Justificação, Santificação e Glorificação

Importância do assunto:

Este tema tem que ver com a salvação, e nada é tão essencial na Bíblia quanto a nossa redenção. Justificaçãosantificação e glorificação são três processos na salvação do ser humano.

“A mensagem presente, a justificação pela fé é a mensagem de Deus… Não há um em cem, que compreenda a verdade bíblica sobre este tema, tão necessário para o nosso bem-estar presente e eterno.”1

“Isso, porém, eu sei que nossas igrejas estão perecendo por falta de ensino sobre o assunto da justiça pela fé em Cristo e verdades semelhantes.”2

“A mensagem da justificação pela fé: a mensagem de Deus, a mensagem da verdade, a mensagem que Deus ordenou fosse dada ao mundo, a mensagem que leva as credenciais do céu é a mensagem do terceiro anjo em linhas distintas e claras.”3

“Muitos que professam crer na mensagem do terceiro anjo, perderam de vista a justificação pela fé.”4

“O tema central da Bíblia, o tema em redor do qual giram todos os outros no Livro, é o plano da redenção, a restauração da imagem de Deus, na alma humana, o empenho de cada livro e passagem da Bíblia é o desdobramento deste maravilhoso tema.”5

“A justificação pela fé, em seu mais amplo sentido, abrange todas as verdades vitais, fundamentais do evangelho, a começar pela situação moral do homem ao ser criado e implicações: seguem-se vinte e duas verdades embutidas na justificação pela fé.”6

A doutrina da justificação pela fé em Cristo, de capital importância para a nossa salvação tem sido neutralizada por Satanás. Ela foi escondida durante séculos pelas tradições romanas, mas graças aos reformadores, destacando-se entre eles a figura ímpar de Lutero, ela foi revelada novamente.

A Igreja Adventista e a Justificação pela Fé

Nossa igreja, nos seus primórdios, correu o risco de entrar por sendas legalistas, mas damos graças a Deus, porque Ele nos mostrou o caminho seguro neste assunto. Este importante tema, estudado com interesse e entusiasmo pelos pastores Jones e Waggoner, foi apresentado em 1888, na Assembléia da Associação Geral de Mineápolis. Ele foi bem recebido pelo Presidente da Associação Geral e por Ellen G, White. Uma intensa e constante campanha foi encetada para que este ensino merecesse um lugar de destaque em nossos arraiais; contribuindo muito para a divulgação destas idéias pregações e artigos da mensageira deste movimento.

Alguns leigos e mesmo obreiros como Uriah Smith, a princípio rejeitaram a doutrina da justificação pela fé, temendo que estava havendo uma volta ao espírito das igrejas protestantes de onde havíamos saído.

Muitos adventistas, naqueles idos, e ainda hoje, apegados ao insidioso legalismo que ainda viceja em nossos arraiais, não podem ou não querem compreender esta maravilhosa verdade, crendo que é uma doutrina antibíblica, logo espúria, característica do protestantismo.

Diante destas afirmativas a única conclusão segura é esta: como igreja precisamos compreender melhor este assunto, pregando mais sermões para que nosso povo o compreenda com clareza e objetividade.

O que é Justificação?

Para Vincent, Word Studies in the New Testament, vol. III, pág. XI:

“Justificação pela fé envolve união pessoal com Cristo e conseqüente morte para o pecado e ressurreição moral para novidade de vida.”

“É a obra de Deus ao lançar a glória do homem por terra, e fazer pelo homem o que não lhe é possível fazer em seu próprio poder.”7

“A justificação é um ato da livre graça de Deus, mediante a qual Ele perdoa todos os nossos pecados e nos aceita como justos aos seus olhos, baseado somente na retidão de Cristo, a nós imputada, e recebida exclusivamente pela fé.”8

“Ser justificado independentemente das obras é ser justificado sem contar com qualquer coisa que mereça tal justificação.” Hodge.

“É a imputação divina da justiça de Cristo ao nosso nome individual.”9

Justificação é uma parte do processo completo da salvação.

“A justificação é um ato declarativo de Deus. Este ato de declarar o homem justificado não é como o ato de Deus regenerando o homem. Na regeneração efetua Deus uma mudança radical no homem, mas na justificação Ele declara, apenas, que não pode mais condená-lo e o restaura à Sua graça. Deus não faz o homem justo por declará-lo justificado. Uma das maiores glórias do evangelho é esta doutrina, que Deus, o justíssimo entre todos, pode justificar o injusto sem praticar injustiça.”10

Caminho a Cristo explica o que é justificação da seguinte maneira:

“Se vos entregardes a Ele e O aceitardes como vosso Salvador, sereis, por pecaminosa que tenha sido a vossa vida, considerados justos por Sua causa. O caráter de Cristo substituirá o vosso caráter e sereis aceitos diante de Deus exatamente como se não houvésseis pecado.”

Em outras palavras, assim poderia ser explicada: aceitando a Cristo como nosso Salvador pessoal, Deus nos liberta de toda a culpa, cobre-nos com o manto da justiça de Cristo, em lugar dos farrapos da nossa justiça, vendo Deus em nós a perfeita e imaculada justiça de Seu Filho.

Justificar, segundo o pensamento da Reforma do século XVI, significa considerar justo e nunca tornar justo como defendia o catolicismo. A igreja católica não considera a justificação como uma imputação legal da parte de Deus, mas sim tornar-nos ou fazer-nos justos.

Da leitura de Romanos 8:33 e 34 se conclui que justificar e condenar apresentam significação contrária. Se condenar é declarar alguém culpado, justificar é declarar justo e não tornar ou fazer justo.

O livro Fé e Obras, pág. 94, de Ellen G. White confirma este conceito ao declarar: “Justificação é o contrário de condenação.”

De modo geral, os comentaristas defendem que justificação é um ato exclusivamente judicial. Josué de Oliveira no livro O Aspecto Jurídico da Justificação insiste muito nesta tecla: “Justificação não é um ato de graça, mas sim de justiça”. Na página 16 escreveu: “Justificação à luz da Bíblia é um vocábulo judiciário, por mostrar nossa relação para com as sagradas leis do código divino á luz das quais os crentes são julgados.”

O conhecido professor Hans K. LaRondelle esposa a mesma idéia ao declarar sobre a justificação:

“Justificação é a divina atribuição ou imputação da justiça de Cristo, a crédito, perante Deus, do crente arrependido (Rom. 4:4-8). Trata-se de uma transação judicial de Cristo como mediador celeste, pela qual somos feitos retos para com Deus e temos acesso ao coração do Pai (Rom. 5:1-2) sendo, como resultado imediato que o amor de Deus é derramado em nosso coração pelo Espírito Santo que nos foi outorgado (Rom. 5:51. Desse modo, sem qualquer mérito de nossa parte recebemos o Espírito Santo pela fé em Cristo (Gál. 3:2, 5), e pode apropriadamente ser dito que somos justificados em nome do Senhor Jesus Cristo e no Espírito do nosso Deus (1 Cor. 6:11)”11

Hans Joachim Iwand declara: “Assim a justificação do homem diante de Deus tem sempre caráter ‘forense’, isto é, desenrola-se diante do fórum de Deus que julga justamente.”12

Mário Veloso diverge deste conceito ao afirmar:

“A justificação pela fé, conseqüentemente não é um simples ato forense ou justificação objetiva. Em verdade a justificação pela fé é um ato pelo qual Deus declara justo o homem injusto e pecador (II Cor. 5:21), porém, a reconciliação implica necessariamente uma transformação das relações existentes entre o homem inimigo e Deus. Esta transformação subjetiva é descrita pela paz que o homem inimigo recebe para tornar-se amigo de Deus no ato da justificação. Em sua atitude inimiga o homem perdeu sua verdadeira relação com Deus e dirige-se para a morte. Não há nada que ele possa fazer para sair desta situação. Somente a justiça de Cristo pode transformá-lo porque esta ‘é um princípio que transforma o caráter e rege a conduta’. Mediante a justificação Deus perdoa ao homem. O perdão de Deus não é meramente um ato judicial pelo qual Ele nos livra da condenação. É não somente perdão pelo pecado, mas livramento do pecado. É o trasbordamento de amor redentor que transforma o coração.”13

Processa-se a justificação no momento em que o homem aceita a Cristo como seu Salvador pessoal.

Paulo e a Justificação Pela Fé

O nascimento de Cristo foi o fato mais significativo que já aconteceu neste mundo. O Criador dos céus e da Terra, que habita na luz inacessível, torna-se um membro da família humana. Este ser ilimitado e onipotente nasceu de uma mulher, cresceu em humildade em lar campesino, viajou como um pregador itinerante, morreu em ignomínia e vergonha, ressurgiu da sepultura e ascendeu ao céu. Os doze apóstolos foram escolhidos como testemunhas oculares destas coisas.

Depois da ascensão, Cristo escolheu um outro homem através de quem o Espírito Santo mostraria a real significação daqueles históricos eventos que os doze apóstolos testemunharam.

É em Paulo que o Evangelho, dado aos filhos de Israel em tipos, sombras e promessas é totalmente revelado (Col. 1:26; Efés. 3:5; Rom. 16: 25-26; 1 Pe. 1:10-12; Heb. 1:2).

O tema do evangelho de Paulo era Cristo e Ele crucificado para a justificação de pecadores (I Cor. 2:2; Gál. 1:4). Naturalmente os outros apóstolos também enfatizaram a salvação de pecadores através de Jesus, mas Paulo mostra como o evangelho é uma revelação da justiça de Deus ( Rom. 1:16-17).

Uma das grandes questões que perturbaram os comentaristas bíblicos foi esta: Como poderia um Deus justo justificar pecadores sem cometer injustiça? Como ser misericordioso com os transgressores da lei de Deus e consistente com os reclamos da justiça divina?

Dentre as acusações feitas por Satanás, esta parecia ser a mais destacada: Deus não poderia ser ao mesmo tempo justo e misericordioso para com o pecador. O pecado aparentemente colocara a Deus diante do seguinte dilema:

1º) Se usasse apenas a Sua justiça, o homem deveria morrer, pois o salário do pecado é a morte. Mas o amor de Deus havia provido um meio pelo qual o Filho de Deus, tornar-se-ia o substituto do homem.

2º) Sendo Deus misericordioso, podia perdoar aos pecadores sem levar em conta Suas leis e Sua justiça, mas esta não é a justificação que Deus nos proporciona.

Como podia Deus aplicar o castigo sendo misericordioso e perdoar ao pecador sendo justo? Se Deus matasse o homem, Satanás o acusaria de tirano.
Se lhe perdoasse, Deus seria mentiroso.

A solução para este impasse Deus apresentou na cruz, sendo ao mesmo tempo justo e misericordioso. Desde que o pecador devia morrer para que se cumprisse a justiça, Cristo morreu em seu lugar, e pela sua morte oferece ao transgressor da lei também a Sua misericórdia. A justiça e a misericórdia de Deus foram harmonizadas na cruz como declara Paulo em Rom. 3:25 e 26, ao declarar que Ele é ao mesmo tempo justo e justificador daquele que tem fé em Jesus.

No Apêndice da Bíblia Vida Nova, pág. 341, lemos:

“Uma vez que do ponto de vista de Deus, não há nem sequer um justo (Rom. 3:10), como pode um Deus justo justificar o injusto? Rom. 8:33. Que o perdoe, compreende-se; mas atribuir-lhe justiça (que esse injusto não tem), declará-lo justo e ainda manter Deus Sua própria justiça, como o poderá?

Paulo nos ensina que graças à obra de Cristo, o veredito final pode ser reconhecido por antecipação; que os homens reconciliados com Deus podem ter desde já a certeza do pronunciamento final de justos. Mas sobre que base? Pelo fato de ter Cristo morrido por nós. . . justificados pelo seu sangue (Rom. 5: 9). À base do sacrifício de Cristo, de Sua vida entregue, Deus pode atribuir justiça a quem não a possui em si. Mas de que maneira? Graciosamente por Sua graça, responde Paulo. (Rom. 3:24). Esta dádiva preciosa é oferecida a todos, porém recebida somente pelos que depositam confiança em Cristo. (Rom. 3:22; 4:16; Col. 2: 16).”

O que Deus pede, de nós para sermos justificados? De acordo com Paulo, em Gál. 2:16, é preciso que tenhamos fé. Desta declaração jamais se deve concluir que a fé é a nossa salvadora.

Ellen G. White diz claramente: “A fé não é nossa salvadora. Cristo é o nosso Salvador.”

Fé é a mão que se estende e se apega às promessas de Deus. Nenhum mérito existe na fé.

A Bíblia de Jerusalém traz o seguinte comentário a Rom. 1:16:

“A fé é um ato pelo qual o homem se entrega a Deus, que é ao mesmo tempo verdade e bondade, como a fonte única da salvação.”

Para Paulo fé significa confiança em Cristo. “Fé é um dom divino que nos permite crer naquilo que não vemos. l Cor. 12:9; Heb. 11:1 e 3.”

A doutrina da justificação pela fé, é resumidamente explicada em Fil. 3:9 e amplamente expressa nas Epístolas aos Gálatas e aos Romanos.

O livro de Gálatas apresenta rigorosamente a salvação pela graça mediante a fé em Cristo, com ênfase na justificação pela fé.

Os estudiosos têm encontrado na carta aos Romanos os três aspectos da salvação :

a) Justificação – Rom. 3: 21 a 5: 21.
b) Santificação – Rom. – capitulo 6, 7 e 8.
c) Glorificação – Rom. 12 a 16.

No curso de Doutrina da Salvação do Dr. Hans K. LaRondelle, janeiro de 1983, ele salientou que a expressão “pela fé”, aparece 25 vezes nos primeiros 4 capítulos de Romanos e apenas 2 vezes “viverá”. Em Romanos 5 a 8 as expressões se invertem, pois “pela fé” aparece 2 vezes, e “viverá”, 25 vezes. Em Romanos 1 a 4 existe uma concentração no aspecto da fé – justificação; enquanto nos capítulos 5 a 8, a ênfase está na maneira de viver, isto é, a santificação.

O estudioso Matthew Arnold condensou a doutrina paulina da justificação pela fé em Romanos da seguinte maneira:

“O primeiro capítulo se refere aos gentios, e seu comentário é: Vós não tendes justiça. O segundo capítulo se refere aos judeus, e seu conteúdo é: Vós não tendes mais justiça do que eles, embora assim penseis. O terceiro capitulo apresenta a fé em Cristo como a única fonte de justiça para todos os seres humanos. O quarto capítulo dá à idéia da justificação pela fé o respaldo do Velho Testamento e da história de Abraão. O capítulo quinto insiste nas causas pelas quais devemos estar agradecidos e gozosos pelo dom da justificação mediante a fé em Cristo; ademais, um a história de Adão como uma ilustração. O capítulo seis coloca esta importantíssima pergunta: ‘Em que consiste esta fé em Cristo, à qual eu, Paulo me refiro?’ E responde a esta pergunta. O capítulo sete ilustra e explica sua resposta. Mas o capítulo oito, até o verso 28, amplia e completa a pergunta. O restante do capítulo oito expressa o sentido de segurança e gratidão que a solução do assunto colocado pode proporcionar. Os capítulos nove, dez e onze apoiam a tese do capítulo dois – tão difícil para um judeu, tão fácil para nós – segundo a qual a justiça não se obtém por meio da lei judaica; finalmente fala com esperança e gozo de um resultado final das coisas que hão de ser favoráveis para Israel.”

A Justificação e a Lei

As Epístolas aos Gálatas e Romanos provam que o crente é salvo pela fé, naquilo que Cristo fez por ele, e não por sua dedicação na prática de boas obras, ou por sua diligência na observância aos preceitos da lei (Gál. 2:16, Rom. 3:28).

Se confrontarmos Romanos 3:28, onde diz que o homem é justificado pela fé, independente das obras da lei, com Fil. 2:12 onde Paulo afirma: desenvolvei a vossa salvação com temor e tremor, parece haver contradição entre estas duas passagens. Como é possível dizer em Romanos que o homem é justificado independentemente das obras da lei e em Filipenses afirmar que temos de operar a nossa salvação? Nenhuma contradição pode haver nestas duas declarações do mesmo apóstolo.

Paulo diz taxativamente que ninguém pode tornar-se justo diante de Deus por seu próprio esforço. Ninguém pode apresentar-se perante Deus pensando ser aceito por ter praticado obras meritórias. A razão para isto é apresentada em muitas passagens bíblicas, como exemplo Ecles. 7:20 e Rom. 3:23.

A pessoa que aceitou a Cristo como seu Salvador revelará sua conversão no viver e no agir. Depois de crer, deve seguir um viver correto praticando as obras. Esta declaração de Lutero jamais deve ser esquecida: “Não nos tornamos justos praticando coisas justas, mas praticamos coisas justas sendo justos.” Com esta frase ele cortou o nó górdio da filosofia aristotélica, também aceita pela igreja católica que assim poderia ser expressa: praticando as virtudes o homem se torna justo diante de Deus.

A crença adventista quanto à observância da lei e da prática de obras está bem consubstanciada no seguinte parágrafo:

“As obras da lei não podem expiar pecados passados. A justificação não pode ser adquirida. Ela só pode ser recebida pela fé no sacrifício expiatório de Cristo. Logo, neste sentido, as obras da lei nada têm a ver com a justificação. Ser justificado sem obras significa ser justificado sem que haja qualquer mérito de nossa parte na justificação.”14

Na melhor biografia que já foi escrita sobre Cristo lemos:

“Uma religião legal nunca poderá conduzir almas a Cristo; pois é destituída de amor e de Cristo. . . . Nossas próprias obras jamais poderão comprar a salvação.”15

Lutero e a Justificação Pela Fé

“Lutero buscou alívio para o coração opresso, na renúncia e no afastamento do mundo, como monge, mas não o encontrou. Em 1500 encetou viagem a Roma, como delegado, esperando lá encontrar alívio do peso que o esmagava. Ao enxergar de longe a cidade, exclamou: ‘Santa Roma, eu te saúdo!’ Ficou, porém, decepcionado e chocado com a impiedade que lá encontrou. Pôs-se afinal a subir de joelhos a escada de Pilatos, apinhada de gente supersticiosa. Arrastou-se de degrau em degrau, repetindo a cada degrau suas orações até que uma voz de trovão lhe pareceu bradar dentro de si: ‘O justo vive pela fé!’ Ergueu-se imediatamente, viu a loucura de sua esperança de alívio mediante obras de merecimento. Uma nova vida seguiu-se a essa nova luz. Sete anos depois pregou ele suas teses na porta da igreja de Wittenberg e iniciou a Reforma.”16

Começou a ler intensamente a Bíblia e na carta aos Gálatas encontrou o ensino da justificação pela fé. Esta epístola de Paulo causou profunda impressão em sua vida, escrevendo o notável Comentário aos Gálatas, onde apresenta o pensamento central do cristianismo, a justificação do pecador exclusivamente por causa dos méritos de Cristo.

Outros estudiosos afirmam que ele descobriu a doutrina da justificação pela fé na epístola aos Romanos. Este pormenor não tem muita importância quando sabemos que Romanos foi uma expando de Gálatas, pois as duas cartas são bastante semelhantes quanto ao seu tema e conteúdo. Lutero em seu prefácio à Epístola aos Romanos escreveu:

“Esta epístola é a verdadeira obra prima do Novo Testamento, contém o mais puro evangelho, e é digna e credora não somente que o cristão a aprenda de cor, palavra por palavra, senão que a trate como o pão cotidiano da alma, porque é impossível que seja lida ou estudada demasiadamente, pois quanto mais alguém a maneja, mais preciosa chega a ser, e mais doce o seu sabor.”

Todas as confissões de fé protestantes são unânimes em mostrar o que é justificação, como ilustra o Artigo IV da Confissão de Ausburgo:

Sobre a Justificação

“Isto ensinamos: que não somos justificados diante de Deus em virtude de nossos méritos e obras, senão que somos justificados gratuitamente, na virtude de Cristo, pela fé, crendo que Cristo morreu para expiar nossos pecados e por Seu intermédio recebemos o perdão dos pecados.”

O Concílio de Trento teve como escopo principal combater a reforma, mas o debate número um do concílio, foi justamente a questão da justificação pela fé.

Diferença Entre Perdão e Justificação

“Justificação, por exemplo, é mais do que perdão. Ambas são doutrinas referentes à salvação e intimamente relacionadas entre si. Entretanto, não são a mesma coisa.

“À luz da Bíblia, o pecador é perdoado por Deus, sem, todavia, ser considerado justo. Remitir as penas de uma lei a favor de um réu é uma coisa. Declarar que esse réu é inocente e justo, em face da lei, é coisa diferente.

“O perdão cancela a culpa, e as penalidades do pecado. A Justificação declara que as exigências da lei estão plenamente satisfeitas, e que o acusado é Justo.

“Perdão é ato soberano da livre graça de Deus. Justificação é ato judicial, resultante do acórdão de um Tribunal infalível, no qual os crentes são julgados e são encontrados sem culpa. Por isto, Deus os proclama Justos.

“Perdão, à luz da Bíblia e da razão, é ato negativo. Justificação é ato essencialmente positivo. Enquanto o perdão põe de lado a culpa, a Justificação declara a justiça.

“Pelo perdão, o pecador se despe dos andrajos vis dos seus pecados e das suas imundícies. Enquanto que a Justificação o adorna com as vestes talares da justiça de Cristo a ele imputada.”17

O comentarista Lange afirma:

“Os versos 7 e 8 de Rom. 4 provam claramente que o perdão dos pecados faz parte da justificação; mas isso apenas como seu lado negativo, o que está inseparavelmente vinculado ao seu lado positivo, a saber, a imputação e a aplicação da justiça de Cristo, o que contém o gérmen e o poder da santificação.”

Justificação pela Fé no Velho Testamento

Muitos erram ao pensar que a justificação pela fé seja ensinada apenas depois de Cristo, quando na realidade ela é ensinada com o mesmo vigor nos dois testamentos.

A lembrança das seguintes passagens confirma nossa assertiva:

1º) Deut. 32:4: Tudo o que Deus faz e é, só é justiça.
2º) Isa. 11:4: Ele julgará com justiça.
3º) Sal. 72: 2: Livra-me por tua justiça.
4º) Jer. 23: 6: O Senhor será chamado: Justiça Nossa.
5º) Em Isa. 53 se encontra a justificação do ímpio através do sofrimento do Messias.

Os personagens do Velho Testamento não foram salvos por obedecerem ou praticarem boas obras, mas através de Cristo, como nos diz Paulo, citando o exemplo de Abraão em Romanos 4:2-3.

Não apenas em Romanos esta verdade é apresentada, pois em Gálatas 3:8, 11, 24 ele trata do fundo histórica da justificação no Antigo Testamento. Paulo faz bem claro em seus escritos que a justificação pela fé não é uma novidade excêntrica por ele inventada. Ela foi apresentada a Abraão quando Deus predisse que em sua semente todas as nações da terra seriam abençoadas. Gên. 12:1-3.

O exemplo mais significativo de justificação pela fé do Velho Testamento é o de Abraão, como nos indica Gên. 15:6: “Ele creu no Senhor, e isso lhe foi imputado para justiça.”

Abraão é citado por Paulo (Rom. 4:3; Gál. 3:6) como contestação ao falso ensinamento da justificado pelas obras. Será de bom alvitre também frisar que este mesmo personagem bíblico é apresentado por Tiago em oposição àqueles que negam o lugar das obras na vida do cristão.

Benefícios da Justificação

Paulo apresenta alguns destes benefícios:

a) Rom. 5:1 – Temos paz com Deus.
b) Rom. 5: 2 – Abre-se o caminho para nosso acesso a Deus.
c) Rom. 5: 3 e 4 – Dá-nos a esperança de uma vida melhor.
d) Efés. 2:10 – A justificação nos leva a produzir boas obras.
e) Temos alegria e felicidade na vida.
f) Proporciona-nos a esperança de uma vida futura.

Qual a Minha Parte na Justificação?

Parcialmente a resposta a esta pergunta já foi apresentada, mas podemos acrescentar:

Preciso crer em Cristo. Crer é confiar em tudo o que Ele faz e está fazendo por nós.

“O que significa crer em Cristo? Significa sentir necessidade dEle; crer que Ele pode e quer salvá-lo agora mesmo; e lançar-se sem reservas sobre Sua misericórdia, confiando unicamente nEle para a salvação.”18

Pastor Morris Venden, autor do livro Righteousness by Faith and the Three Angels Messages, escreveu:

“Se gostaríeis de ter toda a mensagem da salvação unicamente pela fé em Cristo, podeis sintetizá-la em dois versículos: S. João 15:5, que declara: ‘Sem mim nada podeis fazer.’ Quanto? ‘Nada!’ É isso mesmo e nada mais!’ A outra passagem é Fil. 4:13: “Tudo posso naquele que me fortalece.’ Quanto? ‘Tudo’. É tão simples assim. O menor menino ou menina pode compreendê-lo. Sem Cristo, nada posso fazer. Com Ele, tudo possa fazer. Portanto a única coisa que posso realizar é ir ter com Cristo. Isso é tudo que posso fazer para ser salvo.’19

Consciente de que nada posso fazer vou a Cristo, e a promessa bíblica é esta : “. . . e o que vem a mim, de modo nenhum o lançarei fora.” S. João 6:37. Paulo, em suas epístolas emprega 154 vezes a expressão “estar em Cristo”.

Santificação

O que é santificação? Após sermos justificados, o Senhor trabalhará em nós e por nós, na obra de preparar-nos para o Céu, isto é santificação.

A santificação pode ser comparada a uma escada com muitos degraus que levam da terra ao Céu. Mas só existe uma escada assim, e precisamos descobrir onde ela começa antes de tentar subir. Os caminhos que a ela conduzem são: O chamado de Deus, o arrependimento, a conversão, a justificação, a regeneração ou novo nascimento. Cumpre a nós trilharmos estes caminhos.

A palavra santificação apresenta uma gama muito variada de significados. Relacionada com os pertences do culto do santuário “pôr à parte para uso santo”, “tornado livre do pecado”, “purificado”. Em nosso contexto, a palavra é empregada no processo pelo qual, depois da justificação, o cristão deve desenvolver um caráter que o qualifique para o céu.

“A santificação começa por ocasião da conversão, e continua através de toda a vida do crente. É o gradual desenvolvimento de um caráter semelhante a Cristo, produzido pela submissão do crente à graça de Deus. Abrange todo o momento da vida, e é de importância progressiva. Significa perfeito amor, obediência e perfeita conformidade à vontade de Deus.”20

Os que se convertem a Cristo são por Ele santificados, isto é, separados para Deus, e por isso denominados santos. Atos 9:32; Rom. 1:7.

A santificação é um processo de desenvolvimento espiritual, auxiliado pelo Espírito Santo, para que o homem possa prestar verdadeiro culto (serviço) ao Pai. Rom. 12:1.

Segundo a Bíblia, o propósito da santificação é que o velho homem deixe de viver e Cristo viva nele.

Justificados pela fé, declarados justos perante Deus, ou libertos da culpa de nossos pecados no passado, estamos preparados para a santificação ou para vencer o pecado em Cristo. Justificação é a obra de Cristo por nós, enquanto santificação é a obra de Cristo em nós. Disse alguém que: “Conversão é dar o primeiro lugar para Deus em nossa vida, enquanto santificação é permitir que Ele continue sendo o primeiro em nossa vida.”

A justificação deve trazer como conseqüência a santificação, tendo a Cristo como o orientador em nossa vida. Gál. 2: 20; Efés. 3:14-19.

A aceitação de Cristo significa pautar a nossa vida pela Sua Palavra. Heb. 12:14.

A Sua Santa lei deve ser o nosso padrão de procedimento e de justiça.

Um caráter formado à semelhança de Cristo é o alvo a ser atingido. Efés. 4:13.

“Santidade é constante acordo com Deus. Não seremos nós aquilo que Cristo tão grandemente deseja que sejamos – cristãos em atos e em verdade – para que o mundo possa ver em nossa vida uma revelação do poder salvador da verdade? Este mundo é nossa escola preparatória e enquanto aqui estivermos enfrentaremos provas e dificuldades. Mas estamos seguros enquanto nos apegarmos Àquele que deu Sua vida como uma oferta por nós…”21

Paulo em suas epístolas deu muita ênfase à santificação como atestam os seguintes passos:

a) Rom. 8:1-11. Estes versos revelam que a justificação pela fé e a operação do Espírito resultam em uma vida de santidade.
b) II Cor. 5:17. “E assim, se alguém está em Cristo, é nova criatura: as cousas antigas já passaram; eis que se fizeram novas.”
c) I Cor. 1:30. “Mas vós sois dele, em Cristo Jesus, o qual se nos tornou da parte de Deus sabedoria, e justiça, e santificação, e redenção.”
d) Col. 2:6. “Ora, como recebestes a Cristo Jesus, o Senhor, assim andai nele.”
e) I Tess. 4:3. “Pois esta é a vontade de Deus, a vossa santificação.”

Pedro faz apelo idêntico: “Porque escrito está: Sede santos, porque eu sou Santo.” I Ped.1:16.

Diferença Entre Justificação e Santificação

Na própria igreja adventista não tem havido uniformidade na distinção entre justificação e santificação, pois um de nossos líderes, na Austrália, crê que justificação não inclui santificação; do outro lado, os americanos defendem que justificação pela fé inclui santificação.

Ellen G. White advertiu-nos para que não tentássemos “definir minuciosamente os delicados pontos de distinções entre justificação e santificação” onde a inspiração silencia.”22

Barclay explica a diferença entre justificação e santificação nos seguintes termos:

“Por meio de Jesus mudou-se nosso ‘status quo’ em relação a Deus. Pecadores que éramos fomos postos na devida relação para com Deus. Mas isto não basta. Não só tinha que ser mudada nossa relação, mas também nosso estado. O pecador salvo não pode continuar pecador; tem de tornar-se homem reto. . . Aquele que mudou nossa relação para com Deus pode também mudar nossa estado. Começa Ele pondo os pecadores na devida relação com Deus, mesmo quando ainda são pecadores; prossegue Ele, por Sua graça, a habilitar esses pecadores a cessar seu pecado e tornarem-se homens bons. Existem nomes técnicos para esses fatos. A mudança do nosso ‘status quo’ é justificação; aqui é onde começa todo o processa da salvação. A mudança de nossa estado é santificação; aqui é onde continua o processa de salvação e jamais termina, até que O vejamos face a face e sejamos semelhantes a Ele.”23

A seguinte frase de Ellen G. White é oportuna para diferençar justificação e santificação:

“É imputada a justiça pela qual somos justificados; aquela pela qual somos santificados, é comunicada.”24

Hans K. LaRondelle afirma:

“Existem dois erros que ameaçam nossa compreensão da relação bíblica entre a justificação e a santificação. Um deles é a separação das duas, o qual ilegitimamente vai além da distinção que Paulo fez das mesmas. O outro é a identificação total das duas de tal maneira que uma delas é absorvida pela outra.”25

Paulo em Col. 2:6 nos apresenta a diferença entre estes dois processos de salvação: “Ora, como recebestes a Cristo Jesus, o Senhor, assim andai nele.” Receber o Senhor Jesus Cristo é justificação. Andar nele (permanecer nele) é santificado.

Morris Venden afirma:

“A justificação pela fé constitui o fundamento da salvação, e a santificação pela fé representa as paredes erguidas sobre esse fundamento.”26

Poderíamos acrescentar ser a glorificação o privilégio de habitar nesse edifício para sempre.

O pensamento seguinte é digno de nota:/

“Se algum escritor quisesse interpretar as passagens da Escritura que se referem à justificação pela fé como se elas nos desobrigassem com respeito à santidade, tal interpretação deveria ser rejeitada, porque é contrária ao espírito do evangelho.”27

Seis meios usados para a Santificação dos Crentes:

a) Deus. I Tes. 5:23. “O mesmo Deus de paz vos santifique em tudo; e o vosso espírito, alma e corpo, sejam conservados íntegros e irrepreensíveis na vinda de Nosso Senhor Jesus Cristo.”
b) Jesus Cristo. l Cor. 1:30. “Mas vós sois dele, em Cristo Jesus, o qual se nos tornou da parte da Deus sabedoria, e justiça, e santificação, e redenção.”
c) O Espírito Santo. l Ped. 1:2. “Eleitos, segundo a presciência de Deus Pai, em santificação do Espírito, para a obediência e a aspersão do sangue de Jesus Cristo: Graça e paz vos sejam multiplicadas.”
d) A Palavra. S. João 17:17. “Santifica-os na verdade; a tua palavra é a verdade.”
e) Provas. Tiago 1:2-4.
f) A Igreja. Efés. 4:11-13.

Ellen G. White e a Santificação

No livro A Santificação ela nos apresenta preciosas gemas sobre este assunto, de onde quero destacar apenas dois excertos:

“A santificação bíblica não consiste em forte emoção. Eis onde muitos são levados ao erro. Fazem dos sentimentos o seu critério, Quando se sentem elevados ou felizes, julgam-se santificados. Sentimentos de felicidade ou ausência de gozo não é evidência de que a pessoa esteja ou não santificada. Não existe tal coisa como seja santificação instantânea. A verdadeira santificação é obra diária, continuando por tanto tempo quanto dure a vida.” – Pág. 10.

“A santificação é uma obra diária. Que ninguém se engane a si mesmo com a crença de que Deus lhe perdoará e o abençoará, enquanto está pisando um de Seus mandamentos. A prática voluntária de um pecado conhecido silencia a testemunhadora voz do Espírito e separa de Deus a alma. Quaisquer que sejam os êxtases do sentimento religioso, Jesus não pode habitar no coração que desrespeita a lei divina. Deus apenas honrará àqueles que O honram.” – Págs. 102-103.

“A santificação é um processo pelo qual o crente se torna realmente santo e justo.” A. B. Langston.

Deus espera que seus filhos, pelo processo da santificação, alcancem o alvo que Ele tinha em vista quando lhe ofereceu o perdão e o regenerou.

Glorificação

É o ato final no processo da salvação. Paulo nos ensinou que ela viria em último lugar. Rom. 8:30.

É a recompensa dos que foram justificados e santificados por Cristo. Rom. 8:19-23; 1 Tes. 4:16-17; II Ped. 3:13.

A glorificação será após a segunda vinda de Cristo.

As promessas relativas a este evento são muitas nas Escrituras, como nos revelam as seguintes passagens:

a) Isa. 62:11.
“. . . Eis que vem o teu Salvador; vem com Ele a Sua recompensa, e diante dele o seu galardão.”

b) I Tes. 4:17 última parte:
“. . . e assim estaremos para sempre com o Senhor”

d) II Tim. 4:8.
“Já agora a coroa da justiça me está guardada, a qual o Senhor, reto juiz, me dará naquele dia, e não somente a mim, mas também a todos quantos amam a sua vinda.”

d) Apoc. 22:14.
“Bem-aventurados aqueles que lavam as suas vestiduras, para que lhes assista o direito á árvore da vida, e entrem na cidade pelas portas.”

Os teólogos falam da salvação em três tempos como indicam os verbos no original grego:

Passado – Justificação. Fui salvo. É o que Cristo fez por nós. Tito 3:5.
Presente – Santificação. Sou salvo. É o que Cristo está fazendo por nós. I Cor. 1:18.
Futuro – Glorificação. Serei salvo. É o que Cristo fará por nós. Rom. 5:9.

O seguinte quadro apresenta uma síntese e cotejo das três facetas da salvação:

Justificação – salvação de nossos pecados passados.
Santificação – salvação de nossos pecados presentes.
Glorificação – seremos salvos de um mundo de pecado,
Justificação – limpa os registros de nossa vida.
Santificação – conserva os registros limpos.
Glorificação – não há mais lembrança desses registros,

Justificação – liberta-nos da penalidade ou culpa do pecado.
Santificação – liberta-nos do poder do pecado.
Glorificação – liberta-nos da presença do pecado.

Justificação – entregamo-nos a Cristo.
Santificação – seguimos o caminho com Cristo.
Glorificação – estaremos com Cristo.

Justificação – nosso título para o céu.
Santificação – nossa idoneidade para o céu.
Glorificação – o privilégio de estar no céu.

Justificação – é um ato de graça.
Santificação – é o crescimento na graça.
Glorificação – é o desfrute da graça.

Justificação – é momentânea.
Santificação – prolonga-se por toda a vida.
Glorificação – estende-se por toda a eternidade.

Justificação – é um processo pontilhar.
Santificação – é um processo linear.
Glorificação – é um processo imensurável.

A composição seguinte intitulada: Lugar da santificação, apesar de repetitiva em alguns de seus conceitos é útil para diferençar Justificação, Santificação e Glorificação.

A Justificação é o ponto de partida.
A Santificação é o caminho a percorrer.
A Glorificação é a meta a que se tem de chegar.

A Justificação é a lavagem das vestes.
A Santificação é andar com as vestes brancas.
A Glorificação é entrar nas bodas do palácio real.

A Justificação nos faz sair do poço do pecado.
A Santificação nos guarda de cair novamente nele.
A Glorificação fará desaparecer o poço.

A Justificação é a justiça divina imputada ao pecador.
A Santificação é a santidade divina comunicada ao crente.
A Glorificação é a glória divina partilhada com o santo.

A Justificação é o ladrão na cruz.
A Santificação é Enoque andando com Deus.
A Glorificação é assentar-se á mesa com Abraão, Isaque e Jacó.

A Justificação é Cristo na cruz do Calvário.
A Santificação é Cristo no trono da graça.
A Glorificação é Cristo em Sua 2ª vinda em glória e majestade.

A Justificação ocorreu quando estávamos no mundo (passado).
A Santificação ocorre enquanto andamos pelo caminho que conduz ao céu (Presente).
A Glorificação ocorrerá quando chegarmos ao céu (futuro).

A Justificação é: “Eis que já estás são”.
A Santificação é: “Vai-te e não peques mais”.
A Glorificação é: “Não haverá lembrança das coisas passadas”.

A Justificação é obra de um momento.
A Santificação é obra de toda a vida terrestre.
A Glorificação é obra da eternidade.

A Justificação é fazer o barco afundado flutuar.
A Santificação é a viagem de barco até o porto desejado.
A Glorificação é a chegada ao porto da salvação.

“Por isso que Deus nos escolheu desde o princípio para a salvação pela santificação do Espírito e fé na verdade.” II Tess. 2:13.

Referências:

1. Ellen G. White, Review and Herald, 3-9-1889.
2. ____________, Obreiros Evangélicos, pág. 301.
3. ____________, Review and Herald, 28.5-1954.
4. ____________, Testemunhos Seletos, vol. II, pág. 366.
5. ____________, Educação, págs. 125-126.
6. ____________, Christ Our Righteousness, pág. 607. A.G. Daniels. Ver Revista Adventista, março de 1966, pág. 6.
7. Ellen G. White, Testemunhos para Ministros, pág. 456.
8. Catecismo de Westminster.
9. Justificação, Santificação e Glorificação, p. 27, Hans K. LaRondelle.
10. Esboço de Teologia Sistemática de A.B. Langston, pág. 285.
11. Doutrina da Salvação, pág. 56, Hans K. LaRondelle.
12. A Justiça da Fé, pág. 69.
13. O Homem – Uma Pessoa Vivente, pág. 188.
14. SDABC, vol. 6, pág. 509.
15. O Desejado de Todas as Nações, pág. 280.
16. 6.000 Illustrations, pág. 400.
17. O Aspecto Jurídico da Justificação, págs. 17 e 18 – Josué A. de Oliveira.
18. Teologia Sistemática de Strong, pág. 840.
19. Meditações Matinais, 11-2-1981.
20. Introdução da Lição da Escola Sabatina de 8 de agosto de 1959.
21. Manuscrito 61, 2-7-1903. Citado em Meditações Matinais de 2-7-1983.
22. Comentário sobre Romanos 3:24-28 do SDABC.
23. The Letter to the Romans, págs. 75 e 76.
24. Mensagens aos Jovens, pág. 35.
25. Doutrina da Salvação, pág. 20.
26. Meditações Matinais – 11-2-1981.
27. História, Doutrina e Interpretação da Bíblia, pág. 153 – Joseph Angus.

Extraído da Apostila “Explicação de Textos Difíceis” de Pedro Apolinário – Professor de Grego e Crítica Textual no Seminário Adventista Latino-Americano de Teologia.

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“SOLO CHRISTO”, “SOLA GRATIA”, “SOLA FIDE”, “SOLA SCRIPTURA” (salvação somente em Cristo, somente devido à graça de Deus, somente pela instrumentalidade da fé, somente com base na Escritura)
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Uma resposta para Justificação, Santificação e Glorificação

  1. karoline sampaio disse:

    Muito bom! Parabéns pelo excelente conteúdo deste material!!

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