Por que o homem começou a comer carne e quais foram as consequências?

O regime indicado ao homem no princípio, não compreendia alimento animal. Não foi senão depois do dilúvio, quando tudo quanto era verde na Terra havia sido destruído, que o homem recebeu permissão para comer carne.

Escolhendo a comida do homem, no Éden, mostrou o Senhor qual era o melhor regime; na escolha feita para Israel, ensinou Ele a mesma lição. Tirou os israelitas do Egito, e empreendeu educá-los, a fim de serem um povo para Sua possessão própria. Desejava, por intermédio deles, abençoar e ensinar o mundo inteiro. Proveu-lhes o alimento mais adaptado ao Seu desígnio; não carne, mas o maná, “o pão do Céu”. João 6:31. Foi unicamente devido a seu descontentamento e murmuração em torno das panelas de carne do Egito, que lhes foi concedido alimento cárneo, e isto apenas por pouco tempo. Seu uso trouxe doença e morte a milhares. Todavia a restrição a um regime sem carne não foi nunca aceita de coração. Continuou a ser causa de descontentamento e murmuração, franca ou secreta, e não ficou permanente.

Os filhos de Israel queriam carne, e disseram, como dizem muitos hoje em dia: Sem carne, morreremos. Deus deu carne ao rebelde Israel, mas com ela estava Sua maldição. Milhares deles morreram enquanto a carne que haviam desejado estava entre seus dentes. Temos o exemplo do antigo Israel, e a advertência de não fazermos como eles fizeram. Sua história de incredulidade e rebelião está registrada como especial advertência para que não sigamos o exemplo deles em murmurar das reivindicações de Deus. Como podemos prosseguir em nossa direção assim indiferentemente, escolhendo nossa própria orientação, seguindo a luz de nossos próprios olhos, e afastando-nos mais e mais de Deus, como os hebreus outrora? Deus não pode fazer grandes coisas por Seu povo devido a sua dureza de coração e pecaminosa incredulidade.

Verduras, frutas e cereais, devem constituir nosso regime. Nem um grama de carne deve entrar em nosso estômago. O comer carne não é natural. Devemos voltar ao desígnio original de Deus ao criar o homem.

Não é tempo de que todos visem dispensar a carne na alimentação? Como podem aqueles que estão buscando tornar-se puros, refinados e santos a fim de poderem fruir a companhia dos anjos celestes, continuar a usar como alimento qualquer coisa que exerça tão nocivo efeito na alma e no corpo? Como podem eles tirar a vida às criaturas de Deus a fim de consumirem a carne como uma iguaria? Volvam eles antes à saudável e deliciosa comida dada ao homem no princípio, e a praticarem eles próprios e ensinarem a seus filhos, a misericórdia para com as mudas criaturas que Deus fez e colocou sob nosso domínio.

Entre os que estão aguardando a vinda do Senhor, o comer carne será afinal abandonado; a carne deixará de fazer parte de sua alimentação. Devemos ter sempre isto em vista, e esforçar-nos por trabalhar firmemente nessa direção. Não posso pensar que estejamos em harmonia com a luz que Deus tem sido servido de nos dar, nessa prática de comer carne.

Maiores reformas devem-se ver entre o povo que professa aguardar o breve aparecimento de Cristo. A reforma de saúde deve efetuar entre nosso povo uma obra que ainda não se fez. Há pessoas que devem ser despertadas para o perigo de comer carne, que ainda comem carne de animais, pondo assim em risco a saúde física, mental e espiritual. Muitos que são agora só meio convertidos quanto à questão de comer carne, sairão do povo de Deus, para não mais andar com ele.

O uso comum de carne de animais mortos tem tido influência deteriorante sobre a moral, bem como na constituição física. A má saúde, em uma variedade de formas, caso fosse rastreada até à causa, mostraria o seguro resultado da alimentação cárnea.

Os que usam carne menosprezam todas as advertências que Deus tem dado relativamente a esta questão. Não possuem nenhuma prova de estar andando em caminhos seguros. Não têm a mínima desculpa quanto a comer a carne de animais mortos. A maldição de Deus repousa sobre a criação animal. Muitas vezes, ao ser comida, a carne deteriora-se no estômago, e cria doença. Câncer, tumores e doenças do pulmão são em grande escala produzidos por comer carne.

A carne nunca foi o alimento melhor; seu uso agora é, todavia, duplamente objetável, visto as doenças nos animais estarem crescendo com tanta rapidez.

Fonte: Conselho sobre Regime Alimentar, 374 – 384

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10 respostas para Por que o homem começou a comer carne e quais foram as consequências?

  1. dalvarenga disse:

    “Muitos que são agora só meio convertidos quanto à questão de comer carne, sairão do povo de Deus, para não mais andar com ele.”
    Pergunta: e o fato de Jesus ter comido carne??? E o fato dos 3 anjos terem também comido carne com Abraão antes de seguirem para a casa de Ló???
    Gênesis 18:7 Abraão, por sua vez, correu ao gado, tomou um novilho, tenro e bom, e deu-o ao criado, que se apressou em prepará-lo.
    Gênesis 18:8 Tomou também coalhada e leite e o novilho que mandara preparar e pôs tudo diante deles; e permaneceu de pé junto a eles debaixo da árvore; e eles comeram.

    Como já comentei em outro post, sou cristão e vegetariano, mas não por questões espirituais, mas por questões de saúde.
    Gostaria, portanto, de trazer alguns tópicos que considero importante:

    1. Deus espera que o adoremos em espírito e em verdade, conforme Jesus disse em João 4:23. As pessoas estavam muito preocupados com a forma da adoração, mas Jesus trouxe um outro conceito, quebrando assim um paradigma muito forte e anunciando de antemão o verdadeiro espírito de adoração na nova aliança. Portanto, não é correto fazermos a ligação de comida e adoração. O adorador adora a Deus em espírito e em verdade. Comer carne não faz diferença alguma para Deus (leia #2).

    2. Jesus comeu carne, pelo menos dois tipos: peixe e cordeiro (o cordeiro pascal). O próprio Deus deu esses alimentos ao homem, se fosse algo que nos atrapalhasse na verdadeira adoração, não seria apropriado que tivéssemos alguma ordem no NT sobre tal tema?

    3. No NT, quando houve o Concílio de Jerusalém (At 15), as únicas recomendações para os gentios foram: “abstenham do que está contaminado pelos ídolos, das uniões ilegítimas, das carnes sufocadas e do sangue”. Não há nenhum verso na Bíblia que recomende a abstinência de carne (no AT, animais impuros deveriam ser evitados de acordo com a lei).

    Conclusão: como citei, sou vegetariano e acredito que há muitas vantagens em se abster de alimentos cárneos. Porém, não podemos tentar criar um vínculo espiritual com isso, pois não há base bíblica para tal. Hoje, as carnes estão cada vez mais contaminadas (http://www.preventcancer.com/consumers/general/hormones_meat.htm).

    Que Deus abençoe a todos!

  2. Dalvarenga.

    Em Gênesis 18:8 afirma-se que Abraão, tendo já reconhecido dentre os três anjos a presença de Deus (pois se prostrara diante deles e chamara a um de “Senhor meu”) ofereceu-Lhe bolos de flor de farinha, um bezerro, coalhada e leite “e pôs tudo diante deles, ficando ele em pé ao lado deles debaixo da árvore; e eles comeram”.

    Esta passagem deve ser comparada com Juízes 6:19 a 21. De que forma os anjos comem e de que forma o Anjo do Senhor come? Nesta passagem, Gideão, ao ver o Anjo do Senhor, à semelhança de Abraão, “preparou um cabrito e fez, com uma e efa de farinha, bolos ázimos; pôs a carne num cesto e o caldo numa panela e, trazendo para debaixo do carvalho, lho apresentou. Mas o anjo de Deus lhe disse: Toma a carne e os bolos ázimos, e põe-nos sobre esta rocha e derrama-lhes por cima o caldo. E ele assim fez. E o anjo do Senhor estendeu a ponta do cajado que tinha na mão, e tocou a carne e os bolos ázimos; então subiu fogo da rocha, e consumiu a carne e os bolos ázimos; e o anjo do Senhor desapareceu-lhe da vista”.

    Parece que Abraão fez uma oferta pacífica (Levítico 2; 3:1-5, etc.). Tanto é, que em outra ocasião, aparecendo a Manoá, o Anjo do Senhor recusou comer um cabrito que Lhe fora preparado, ordenando a Manoá que Lho oferecesse como holocausto com a oferta de cereais sobre uma rocha e então o consumiu com fogo. Eis a passagem: “Então Manoá disse ao anjo do Senhor: Deixa que te detenhamos, para que te preparemos um cabrito. Disse, porém, o anjo do Senhor a Manoá: Ainda que me detenhas, não comerei de teu pão; e se fizeres holocausto, é ao Senhor que o oferecerás. (Pois Manoá não sabia que era o anjo do Senhor). … Então Manoá tomou um cabrito com a oferta de cereais, e o ofereceu sobre a pedra ao Senhor; e fez o anjo maravilhas, enquanto Manoá e sua mulher o observavam.. E o Senhor fez maravilhas enquanto Manoá e sua mulher observavam” (Juízes 13:15 a 19).

    É bom lembrar que anjos são espíritos e não comem. Na passagem de Lucas 24:36 a 43, Jesus, já ressuscitado, comeu algo diante dos discípulos com o propósito de provar que “um espírito não tem carne nem ossos, como vedes que Eu tenho”. Isto prova que anjos, como seres espirituais, não comem, e, logo, o Anjo do Senhor que apareceu a Abraão não “comeu” literalmente, mas consumiu a oferta pacífica.

    Mas então a última passagem citada, de Lucas 24, prova que Jesus comeu “um pedaço de peixe assado?”. Não necessariamente. Seria precipitado assim concluir. A passagem diz que lhe apresentaram um pedaço de peixe assado e um favo de mel, e Ele comeu diante deles. A expressão “e um favo de mel” não aparece em algumas traduções e em outras ela aparece entre colchetes, significando que não consta de alguns manuscritos originais.

    Devemos considerar que o contexto da passagem não visa provar o que Jesus comeu e sim o fato de ele ter comido. O assunto do texto não é regime alimentar e sim ressurreição em carne e ossos. Por isso os copistas e os tradutores não tinham a preocupação com detalhes aparentemente irrelevantes para o contexto.

    Fato semelhante ocorre na famosa passagem do ladrão na cruz em que Jesus diz: Em verdade te digo hoje: estarás comigo no paraíso”, traduzida despreocupadamente por alguns como “em verdade te digo: hoje estarás comigo no paraíso”. A posição em que se põem os dois pontos pode influir na questão da mortalidade ou imortalidade da alma. Outros tradutores, pegando o sentido da colocação equivocadada pausa, acrescentaram a palavra “que” (te digo que hoje estarás etc.). Mas o contexto não se destinava a provar mortalidade ou imortalidade e sim da salvação imediata ao pecador arrependido.

    Da mesma forma a expressão “um peixe assado e um favo de mel” ou somente “um peixe assado” não se preocupa em provar o regime alimentar de Jesus e não pode ser usada com esse propósito. Não é forçar o texto supor que os discípulos lhe tenham apresentado as duas coisas – peixe e mel – e que Jesus tenha se servido apenas desta última.

    Na Bíblia, muitas mães de bebês especiais para Deus foram orientadas pelo anjo quanto aos cuidados e alimentação de seu futuro filhinho enquanto pequeninos, em razão da missão que haveriam de cumprir. A mãe de Sansão foi orientada: “Agora pois, toma cuidado, e não bebas vinho nem bebida forte, e não comas coisa alguma impura; porque tu conceberás e terás um filho, sobre cuja cabeça não passará navalha, porquanto o menino será nazireu de Deus desde o ventre de sua mãe; e ele começara a livrar a Israel da mão dos filisteus” (Juízes 13:4 e 5).

    Também Manoá pediu e recebeu instruções: Então disse Manoá: Quando se cumprirem as tuas palavras, como se há de criar o menino e que fará ele? Respondeu o anjo do Senhor a Manoá: De tudo quanto eu disse à mulher se guardará ela; de nenhum produto da vinha comerá; não beberá vinho nem bebida forte, nem comerá coisa impura; tudo quanto lhe ordenei cumprirá. (Versos 12 a 14). E João Batista “alimentava-se de gafanhotos (há um vegetal comestível com esse nome) e mel silvestre” (Mateus 3:4).

    Com Jesus não seria diferente. “Portanto o Senhor mesmo vos dará um sinal: eis que uma virgem conceberá, e dará à luz um filho, e será o seu nome Emanuel. Manteiga e mel comerá, até que saiba rejeitar o mal e escolher o bem” (Isaías 7:14 e 15). Trata-se de instruções quanto à alimentação de Jesus enquanto bebê, até que o Menino tivesse idade para decidir por si mesmo quanto à sua alimentação.

    Manteiga e mel são símbolo de alimentação equilibrada. A passagem indica que a alimentação de Jesus não foi algo irrelevante, mas que Sua mãe recebeu instruções. Alimentando-se Ele de manteiga e mel e sendo-Lhe apresentados um pedaço de peixe assado e um favo de mel, não é exagero pensar que Ele tenha optado por comer somente o mel.

    Diz Ellen White que carne nunca foi o melhor alimento e que é especialmente prejudicial agora, quando os animais estão doentes. É portanto errado dizer que em algum tempo da história carne tenha sido um bom alimento e que a luz do vegetarianismo é alguma novidade revelada somente no tempo do fim.

    Na criação do mundo, quando “tudo era muito bom” (Gênesis 1), a alimentação do homem já era vegetariana. Foi o próprio Jesus Cristo quem planejou e determinou essa alimentação para as Suas criaturas antes mesmo da fundação do mundo, posto que todas as coisas foram feitas por intermédio dEle (João 1:3).

    Não foi o próprio Jesus que disse ao homem: “Eis que vos tenho dado todas as ervas que produzem semente, as quais se acham sobre a face de toda a terra, bem como todas as árvores em que há fruto que dê semente; ser-vos-ão para mantimento”? (Gênesis 1:29).

    Até o dilúvio o povo de Deus foi vegetariano. A alimentação cárnea foi então emergencial. Após o dilúvio o homem deveria regressar ao regime original mas continuou a comer carne, abreviando seus dias de vida.

    Ao sair o povo do Egito, foi o próprio Jesus Cristo quem orientou o povo na reforma de saúde e na alimentação sem carne, à base de maná. Mas o povo murmurou e teve saudades das panelas de carne do Egito. Foi Jesus Cristo que, contra a Sua vontade, acedeu à vontade do povo, fazendo chover codornizes, pois a murmuração do povo fora muito grande.

    “Ora, o vulgo que estava no meio deles veio a ter grande desejo; pelo que os filhos de Israel também tornaram a chorar, e disseram: Quem nos dará carne a comer?” Números 11:4. Foi Jesus quem lhes deu carne a comer, “até vos sair pelas narinas, até que se vos torne coisa nojenta” (verso 20). Foi Ele quem feriu o povo com uma praga mui grande, “quanto a carne ainda estava entre os seus dentes, antes que fosse mastigada” (verso 33).

    Lembramos aqui que Deus às vezes acede, contra a Sua vontade, à vontade do povo, por amor do Seu nome. Tomemos dois exemplos: a poligamia e a monarquia. Não era da vontade de Deus que o homem tivesse mais de uma esposa, mas ele se desviou de seu plano e muitos homens de Deus tiveram muitas esposas e Deus, na Sua paciência, não considerou pecado em respeito à luz que eles tinham e que estavam em condições de absorver. Salomão teve setecentas esposas e trezentas concubinas.

    As reformas de Deus são gradativas e respeitam nossa capacidade de caminhar. Seremos julgado pelo tanto de luz tínhamos condições de absorver e não absorvemos. Quando Jesus veio e esclareceu que o homem deve ser monogâmico, Ele não estava criando um mandamento novo, mas restaurando uma luz que fora revelada desde o princípio do mundo. Ele próprio cita o texto de Gênesis a respeito. Esclarecido o assunto por Jesus, o homem passa a não ter mais desculpas. Disse Jesus: “Se Eu não viera e não lhes falara, não teriam pecado; agora, porém, não têm desculpa do seu pecado”. João 15:22.

    O segundo exemplo é quando o povo desejou, contra a vontade de Deus, ter um rei, e Deus, contrariado, concedeu-lhes o desejo. Da mesma forma, o plano de Deus sempre foi que o homem fosse vegetariano, porém, diante das murmurações, Deus acedeu com restrições, permitindo que comesse carnes de animais limpos, abstendo-se de sangue, de gordura animal, de vísceras, etc. Portanto, o vegetarianismo, assim como a monogamia, não é um mandamento novo ou uma luz nova, mas o resgate de um conhecimento já antes revelado e esquecido pelo homem.

    O fato é que Jesus Cristo criou o homem e determinou desde o princípio sua alimentação vegetariana. Ele acompanhou o povo e toda a sua jornada de pecados e apostasias. Esteve com o povo de Israel no deserto, na forma de uma coluna de nuvem durante o dia e de fogo à noite.

    Foi Jesus quem mandou maná para alimentar o povo. Foi a Jesus que o povo murmurou por carne. Foi Jesus quem fez chover codornizes para que eles comessem e morressem de doenças.

    Foi Jesus quem inspirou Daniel e seus companheiros a comerem somente vegetais.

    Foi Jesus quem lhes deu com isso grande sabedoria na corte de Nabucodonosor.

    Foi Jesus quem, nos tempos atuais, deu a Ellen White as instruções sobre a reforma de saúde e retorno ao regime original, pois o Espírito de Profecia é chamado de “Testemunho de Jesus”.

    Então por que Jesus serviu carne aos seus discípulos? Por que ele multiplicou os peixes para alimentar a multidão e não somente os pães? Por que ele, aparecendo na praia, serviu peixe assado aos apóstolos? Por que Elias foi alimentado com carne levada por corvos? A resposta é óbvia e já foi dada nos parágrafos acima. Jesus Cristo respeita a luz que cada pessoa recebeu a seu tempo. Ele disse: “Ainda tenho muito que vos dizer; mas vós não o podeis suportar agora. Quando vier, porém, aquele, o Espírito da verdade, ele vos guiará a toda a verdade; porque não falará por si mesmo, mas dirá o que tiver ouvido, e vos anunciará as coisas vindouras” (João 16:12 e 13).

    Os discípulos de Jesus ainda não tinham luz sobre a reforma de saúde, revelada a nós séculos mais tarde pela Testemunha fiel e verdadeira. Porém já naquele tempo carne não era “o melhor alimento”. Adão e os antediluvianos já sabiam disso milênios antes.

    A grande indagação é: Jesus, quando viveu aqui na Terra, tinha a luz que hoje temos e que os Seus discípulos ainda não haviam recebido? Jesus, examinando as Escrituras, percebera que no princípio a alimentação era vegetariana?

    Lendo a Bíblia, Ele tirou alguma lição do primeiro capítulo de Daniel quanto à alimentação vegetariana? Sabia Jesus que a vontade de Seu Pai para o antigo Israel era uma alimentação à base de maná? Entristecia-se o Mestre ao relembrar que o povo clamara pelas panelas de carne do Egito? Ao ler Salmo 78, Jesus meditou na passagem que diz: “E tentaram a Deus nos seus corações, pedindo carne para satisfazerem o seu apetite. Também falaram contra Deus, dizendo: Poderá Deus porventura preparar uma mesa no deserto? Acaso fornecerá carne para o seu povo?” (versos 18 e 19).

    Em síntese: Jesus, em sua peregrinação aqui na Terra, viveu segundo a luz parcialmente revelada aos Seus discípulos naquela época ou de acordo com a plenitude da luz ainda não totalmente conhecida pelos seres humanos de seu tempo? Viveu ele segundo a luz que mais tarde Ele próprio revelaria a Ellen White?

    A resposta correta é obviamente a última opção. Ao dizer aos discípulos ter ainda muito a lhes revelar, Jesus já sabia o que o Espírito de Verdade haveria de revelar por Ellen White a nós no tempo do fim. Sabia também que o regime original não se destinava a ser adotado somente em alguma época em particular, mas para toda a humanidade em todos os tempos. Os discípulos, enfrentando muitas lutas, provações e perseguições próprias da época, não estavam ainda preparados para mais reformas. Mas Jesus, conhecendo a luz e sendo a Luz do mundo, viveu segundo a plenitude da luz.

    Não é possível que Jesus esteja atando a nós, no final dos tempos um fardo que Ele próprio não tenha carregado (se bem que não se trata de fardo mas de uma bênção) Isto era obra dos fariseus hipócritas e não de Jesus. Ele próprio carregou todas as nossas cargas. Jesus era temperante e iniciou sua vida pública jejuando quarenta dias e vencendo o apetite, que era o ponto no qual o homem havia falhado por onde e o pecado entrado no mundo. Ele próprio nos advertiu para que nossos corações não se carregassem de glutonarias.

    Outra questão é quanto aos sacerdotes e o povo de Israel comerem carne em suas cerimônias religiosas. Trata-se não de alimentação, mas de um ritual para expiação do pecado, representando a aceitação do sacrifício de Cristo, o Cordeiro. Nas cerimônias não era necessário comer mais do que uma minúscula partícula. Isto não anula o princípio de que fora dessas ocasiões o povo pudesse ser vegetariano, com vantagens para a saúde do corpo e da mente e também para a vida espiritual.

    É certo assim que o povo de Deus comeu carne, muitas vezes servida pelo próprio Deus e não foi condenado por isso. Mas o tema deste estudo é se o próprio Jesus teria sido vegetariano. Teria ele comido carne de cordeiros em cerimônias religiosas como a Páscoa? Ora, como já se falou, uma minúscula partícula comida com fins ritualísticos não transmudaria um vegetariano em carnívoro e nem autorizaria o comer carne em outras ocasiões. O cordeiro era o símbolo do próprio Jesus. Era comido na Páscoa para remissão dos pecados.

    Jesus porém não tinha pecados e por isso não tinha porque sacrificar cordeiros ou comê-los em rituais. É certo, por um lado, que Ele também não precisava ser batizado mas o foi para nosso exemplo. É possível assim, que mesmo não necessitando de salvador ou de expiação seus próprios pecados Ele tenha comido carne nessas ocasiões, mas a Bíblia não o revela expressamente.

    A Bíblia fala que Ele comeu a páscoa com os discípulos e esclarece que naquela ocasião instituiu a Ceia do Senhor, com pão e vinho não fermentados, como símbolo da nova aliança. A passagem mais clara não diz expressamente que ele tenha se servido do cordeiro: “E disse-lhes: Tenho desejado ardentemente comer convosco esta páscoa, antes da minha paixão; pois vos digo que não a comerei mais até que ela se cumpra no reino de Deus. Então havendo recebido um cálice, e tendo dado graças, disse: Tomai-o, e reparti-o entre vós; porque vos digo que desde agora não mais beberei do fruto da videira, até que venha o reino de Deus. E tomando pão, e havendo dado graças, partiu-o e deu-lho, dizendo: Isto é o meu corpo, que é dado por vós; fazei isto em memória de Mim”. Lucas 22:15-19.

    Nada podemos acrescentar à Palavra de Deus para tirar conclusões não reveladas. A Bíblia também diz que Jesus comeu com pecadores e Ele disse: “veio o Filho do homem, comendo e bebendo, e dizem: Eis aí um comilão e bebedor de vinho, amigo de publicanos e pecadores”. Mateus 11:19.

    A passagem revela com quem Jesus comeu e não o que Ele comeu. Ele podia sentar-se à mesa com publicanos e pecadores e servir-se de opções compatíveis com o regime natural. Afinal, é do Testemunho de Jesus a orientação: “Quando assentados a uma mesa onde a carne é servida, não devemos vibrar um ataque contra os que a usam, mas deixá-la intocada quanto a nós, e se nos perguntarem a razão de assim proceder, devemos de maneira bondosa explicar o motivo de não a usarmos” (CRA, 562).

    O assunto pode gerar polêmica e indignação. Que não sirva este estudo de tropeço para ninguém, pois não é esta a questão mais importante do cristianismo. Mas o argumento de que Cristo comeu carne e deu-a aos seus discípulos tem sido usado com freqüência por aqueles que se recusam a riscar esse artigo de sua alimentação e até para se oporem às necessárias reformas exigidas pelo Testemunho de Jesus. Quanto a estes, servem estas linhas para que reflitam sobre seus argumentos e não os usem tão apressadamente.

    Jorge Panserini, Juiz de Direito e Ancião de Igreja.

  3. fabio disse:

    então estou perdido, eu gosto muito de churrasco!!

    isso não depende da minha salvação,,xuxa e uma tremenda vegetariana nen por isso ela deixa de crer em ,gnomo.bruxa etc…muitos pais de santo não comem para não prejudicar o seu santo,.
    na passagem em que JESUS repartiu o peixe voce não me convenceu.
    mais eu respeito a sua opinião.

  4. dalvarenga disse:

    Jorge, o ponto principal que eu ressalto nesse artigo é a seguinte afirmação de Ellen White:
    “Muitos que são agora só meio convertidos quanto à questão de comer carne, sairão do povo de Deus, para não mais andar com ele.”
    Voltando ao primeiro argumento, os anjos comeram sim. O termo em hebreu utilizado no caso é “akal” e significa (comer, devorar, consumir). É utilizado 604 vezes com o sentido de comer e 111 vezes como devorar e outras 32 vezes como consumir. Não foi feito altar nenhum e eles comeram sob a árvore.
    O fato de Daniel ter recusado a comida do Rei não implica que ele assumiu uma alimentação vegetariana durante toda a sua vida. No capítulo 10, antes de ter a visão, ele relata que se absteve de alguns alimentos. “Manjar desejável não comi, nem carne, nem vinho entraram na minha boca, nem me ungi com óleo algum, até que passaram as três semanas inteiras.” Daniel 10:3.
    Ora, se ele já não comia carne, pra que citar que ele se absteve. A abstinência implica em parar de consumir algo. Se ele parou de comer carne durante as 3 semanas, significa que ele comia carne sim.
    Novamente quero ressaltar que o meu argumento não é em relação ao consumo de carne “per si”, pois acho que a abstinência desse alimento só trás benefícios. Mas o meu argumento é em relação ao vínculo que fazem do consumo de carne com a vida espiritual, e isso não tem fundamento bíblico nenhum.
    Falar que o consumo de carne afetará a comunhão com Deus não faz sentido algum.
    Deus é espírito e importa que o adoremos em espírito e em verdade!

    “Então, por que agora vocês estão querendo tentar a Deus, pondo sobre os discípulos um jugo que nem nós nem nossos antepassados conseguimos suportar?” Atos 15:10

    “Ninguém, pois, vos julgue por causa de comida e bebida, ou dia de festa, ou lua nova, ou sábados, porque tudo isso tem sido sombra das coisas que haviam de vir; porém o corpo é de Cristo.” Colossenses 2:16,17

    “Porque o reino de Deus não é comida nem bebida, mas justiça, e paz, e alegria no Espírito Santo.” Romanos 14:17

    “Quem distingue entre dia e dia para o Senhor o faz; e quem come para o Senhor come, porque dá graças a Deus; e quem não come para o Senhor não come e dá graças a Deus.” Romanos 14:6

    Se o consumo de carne fosse trazer tal maldição, não acha que haveria alguma instrução específica no NT à esse respeito? A Bíblia deve ser nossa ÚNICA referência, e como tal, não nos apresenta nenhuma relação entre o consumo de carne e a comunhão com Deus à luz da nova aliança.

  5. Dalvarenga,

    O regime cárneo estimula intensivamente as tendências concupiscentes, e enfraquece a natureza moral e espiritual. No céu e na Nova Terra não comeremos carne, a dieta original que nos foi dada no éden não incluía carne. Mas o ser humano deseja a carne, deseja as panelas do Egito, mesmo sabendo que sua saúde será colocada em risco. A maldição que o regime cárneo traz para o ser humano é a debilidade de sua saúde, basta olharmos em volta para termos a prova, ler os notíciários associando cada vez mais o consumo de carne ao câncer e outras doenças como Alzheimer. Deus não nos impede de fazermos nossas escolhas dietéticas. Cada um use seu livre arbítrio com sabedoria.

  6. dalvarenga disse:

    “O regime cárneo estimula intensivamente as tendências concupiscentes, e enfraquece a natureza moral e espiritual.”
    Para explicar o argumento você está se voltando aos escritos de Ellen White.
    Temos que ir à luz da Bíblia irmão.
    Analise a questão de um ponto de vista mais amplo e veja o maravilhoso simbolismo que toda a história da redenção do povo do Egito representa à luz da nova aliança. Todas as coisas que aconteceram são sombra do que haveria de vir.
    O povo sedento por carne representa a grande luta espiritual que o cristão enfrenta, onde a carne deseja o que é contrário ao espírito, mas não tem absolutamente relação ao consumo de carne. O povo estava desapontado e sem fé em relação às promessas de Deus e começaram a querer voltar para o Egito. Isso representa o cristão que uma vez que provou das bençãos de Deus, quer voltar às coisas do mundo e satisfazer os desejos da carne. Mas, novamente afirmo, que isso nada tem a ver com o consumo de carne.

    Em Hebreus nós encontramos uma passagem que aborda tal situação: “Ora, para aqueles que uma vez foram iluminados, provaram o dom celestial, tornaram-se participantes do Espírito Santo, experimentaram a bondade da palavra de Deus e os poderes da era que há de vir, e caíram, é impossível que sejam reconduzidos ao arrependimento; pois para si mesmos estão crucificando de novo o Filho de Deus, sujeitando-o à desonra pública.” Hebreus 6:4-6

    Isso foi exatamente o que aconteceu com o povo que não entrou na terra prometida e que sempre olhava para o Egito como se fosse melhor do que as promessas de Deus.

    Repito: Se o consumo de carne fosse trazer tal maldição, não acha que haveria alguma instrução específica no NT à esse respeito? A Bíblia deve ser nossa ÚNICA referência, e como tal, não nos apresenta nenhuma relação entre o consumo de carne e a comunhão com Deus à luz da nova aliança.

  7. Dalvarenga,

    Uma pessoa que sabendo que a carne é um alimento nocivo para a saúde e faz uso da mesma, está atentando contra a própria saúde. Existe uma diferença entre aqueles que ignoram seus malefícios e a consomem, daqueles que mesmo sabendo dos riscos que correm, espontaneamente se prontificam a correr esse risco.

    Quanto a comunhão com Deus, um exemplo simples:

    Uma pessoa que participa de um churrasco, se entope de carne, em seguida comem um docinho para compensar o sal do churras… após o churrasco, com seu organismo trabalhando a todo vapor para fazer a difícil digestão de tal alimento, vai querer saber de ler a Bíblia, dar um estudo Bíblico, visitar um irmão? ou vai querer dormir? Convivo com pessoas que adoram um churrasquinho, e horas depois estão ainda letárgicas, como em stand by, se esparramam pelo primeiro sofá que encontram, ficam anestesiadas.

    Enfim, cada qual escolha seu regime dietético. Se mesmo sabendo que o consumo de carne pode lhe causar tantos malefícios para sua saúde e a de seus familiares (falo isso pois crianças são desde novinhas expostas a esse alimento nocivo) e ainda assim querer assumir o risco, não sou eu quem julgarei, mas lamento, pois Deus nos deixou na Bíblia qual é a alimentação adequada para a manutenção da perfeita saúde do ser humano, essa alimentação é a do Éden antes da queda.

    Abraços!

  8. dalvarenga disse:

    Concordo 100% com seu último comentário.
    Mas isso, na realidade, se enquadra na glutonaria e não na ingestão de carne per si.
    Uma pessoa pode ter uma ótima dieta baseada em carne e ter mais energia e saúde do que um vegetariano que se entope de massa e doce. :)
    Isso é muito relativo e eu não concordo que devamos fazer uma relação direta entre o consumo de carne e a vida espiritual como Ellen White sugere.
    Deus abençoe

  9. W. Frank disse:

    Olá , boa noite a todos. O que o irmão Jorge cita em seu comentário “Até o dilúvio o povo de Deus foi vegetariano. A alimentação cárnea foi então emergencial. Após o dilúvio o homem deveria regressar ao regime original mas continuou a comer carne, abreviando seus dias de vida”, não me parece um argumento válido pois considerar esse argumento como válido seria o mesmo que dizer que essa “alimentação emergencial” deveria ser para todos os animais herbívoros que estavam na arca. Definitivamente, elefantes(o casal) bois e vacas, camelo e camela, etc nunca comeram carne, nem por emergência. Possivelmente Noé e sua família devam ter feito provisões de alimentos para esses animais. Se o homem não devesse comer carne então deveria ter feito também provisões. Eram apenas 8 pessoas que com certeza comem bem menos que um elefante. Sou da opinião de que o silêncio da bíblia vale ouro, mas no caso em foco ela é bem clara : existem carnes imundas e as que não são limpas(Lv11 e Dt14). EGW cita, com sabedoria, que nos últimos dias as carnes, mesmos as permitidas, não deveriam ser comsumidas. Basta vermos alguns vídeos como “A Carne é Fraca” e “Terraqueos”. Mas não é só a carne que está contaminada. Para vocês terem uma idéia, o feijão agora é seco com mata-mato para que todas as vagens sejam colhidas ao mesmo tempo. O que é pior??? Um pedaço, moderado de cabrito assado ou uma lazanha com muito queijo do tipo daquelas que servem nos almoços na IASD. Carne não pode entrar em nenhuma receita mas muçarela, açúcar refinado e massas com alto índica glicêmico pode. Tudo para dizer que não come carne. Isso para não falar da falta de temperança. O fato é : se você se empanturrar, do alimento que seja, vc não vai ter vontade de ler a bíblia nem dar estudos. Isso para não entrar na seara dos transgênicos. Churrasco não é saudável e pronto. O problema não é a carne(desde que permitida) o problema é a “fuligem” que impreguina na carne, aquela que dá ao churrasco um sabor típico. Há estudos que comprovam que ela está relacionada com alguns caso de câncer do intestino. Emtão não importa se vc faz só churrasco de queijo, cebôla ou até mesmo de ovo, irá lhe fazer mal.
    O fatos são : 1) Jesus comeu carne, é fato;
    2) Jesus deu carne para as pessoas comerem, é fato;
    3) Ele nos permitiu comer algumas carnes, é fato – quanto a isso, se fizermos um estudo veremos que os animais proibidos são os responsáveis pela limpeza do eco sistema.
    Me desculpem mas agora vou dormir pois tenho que levar meu filho na escola de manhã. Fiquem com Deus!!!

  10. Realmente a carne, ou animais que dizem que é animal de corte, pra diminuir o peso de assassinar os animais,não foi feito para o ser humano comer, só foi permitido quando nao tinha vegetação quando do diluvio, mas hoje não justifica consumir carne!

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