um planetário e explicações muito bem detalhadas, o museu tenta rechaçar críticas de que é radical e “não-científico”. “Queremos mostrar uma caminhada história de acordo com a Bília”, explicou o co-fundador do museu, Mark Looy, que conversou com o G1 durate a visita.

Sucesso

Fundado há pouco mais de um ano, em maio de 2007, o museu foi um sucesso surpreendente até mesmo para seus criadores. “Esperávamos receber no máximo 250 mil pessoas no primeiro ano, mas tivemos mais de 440 mil visitantes até o aniversário e quase 600 mil até hoje”, disse Looy. “Excedemos todas as expectativas, e até evolucionistas elogiam nosso trabalho”, completou.

Parecendo um parque de diversões da Flórida, com 6.500 metros quadrados de área, o museu traz uma longa apresentação do surgimento do mundo, dos animais, dos seres humanos. Conta a história de Adão e Eva, do fruto proibido, de Matusalém e da arca de Noé – esta última, do grande dilúvio, é usada para explicar a extinção dos dinossauros e a existência de fósseis.

Fonte: G1

Veja mais fotos do Museu da Criação

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Seja um Cristão Doce

A Bíblia diz que quando estudamos sobre a criação de Deus, podemos enxergar Suas verdades. E quanto mais eu aprendo sobre as abelhas, mais eu aprendo sobre as lições da criação. As abelhas não são apenas criaturas espantosas que desempenham um papel importante em nosso mundo, nós podemos aprender muito com elas sobre como nos tornar melhores membros em nossas famílias e igrejas.

Evidentemente, há muitos tipos de abelhas – cerca de 20.000 espécies diferentes! Mas, por enquanto, quero me concentrar principalmente nas abelhas comuns.

Acho que o Senhor fez as abelhas para uma finalidade muito especial, mais do que apenas polinização das flores, o que nos ajuda a semear as culturas, para que possamos ter algo para comer. Ele as criou para nos fazer refletir de maneira especial sobre Sua natureza e o que Ele quer de nós.

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Campanha ateísta quer colocar pôsteres em ônibus de Londres

Veículos poderão levar slogan: ‘Provavelmente, Deus não existe’.

A imagem mostra como deve ficar a Inscrição ateísta que pode aparecer em 60 ônibus londrinos a partir de janeiro de 2009: ‘Provavelmente, Deus não existe. Agora, pare de se preocupar e curta a vida’.

Alguns ônibus de Londres poderão levar, a partir de janeiro, pôsteres com um slogan pouco comum: “Provavelmente, Deus não existe”.

A campanha ateísta é da British Humanist Association (BHA, na sigla em inglês) e tem o apoio do acadêmico britânico Richard Dawkins, autor do livro Deus, um delírio e conhecido pelos seus documentários questionando o papel das religiões.

O objetivo da BHA com a campanha é “promover o ateísmo na Grã-Bretanha, encorajar mais ateístas a assumirem publicamente a sua posição e elevar o astral das pessoas a caminho do trabalho”.

Com o dinheiro levantado em doações, o grupo quer colocar pôsteres em dois grupos de 30 ônibus por quatro semanas.

O slogan completo diz: “There’s probably no God. Now stop worrying and enjoy your life” (“Provavelmente, Deus não existe. Agora, pare de se preocupar e curta a vida”, em tradução livre).

“Nós vemos tantos pôsteres divulgando a salvação através de Jesus ou nos ameaçando com condenação eterna, que eu tenho certeza que essa campanha será vista como um sopro de ar fresco”, disse Hanne Stinson, presidente da BHA.

“Se fizer com que as pessoas sorriam, além de pensar, melhor”, concluiu.

Como os organizadores conseguiram arrecadar mais do que planejavam, eles pretendem colocar os pôsteres também do lado de dentro dos ônibus.

A BHA também estuda a possibilidade de estender a campanha para outras cidades, incluindo Birmingham e Manchester, na Inglaterra, e Edimburgo, na Escócia.

“A religião está acostumada a usufruir de benefícios tributários, respeito não merecido, o direito de não ser ofendida e o direito de fazer lavagem cerebral nas crianças”, disse Dawkins.

“Mesmo nos ônibus, ninguém pensa duas vezes quando vê um slogan religioso. Esta campanha fará com que as pessoas pensem – e pensar é um anátema perante a religião”, completou.

Mas Stephen Green, da organização Christian Voice (Voz Cristã, em uma tradução livre), disse que “ficará surpreso se uma campanha como essa não atrair pichação”.

“As pessoas não gostam de receber sermão. Às vezes, é bom para elas, mas, ainda assim, elas não gostam”, afirmou.

No entanto, a Igreja Metodista agradeceu Dawkins por incentivar um “interesse constante em Deus”.

“Esta campanha será uma coisa boa se fizer com que as pessoas pensem nas questões mais profundas na vida”, disse Jenny Ellis, reverenda metodista.

“O Cristianismo é para pessoas que não têm medo de pensar sobre a vida e seu significado”, completou a religiosa.

NOTA:

“Porque já o mistério da injustiça opera; somente há um que agora resiste até que do meio seja tirado; e então será revelado o iníquo, a quem o Senhor desfará pelo assopro da sua boca, e aniquilará pelo esplendor da sua vinda; a esse cuja vinda é segundo a eficácia de Satanás, com todo o poder, e sinais e prodígios de mentira, e com todo o engano da injustiça para os que perecem, porque não receberam o amor da verdade para se salvarem. E por isso Deus lhes enviará a operação do erro, para que creiam a mentira; para que sejam julgados todos os que não creram a verdade, antes tiveram prazer na iniqüidade.” (2 Tessalonicenses 2:7-12)

Quando o apóstolo Paulo disse que a restrição será afastada, para que o Anticristo seja revelado, estou convencido que o espírito de Satanás rapidamente abocanhará toda a população do mundo, “com todo o engano da injustiça, com a operação do erro”.

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“Spots” de um Mundo em Crise

Para chefe do FMI, sistema financeiro está perto de ‘derreter’

O diretor-gerente do FMI, Dominique Strauss-Kahn, disse neste sábado que o sistema financeiro internacional está “à beira do derretimento sistêmico” e criticou a postura do G7, o grupo das sete maiores economias do mundo, em relação à crise. Fonte – BBC

Bush defende coordenação global contra crise

Washington, 11 out (EFE).- A resposta mundial para a crise econômica que se estende pelo mundo deve ser coordenada, afirmou hoje o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, que acrescentou que todos estão “nisso juntos” e sairão “juntos”.

Fonte – G1

Bush diz que crise precisa de ‘resposta global séria’

Em um breve discurso realizado na manhã deste sábado em Washington após uma reunião com os ministros das Finanças dos países do G7 (o grupo dos sete países mais ricos do mundo), o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, disse que todos concordam que é necessária uma “resposta global séria” à crise financeira.

“Todos nós reconhecemos que esta é uma séria crise global e por isso precisa de uma resposta global séria para o bem de nossas populações“, afirmou Bush.

Fonte – O Globo

Nota DDP: Sistema sob ameaça de derretimento sistêmico, onde todos estão juntos e, produzirão um resposta uníssona para o bem das populações. A Nova Ordem Mundial chegou, definitivamente. Aguardemos as medidas.

TUDO ACONTECENDO AO MESMO TEMPO

UNIÃO DAS IGREJAS

Vejas as noticias:

1- ‘Ecumenismo não está em crise, chega a sua maturidade’ Fala a teóloga alemã Jutta Burggraf

2- Não há estancamento ecumênico

3- Papa diz que mundo precisa de unidade de Igrejas cristãs

4- O mundo necessita testemunho de unidade dos cristãos, diz o Papa

5- Vaticano: não há distinção entre católicos, ortodoxos e protestantes

ESTRATÉGIA PAPAL PARA UMA FUTURA LEI DOMINICAL:

1- Vaticano organiza seminário sobre Aquecimento Global

2- Crise climática preocupa Vaticano.

3- Chamado do Papa à responsabilidade com a criação

4- O fundamental e o secundário no discurso do papa Bento XVI

5- Deus quer luta contra aquecimento, diz Igreja

6- Bispos da UE promovem reflexão sobre alterações climáticas

7- Santa Sé na ONU: «crise do meio ambiente é um desafio moral

8- Ante alarme ambiental, Papa pede «despertar moral»
 

Vaticano prepara o caminho para o domingo:

1- É bom e ecológico descansar ao domingo

2- Vaticano pede apoio para o Congresso Internacional Eucarístico

Observação: Eucaristia é nada mais nada menos entre outras coisas a guarda do domingo.

3- Card. Cipriani convida a redescobrir o domingo como Dia do Senhor

4- Se o cristão abandonar o Domingo, renuncia à própria cultura, adverte o Santo Padre

5- Presidente do CELAM afirma que a guarda do domingo é prioridade

6- Papa critica a sociedade ocidental por desvirtuar o significado dos Domingos.

EUA E VATICANO – DUAS FORÇAS QUE SE UNIRÃO

1- Aquecimento ameaça segurança, dizem militares dos EUA

2- Congresso americano aprova lei para reduzir o aquecimento global 

3- Bush e Gore discutem aquecimento global na Casa Branca

4- Pope Praises Americans’ Efforts to Defend Life and Marriage to New US Ambassador

Trecho dessa reportagem traduzidos:

‘Os EUA estão ‘ansiosos para trabalhar em parceria com a Santa Sé para melhorar a vida de todas as pessoas do mundo’…’
‘A nova Embaixadora insistiu em que as relações entre a Santa Sé e os EUA são fundamentais ‘na busca da liberdade, da justiça, da paz e da dignidade humana em todo o mundo’.’

5- Bento XVI aos norte-americanos: Só a Lei de Deus traz paz

6- Bush para papa: o mundo precisa de uma lei moral 

7- Transcrevo as manifestações do Secretário Geral da ONU por ocasião da visita do pontífice aos EUA:

‘Nos tempos de hoje enfrentamos muitos desafios e precisamos do firme apoio espiritual do papa’ ‘sua santidade, de muitas maneiras, sua missão é a nossa’

8- Em nova visita ao Vaticano em 2008, novas manifestações singulares de Bush, dizendo ser “um enorme fã desse Papa”, que “o Vaticano é mais importante que o Texas”, ou simplesmente, no contexto de sua recepção pelo pontífice: “Que honra, que honra, que honra”. Antes mesmo de consumar a visita, demonstrando seu ânimo, disse: “a religião é paz e ninguém melhor que o Papa para interpretar essa mensagem”.

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A Arca da Aliança

Muito se discute sobre a Arca. Alguns dizem que foi destruída no incêndio do templo, outros afirmam estar numa igreja localizada numa ilha em um lago na Etiópia e alguns acreditam estar escondida em algum monte em Israel, possivelmente o Nebo (no livro apócrifo II Macabeus 2.2-8). No entanto, uma outra história ocorreu em Jerusalém às 14:15h do dia 6 de Janeiro de 1982, numa caverna 7 metros abaixo do local da crucificação, no Calvário, e esta realmente com base bíblica e fundamento histórico. Passados cerca de 17 anos, foi revelado a nível internacional um fato mantido em segredo a pedido das autoridades judaicas em 1982, sendo divulgado naquela época apenas nos EUA.

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O Sábado

“O sábado foi feito por causa do homem” (Marcos 2:27-28)

É certo que temos que desfrutar da comunhão com Deus todos os dias, e todos os dias são abençoados, mas somente um dentre os sete dias da semana foi separado e santificado.

O sábado é o dia do Senhor, o dia em que nós em família separamos para Deus somente.

O sábado é um memorial da criação – o Criador, após ver o mundo maravilhoso que tinha feito, descansou.

É um memorial da salvação – o Salvador após sofrer e morrer em nosso lugar, descansou no sábado.

Ele disse:

“Eu vos dei o exemplo, para que como vos fiz, façais vós também.” (João 13:15)

Para o nosso descanso físico temos o sábado.

Lembra-te do dia de sábado, para o santificar. Seis dias trabalharás e farás toda a tua obra. Mas o sétimo dia é o sábado do SENHOR, teu Deus; não farás nenhum trabalho, nem tu, nem o teu filho, nem a tua filha, nem o teu servo, nem a tua serva, nem o teu animal, nem o forasteiro das tuas portas para dentro; porque, em seis dias, fez o SENHOR os céus e a terra, o mar e tudo o que neles há e, ao sétimo dia, descansou; por isso, o SENHOR abençoou o dia de sábado e o santificou (Êxodo 20:8-11)

Para o nosso descanso espiritual temos Jesus.

Vinde a mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei. (Mateus 11:28)

Para o nosso descanso eterno teremos a Nova Terra. (Apoc 21 e 22)

Deus não muda.

Porque eu, o SENHOR, não mudo; por isso, vós, ó filhos de Jacó, não sois consumidos (Malaquias 3:6)

Toda boa dádiva e todo dom perfeito são lá do alto, descendo do Pai das luzes, em quem não pode existir variação ou sombra de mudança. (Tiago 1:17)

Quando Se propõe a realizar uma coisa, ELE A REALIZA, a despeito dos fracassos humanos. O convite e a promessa divinos não deixam de estar em vigor, e uma vez que o então chamado “povo de Deus” (Israel) não entrou no Seu “descanso”, logicamente “RESTA UM REPOUSO PARA O POVO DE DEUS” (Hebreus 4:9), e este povo são os cristãos.

A conclusão do autor da carta aos Hebreus é a de que os cristãos podem entrar nesse “repouso”,

porque podem

“chegar confiantemente ao trono da graça” (Hebreus 4:16)

 onde Cristo ministra como:

“o Apóstolo e Sumo Sacerdote da nossa confissão” (Hebreus 3:1)

Eles acharão Alguém que se compadece deles e lhes dá socorro em tempo oportuno. Fazendo isso, entrarão como um povo, no “descanso de Deus”, tornam-se Sua propriedade particular, povo escolhido, nação eleita, sacerdócio real.

Pastor Luís Gonçalves

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Tarde e Manhã

“O SÁBADO É DIFERENTE DOS SEIS DIAS DA SEMANA PORQUE NO GÊNESIS NÃO DIZ TARDE E MANHÔ

Impressionantemente, quando uma pessoa decide não aceitar a clareza bíblica da validade do Sábado, ela procurará “mil”coisas para questionar.

Bem, anote aí:

“Diferente dos outros seis, o sétimo dia da Criação não é designado como ‘tarde e manhã’. Alguns estudiosos querem defender que os seis dias correspondem a períodos de tempo e o sétimo não tinha limites fixos. Assim, sugerem que o Sábado é um tempo anterior à queda do homem, a ser restaurado quando pecado e pecadores não mais existissem.”

Isso omite três fatos importantes:

- O sétimo dia é chamado ‘um dia’ (yom, em hebraico; Gênesis 2: 2), da mesma forma que os seis dias anteriores (Gênesis 1:5-31).

- O último dia da semana da criação é chamado ‘o sétimo’.

- O quarto mandamento iguala os sete como parte iguais de uma semana (Êxodo 20: 8-11). Portanto, o Sábado da Criação não foi um período de tempo extenso, da mesma forma que não o foram os demais seis dias da Criação.

“A palavra ‘dia’ (yom, em hebraico), sempre significa um dia de 24 horas, quando usada com o numeral (primeiro, segundo, terceiro, etc). Logo, Gênesis 1, fala da criação em seis dias literais.

“ O sentido da expressão ‘sétimo dia’ em Gênesis 2: 2 é o mesmo de quando aplicado aos seis dias anteriores. Diferente dos meses e anos, que são determinados pelo movimento da Lua em torno da Terra e pela Terra em torno do Sol, respectivamente, não há um fenômeno natural para determinar a semana. A origem da semana tem a ver com a Criação.” – Lição da Escola Sabatina, 4/8/96.

LEMBRE-SE:

- O Sábado não é dos judeus. É do Senhor teu Deus.

- O Sábado foi o primeiro dia inteiro que Adão e Eva viveram.

- Se Jesus viesse para destruir o Sábado, Ele não o teria guardado. Lucas 4: 16.

- Foi no Sábado que Jesus levantou-Se e, lendo o profeta Isaías, disse ser o Messias.

- O Sábado, além de ser o marco de que Deus é o Criador, é o refúgio contra o stress. Neste dia deve-se deixar tudo para adorar a Deus.

- Que sentido faz Jesus mandar orar 39 anos depois de Sua volta ao Céu (Mat. 24:20), se os discípulos não guardassem o Sábado?

- Se Jesus fosse transferir o Sábado para o domingo, os discípulos não iriam com bálsamo e tristeza ao túmulo (Marcos 16:2); mas, com flores e muita alegria.

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A Ternura de Seu Amor

Definir amor não é uma tarefa simples. As opiniões se dividem. Seria o amor algo como paixão, sentimento, compromisso, cumplicidade, companheirismo, respeito, ou tudo isso e mais um pouco? Há uma definição em I Coríntios 13: 4 a 7. Nessa passagem são descritas atitudes interiores que se revelam no comportamento de quem ama. Assim, para saber se você é amado(a), observe bem atentamente como a outra pessoa te trata. Dando um desconto para as falhas humanas – mesmo quem ama comete seus erros – esse é um método bastante confiável.

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Rabino será primeiro não-católico em sínodo no Vaticano

Um rabino de Israel, Shear-Yashuv Cohen, será o primeiro não-cristão a discursar em um sínodo da Igreja Católica. O rabino foi convidado a falar sobre a interpretação judaica das Escrituras, das partes que são lidas por cristãos e judeus. Cohen vem de uma família que, há 18 gerações, conta com rabinos e estudiosos da Bíblia e é o Grande Rabino de Haifa, em Israel. Segundo o correspondente da BBC para assuntos religiosos Christopher Landau, Cohen afirmou que seu convite para o sínodo é “um sinal de esperança” no relacionamento entre as duas religiões.

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Deuteronômio 34:7 nos diz que Moisés morreu, e Lucas 9:30 e 31 sugere que sua morte haveria de se cumprir em Jerusalém. Como harmonizar essas duas declarações?

Deuteronômio 34:7 nos diz que Moisés morreu, e Lucas 9:30 e 31 sugere que sua morte haveria de se cumprir em Jerusalém. Como harmonizar essas duas declarações?

Por Alberto R. Timm

Deuteronômio 34:5-7 afirma explicitamente que Moisés morreu com “a idade de cento e vinte anos” (a.C. 1405), e que o Senhor “o sepultou num vale, na terra de Moabe, defronte de Bete-Peor”. Lucas 9:30 e 31, por sua vez, declara que o diálogo da transfiguração foi sobre a futura morte de Cristo em Jerusalém (ver Lc 10:31-33), e não a respeito de outra morte de Moisés.

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O “bode emissário” de Levítico 16 é um símbolo de Cristo ou de Satanás?

O “bode emissário” de Levítico 16 é um símbolo de Cristo ou de Satanás?

Por Alberto R. Timm

Uma análise detida de Levítico 16, à luz da tradição judaica, revela que o “bode emissário” (hebraico Azazel) é um símbolo de Satanás (e não de Cristo). Essa identificação é sugerida por Levítico 16:8, onde o bode “para Azazel” é mencionado em oposição ao bode “para o Senhor” (Bíblia de Jerusalém), e confirmada pela literatura pseudoepígrafa, onde Azazel é consistentemente descrito como um ser demoníaco e líder das forças do mal (I Enoque 8:1; 9:6; 10:4-8; 13:1; 54:5 e 6; 55:4; 69:2; apocalipse de Abraão 13:6-14; 14:4-6; 20:5-7; 22:5; 23:11; 29:6 e 7; 31:5). Mesmo não aceitando essa literatura como inspirada, é interessante notarmos que I Enoque 54:4-6 fala sobre o futuro aprisionamento dos “exércitos de Azazel”, para serem lançados na fornalha de fogo do “grande dia do juízo”, em termos muito semelhantes ao relato do aprisionamento e castigo final de “Satanás” mencionado em Apocalipse 20. Não é sem motivo que, de acordo com A. E. Cundall, “a maioria dos eruditos aceita que Azazel é o líder dos espíritos maus do deserto” (The Zondevon Pictorial Encyclopedia of the Bible, vol. 1, p. 426).

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Por que foi ordenado aos israelitas que não cozinhassem a carne do cabrito no leite de sua mãe? (Êx 23:19)

Por que foi ordenado aos israelitas que não cozinhassem a carne do cabrito no leite de sua mãe? (Êx 23:19)

Por Alberto R. Timm

Três vezes aparece no Pentateuco a ordem para os israelitas não cozinharem a carne do cabrito no leite de sua mãe (Êx 23:19; 34:26; Dt 14:21). Alguns comentaristas interpretam essa ordem como uma condenação a certos rituais pagãos à fertilidade praticados tanto no Egito, de onde os israelitas haviam saído, como na terra de Canaã, para onde eles se dirigiam. Jamieson, Fausset e Brown, por exemplo, afirmam que os egípcios ferviam, ao término das colheitas, “um cabrito no leite de sua mãe, e aspergiam o caldo, como um encantamento mágico, sobre os seus jardins e campos, para que estes os retribuíssem com mais produtividade na próxima estação” (Jamieson, Fausset & Brown, sobre Êxodo 23:19). Jack Finegan argumenta que os textos ugaríticos de Ras Shamra (localizada próximo à costa mediterrânea da Síria) prescrevem o ato de “ferver um cabrito no leite” como parte da “técnica mágica para a produção das primeiras chuvas” (Jack Finegan, Light from the Anciente Past, p. 148).

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Não seriam as ilustrações que aparecem em publicações religiosas uma transgressão do mandamento que ordena “Não farás para ti imagem de escultura…”?

Não seriam as ilustrações que aparecem em publicações religiosas uma transgressão do mandamento que ordena “Não farás para ti imagem de escultura…”? (Êx 20:4)

Por Alberto R. Timm

O segundo mandamento do Decálogo ordena:

“Não farás para ti imagem de escultura, nem semelhança alguma do que há em cima nos céus, nem em baixo na terra, nem nas águas debaixo da terra. Não as adorarás, nem lhes darás culto…” (Êxodo 20:4-5)

Algumas pessoas crêem que esse mandamento proíbe o uso de quaisquer esculturas e pinturas religiosas. Mas tal interpretação é inaceitável, pois acaba conflitando com outros textos bíblicos.

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Evidências de Deus na Constelação de Órion

Gostaria que vocês assistissem ao seguinte vídeo, gravado por Matheus Siqueira no 2° Simpósio Criacionista do UNASP. Eu já assisti e aprovo, vale a pena ! Pode ser um pouco grande, mas a qualidade é boa. Resumindo: Baixe e mude seu modo de pensar quando olhar para as estrelas no céu.

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A CONSTELAÇÃO

Orion, é uma constelação do equador celeste. As estrelas que compõem esta constelação são brilhantes e visíveis de ambos os hemisférios.

As constelações vizinhas são Gemini (Gêmeos), Taurus (Touro), Eridanus, Lepus (Lebre) e Monoceros (Unicórnio).

Órion, o caçador, de acordo com a mitologia grega, desempenhou um papel importante para as civilizações antigas. Sua posição no céu ao longo do ano era um prenúncio das mudanças climáticas que estavam por vir. Quando se observava Órion nascer durante o amanhecer, era um sinal que o verão houvera chegado. Seu nascimento no início da noite anunciava o inverno, e à meia-noite indicava época da colheita de uvas. Essas observações foram feitas por civilizações do hemisfério norte. Para o hemisfério sul vale o contrário. No meio de dezembro Órion estará nascendo para nós (no leste) após o crepúsculo. O que isso pode nos indicar? Isso mesmo! Preparem-se para o verão!

Destaca-se a presença de três estrelas que formam a cintura de Orion, são elas: Alnitak, Alnilam e Mintaka, e as estrelas gigantes Rigel e Betelgeuse.

Este conjunto de três estrelas é popularmente chamado pelos brasileiros de as “Três Marias” e nada mais é que o centro da constelação – representa o cinturão do gigante (vide figura acima). Sabendo encontrá-las, encontra-se a constelação completa facilmente.

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A Consciência: O Acusador Divino

Um homem havia cometido uma fraude e sua consciência não o deixava em paz. Para sentir-se aliviado, escreveu à empresa prejudicada: “Anexo uma parte do valor que estou devendo. Se ainda não conseguir dormir direito hoje à noite, vou enviar mais uma parcela”.

A consciência não é um órgão físico que se pode ver, operar ou transplantar, mas mesmo assim ela existe e está presente na vida de cada um de nós. De onde vem a consciência? Qual é sua finalidade? Quem a colocou em nós? De onde vem essa “voz interior”? Existem as mais diferentes explicações e justificativas para a existência da consciência dentro de nós. Segue uma seleção de opiniões sobre essa “voz” misteriosa:

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O Colapso da Moralidade

“Assim como foi nos dias de Noé, também será a vinda do Filho do Homem. Porquanto, assim como nos dias anteriores ao dilúvio comiam e bebiam, casavam e davam-se em casamento, até o dia em que Noé entrou na arca, e não o perceberam, senão quando veio o dilúvio e os levou a todos, assim será também a vinda do Filho do homem” (Mt 24:37-39).

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Exploração de Recursos Humanos e Naturais – Um Tempo de Oportunidade para a Missão !

Durante os últimos quarenta anos, as barreiras geográficas e culturais têm sido reduzidas. Recordo vividamente o ano de 1969, quando ouvi a voz de Neil Armstrong falando da superfície da Lua. Pela primeira vez, vimos fotos de nosso próprio planeta por inteiro. Isso levou ao surgimento de um novo termo – aldeia global. Desde aquela época, o mundo atingiu quase que total e instantânea interconectividade por meio do desenvolvimento da internet. Como cristãos, precisamos perguntar: Qual é nosso papel neste mundo em rápida mudança? Como podemos empregar tais mudanças na missão da Igreja?

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Tempos de Perigo – Como Viver em Paz em Meio à Violência !

Seis anos atrás, minha esposa, Augusta, e eu fomos assaltados em uma estrada por ladrões fortemente armados. Eles fugiram com alguns pertences nossos, mas tivemos a vida preservada pelo Senhor. Mais recentemente, assaltantes invadiram o campus de nossa Universidade Babcock, Nigéria, e saquearam o posto bancário. A presença do Senhor foi novamente sentida, quando um deles tentou atirar no segurança, usando um rifle AK-47. O atirador puxou o gatilho, mas a arma não disparou, o que aconteceu somente quando ele atirou para cima. Os ladrões fugiram com algum dinheiro, mas ninguém ficou ferido.

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Quando os Sinais Envelhecem – Vivendo Expectantes o Retorno de Jesus

Em 16 de novembro de 1966, cientistas predisseram uma grande chuva de meteoros. Carlos e eu, estudantes universitários, esperávamos ver uma repetição da grande chuva de meteoros, ocorrida em 1833, que levou muitos a esperar para breve a volta de Jesus.

Mas o céu estava escuro naquela noite. Não existia nada para ver, nem uma estrela, muito menos um meteoro. Pegamos o carro de meus pais e percorremos as estradas de New Jersey, procurando ver ao menos um pedacinho de céu claro, mas sem resultado. A chuva de meteoros de 1966 pode ter sido tão grande quanto aquela de 1833, mas só pôde ser vista de dentro de aviões e em alguns lugares do Oeste americano. Ambos os chuveiros de meteoros estavam relacionados a fragmentos celestes deixados para trás pelo cometa Temple-Tuttle, que percorre uma órbita de 33 anos em torno do Sol. Algum aumento na queda de meteoritos acontece todo mês de novembro, vindos, ao que parece, da Constelação de Leão.

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A Igreja e os Sinais dos Tempos – Por que os sinais são importantes na vida da igreja

O surgimento de nossa igreja está relacionado a uma poderosa proclamação do breve retorno do Senhor em glória. O pequeno grupo de crentes estava convicto de que a vinda de Cristo estava às portas. Essa convicção se baseava no cumprimento de profecias bíblicas e de sinais que deviam preceder o evento. As profecias de Daniel e Apocalipse, juntamente com Mateus 24, ocuparam lugar importante nas pesquisas realizadas pelos pioneiros para entender tal assunto. À semelhança deles, cremos que “os sinais dos tempos, a cumprirem-se rapidamente, declaram que a vinda de Cristo está próxima, às portas. Os dias em que vivemos são solenes e importantes” (Ellen G. White, Exultai-O, [MM 1192], pág 357).

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Terremoto mata pelo menos 70 no Quirguistão

Pelo menos 70 pessoas morreram e dezenas ficaram feridas em um terremoto que atingiu o Quirguistão, destruindo mais de 100 prédios no sul do país, segundo informações das autoridades locais.

Os tremores, de magnitude 6,6 na escala Richter (que vai até 9), foram sentidos em uma vasta área da Ásia Central.

O terremoto atingiu a província de Osh na noite de domingo, horário local (por volta do meio-dia, horário de Brasília).

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Seminário ” A Guerra dos Sentidos ”

Olá

Estou encaminhando abaixo alguns links para downloads dos arquivos de áudio referentes ao Seminário Guerra dos Sentidos apresentado por Daniel Spencer. Ouvir estas palestras fez uma grande diferença para a minha vida espiritual, bem como da minha família. Acredito que esta é a mensagem que a igreja (ou seja, eu e você) estamos precisando ouvir AGORA.

Daniel Spencer é um portugues que está no Brasil, por isso o sotaque é característico, mas é possível entender perfeitamente as mensagens.

Esse seminário foi gravado durante a apresentação ao vivo em Hortolândia, e pelo tema da lição da Escola Sabatina – apresentada também pelo Daniel Spencer (2º. Áudio) – foi no 1º. Sábado do trimestre passado (Lição com o Tema “Nosso Maravilhoso Jesus”).

Minhas sugestões:

a) Escute ESTRITAMENTE na ordem ( 1ª. palestra, 2º. Palestra, etc… ) – Segure a curiosidade e não tome “atalhos”

b) Escute de maneira direta, seqüencialmente, sem interrupções, como você o faria se estivesse assistindo ao vivo na igreja.

c) Os temos são abordados tem uma ordem lógica onde na minha avaliação ele apresenta um contexto teológico profético interessantíssimo e depois entra nos aspectos mais “técnicos”.

d) Os temas são (clique nos títulos):

- 01 - Quadro Profético (Sexta).mp3 - (formato ZIP – 29 MB) – É o pano de fundo em cima do qual ele desenvolverá subseqüentemente as idéias.

- 02 - Escola Sabatina (Sábado-Manhã).mp3 – (formato ZIP – 11 MB) – É basicamente a lição da escola sabatina que pela felicidade do tema, ele consegue até com certa felicidade contextualizar a lição (sem perde-la diga-se de passagem) com o tema que ele iniciou na sexta-feira. Não ficou isolado, e acho que ficou valendo até como um”apêndice” ao assunto sexta-feira.

- 03 - Culto Divino.mp3 – (formato ZIP – 49 MB) – Longo. O Clímax do desenvolvimento teológico/profético – Sermão com quase 2 horas de duração, mas que vale cada minuto.

- 04 - Música (JA).mp3 – (formato ZIP – 58 MB) – Tema técnico sobre a música nesse contexto teológico/profético – Aborda aspectos históricos da musica… (principalmente o acesso do negro escravo americano a instrumentos musicais dos “brancos” após a guerra civil americana origem do blues, jazz, soul e seu desenvolvimento para o pop-rock), com avaliação dos bastidores das grandes bandas de alguns álbuns, “curiosidades” no desenvolvimento destes, etc. É feliz na exemplificação de aspectos rítmicos onomatopaicos para ilustrar.

- 05 - Publicidade – Cinema e TV (Domingo).mp3 – (formato ZIP – 52 MB) – Tema sobre publicidade sem a abordagem “clássica” das mensagens subliminares que, como ele disse brincando, “todo mundo já sabe, o diabo já cansou de usar… já “não pega mais ninguém”…. e o diabo “já andou com a fila”… ta mais sofisticado – rsss ). O ponto central desta palestra é TV e Cinema. Infelizmente no áudio a critica que ele faz da Paixão de Mel Gibson não pode ser acompanhada das imagens editadas por ele quando da palestra ao vivo. Mas vale as idéias.

Aproveite!

um abraço!

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Desejos Modernos: Só Deus satisfaz os desejos do coração humano

Desejo ou paixão não tem nada que ver com as necessidades básicas do ser humano. Com a queda de Adão e Eva, nossas necessidades se desvirtuaram e, assim, o pecado encontra projeção nos desejos disfarçados em necessidades. As vozes do mundo nutrem desordenadamente nossos desejos e nos tornamos escravos da vontade. O grande perigo é a transformação dos desejos em necessidades básicas, porque a força do desejo é mais perigosa que a da razão. Aparentemente, somos saciados quando conquistamos esse ou aquele objeto do desejo. Mas, nesse cenário, vemos que a obtenção de determinado objeto não é o que realmente importa. Na verdade, a concretização do desejo chega a ser decepcionante, uma vez que não se cumpre a promessa abstrata de realização ou prestígio. Assim, quando o desejo é “saciado” a decepção mostra o absurdo desse jogo. Sobra, então, um “eu” envergonhado e um novo objeto a ser desejado.

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Vida na Cova dos Leões

Ao adorar a Deus em liberdade, lembre-se dos que não têm esse privilégio.

No mundo, há cerca de dez países em que não existe liberdade religiosa. Mais de quarenta países impõem severas restrições a minorias religiosas. Como seria sua vida se você vivesse em tais circunstâncias?

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Papa Condena o Materialismo

Na França, o Papa Bento XVI condenou o materialismo dos tempos modernos durante uma missa para mais de 200 mil pessoas.

A missa, no final da manhã deste sábado, foi a segunda do Papa em Paris. Durante o sermão, Bento XVI disse que a sede por poder, bens materiais e dinheiro é uma praga da sociedade moderna. No domingo, o Papa vai rezar missa em Lourdes, para comemorar os 150 anos da aparição da Virgem Maria na cidade. Fonte

O pontífice não disse se pra começar, abriria mão de usar sapato Prada, ou anel de ouro maciço, ou casula feita com 15 km de linhas de ouro e prata, ou ainda se doaria o crucifixo de ouro cravejado de diamantes e topázios recebido de presente do premiê italiano Silvio Berlusconi.

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O Que é e Onde é o Inferno?

Um aluno entrou em sua escola atirando, e vários dos seus colegas de classe foram mortos. Um homem ressentido por ter sido despedido de seu trabalho entrou atirando no local em que trabalhava e matou seu chefe. Uma mãe empurrou seu carro para dentro de um lago com seus dois filhos pequenos dentro, e os afogou.

Em pelo menos dois continentes, milhares de pessoas têm sido mortas em virtude de guerras motivadas pela limpeza étnica. Séculos de dominação da parte de dois ou mais grupos étnicos são as razões para tais atrocidades. Homens, mulheres, crianças e até mesmo bebês têm sido mortos, mutilados, espancados e violentados.

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E Ainda se Consideram Humanos

Nesta filmagem, animais são vistos tendo suas peles retiradas ainda vivos. Os assassinos dizem que é para permitir um “corte limpo”. Arrancada a pele, as carcaças são deixadas de lado. Os animais permanecem vivos, agonizando por cerca de dez minutos. Tanto sofrimento pra quê? Para que madames possam se exibir com seus custosos casacos de pele! No que se tornou o ser humano?! As palavras do sábio Salomão continuam atuais como nunca:

“O justo atenta para a vida dos seus animais, mas o coração dos perversos é cruel” (Provérbios 12:10)

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A Vinda de um Libertador

Através dos longos séculos de “angústia e escuridão” (Is 8:22) que marcaram a história da humanidade desde o dia em que nossos primeiros pais perderam o seu lar no Éden até o tempo em que o Filho de Deus apareceu como o Salvador dos pecadores, a esperança da raça caída esteve centralizada na vinda de um Libertador para livrar a homens e mulheres do cativeiro do pecado e da sepultura.

A primeira indicação de tal esperança foi dada a Adão e Eva na sentença pronunciada sobre a serpente no Éden, quando o Senhor declarou a Satanás aos ouvidos de nossos primeiros pais:

“Porei inimizade entre ti e a mulher, e entre a tua semente e a sua semente; esta te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar.” Gên. 3:15.

Ao atentar o culpado para essas palavras, foram inspirados com esperança; pois na profecia concernente ao aniquilamento do poder de Satanás eles discerniram uma promessa de libertação da ruína que a transgressão havia operado. Embora devessem sofrer o poder de seu adversário, dado que tinham caído sob sua sedutora influência e haviam escolhido desobedecer aos claros mandamentos de Jeová, não precisavam contudo entregar-se ao completo desespero. O Filho de Deus Se oferecia para expiar com o Seu próprio sangue as transgressões deles. Ser-lhes-ia permitido um período de graça, durante o qual, pela fé no poder de Cristo para salvar, poderiam tornar-se uma vez mais filhos de Deus.

Satanás, em virtude do êxito que teve em desviar o homem do caminho da obediência, tornou-se “o deus deste século” (II Cor 4:4).

“Nos quais o deus deste século cegou o entendimento dos incrédulos, para que lhes não resplandeça a luz do evangelho da glória de Cristo, o qual é a imagem de Deus” (II Coríntios 4:4)

 O domínio que uma vez pertenceu a Adão passou ao usurpador. Mas o Filho de Deus Se propôs vir à Terra a fim de pagar a penalidade do pecado, e assim não apenas redimir o homem, mas recobrar o domínio usurpado. É desta restauração que Miquéias profetizou quando disse:

“A ti, ó torre do rebanho, monte da filha de Sião, a ti virá; sim, a ti virá o primeiro domínio.” (Miquéias 4:8)

 O apóstolo Paulo a ela se referiu como a “redenção da possessão de Deus” (Efésios 1:14). E o salmista tinha em mente a mesma restauração final do homem em sua herança original quando declarou:

 “Os justos herdarão a Terra e habitarão nela para sempre.” (Salmos 37:29)

Esta esperança de redenção por meio do advento do Filho de Deus como Salvador e Rei, jamais se extinguiu no coração dos homens. Desde o início tem havido alguns cuja fé tem alcançado além das sombras do presente penetrando as realidades do futuro. Adão, Sete, Enoque, Matusalém, Noé, Sem, Abraão, Isaque e Jacó – por meio destes e outros homens dignos o Senhor tem preservado as preciosas revelações de Sua vontade. Assim foi que aos filhos de Israel, povo escolhido por cujo intermédio devia ser dado ao mundo o Messias prometido, Deus partilhou o conhecimento dos reclamos de Sua lei, e da salvação a ser realizada graças ao sacrifício expiatório do Seu amado Filho.

A esperança de Israel foi incorporada na promessa feita quando do chamado a Abraão, e posteriormente repetida uma e outra vez a sua posteridade:

“Em ti serão benditas todas as famílias da Terra” (Gênesis 12:3)

Ao ser desdobrado a Abraão o propósito de Deus quanto à redenção do homem, o Sol da Justiça brilhou em seu coração, e as trevas que nele havia foram dispersas. E quando, afinal, o Salvador mesmo andou entre os filhos dos homens e com eles falou, deu testemunho aos judeus sobre a gloriosa esperança do patriarca, de livramento através da vinda de um Redentor.

“Abraão, vosso pai, exultou por ver o Meu dia”, Cristo declarou, “e viu-o e alegrou-se.” (João 8:56)

Esta mesma bem-aventurada esperança foi esboçada na bênção pronunciada pelo patriarca moribundo, Jacó, sobre seu filho Judá:

“Judá, a ti louvarão os teus irmãos; A tua mão será sobre o pescoço de teus inimigos; Os filhos de teu pai a ti se inclinarão. [...] O cetro não se arredará de Judá, Nem o legislador dentre seus pés,Até que venha Siló; E a Ele se congregarão os povos.” (Gênesis 49:8-10)

Em outra ocasião, nos limites da terra prometida, a vinda do Redentor foi predita na profecia proferida por Balaão:

“Vê-Lo-ei, mas não agora; contemplá-Lo-ei, mas não de perto; Uma estrela procederá de Jacó, e um cetro subirá de Israel, Que ferirá os termos dos moabitas, e destruirá todos os filhos de Sete.” (Números. 24:17)

Por intermédio de Moisés, o propósito de Deus de enviar Seu Filho como redentor da raça caída, foi mantido perante Israel. Uma ocasião, pouco antes de sua morte, Moisés declarou: “O Senhor teu Deus te despertará um Profeta do meio de ti, de teus irmãos, como eu; a Ele ouvireis.” Claramente havia sido Moisés instruído no interesse de Israel sobre a obra do Messias que havia de vir. “Eu lhes suscitarei um Profeta do meio de seus irmãos, como tu”, foi a palavra de Jeová ao Seu servo;

“e porei as Minhas palavras na Sua boca, e Ele lhes falará tudo o que Eu Lhe ordenar.” (Deut 18:15 e 18)

Nos tempos patriarcais as ofertas sacrificais relacionadas com o culto divino constituíam uma lembrança perpétua da vinda de um Salvador; e assim era com todo o ritual dos sacrifícios do santuário na história de Israel. Na ministração do tabernáculo, e do templo que posteriormente lhe tomou o lugar, o povo era ensinado cada dia, por meio de símbolos e sombras, a respeito das grandes verdades relativas ao advento de Cristo como Redentor, Sacerdote e Rei; e uma vez em cada ano tinham a mente voltada para os eventos finais do grande conflito entre Cristo e Satanás, a purificação final do Universo do pecado e pecadores. Os sacrifícios e ofertas do ritual mosaico deviam sempre apontar para uma adoração melhor, celestial mesmo. O santuário terrestre era “uma alegoria para o tempo presente, em que se oferecem dons e sacrifícios”; seus dois lugares santos eram “figura das coisas que estão no Céu” (Heb. 9:9 e 23); pois Cristo, nosso grande Sumo Sacerdote, é hoje

“Ministro do santuário, e do verdadeiro tabernáculo, o qual o Senhor fundou, e não o homem” (Hebreus 8:2)

Desde o dia que o Senhor declarou à serpente no Éden:

“Porei inimizade entre ti e a mulher, e entre a tua semente e a sua semente” (Gênesis 3:15),

 Satanás tem conhecido que ele não pode jamais manter absoluto domínio sobre os habitantes deste mundo. Quando Adão e seus filhos começaram a oferecer os sacrifícios cerimoniais ordenados por Deus como um tipo da vinda do Redentor, Satanás reconheceu neles um símbolo da comunhão entre Terra e Céu. Durante os longos séculos que se têm seguido, tem sido seu constante esforço interceptar esta comunhão. Incansavelmente tem ele procurado representar a Deus falsamente, e interpretar com falsidade os ritos que apontam para o Salvador; e tem sido bem-sucedido com grande maioria da família humana.

Enquanto Deus desejava ensinar aos homens que do Seu próprio amor vem o Dom que os reconcilia com Ele, o arquiinimigo da humanidade tem procurado representar a Deus como alguém que Se deleita na destruição deles. Assim os sacrifícios e ordenanças designados pelo Céu para que revelem o divino amor, têm sido pervertidos de molde a servir como meio pelo qual os pecadores têm em vão esperado propiciar, com donativos e boas obras, a ira de um Deus ofendido. Ao mesmo tempo Satanás tem procurado despertar e fortalecer as más paixões dos homens, para que através de repetidas transgressões possam as multidões ser levadas cada vez mais longe de Deus, ficando sem esperança amarradas nos grilhões do pecado.

Quando a Palavra escrita de Deus foi dada por intermédio dos profetas hebreus, Satanás estudou com diligência as mensagens sobre o Messias. Ele sublinhou cuidadosamente as palavras que esboçavam com inconfundível clareza a obra de Cristo entre os homens como um sofredor sacrifício e como um rei conquistador. Nos rolos de pergaminho das Escrituras do Antigo Testamento ele leu que Aquele que devia aparecer,

“como um cordeiro foi levado ao matadouro” (Isa. 53:7),

que

“o Seu parecer estava tão desfigurado, mais do que o de outro qualquer” (Isaías 52:14)

O prometido Salvador da humanidade devia ser

“desprezado, e o mais indigno entre os homens, homem de dores… ferido de Deus e oprimido” (Isaías 53:4)

 contudo devia Ele também exercer Seu grande poder para julgar

“os aflitos do povo.” Ele devia salvar “os filhos do necessitado”, e quebrar “o opressor” ( Salmos 72:4)

Estas profecias levaram Satanás a temer e tremer; mas ele não renunciou ao seu propósito de frustrar, se possível, as misericordiosas providências de Jeová para a redenção da ração perdida. Ele se determinou cegar os olhos do povo, tanto quanto fosse possível, para o real significado das profecias messiânicas, a fim de preparar o caminho para rejeição de Cristo em Sua vinda.

Durante os séculos que imediatamente precederam o dilúvio, Satanás tinha alcançado sucesso em seus esforços para levar a uma quase total rebelião do mundo contra Deus. E nem mesmo as lições do dilúvio foram tidas em lembrança por muito tempo. Com artificiosas insinuações Satanás mais uma vez levou os filhos dos homens passo a passo a ousada rebelião. De novo parecia estar ele prestes a triunfar; mas o propósito de Deus em favor do homem caído não devia ser assim posto de lado. Através da posteridade do fiel Abraão, da linhagem de Sem, o conhecimento dos desígnios beneficentes de Deus devia ser preservado no benefício de futuras gerações. De tempos em tempos mensageiros da verdade divinamente apontados deviam ser despertados para chamar a atenção para o significado das cerimônias sacrificais, e especialmente para a promessa de Jeová referente ao advento dAquele para quem todas as ordenanças do sistema sacrifical apontavam. Assim o mundo devia ser preservado da apostasia universal.

Não havia de ser sem a mais determinada oposição que o propósito de Deus seria levado a êxito. De toda maneira possível o inimigo da verdade e da justiça obrou para levar os descendentes de Abraão a esquecer seu alto e santo chamado e a se desviarem para a adoração a deuses falsos. E muitas vezes esses esforços quase alcançaram sucesso. Durante séculos antes do primeiro advento de Cristo, as trevas cobriram a Terra e densa escuridão os povos. Satanás lançou sua sombra infernal no caminho dos homens, a fim de que não tivessem conhecimento de Deus e do mundo futuro. Multidões estavam assentadas na sombra da morte. Sua única esperança era que essas trevas fossem espancadas, a fim de que Deus pudesse ser revelado.

Com visão profética Davi, o ungido de Deus, predissera que a vinda de Cristo seria

“como a luz da manhã, quando sai o Sol, da manhã sem nuvens” (II Samuel 23:4)

E Oséias testificou:

“Como a alva será a Sua saída.” (Oséias 6:3)

Quieta e gentilmente a luz do dia irrompe sobre a Terra, dispersando a sombra de trevas, enchendo a Terra de vida. Assim devia o Sol da Justiça erguer-Se,

“trazendo salvação sob as Suas asas” (Malaquiasas 4:2)

As multidões que “habitavam na região da sombra da morte” deviam ver “uma grande luz” (Isaías 9:2)

O profeta Isaías, exultando por esta gloriosa libertação, exclamou:

“Um Menino nos nasceu, Um Filho se nos deu; E o principado está sobre os Seus ombros; E o Seu nome será: Maravilhoso Conselheiro, Deus forte, Pai da eternidade, Príncipe da paz. Do incremento deste principado e da paz não haverá fim, Sobre o trono de Davi e no seu reino, Para o firmar e o fortificar,
Em juízo e em justiça, Desde agora para sempre; O zelo do Senhor dos Exércitos fará isto.” (Isaías 9:6 e 7)

Nos últimos séculos da história de Israel antes do primeiro advento, era geralmente entendido que a vinda do Messias fora referida na profecia:

“Pouco é que sejas o Meu servo, para restaurares as tribos de Jacó, e tornares a trazer os guardados de Israel; também te dei para luz dos gentios, para seres a Minha salvação até à extremidade da Terra.” (Isaías 49:6)

“A glória do Senhor se manifestará”, o profeta tinha predito, “e toda a carne juntamente verá.” (Isaías 40:5)

Foi desta luz dos homens que João Batista mais tarde testificou tão ousadamente, quando proclamou:

“Eu sou a voz do que clama no deserto: Preparai o caminho do Senhor, como disse o profeta Isaías” (João 1:23)

Foi a Cristo que a promessa profética foi dada:

“Assim diz o Senhor, o Redentor de Israel, o seu Santo, à alma desprezada, ao que as nações abominam. … Assim diz o Senhor: “E te guardarei, e te darei por concerto do povo, para restaurares a Terra, e lhe dares em herança as herdades assoladas; para dizeres aos presos: Saí; e aos que estão em trevas: Aparecei. … Nunca terão fome nem sede, nem a calma nem o Sol os afligirá; porque o que Se compadece deles os guiará, e os levará mansamente aos mananciais de águas.” (Isaías 49:7-10)

Os inflexíveis na nação judaica, descendentes daquela linha santa por cujo intermédio o conhecimento de Deus fora preservado, fortaleceram sua fé na consideração dessas passagens e de outras similares. Com extraordinária satisfação eles leram como o Senhor ungiria Alguém:

“para pregar boas-novas aos mansos”, “restaurar os contritos de coração”, “proclamar liberdade aos cativos”, e “apregoar o ano aceitável do Senhor” (Isaías 61:1 e 2)

Contudo o seu coração se enchia de tristeza ao pensarem nos sofrimentos que Ele precisava enfrentar para cumprir o propósito divino. Com profunda humilhação de alma acompanhavam as palavras no rolo profético:

“Quem deu crédito a nossa pregação? E a quem se manifestou o braço do Senhor? “Porque foi subindo como renovo perante Ele, E como raiz de uma terra seca; Não tinha parecer nem formosura; E, olhando nós para Ele, Nenhuma beleza víamos, para que O desejássemos. “Era desprezado, e o mais indigno entre os homens; Homem de dores, e experimentado nos trabalhos; E, como um de quem os homens escondiam o rosto, Era desprezado, e não fizemos dEle caso algum. “Verdadeiramente Ele tomou sobre Si as nossas enfermidades, E as nossas dores levou sobre Si; E nós O reputamos por aflito, Ferido de Deus, e oprimido. “Mas Ele foi ferido pelas nossas transgressões, E moído pelas nossas iniqüidades; O castigo que nos traz a paz estava sobre Ele, E pelas Suas pisaduras fomos sarados. “Todos nós andávamos desgarrados como ovelhas; Cada um se desviava pelo seu caminho; Mas o Senhor fez cair sobre Ele A iniqüidade de todos nós. “Ele foi oprimido, Mas não abriu a Sua boca; Como um cordeiro foi levado ao matadouro, E, como a ovelha muda perante os seus tosquiadores, Ele não abriu a Sua boca.
“Da opressão e do juízo foi tirado; E quem contará o tempo da Sua vida? Porquanto foi cortado da Terra dos viventes; Pela transgressão do Meu povo foi Ele atingido. “E puseram a Sua sepultura com os ímpios, E com o rico na Sua morte; Porquanto nunca fez injustiça, Nem houve engano na Sua boca.” (Isaías 53:1-9)

Com respeito aos sofrimentos do Salvador, Jeová mesmo declarou por intermédio de Zacarias:

“Ó espada, ergue-te contra o Meu Pastor e contra o varão que é o Meu companheiro.” (Zacarias 13:7)

Como substituto e garantia pelo pecado do homem, Cristo sofreria sob a justiça divina. Ele compreenderia o que justiça significa; saberia o que significa para o pecador estar sem intercessor na presença de Deus.

Pelo salmista o Redentor mesmo profetizara de Si:

“Afrontas Me quebrantaram o coração, E estou fraquíssimo:Esperei por alguém que tivesse compaixão, Mas não houve nenhum; E por consoladores, Mas não os achei. Deram-Me fel por mantimento, E na Minha sede Me deram a beber vinagre.” (Salmos 69:20 e 21)

Sobre o tratamento que deveria receber, Ele profetizou:

“Pois Me rodearam cães; o ajuntamento de malfeitores Me cercou, transpassaram-Me as mãos e os pés. Poderia contar todos os Meus ossos; eles vêem, e Me contemplam. Repartem entre si os Meus vestidos, e lançam sorte sobre a Minha túnica.” (Salmos 22:16-18)

Essas retratações do amargo sofrimento e cruel morte do Prometido, penosos como fossem, eram ricos em promessa; pois dAquele de quem se diz que “ao Senhor agradou moê-Lo, fazendo-O enfermar”, para que Se pudesse tornar “uma oferta pelo pecado”, Jeová declarou:

“A Sua posteridade, prolongará os dias; E o bom prazer do Senhor prosperará na Sua mão. O trabalho da Sua alma Ele verá, e ficará satisfeito; Com o Seu conhecimento o Meu Servo, o Justo, justificará a muitos, Porque as iniqüidades deles levará sobre Si. Pelo que Lhe darei a parte de muitos, E com os poderosos repartirá Ele o despojo; Porquanto derramou a Sua alma na morte, E foi contado com os transgressores; Mas Ele levou sobre Si os pecados de muitos, E pelos transgressores intercede.” (Isaías 53:10-12)

Foi o amor pelos pecadores que levou Cristo a pagar o preço da redenção.

“Viu que ninguém havia, e maravilhou-Se de que não houvesse intercessor”; nenhum outro poderia resgatar os homens e mulheres do poder do inimigo; “pelo que o Seu próprio braço Lhe trouxe a salvação, e a Sua própria justiça O susteve.” (Isaías 59:16)

“Eis aqui o Meu Servo, a quem sustenho; O Meu Eleito, em quem Se compraz a Minha alma; Pus o Meu Espírito sobre Ele; Juízo produzirá entre os gentios.” (Isaías 42:1)

Em Sua vida nenhuma consideração pessoal devia estar presente. A honra que o mundo atribui a posição, riqueza e talento, devia ser estranha ao Filho de Deus. Nenhum dos meios que os homens empregam para granjear submissão ou requerer homenagem, devia o Messias usar. Sua completa renúncia do eu foi prefigurada nas palavras:

“Não clamará, Não Se exaltará, Nem fará ouvir a Sua voz na praça. A cana trilhada não quebrará, Nem apagará o pavio que fumega.” (Isaías 42:2 e 3)

O Salvador devia conduzir-Se entre os homens em marcante contraste com os ensinadores dos Seus dias. Em Sua vida nenhuma ruidosa batalha, nem ostensiva adoração, nem ato para ganhar aplausos deviam jamais ser testemunhados. O Messias devia estar oculto em Deus, e Deus devia ser revelado no caráter do Seu Filho. Sem o conhecimento de Deus, a humanidade estaria para sempre perdida. Sem o auxílio divino, homens e mulheres afundariam cada vez mais. Vida e poder deviam ser conferidos por Aquele que fez o mundo. As necessidades do homem não podiam ser satisfeitas de nenhum outro modo.

Ainda mais foi profetizado do Messias:

“Não faltará nem será quebrantado, até que ponha na Terra o juízo; e as ilhas aguardarão a Sua doutrina.” O Filho de Deus devia “engrandecer a lei, e fazê-la gloriosa” (Isaías 42:4 e 21)

Não devia diminuir sua importância e obrigatórios reclamos; ao contrário, devia exaltá-la. Devia ao mesmo tempo aliviar os preceitos divinos das fatigantes exigências sobre eles postas pelo homem, pelo que muitos eram levados ao desencorajamento em seus esforços para servir a Deus de maneira aceitável.

Sobre a missão do Salvador, a palavra de Jeová foi:

“Eu o Senhor Te chamei em justiça, e Te tomarei pela mão, e Te guardarei, e Te darei por concerto do povo, e para luz dos gentios; para abrires os olhos dos cegos, para tirar da prisão os presos, e do cárcere os que jazem em trevas. Eu sou o Senhor; este é o Meu nome; a Minha glória pois a outrem não darei, nem o Meu louvor às imagens de escultura. Eis que as primeiras coisas passaram, e novas coisas Eu vos anuncio, e, antes que venham à luz, vo-las faço saber.” (Isaías 42:6-9)

Por meio da prometida semente, o Deus de Israel ia levar livramento a Sião.

“Brotará um rebento do trono de Jessé, e das raízes um renovo frutificará.” (Isaías 11:1)

“Eis que uma virgem conceberá, e dará à luz um filho, e será o Seu nome Emanuel. Manteiga e mel comerá, até que Ele saiba rejeitar o mal e escolher o bem.” (Isaías 7:14 e 15)

“E repousará sobre Ele o Espírito do Senhor, o Espírito de sabedoria e de inteligência, o Espírito de conselho e de fortaleza, e Espírito de conhecimento e de temor do Senhor. E deleitar-Se-á no temor do Senhor; e não julgará segundo a vista dos Seus olhos, nem repreenderá segundo o ouvir dos Seus ouvidos; mas julgará com justiça os pobres, e repreenderá com eqüidade os mansos da Terra; e ferirá a Terra com a vara de Sua boca, e com o sopro dos Seus lábios matará o ímpio. E a justiça será o cinto do Seus lombos, e a verdade o cinto dos Seus rins.” “E acontecerá naquele dia que as nações perguntarão pela raiz de Jessé, posta por pendão dos povos, e o lugar do Seu repouso será glorioso.” (Isaías 11:2-5 e 10)

“Eis aqui o homem cujo nome é Renovo; Ele brotará do Seu lugar, e edificará o templo do Senhor. … E levará a glória, e assentar-Se-á, e dominará no Seu trono, e será como o sacerdote no Seu trono.” (Zacarias 6:12 e 13)

Uma fonte devia ser aberta “contra o pecado, e contra a impureza” (Zac. 13:1); os filhos dos homens deviam ouvir o bendito convite:

“Ó vós, todos os que tendes sede, vinde às águas, E os que não tendes dinheiro, vinde, comprai e comei; Sim, vinde e comprai, sem dinheiro e sem preço Vinho e leite. Por que gastais o dinheiro naquilo que não é pão? E o produto do vosso trabalho naquilo que não pode satisfazer? Ouvi-Me atentamente, e comei o que é bom, E a vossa alma se deleite com a gordura. “Inclinai os vossos ouvidos, e vinde a Mim; Ouvi, e a vossa alma viverá; Porque convosco farei um concerto perpétuo, Dando-vos as firmes beneficências de Davi.” (Isaías 55:1-3)

A Israel foi feita a promessa:

“Eis que Eu O dei como testemunha aos povos, como Príncipe e Governador dos povos. Eis que chamarás a uma nação que não conheces, e uma nação que nunca Te conheceu correrá para Ti, por amor do Senhor teu Deus, e do Santo de Israel; porque Ele Te glorificou.” (Isaías 55:4 e 5)

“Faço chegar a Minha justiça, e não estará ao longe, e a Minha salvação não tardará; mas estabelecerei em Sião a salvação, e em Israel a Minha glória.” (Isaías 46:13)

Em palavras e em obras o Messias devia revelar à humanidade durante o Seu ministério terrestre a glória de Deus, o Pai. Cada ato de Sua vida, cada palavra proferida, cada milagre operado, devia ter em vista tornar conhecido à humanidade caída o infinito amor de Deus.

“Tu, anunciador de boas novas a Sião, Sobe tu a um monte alto.Tu, anunciador de boas novas a Jerusalém, Levanta a tua voz fortemente; Levanta-a, não temas, E dize às cidades de Judá: Eis aqui está o vosso Deus!
“Eis que o Senhor Jeová virá como o forte, E o Seu braço dominará; Eis que o Seu galardão vem com Ele, E o Seu salário diante da Sua face. Como pastor apascentará o Seu rebanho; Entre os Seus braços recolherá os cordeirinhos,
E os levará no Seu regaço; As que amamentam, Ele guiará mansamente.” (Isaías 40:9-11)

“Naquele dia os surdos ouvirão as palavras do Livro, E dentre a escuridão e dentre as trevas as verão os olhos dos cegos. E os mansos terão gozo sobre gozo no Senhor, E os necessitados entre os homens se alegrarão no Santo de Israel.” E os errados de espírito virão a ter entendimento, E os murmuradores aprenderão a doutrina.” (Isaías 29:18, 19 e 24)

Assim, através dos patriarcas e profetas, bem como de símbolos e tipos, Deus falou ao mundo sobre a vinda de um Libertador do pecado. Uma longa linha de inspiradas profecias apontava para o advento do “Desejado de todas as nações”. Ageu 2:7. Até mesmo o próprio lugar do Seu nascimento, e o tempo do Seu aparecimento, foram minuciosamente especificados.

O filho de Davi deveria nascer na cidade de Davi. De Belém, dissera o profeta,

“Me sairá o que será Senhor em Israel, e cujas saídas são desde os tempos antigos, desde os dias da eternidade” (Miquéias 5:2)

“E tu, Belém, terra de Judá, De modo nenhum és a menor entre as capitais de Judá; Porque de ti sairá o Guia Que há de apascentar o Meu povo de Israel.” (Mateus 2:6)

Diagrama das “setenta semanas” que foram decretadas para o povo de Deus. O advento de Cristo comprovou ser verdadeira a profecia.

O tempo do primeiro advento e de alguns dos principais eventos relacionados com as funções da vida do Salvador, foi feito conhecido pelo anjo Gabriel a Daniel. “Setenta semanas”, disse o anjo, “estão determinadas sobre o teu povo, e sobre a tua santa cidade, para extinguir a transgressão, e dar fim aos pecados, e para expiar a iniqüidade, e trazer a justiça eterna, e selar a visão e a profecia, e para ungir o Santo dos santos.” Dan. 9:24. Um dia na profecia representa um ano. (Núm. 14:34; Ezeq. 4:6.) As setenta semanas, ou quatrocentos e noventa dias, representam quatrocentos e noventa anos. É dado um ponto de partida para este período: “Sabe e entende: desde a saída da ordem para restaurar e para edificar Jerusalém, até o Messias, o Príncipe, sete semanas, e sessenta e duas semanas” (Dan. 9:25), sessenta e nove semanas, ou quatrocentos e oitenta e três anos. A ordem para restaurar e edificar Jerusalém, completada pelo decreto de Artaxerxes Longímano (Esdras 6:14; 7:1 e 9), entrou em vigor no outono de 457 a.C. Partindo desta data os quatrocentos e oitenta e três anos se estendem até o outono de 27 d.C. De acordo com a profecia, este período devia alcançar o Messias, o Ungido. Em 27 d.C., Jesus recebeu em Seu batismo a unção do Espírito Santo, e pouco depois deu início ao Seu ministério. Então foi proclamada a mensagem: “O tempo está cumprido.” Mar. 1:15.

Então, disse o anjo:

“Ele confirmará o concerto com muitos por uma semana sete anos.” Durante sete anos desde o início do ministério do Salvador, o evangelho devia ser pregado especialmente aos judeus: três e meio anos pelo próprio Cristo e depois pelos apóstolos. “Na metade da semana fará cessar o sacrifício e a oferta de manjares.” (Daniel 9:27)

Na primavera de 31 d.C., Cristo, o verdadeiro sacrifício, foi oferecido no Calvário. Então o véu do templo fendeu-se em duas partes, mostrando que a santidade e o significado do sacrifício expiatório tinham findado. Chegara o tempo para que o sacrifício terrestre e a oferta de manjares cessassem.

A semana – sete anos – findou em 34 d.C. Então pelo apedrejamento de Estêvão os judeus selaram finalmente sua rejeição do evangelho; os discípulos que foram espalhados pela perseguição “iam por toda parte, anunciando a Palavra” (Atos 8:4); e pouco depois, Saulo o perseguidor foi convertido, e tornou-se Paulo, o apóstolo dos gentios.

As inúmeras profecias relacionadas com o advento do Salvador levaram os hebreus a viver em constante expectação. Muitos morreram na fé, sem terem recebido as promessas. Mas vendo-as de longe, e crendo-as, confessaram que eram estrangeiros e peregrinos na Terra. Desde os dias de Enoque as promessas repetidas através dos patriarcas e profetas mantiveram viva a esperança do aparecimento do Messias.

Não revelara Deus desde o início o tempo exato do primeiro advento; e mesmo quando a profecia de Daniel tornou este fato conhecido, nem todos interpretaram corretamente a mensagem.

Séculos após séculos passaram; finalmente as vozes dos profetas cessaram. A mão do opressor pesava sobre Israel. Como os judeus se afastaram de Deus, a fé decaiu, e a esperança quase deixou de iluminar o futuro. As palavras dos profetas foram incompreendidas por muitos; e aqueles cuja fé devia ter continuado forte, prontamente exclamaram:

“Prolongar-se-ão os dias, e perecerá toda a visão?” (Ezequiel 12:22)

 Mas no conselho do Céu a hora para a vinda de Cristo tinha sido determinada; e

“vindo a plenitude dos tempos, Deus enviou o Seu Filho… para remir aos que estavam debaixo da lei, a fim de recebermos a adoção de filhos.” (Gálatas 4:4 e 5)

As lições deviam ser dadas à humanidade na linguagem da humanidade. O Mensageiro do concerto devia falar. Sua voz devia ser ouvida no Seu próprio templo. Ele, o autor da verdade, devia separar da verdade a palha do falar humano, que a tinha tornado de nenhum efeito. Os princípios do governo de Deus e o plano da redenção deviam ser claramente definidos. As lições do Antigo Testamento deviam ser completamente expostas diante dos homens.

Quando o Salvador finalmente apareceu “na forma de homem” (Filip. 2:7), e começou o Seu ministério de graça, Satanás pôde apenas ferir-Lhe o calcanhar, enquanto que pelo próprio ato de humilhação e sofrimento Cristo estava ferindo a cabeça do Seu adversário. A angústia que o pecado provocou, foi derramada no seio do Imaculado; e enquanto Cristo suportava a contradição dos pecadores contra Si, estava também pagando o débito do homem pecador, e quebrando o cativeiro em que a humanidade havia sido retida. Cada agonia, cada insulto, estava operando o livramento do ser humano.

Tivesse Satanás podido induzir Cristo a Se render à mais leve tentação, tivesse ele podido levá-Lo por um ato ou mesmo um pensamento a manchar Sua perfeita pureza, o príncipe das trevas teria triunfado sobre o Penhor do homem, e teria ganho para si toda a família humana. Mas embora Satanás pudesse angustiar, não poderia contaminar. Ele poderia causar agonia, mas não envilecimento. Ele tornou a vida de Cristo uma longa cena de conflito e provação; mas em cada ataque ele perdia seu domínio sobre a humanidade.

No deserto da tentação, no jardim de Getsêmani e sobre a cruz, nosso Salvador mediu armas com o príncipe das trevas. Suas feridas tornaram-se troféus de Sua vitória em favor da raça. Quando Cristo pendia agonizante da cruz, enquanto os espíritos do mal jubilavam, e homens ímpios injuriavam, Seu calcanhar estava então sendo ferido por Satanás. Mas por esse próprio ato estava esmagando a cabeça da serpente. Por meio da morte Ele destruiu “ao que tinha o império da morte, isto é, ao diabo”. Heb. 2:14. Este ato decidiu o destino do chefe rebelde, e tornou para sempre firme o plano de salvação.

Na morte, Ele ganhou a vitória sobre o poder da morte; e ressuscitando, abriu as portas da sepultura para todos os Seus seguidores. Nesta última grande contenda, vemos cumprida a profecia:

“Esta te ferirá a cabeça, e tu Lhe ferirás o calcanhar.” (Gênesis 3:15)

“Amados, agora somos filhos de Deus, e ainda não é manifesto o que havemos de ser. Mas sabemos que, quando Ele Se manifestar, seremos semelhantes a Ele; porque assim como é O veremos.” (I João 3:2)

Nosso Redentor abriu o caminho, para que o mais pecador, o mais necessitado, o mais oprimido e desprezado, possa encontrar acesso ao Pai.

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Esperança para vencer os traumas emocionais

Aqueles foram os 102 minutos mais tenebrosos da história dos Estados Unidos. Desde o impacto do primeiro avião com a torre norte do World Trade Center (WTC), no dia 11 de setembro de 2001, até o desabamento da segunda torre, foram eternos 102 minutos em que o mundo parecia ter perdido a respiração.

“Um avião bateu contra o WTC, há fogo, muita fumaça, mas não se assuste”, disse Tony Rocha à sua mulher, Marylin Marques, antes de o telefone ficar mudo. Em 1994, já com o curso de administração de empresas concluído, Tony se casou com Marylin. Além de bom marido e pai, ele se tornou respeitado corretor em Wall Street. Trabalhava na Cantor Fitzgerald Securities, cujos escritórios ficavam na torre norte do WTC. A Cantor perdeu 700 dos seus mil funcionários, entre os quais Tony, que deixou, além da esposa, dois filhos pequenos.

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Esperança para a família

Marcela não pôde conter as lágrimas. Parecia não existir explicação para o fato de que seu casamento se transformara em cinzas. Mãe de três filhos, profissional bem-sucedida, respeitada entre seus colegas e vizinhos, ela sempre acreditou que as diferenças com seu esposo não passavam de algumas palavras ásperas e descontentamentos passageiros.

 De repente, seu mundo veio abaixo. Carlos, o esposo, achava que precisava de tempo para “pensar”. Um de seus filhos passou a andar com maus companheiros e os outros não iam bem no colégio. Por causa desses problemas, ele decidiu abandonar o lar. “Como cheguei a esta situação?” ele perguntava.

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Esperança para a paz social

A introdução deste texto está nos jornais de hoje, estava também no noticiário de ontem ou de quando você quiser. Facilmente você vai se lembrar de fatos recentes ou mais antigos, alguns ocorridos perto, outros longe de você. A comunicação hoje é tão fácil e envolvente que não permite a ninguém ficar alheio aos acontecimentos, principalmente os chocantes.

No fundo, temos de concordar com Konrad Lorenz, que classificou como “processo apocalíptico” o desaparecimento das qualidades e faculdades mais nobres do ser humano. Todos nós somos reféns do medo, rodeados pelos vícios, assistindo a todo tipo de degradação e destruição.

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Esperança para eliminar a corrupção

Ela está presente, mesmo que nem sempre a notemos. Os que a praticam fazem tudo o que é possível para ocultá-la; porém, mais cedo ou mais tarde, seus efeitos aparecem.

Infelizmente, ela faz parte da sociedade em que vivemos. Com muita freqüência, os meios de comunicação divulgam escândalos que estouram em esferas governamentais ou empresariais, manchando a imagem de dirigentes e instituições. Às vezes, constatamos por experiência própria a dolorosa realidade da corrupção.

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Esperança para o planeta

Nos últimos anos, o mundo inteiro passou a falar sobre ambiente e “ecologia”, palavra criada em 1869 pelo cientista alemão Ernst Haeckel. Hoje, o tema está em capas de revistas, notícias da TV, eventos artísticos, livros, filmes, documentários…

Porém, o interesse pelo assunto não tem a ver apenas com um novo nível de conscientização. A questão é que o planeta começou a apresentar inúmeros problemas, em resposta às agressões que vem recebendo. Se alguns achavam que a mídia estava fazendo sensacionalismo, fenômenos como o aquecimento global não deixam dúvida de que algo sério está acontecendo.

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Esperança para viver

Todo fim de semana prolongado fala de alegria e tristeza. Alegria, por causa do encontro de amigos e familiares; tristeza, pelo elevado número de acidentes que matam, ferem e mutilam pessoas ansiosas por desfrutar as boas coisas da vida.

É interessante observar que, em 75% dos acidentes com vítimas fatais, o motorista está alcoolizado. Uma atitude preventiva pode evitar que um inocente feriado se torne um campo de batalha, onde centenas de pessoas se despedem da vida.

Ao mesmo tempo em que percebemos na prática de muitas populações o descaso com a vida, um grito ecoa dos laboratórios que estudam a longevidade: “Viver mais e melhor e, se possível, não morrer.” Aubrey De Grey, geneticista da Universidade de Cambridge, é um dos maiores defensores da tese de que é possível ao ser humano viver mais de mil anos. Para Grey, “em algum momento no futuro, com a medicina cada vez mais poderosa, seremos capazes de tratar o envelhecimento com a mesma eficiência com que tratamos muitas doenças atualmente”.

Enquanto a ciência corre em busca da vacina para a morte, imprudência, genética ou falta de prevenção continuarão a ceifar a vida das pessoas que amamos, e a nossa também. Podemos fazer algo para esticar um pouco mais a própria vida? Claro: cultivar o bom humor, amar o próximo, preocupar-nos menos, escolher alimentos saudáveis, beber água limpa, não tomar bebidas alcoólicas, não fumar, dormir mais cedo, fazer exercícios físicos e entregar a vida nas mãos de Deus.

De qualquer forma, quando a morte chegar para alguém a quem você muito ama, lembre-se de que Deus tem um excelente plano para sarar a sua dor. Esse plano é melhor do que jogar um corpo morto num tubo e congelá-lo a 196 graus negativos à espera do dia em que os médicos o ressuscitem. O plano divino foi revelado nas palavras de Jesus Cristo: “Eu sou a ressurreição e a vida. Aquele que crê em Mim, ainda que morra, viverá” (João 11:25).

Jesus Cristo ressuscitou no terceiro dia após Sua morte na cruz, e isso tem implicações para a nossa vida. “Por Seu poder, Deus ressuscitou o Senhor e também nos ressuscitará” (1 Coríntios 6:14). A crença na ressurreição dos mortos é essencial porque “Se é somente para esta vida que temos esperança em Cristo, somos, de todos os homens, os mais dignos de compaixão” (1 Coríntios 15:19).

Crer na ressurreição traz conforto. “Irmãos, não queremos que vocês sejam ignorantes quanto aos que dormem [João 11:11], para que não se entristeçam como os outros que não têm esperança. Se cremos que Jesus morreu e ressurgiu, cremos também que Deus trará, mediante Jesus e com Ele, aqueles que nEle dormiram. … E os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro” (1 Tessalonicenses 4:13,14,16).

Viver um pouco mais aqui, tudo indica, depende muito de nós mesmos. Entretanto, o que nos aguarda ao fim de mais 10, 20 ou 30 anos que consigamos adicionar ao nosso calendário? A escuridão da morte? Woody Allen, cineasta americano, reagiu com grosseria quando lhe disseram que os seus filmes o imortalizariam: “Não quero ser imortal por meio de minha obra. Quero atingir a imortalidade por não morrer.”

Você também quer ser imortal? Só Jesus Cristo pode oferecer vida plena, sem limite: “E quem vive e crê em Mim, não morrerá eternamente” (João 11:26). Você só precisa crer nEle como seu Salvador e aceitá-Lo como o Senhor de sua vida e de sua esperança. Essa atitude garante vida eterna quando Jesus voltar e a certeza de que “Ele enxugará dos seus olhos toda lágrima. Não haverá mais morte, nem tristeza, nem choro, nem dor” (Apocalipse 21:4).

Francisco Lemos

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