A presunção de Saul

Poderia Deus honrar os sacrifícios do rei Saul? Ilustração © Review and Herald Publ. Assoc.

Depois da assembléia em Gilgal, Saul dispensou o exército que se havia levantado ao seu chamado para subverter os amonitas, reservando apenas dois mil homens para ficarem localizados sob o seu comando em Micmas, e mil para auxiliar seu filho Jônatas em Gibeá. Nisto houve um grave erro. Seu exército estava cheio de esperança e coragem pela vitória recente; e, caso ele houvesse imediatamente prosseguido contra outros inimigos de Israel, poderia ter sido desferido um golpe eficaz em prol da liberdade da nação.

Enquanto isso, seus belicosos vizinhos, os filisteus, estavam em atividade. Depois da derrota em Ebenézer, tinham ainda conservado a posse de algumas fortalezas nas colinas, na terra de Israel; e agora estabeleceram-se no centro mesmo do país. Em recursos, armamentos e aparato militar, os filisteus tinham grande vantagem sobre Israel. Durante o longo período de seu domínio opressivo, esforçaram-se eles por fortalecer o seu poder, proibindo aos israelitas praticar o ofício de ferreiro, com o receio de que fizessem armas de guerra. Depois da conclusão da paz, os hebreus ainda haviam recorrido às guarnições filistéias para obter tais trabalhos conforme eram necessários. Dirigidos pelo amor à comodidade, e pelo espírito vil causado pela longa opressão, os homens de Israel tinham em grande parte negligenciado prover-se de armas de guerra. Arcos e fundas eram usados na guerra e estes podiam os israelitas obter; mas nenhum havia entre eles, com exceção de Saul e seu filho Jônatas, que possuísse lança ou espada. 1 Samuel 13:22.

Não foi senão no segundo ano do reinado de Saul que se fez uma tentativa para submeter os filisteus. O primeiro golpe foi desferido por Jônatas, o filho do rei, que atacou e venceu a guarnição deles em Geba. Os filisteus, exasperados por esta derrota, aprontaram-se para um ataque imediato a Israel. Saul fez agora proclamar a guerra pelo som da trombeta, por toda a terra, chamando a todos os homens de guerra, incluindo as tribos de além do Jordão, para se reunirem em Gilgal. Esta convocação foi atendida.

Os filisteus tinham reunido uma imensa força em Micmas — “trinta mil carros, e seis mil cavaleiros, e povo em multidão como a areia que está à borda do mar”. 1 Samuel 13:5. Quando a notícia chegou a Saul e seu exército, em Gilgal, o povo ficou assombrado ao ter idéia das forças poderosas que teriam de enfrentar em batalha. Não estavam preparados para defrontar-se com o inimigo, e muitos ficaram tão aterrorizados que não ousaram ir à prova de um encontro. Alguns atravessaram o Jordão, enquanto outros se esconderam em cavernas e covas, e entre as rochas que eram comuns naquela região. Aproximando-se o tempo do encontro, o número das deserções aumentou rapidamente, e aqueles que se não retiraram das fileiras estavam cheios de terror.

Quando Saul foi ungido rei de Israel, recebera de Samuel instruções explícitas concernentes à conduta a ser adotada no tempo em questão. “Tu porém descerás diante de mim a Gilgal”, disse o profeta; “e eis que eu descerei a ti, para sacrificar holocaustos, e para oferecer ofertas pacíficas; ali sete dias esperarás, até que eu venha a ti, e te declare o que hás de fazer”. 1 Samuel 10:8.

Dia após dia, Saul esperou, mas sem fazer decididos esforços para animar o povo e inspirar confiança em Deus. Antes que o tempo designado pelo profeta houvesse expirado completamente, ele se tornou impaciente com a demora, e deixou-se desanimar pelas circunstâncias difíceis que o cercavam. Em vez de procurar fielmente preparar o povo para a cerimônia que Samuel vinha realizar, alimentou incredulidade e maus pressentimentos. Buscar a Deus pelo sacrifício, era uma obra soleníssima e importante; e Deus exigia que Seu povo examinasse o coração e se arrependesse de seus pecados, a fim de que se pudesse fazer a oferta com aceitação perante Ele, e a bênção divina acompanhasse seus esforços para vencer o inimigo. Mas Saul se tornara inquieto; e o povo, em vez de confiar em Deus para obter auxílio, olhava para o rei a quem tinham escolhido, para que os guiasse e dirigisse.

Contudo o Senhor ainda cuidava deles, e os não abandonou aos reveses que lhes teriam sobrevindo se o frágil braço da carne houvesse sido o seu único apoio. Ele os levou a situações angustiosas, para que pudessem convencer-se da loucura de confiar no homem, e a Ele se voltassem como seu único auxílio. Havia chegado o tempo para a prova de Saul. Ele deveria agora mostrar se confiaria ou não em Deus, e se esperaria pacientemente conforme à Sua ordem, mostrando-se assim ser aquele com quem Deus poderia contar em situações difíceis, na qualidade de governador de Seu povo, ou se seria vacilante e indigno da responsabilidade sagrada que lhe fora entregue. O rei a quem Israel escolhera, ouviria ao Rei de todos os reis? Volveria ele a atenção de seus soldados esmorecidos para Aquele em quem estão a força e o livramento eternos?

Com impaciência crescente esperava a chegada de Samuel, e atribuiu a confusão, angústia e deserção de seu exército à ausência do profeta. Veio o tempo aprazado, mas o homem de Deus não apareceu imediatamente. A providência de Deus havia detido o Seu servo. O espírito inquieto e impulsivo de Saul, porém, não se restringiria por mais tempo. Entendendo que se deveria fazer algo para acalmar os temores do povo, decidiu-se a convocar uma assembléia para serviço religioso, e mediante sacrifício rogar o auxílio divino. Deus tinha determinado que unicamente os que eram consagrados ao ofício deviam apresentar sacrifícios diante dEle. Mas ordenou Saul “trazei-me aqui um holocausto”; e, cingido como estava de armaduras e armas de guerra, aproximou-se do altar, e ofereceu sacrifício diante de Deus.

“E sucedeu que, acabando ele de oferecer o holocausto, eis que Samuel chegou; e Saul lhe saiu ao encontro, para o saudar”. 1 Samuel 13:9, 10. Samuel viu de pronto que Saul tinha procedido contrariamente à expressa instrução que lhe havia sido dada. O Senhor tinha falado pelo Seu profeta que nesta ocasião Ele revelaria o que Israel deveria fazer em tal crítica situação. Se Saul tivesse satisfeito as condições sob as quais fora prometido auxílio divino, o Senhor teria operado um maravilhoso livramento para Israel, com os poucos que eram fiéis ao rei. Mas Saul estava tão satisfeito consigo mesmo e com sua obra, que saiu ao encontro do profeta como alguém que devesse ser elogiado em vez de reprovado.

O semblante de Samuel estava cheio de ansiedade e angústia; mas, à sua pergunta — “Que fizeste?” — Saul apresentou desculpas de seu ato presunçoso. Disse ele: “Porquanto via que o povo se espalhava de mim, e tu não vinhas nos dias aprazados, e os filisteus já se tinham ajuntado em Micmas, eu disse: Agora descerão os filisteus sobre mim a Gilgal, e ainda à face do Senhor não orei. E violentei-me, e ofereci holocausto.

“Então disse Samuel a Saul: Obraste nesciamente, e não guardaste o mandamento que o Senhor teu Deus te ordenou; porque agora o Senhor teria confirmado o teu reino sobre Israel para sempre. Porém agora não subsistirá o teu reino; já tem buscado o Senhor para Si um homem segundo o Seu coração, e já lhe tem ordenado o Senhor, que seja chefe sobre o Seu povo. […] Então se levantou Samuel, e subiu de Gilgal a Gibeá de Benjamim”. 1 Samuel 13:11, 13-15.

Ou Israel deixaria de ser o povo de Deus, ou deveria ser mantido o princípio sobre o qual fora fundada a monarquia, e a nação seria governada por um poder divino. […] Se Israel quisesse ser inteiramente do Senhor, se a vontade do que é humano e terrestre se mantivesse em sujeição à vontade de Deus, Ele continuaria a ser o governador de Israel. Enquanto o rei e o povo se conduzissem subordinados a Deus, poderia Ele ser a sua defesa. Mas monarquia alguma poderia prosperar em Israel se não reconhecesse em todas as coisas a autoridade suprema de Deus.

Se Saul tivesse mostrado consideração para com as ordens de Deus nesse tempo de provação, Deus poderia ter cumprido Sua vontade por meio dele. Seu fracasso provou agora que ele não era apto para ser o representante de Deus ao Seu povo. Ele transviaria Israel. Sua vontade, em vez da de Deus, seria força dominante. Se Saul tivesse sido fiel, seu reino teria sido estabelecido para sempre; mas, visto que fracassara, o propósito de Deus deveria cumprir-se por meio de um outro. O governo de Israel deveria ser confiado a alguém que governasse o povo segundo a vontade do Céu.

Não sabemos que grandes interesses podem estar em jogo em provarmos a Deus. Não há segurança alguma a não ser na obediência estrita à Palavra de Deus. Todas as Suas promessas são feitas sob condição de fé e obediência, e uma falta de conformação com as Suas ordens elimina de nós a plena utilização dos abundantes recursos providos nas Escrituras. Não devemos seguir nossos impulsos, tampouco confiar nos juízos dos homens; devemos olhar para a vontade revelada de Deus, e andar em conformidade com o Seu definido mandamento, sejam quais forem as circunstâncias que nos rodeiem. Deus cuidará dos resultados; pela fidelidade à Sua Palavra podemos em tempo de provações demonstrar perante os homens e os anjos que o Senhor pode depositar confiança em nós nas situações difíceis a fim de executar a Sua vontade, honrar o Seu nome, e abençoar o Seu povo.

Saul estava no desagrado de Deus, e no entanto indisposto a humilhar o coração em arrependimento. O que lhe faltava em piedade verdadeira, experimentava realizar pelo seu zelo nas formas de religião. Saul não ignorava a derrota de Israel quando a arca de Deus foi levada ao acampamento, por Hofni e Finéias; entretanto, sabendo de tudo isto, resolveu mandar buscar a sagrada arca e seu sacerdote assistente. Se ele pudesse por este meio inspirar confiança no povo, esperava reunir de novo seu exército esparso, e dar batalha aos filisteus. Dispensaria então a presença e o apoio de Samuel, e assim se livraria da crítica e das importunas reprovações do profeta.

O Espírito Santo havia sido concedido a Saul para lhe iluminar o entendimento e abrandar o coração. Recebera fiel instrução e reprovação do profeta de Deus. E no entanto quão grande era a sua perversidade! A história do primeiro rei de Israel apresenta um triste exemplo do poder dos maus hábitos nos verdes anos. Em sua mocidade Saul não amou nem temeu a Deus; e aquele espírito impetuoso, não adestrado à submissão em seus primeiros anos, estava sempre pronto para rebelar-se contra a autoridade divina. Aqueles que em sua juventude acalentam uma santa consideração pela vontade de Deus, e que fielmente cumprem os deveres de seu cargo, estarão preparados para o serviço mais elevado na vida posterior. Mas não podem os homens durante anos perverter as faculdades que Deus lhes deu, e então, quando quiserem efetuar uma mudança em si, encontrar tais faculdades frescas e desembaraçadas para seguirem um caminho inteiramente oposto.

Os esforços de Saul para despertar o povo mostraram-se inúteis. Encontrando sua força reduzida a seiscentos homens, ele partiu de Gilgal, e retirou-se para a fortaleza de Geba, tomada recentemente dos filisteus. Esta fortaleza estava do lado do sul de um vale profundo e escabroso, ou garganta, alguns quilômetros ao norte do local de Jerusalém. Ao lado do norte do mesmo vale, em Micmas, estava acampada a força filistéia, ao mesmo tempo em que tropas destacadas saíam em diferentes direções a fim de devastar o país.

Deus permitira que as coisas fossem assim levadas a uma situação crítica, a fim de poder repreender a perversidade de Saul, e ensinar a Seu povo uma lição de humildade e fé. Por causa do pecado de Saul em sua oferta presunçosa, o Senhor não lhe daria a honra de vencer aos filisteus. Jônatas, o filho do rei, homem que temia o Senhor, foi escolhido como instrumento para libertar Israel. Movido por um impulso divino, propôs ao seu pajem de armas que fizessem um ataque secreto ao arraial do inimigo. “Porventura”, disse ele, “obrará o Senhor por nós, porque para com o Senhor nenhum impedimento há de livrar com muitos ou com poucos.”

O pajem de armas, que também era homem de fé e oração, incentivou este plano, e juntos retiraram-se do acampamento, secretamente, para que não acontecesse encontrar oposição o seu propósito. Com oração fervorosa ao Guia de seus pais, convieram em um sinal pelo qual poderiam determinar o que fazer. Descendo então para a garganta que separava os dois exércitos, silenciosamente seguiram seu caminho, à sombra do rochedo, e ocultos parcialmente pelas pedras e saliências do vale. Aproximando-se da fortaleza filistéia, ficaram à vista de seus inimigos, que, sarcasticamente, disseram: “Eis que já os hebreus saíram das cavernas em que se tinham escondido”; então os desafiaram: “Subi a nós, e nós vo-lo ensinaremos” (1 Samuel 14:11, 12), querendo dizer que puniriam os dois israelitas pela sua audácia. Este desafio era o sinal que Jônatas e seu companheiro tinham concordado aceitar como prova de que o Senhor favorecia seu empreendimento. Saindo agora das vistas dos filisteus, e escolhendo um caminho secreto e difícil, os guerreiros se dirigiram ao cume de uma rocha que tinha sido considerada inacessível, e não estava mui fortemente guarnecida. Assim penetraram no arraial do inimigo, e mataram as sentinelas, que, dominadas pela surpresa e temor, não ofereceram resistência.

Anjos celestiais escudavam a Jônatas e seu auxiliar, anjos combatiam ao seu lado, e os filisteus caíam diante deles. A terra tremia como se uma grande multidão com cavaleiros e carros se estivesse aproximando. Jônatas reconheceu os sinais do auxílio divino, e mesmo os filisteus viram que Deus estava agindo para o livramento de Israel. Grande temor apoderou-se do exército, tanto no campo como na guarnição. Na confusão, tomando seus próprios soldados por inimigos, os filisteus começaram a matar-se uns aos outros.

Logo se ouviu o rumor da batalha no acampamento de Israel. As sentinelas do rei referiram que havia grande confusão entre os filisteus, e que seu número estava decrescendo. Não se sabia, entretanto, que qualquer parte do exército hebreu houvesse deixado o acampamento. Feita a busca, verificou-se que ninguém estava ausente a não ser Jônatas e seu pajem de armas. Mas, vendo que os filisteus estavam sendo repelidos, Saul levou seu exército a unir-se ao assalto. Os hebreus que tinham desertado para o inimigo voltaram agora contra eles; grande número também saiu de seus esconderijos; e, fugindo os filisteus, destroçados, o exército de Saul infligiu terrível estrago nos fugitivos.

Decidido a tirar para si as maiores vantagens, o rei temerariamente proibiu a seus soldados tomarem alimento durante o dia todo, impondo a ordem por meio de uma solene imprecação: “Maldito o homem que comer pão até à tarde, para que me vingue de meus inimigos”. 1 Samuel 14:24. A vitória já havia sido ganha, sem o conhecimento ou a cooperação de Saul; mas ele esperava distinguir-se pela completa destruição do exército vencido. A ordem para abstinência de alimento foi motivada pela ambição egoísta, e mostrou ser o rei indiferente às necessidades de seu povo quando estas estavam em conflito com seus desejos de exaltação própria. Confirmando esta proibição com um juramento solene, Saul se mostrou não somente temerário como também profano. As próprias palavras da imprecação dão prova de que o zelo de Saul era por si mesmo, e não pela honra de Deus. Ele declarou seu objetivo não ser que o Senhor fosse vingado de Seus inimigos, mas “que me vingue de meus inimigos”.

A proibição teve como resultado levar o povo a transgredir o mandado de Deus. Eles tinham estado empenhados em guerra o dia todo, e desfaleciam pela falta de alimento; e apenas se passaram as horas da restrição, caíram sobre o despojo, e devoraram a carne com sangue, violando desta maneira a lei que proibia comer sangue.

Durante o dia de batalha, Jônatas, que não tinha ouvido acerca da ordem do rei, ignorantemente transgrediu comendo um pouco de mel quando passava através de um bosque. Saul teve conhecimento disto à tarde. Havia declarado que a violação deste edito seria punida com a morte; e, embora Jônatas não tivesse sido culpado de pecado voluntário, embora Deus lhe tivesse miraculosamente preservado a vida, e houvesse operado por meio dele, o rei declarou que a sentença devia ser executada. Poupar a vida de seu filho teria sido um reconhecimento da parte de Saul de que ele pecara fazendo um voto tão precipitado. Isto seria humilhante ao seu orgulho. “Assim me faça Deus, e outro tanto”, foi a sua terrível sentença; “que com certeza morrerá, Jônatas.”

Saul não podia pretender a honra da vitória, mas esperava ser honrado pelo seu zelo ao manter a santidade de seu voto. Mesmo com sacrifício de seu filho, queria impressionar seus súditos com o fato de que a autoridade real tinha de ser mantida. Em Gilgal, pouco tempo antes, Saul tomara a ousadia de oficiar como sacerdote, contrariamente ao mandado de Deus. Sendo reprovado por Samuel, obstinadamente justificou-se. Agora, quando sua própria ordem foi desobedecida — embora esta ordem não fosse razoável, e tivesse sido violada por ignorância — o rei e pai sentenciou o filho à morte.

O povo recusou-se a permitir que a sentença de morte fosse executada. Afrontando a ira do rei, declararam: “Morrerá Jônatas, que obrou tão grande salvação em Israel? Nunca tal suceda; vive o Senhor, que não lhe há de cair no chão um só cabelo da sua cabeça! Pois com Deus fez isso hoje”. 1 Samuel 14:45. O orgulhoso rei não ousou desrespeitar este unânime veredicto, e a vida de Jônatas foi preservada.

Saul não pôde deixar de sentir que seu filho era preferido a ele, tanto pelo povo como pelo Senhor. O livramento de Jônatas foi uma severa exprobração à precipitação do rei. Teve um pressentimento de que suas maldições cairiam sobre sua cabeça. Não mais continuou a guerra com os filisteus, mas voltou para casa mal-humorado e descontente.

Aqueles que mais prontos estão para desculpar-se ou justificar-se no pecado, são muitas vezes os mais severos ao julgar e condenar os outros. Muitos, como Saul, trazem sobre si o desagrado de Deus, mas rejeitam o conselho e desprezam a reprovação. Mesmo quando convictos de que o Senhor não está com eles, recusam-se a ver em si a causa da perturbação. Alimentam um espírito orgulhoso, jactancioso, ao mesmo tempo em que condescendem em fazer um juízo cruel ou severa censura em relação a outros que são melhores do que eles. Bom seria que tais juízes, que a si mesmos se constituem, ponderassem estas palavras de Cristo: “Com o juízo com que julgardes sereis julgados, e com a medida com que tiverdes medido vos hão de medir a vós”. Mateus 7:2.

Freqüentemente aqueles que estão procurando exaltar-se são levados a posições em que se revela seu verdadeiro caráter. Assim foi no caso de Saul. Sua conduta convenceu o povo de que a honra e autoridade real eram para ele mais caras do que a justiça, misericórdia, ou benevolência. Assim o povo foi levado a ver o seu erro, por terem rejeitado o governo que Deus lhes havia dado. Tinham trocado o profeta piedoso, cujas orações haviam feito descer bênçãos, por um rei que em seu zelo cego tinha orado rogando uma maldição sobre eles.

Se os homens de Israel não se houvessem interposto a fim de salvar a vida de Jônatas, seu libertador teria perecido pelo decreto do rei. Com que pressentimentos deveria aquele povo posteriormente ter seguido a guia de Saul! Quão amargo lhes seria o pensamento de que ele havia sido posto no trono pelo seu próprio ato! O Senhor suporta por muito tempo os desvarios dos homens, e a todos Ele concede oportunidade para verem e abandonarem seus pecados; mas, conquanto possa parecer que Ele faz prosperar os que desrespeitam a Sua vontade e desprezam Suas advertências, ao Seu tempo certamente tornará manifesta a loucura deles.

Ellen G. White, Patriarcas e Profetas, capítulo 60.

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